SANCHO PANZA - LAS BIENAVENTURANZAS

Nossa aventura começa com Adônis, vermelho como um petista, furioso como um Jair (aquele mesmo que você está pensando), gritando apoplético: “Goiano, eu vou te matar!”

Um médico cubano, sem REVALIDA (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira), procedia a consulta, literalmente trepado sobre Adônis e falando com o dono da zorra toda em portunõl: – Señor Berto, sin duda, Adônis aún vive. Precisamos tirar essa roupa que o gajo está usando. É isso que o está matando, vá a morir. Llama a King, el lider supremo. Ele habla portunõl.

Não havia outro jeito, outra solução à vista. Berto pegou o famoso “telefone vermelho”, com o qual se comunicava com todos os líderes mundiais. Teclou nervosamente o número do mais complicado de todos (não, não é o Jair) e, para fazê-lo desistir, caprichou no idioma de Cervantes: – Voy a llamar a King João Um, se va a enterar,…ring… ring…ring….oigaaa,.. ¿está João?, que se ponga,…¿King João Um?, mira es que…sí, sí, si,…. pero,… sí, si, sí,….. es que,… sí, lo que tú digas,.. sí, sí,.. siempre a tus órdenes,…A ligação acabara, as esperanças também. Era o fim de Adônis? Era o fim da gazeta mais famosa da Galáxia? Aguarde o próximo telefonema. Trinta segundos após o primeiro, eis que o “telefone vermelho” volta a ser acionado. Dessa feita foi Dalinha, que acertou com Maria da Graça Mene Ghel o horário do “ensaio geral”.

Em um canto Polodoro, o único intelectual da trupe, pensava de si para consigo: o que tá acontecendo neste hospício? Olho para um lado e vejo o Goiano todo alegre e saltitante dentro da fantasia; olho para o outro canto e vejo a Violante, a Xolinha, a Chupicleide e a Dalinha encantadoras e, com o perdão da palavra, uns verdadeiros pitéis, já devidamente paramentadas. O que dizer dos demais fubânicos ostentando caras de velório, se negando a vestir o belo uniforme? E a cara de preocupação de Berto? Por Santa Aline das causas perdidas, o que está acontecendo?

Coube a Sancho, relutante em vestir o traje, apesar de ter gente que dirá que ele adorooooooou sua “roupitcha”, informar nosso fiel leitor, o que ocasionou tal pandemônio na esfuziante redação Besta Fubânica, aqui no Recife.

Tudo começou com um vídeo, onde Goiano Praga Torta aparece cantando em um karaokê no Cabaré da Catifunga Treis Oitão, com sua irmã (oh Glória!!!). O tal vídeo fez um sucesso estrondoso, foi parar no horário nobre, no JR, onde os maiores jornalistas da estratosfera, os maravilhosos, esplendorosos e bolsonaristas (tem gosto pra tudo) apresentadores trouxeram à luz o talento da dupla, que começou criança, cantando na horta da família.

A fama repentina e a coisa toda indo às mil maravilhas, os anunciantes querendo mais e mais nossa gazeta, mas (ditatorial mas), alegria de pobre dura pouco; a (des)inteligência Norte-Kolmeiana ficou sabendo do vídeo e, por dever de ofício, entregaram ao Líder Supremo, Primeiro Secretário do Partido dos Trabalhadores da Kolméia, presidente da Comissão Militar Central, Presidente da Comissão de Defesa Nacional, Comandante Supremo do Exército Popular da Kolméia e membro do Presidium do Politburo, o mais alto órgão de decisão da Kolméia, com um único homem no poder, mais recheado de títulos do que o Real Madrid, sendo frequentemente chamado de Marechal King João Um, “o Marechal”.

Temeroso da reação do tal dono de tudo na Norte-Kolméia, famoso por, segundo seus caluniadores, ameaçar jogar bomba nos desafetos, Berto falou reservadamente com Kim YôYô-Joang, a irmã de João Um sobre seu medo de que o JBF voasse pelos ares, sendo que a simpática maninha apavorou de vez a Berto, dizendo que os dias do JBF estavam contados (tic, tac, tic, tac, tic, tac).

