DICOTOMIAS

Desde quando iniciei meu primeiros passos no entendimento do mundo, epifania esta iniciada há já algumas muitas décadas, um aspecto que sempre me fascinou foi a enorme tendência que a maioria das pessoas possui a supersimplificar qualquer assunto que lhes seja apresentado, sempre os reduzindo a uma explicação extremamente simplória, óbvia, clara e cristalina e…ao final, totalmente errada!

Ao ouvirem algum argumento de peso da parte de um especialista que se debruçou sobre o assunto por largos períodos de tempo, e com o qual não concordam, pois o mesmo não se enquadra em seus simplórios esquemas mentais, tornam-se agressivos e aumentam o nível de decibéis em proporção à fraqueza dos seus pífios argumentos, se exaltam, se zangam, e por aí segue a brutal exposição de ignorância crassa. Estou fora!

Este tipo de pessoa é aquele que se torna especialista em qualquer assunto após ouvir, por meros cinco minutos, uma explanação de quem entenda profundamente do mesmo. A partir daí os debates com este tipo de gente, se é que podem ser chamados assim, deixam celeremente a condição de diálogo (raciocínio a dois – dia logos) e transformam-se rapidamente em mero bate-boca, onde ninguém ouve mais ninguém e a grande preocupação é apenas a de ganhar aquela discussão no grito.

A marca registrada dessas toscas visões do mundo é a sua divisão bipolar entre extremos incomunicáveis e diametralmente opostos. O mundo, segundo estes, segue fielmente a teoria das duas alternativas, sempre! Todas as questões do mundo se resumem a simples dilemas. Ou é isto, ou é aquilo! Nada na alma lhes diz mais que as suas ingênuas e pífias suposições a respeito de como as coisas são e se comportam. Não há nuanças; não há sutilezas; não há fenômenos com múltiplas causas; não há interação de fatores; não há uma causação circular e tautológica; nada disso. A análise toda é sempre PRETO NO BRANCO! E estamos conversados.

A paz mental que esta “santa” ignorância dá aos embrutecidos indivíduos por ela acometidos é algo absolutamente enternecedor. É tanto que se torna digna de inveja por parte daqueles que evoluíram um pouco mais nas sendas do raciocínio e que conseguem vislumbrar as fímbrias dos imensos e majestosos princípios, regras e mistérios que estão contidos nos mais prosaicos dos aspectos de nossa “simples” realidade cotidiana.

Essa tendência incrível e inevitável ao dilema, ou isto ou aquilo, iniciou-se com a velha religião de Maniqueu, na Pérsia, com os Maniqueístas, onde a cosmogonia preconizava uma divisão básica entre o “bem” e o “mal”, visão esta grandemente absorvida pelo cristianismo.

Quem conferiu tinturas de sapiência a este raciocínio raso e rasteiro foi um tal de Hegel, santo padroeiro dos comunas, com sua distorção brutal da dialética aristotélica. O que para Aristóteles significava um embate interno entre diferentes visões do mundo, sempre dentro do cérebro do filósofo, quando este comparava ideias como forma para alcançar patamares mais altos e mais ricos de conhecimento; após a distorção Hegeliana passou a ser um mero bate-boca entre diferentes opiniões, ganhando a discussão quem gritasse mais alto ou se utilizasse melhor de falácias e sofismas. Para Aristóteles, este tipo de embate verbal era mera “Erística”, e não dialética.

Depois da divisão entre a direita e a esquerda verificada na Assembleia parisiense quando da Revolução Francesa de 1789, juntamente com o desdobramento da “Dialética” Hegeliana feito por Karl Marx, aí foi que multidões de energúmenos (apud Jair Bolsonaro) aprofundaram uma visão do mundo cada vez mais dicotômica.

Hoje, por conta disso, qualquer debate que tente fugir da armadilha dos dilemas tende inexoravelmente ao fracasso. Limita-se a mero bate-boca entre polos antagônicos e irreconciliáveis por definição. A saber:

1º Dilema – Direita X Esquerda

Hoje, a gestão pública se acha visceralmente fracionada entre aqueles que consideram a velha filosofia do “Devo não nego, pago quando E SE puder, cuja epítome é a Argentina peronista, sempre visando distribuir com os mais pobres um dinheiro que não tem, a fim de reduzir as desigualdades e “resgatar” supostas “dívidas sociais” que ninguém sabe exatamente quem foi que assumiu, juntamente com a histeria ambientalista, a defesa incondicional de toda e qualquer aberração sexual, a abertura total para qualquer forma de libertinagem mais absoluta e para qualquer escatologia teratológica; contra aqueles que desejam um Estado mínimo, estancar a roubalheira e o desperdício, enxugar a máquina estatal, vender tudo o que puder ser vendido e que não seja função do Estado, reduzir as inúmeras mamatas, muito especialmente a das aposentadorias “especiais” e as mordomias, reduzir os juros, desvalorizar a moeda, reduzir a dívida maldita a valores minimamente administráveis e, “last but not the least”, reforçar os valores da moralidade, da família, do respeito aos mais velhos, à pátria, etc…

2º Dilema – Liberal X Conservador

É extremamente interessante observar como estes termos invertem periodicamente o seu sentido, a depender apenas de tempo e lugar e, principalmente, dos interesses manipulativos escusos que se encontram por trás destas fábricas de chavões e “Palavras de Ordem”. O liberal, que nos Estados Unidos é considerado como sendo esquerdista, no Brasil passou a ser o suprassumo do capitalista selvagem. Enquanto isto, o conservador, que para eles seria o capitalista radical e tradicionalista, por estas bandas passou a ser o tradicionalista. O papel assumido pelas esquerdas por aqui passou a ser de libertinagem total, ou seja: do esculhambador de tudo.

3º Dilema – Democrata X Fascista

Outra transliteração extremamente interessante. Todos os partidos fascistas se autodenominavam socialistas. Depois da Guerra Civil da Espanha, em que os comunistas foram dizimados pelas forças monarquistas de Franco, apoiadas pelos “socialistas” de Mussolini e de Hitler, tornou-se praxe apodar todo e qualquer opositor dos comunas de…FASCISTA, quando estes se autodenominavam sempre de socialistas e, portanto, primo irmão dos comunas.

4º Dilema – Miscelânea

O medo vence a esperança, o individual vence o coletivo, o preconceito vence a razão, o desalento vence o sonho, e por aí segue. O padrão é exatamente o mesmo. Segundo estes, não podemos ter uma esperança cautelosa. Ou um, ou outro! O interesse individual, ao ser atendido, não pode ser positivo para o coletivo. Ou se está sonhando, ou é um desalentado. Ter alguns conceitos antagônicos ao chavão “politicamente correto”, mesmo que fortemente embasado em evidências empíricas, (negro não ganha Nobel – Negro é bom em esportes, homossexualidade é pecado condenado pela minha religião, etc.) leva o indivíduo a ser imediatamente tachado de “preconceituoso”.

5º Dilema – Opressores X Oprimidos

Fui réu assumido do fato de nunca ter lido nada da lavra de Paulo Freire e de não gostar das ideias do mesmo.

Realmente, é a mais pura verdade: NÃO LI E NÃO GOSTEI!

Do pouco que já tinha ouvido sobre esta figura, sempre achei suas ideias(?) um desastre. Assim, para sanar esta inexcusável lacuna na minha formação humanista, armei-me de toda a paciência possível e imaginável e me dediquei a ler de cabo a rabo a obra intitulada “Pedagogia do Oprimido”, considerada basilar no pensamento dele.

Se eu já não gostava, agora não suporto nem ouvir falar o nome. Tudo o que posso dizer é que é um DESASTRE!

A obra, na realidade, é muito mais um tratado sobre a formação de guerrilhas revolucionárias com base nos mais pobres de uma sociedade, os supostos OPRIMIDOS, que qualquer coisa ligada à pura e simples pedagogia. Todas as suas páginas são dedicadas a desancar impiedosamente supostos “OPRESSORES”, sem que em momento algum seja explicitado quem sejam estes famigerados agentes malignos da perpetuação da miséria humana. Suas referências bibliográficas mais importantes vão de Georg Lukács, escritor marxista húngaro e autor de um detalhamento das ideias de Lenin a respeito da ascensão de uma ditadura do proletariado baseada no campesinato e no operariado urbano, passando pelo próprio Marx e, como não podia faltar, o velho Hegel, autor da dialética pós aristotélica acima mencionada.