Tudo estava em segredo, mas (furíssimo mas), o jornal JooongAngg Ilbooo Kolméia deu o furo: o líder adorara o vídeo e queria a dupla imediatamente cantando ao vivo em seu palácio (Palácio da Chuva de Kumsusyn). Os espiões, tentando dissuadir Um, disseram que seria difícil tal empreitada, pois eram jornalistas de um tal JBF, que tinham liberdade de expressão. O AMADO LÍDER riu da tal “liberdade de expressão” e disse que não via problema algum e, que se fosse o caso, que viessem todos. E melhor, agora tomara a decisão final, exigia TODO o time da gazeta devidamente paramentado com uniforme de PAQUITAS, desfilando junto à tropa, na solenidade cívico-militar em memória de seu avô, o cruel King Bolso Zero Naro e com obrigatório show musical de todos os fubânicos dançando e cantando o repertório inteiro da “rainha dos baixinhos”. Senão, BUM! Estouro, faísca e muita fumaça.

O jato norte-kolmeiano levantou vôo do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes Gilberto Freyre, levando, além da tripulação, as seguintes figuras: Berto, com cara de poucos amigos e fantasia de Xuxa; Adônis, sim, ele sobreviveu, mas embarcou vestindo camisa de força e fantasiado de Xiquita Sorvetão; Violante (Pituxa); Arthur Tavares (Catuxa); Joaquimfrancisco (Xiquitita Surfista); Dalinha (Catuxita Top Model); Jesus de Ritinha de Miúdo (Paquitita Loura); José Ramos (Paquita Thatá); Marcos Mairton (Paquita Teté); Goiano (Pituxita Bonequinha); Severino Souto (Pituxa Pastel); Maurino (Miúxa Bruxa); Altamir Pinheiro (Catuxa Jujuba); Anderson Braga Horta (Xiquita Bibi); Newton Silva (Paquita Lê); Aristeu Bezerra (Paquitita Pluft); Carlito Lima (Paquita Dezza); Carlos Aires (Paquita Chaveirinho); Sancho Pança (Paquita Miss Queimados); Roque Nunes (Paquita Jô); Carlos Ivan (Paquita Grazy Modelão); Cícero Tavares (Paquita Flashdance); Bernardo (Paquita Babunitona); Fernando A Gonçalves (Paquita Lady Di); José Paulo Cavalcanti ( Paquita Docinho); Marcelo Bertoluci (Paquita Perua); Mauricio Assuero (Paquita Cabritinha); Rodrigo Buenaventura de León (Paquita Pastelzinho). Era isso ou, BUM! Estouro, faísca e muita fumaça. Ou show ou BUM! Estouro, faísca e muita, muita fumaça.

Post scriptum: o texto acima representa duas singelas homenagens de Sancho; a primeira, a todos os fubânicos acima citados, que aprendi a amar desde minha primeira acessada a este blog, no final de 2013. A segunda é que fui tão fã da trupe da señora Meneghel, que aproveito este espaço, repleto de artistas, chamado JBF, para justa e oportuna lembrança de todas as maravilhosas mulheres que, ao vestirem o imortal manto de PAQUITA, encantaram baixinhos do mundo todo com beleza, encanto, talento e competência. Infelizmente só os diamantes são eternos, mas (benedicto mas), a arte tem o dom de nos transformar em imortais. Vai-se a carne, fica a obra.

18 pensou em “E BERTO FOI PARAR NA KOLMÉIA DO NORTE

  1. O tempo passa, o tempo voa… Obrigada Sancho por me fazer “matar a saudade” das belíssimas Paquitas, que eram puro show na infância que se foi. Xuxa, eterna rainha, te amo!!!!!!

  2. puta que lo parió…..Paquita Cabritinha? Mas, logo eu que gosto de comer bode, vou ter que correr dos bodes pra não ser comida? Que achou que a cura de doidos dessa fazera escrota tinha se exaurido, cometeu um erro da peste. Todo dia aparece um com um apito de guarda de trânsito na boca. Zé Limeira reencarnou e baixou por aqui.
    Obrigado, meu nobre. Como diz a música Balada para louco, de Moacir Franco, “vivam os loucos que inventaram o amor”.

  3. Caramba!!!

    Esse “bicho” é muito mais doido do que imaginávamos. Criamos um monstro!!!

    Corre que abriram as portas do hospício.