Para mim, hoje, no Brasil, o grande opressor é o nosso governo, totalmente entupido de canalhas e ladravazes do mais alto coturno, sempre à espreita de qualquer oportunidade para esfolar o otário do cidadão e de se locupletar às custas de multidões de oprimidos. Os exemplos abundam:

• Produzimos a energia elétrica mais barata do mundo na fonte de produção e, ao mesmo tempo, a mais cara do mundo para o consumidor final. A diferença serve para cobrir as imensas roubalheiras estatais.

• Todos os bens de consumo custam em nosso país o dobro daquilo que costumam custar em países com governos um pouco menos canalhas que o nosso.

• O governo se apropria de aproximadamente metade de toda a riqueza atualmente produzida em nosso país e, o que dá em retorno ao cidadão, é absolutamente deplorável. Digno de país africano.

• Somos cidadãos outorgados! Precisamos de beneplácito estatal para tudo e somos fiscalizados em tudo. Se eu quiser estacionar em vaga de idoso, tenho primeiramente que ser “autorizado” pelo aparato estatal. Só serei considerado idoso se eles me “concederem” esta condição. Haja saco!

12 pensou em “DICOTOMIAS

  1. Na primeira parte do artigo pensei que o Adonis estava descrevendo o Goiano. infelizmente descobri que se trata da maioria dos brasileiros ditos “cultos”

  2. Eu costumo dizer que há pessoas que abrem um livro, lêem no índice o título dos capítulos e já saem falando como se tivessem lido o livro inteiro. Incrível como erram nas análises. Um dia eu comentei ter viajado com um motorista de aplicativo que me falou sobre um empreendimento que ele ia realizar e, ao comentar isso, tive que aguentar comentários do tipo “ser motorista de Uber não é empreender”.
    O governo reconheceu um erro nos dados do IBGE e imediatamente falaram em manipulação de dados. Tem outras pérolas.

  3. Sem dúvbida o mais importante e sério artigo publicado neste
    Jornal no ano de 2019.
    Na verdade não é apenas um artigo, é uma aula de inteligência, esclarecimentos,
    abortando as verdades enclausuradas nos ventres obtusos e
    sem quaisquer esperança de vir à luz.
    Gostaria de ter um por cento do conhecimento do professor Adonis
    e de sua inteligência. Na verdade deve ser bastante difícil conviver
    com tamanha dose de estupidez mais volumosa, causando
    tsunamis na nossa mente, nas nossas vidas e esperanças.
    Obrigado professor Adonis por existir e fazer parte desta
    comunidade fubânica cheia de mentes desejando serem
    esclarecidas e devedoras pelos seus ensinamentos.

    • Prezado D,Matt,
      Muito obrigado pelas atenciosas palavras.
      Um comentário como esse seu me enche de entusiasmo para continuar debatendo com essas pessoas maravilhosas e com as quais tanto tendo enriquecido.
      Um grande 2020 para ti e toda sua família.

  4. ***
    Nobre professor!
    Sou um colecionador de palavras, a mais recente omnilateralidade.
    Argumentei com o cara que me trouxe esse vernáculo se a omnilateralidade não seria a supressão da multilateralidade, algo assim como uma ditadura da conformidade aos axiomas virtuosos propostos, porém, sem a característica despótica da unilateralidade.
    Ou poderia ser o consenso a respeito da verdade após o embate da multilateralidade.
    Pois é, lê-se e escuta-se o filósofo para crescer a nossa linguagem e fazer o nosso discurso ser cada vez mais afinado com a realidade.
    Acredita que nunca mais pude dizer “compreender” com o mesmo significado que eu atribuía antes de começar a aproximar-me do pensamento de Heidegger?
    ***
    Bom que leu Paulo Freire e o enfadonho livro A Pedagogia do Oprimido. Também foi uma tortura para mim lê-lo, mas com ele entendi a coisa mais primordial do discurso de Paulo: não serão os opressores quem mudarão o estado das coisas na sociedade. Ela continuará do jeito que está se depender dos opressores.
    Os caras nunca libertariam os escravos e nem acabariam a escravidão se o modelo não tivesse colapsado pelas próprias contradições e pelo questionamento sistemático dos seus fundamentos vazios.
    No caso do “opressor” que identificou, o estado, ele nunca vai baixar impostos, nem parar de emitir dinheiro sem lastro, nem de tentar regular totalmente a sua vida, se você, o oprimido, não começar a questioná-lo.
    Não aconselho, contudo, a fazê-lo de maneira violenta, pois é uma temeridade e irresponsabilidade total mandar pessoas despreparadas enfrentar soldados treinados. O monopólio da violência pertence ao estado, aliás…
    O senhor é inteligente o suficiente para saber como fazer isso de maneira segura e benéfica para todos.
    ***
    Quanto a criticar a dialética hegeliana, aperfeiçoada por Marx, nem me atrevo.
    Entendi-a como uma relação na qual os entes tem sua identidade determinada pela lógica impessoal da própria relação.
    No caso do capitalismo, esta relação dialética é predominantemente alienante.
    A princípio se destaca a alienação do excedente produzido pelo trabalhador, a posse e domínio dos meios de produção por parte do capitalista, porém, vejo que este tipo de relação capitalista aliena todos e os condiciona a sua lógica autotélica, vazia de sentido virtuoso e que, neste momento de esgotamento da sua fictícia expansão infinita, ameaça a própria vida na terra.
    E tudo baseado em uma coisa que nem existe: moeda fiduciária.
    Mas, eu sou diletante neste assuntos e quero mesmo é viver uma vida longa e feliz.
    ***