    P.S. Um monstro do bom humor e da sacanagem saudável. ahahahah

    • Corre que abriram as portas do hospício. Por essa porta saíram esses amados fubânicos que Sancho tanto ama. Beijo no coração, amigo Adônis.

  4. Viva Sancho, El Panza,
    Vejo que o caro amigo compôs a geração dos “punheteiros da Xuxa” e pelo conhecimento demonstrado obrou com louvor na função.
    Fico orgulhoso da comparação com a Paquita Pastelzinho, se não me engano a bela Monique Alfradique.
    Já esta paquita aqui está em forma, forma de barril.
    Nos constituímos em uma bela paquita de 1,89m, 120 kg, careca e com pernas e corpo cabeludos (estilo urso), nada que um bom barbeador não resolva.
    Beijinho, beijinho, tchau, tchau.

    • Sancho compôs a geração em que as filhas, no final da dolescência, gostavam da Xuxa. Pancho aproveitava para se apaixonar, a cada programa, por Monique Alfradique.

  5. Sancho Panza me levando a 1983, “Em Ritmo de Embalo”!! É para arrombar a tabaca de Xolinha!

    Também ficaria feliz se recebesse a alguma de Priquita Flashdance!

    Viva Panza, o fera do JBF!

  6. Em complemento ao texto de ontem (SANCHO PANÇA – SÃO BERNARDO DO CAMPO-SP,
    Publicado em 11 de junho de 2020 – AGRO É VIDA), eis outra boa notícia:
    E lá vai Tereza batendo um bolão na Agricultura – Divulgado ontem, o relatório do USDA (The United States Department of Agriculture) elevou as estimativas para a safra mundial 2020/21 de grãos, em especial com mais um recorde do Brasil da produção de soja, que deverá ser de 131 milhões de toneladas.

    • Tudo isso é fruto do trabalho incansável de gente do maior quilate,como o engenheiro agrônomo da EMBRAPA, o señor Welinton Alencar.

      Aproveito também para LEMBRAR de incluir em tal lista de incansáveis trabalhadores os nossos irmãos caminhoneiros, que transportam as coisas do campo para a mesa de todos os brasileiros. Como fui esquecer minha categoria profissional? Obrigado por me puxar as orelha Tonhão do Mercedão, velho companheiro, comedor de poeira das estradas da vida e que me ligou “fulo da vida” por eu ter esquecido de nossa patota.

    • Foi uma pena ter “faltado” Paquita para que Sancho pudesse homenagear todos os colunistas e comentaristas desta maravilhosa gazeta. Pensei em inventar nomes, mas aí seria macular a ideia de abraçar com palavras as pessoas que fazem nosso dia algo especial.
      Grande abraço, señor Tavares.

  7. Caro Sancho tu é uma cara porreta. Falca coisas que não machucam. Pelo contrário, leva tudo na gozação. Bem numa boa. Eu gostei demais do texto, viu bichão? Fazer parte desse famoso grupo de paquitas, gente da melhor expressão do JBF é uma honra. Quero ver o esporro que v deve levar do Papa Berto. por lhe fantasiar de Xuxa. O Chefão é legal, esporrento que só, não tem medo de escuro, fala aos quatro cantos com a mesma sinceridade de sempre. Sabe, Sacho, tá faltando esse ar de gozador no JBF. Ora levar tudo na graça. Aquele abraço. . . ,

    • Eita bichinho ruim da peste, esse tal de coronavírus. Apesar de invisível é casca grossa escreveu você em crônica recente. Creio que o mesmo pode se dizer de Berto, só que tudo ao contrário. Aposto que ele até se imaginou cantando Ilarilarilariê (ô, ô, ô)
      Ilarilariê (ô, ô, ô)
      Ilarilarilariê (ô, ô, ô)
      É a turma do Berto que vai dando o seu alô.

    • Eita bichinho ruim da peste, esse tal de coronavírus. Apesar de invisível é casca grossa escreveu VOCÊ em crônica recente. Creio que o mesmo pode se dizer de Berto, só que tudo ao contrário. Aposto que ele até se imaginou cantando Ilarilarilariê (ô, ô, ô)

      Ilarilariê (ô, ô, ô)

      Ilarilarilariê (ô, ô, ô)

      É a turma do Berto que vai dando o seu alô.

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