    • Caro Saniasin,
      Assim como você, sou também um colecionador de palavras. Deve ser por isso que adoro as ideias de Wittgenstein, especialmente quando ele associa o tamanho do nosso universo vocabular ao tamanho do nosso cérebro e do nosso mundo pessoal.
      Não conhecia este neologismo “omnilateralidade”. De toda forma, acho mais interessante uma palavra que vi ser criada por Herbert Marcuse, autor que li lá pelos meus 17 anos e que, naquela época, achei maravilhoso. especialmente quando pregava a total libertinagem sexual. Hoje já não o considero como sendo grande bisca, mas a palavra que ele criou foi “Unidimensional”. Ele a aplicava ao que chamou de “Homem Unidimensional”. Aquele tipo de pessoa hipertrofiada em um aspecto da vida e atrofiada em todos os demais. Deve ser o oposto daquilo que a “sua” nova palavra representa.
      Quanto a Paulo Freire, é como costumo dizer: até um relógio parado dá as horas certas duas vezes ao dia. Realmente, se quisermos livrar da opressão “omnilateral” praticada pelo aparato estatal, a grande arma deve ser a educação ampla, geral e irrestrita. Mas não a educação fajuta de Paulo Freire.Se é para usar conceitos de autor de esquerda, sou muito mais Castoriadis e seu conceito de AUTONOMIA.

    • ***
      É uma subida honra que um intelecto superior demore-se, um segundo que seja, a retrucar minha narrativa débil e sem a erudição necessária, e merecer que se descubram as minhas indisfarçáveis deficiências
      Obviamente, consegui a minha independência financeira, mediante o cumprimento das regras do mercado
      Em tempo, guiado por JJ Rousseau e o seu Contrato Social. Mas, meu móvel primevo, foi tornar-me Saniasin. Alguém para quem tanto faz estar aqui, ou não.
      Para isso também servem os filósofos!
      ***
      Reverencio Paulinho não só por nos proporcionar um arsenal de palavras e frases quilométricas para sedimentar a simples assertiva de que os opressores não são revolucionários, mas também por mostrar que a alienação, bem entendida, atinge a todos, incluso o opressor, prisioneiro que é de seu esquema desonesto.
      Este cara foi além de Marx e isto não é pouca coisa.
      ***
      Por fim, gozo sem culpas o meu mediano sucesso no mundo do capital e tenho epifanias quando alguém faz algo para mim movido por uma coisa que nem existe e que você já deve saber: moeda fiduciária.
      Só lamento que, enquanto sociedade, não damos o próximo passo que é abolir de vez este intermediário paranóico de nossa mediação social.
      A pergunta é: queremos o progresso e o nível de conhecimento ao qual chegamos, ou vamos continuar com a mesquinaria e mediocridade dos tempos pré mecatrônica e TI?
      ***

  5. Adônis, ao final das contas, é mesmo esquerda e direita, liberal e conservador, democrata e fascista e opressores e oprimidos, pois não? E para completar, honestidade e safadeza, esperança e depressão, inteligência e burrice…
    Pare e que o mundo é um espelho dos contrários.
    Me lembro sempre do medo de rótulos, que perdi quando um dia comprei veneno de rato achando que estava levando atum granulado porque o rótulo da lata tinha caído.
    Só descobrimos o engano depois que metade dos convidados veio a óbito.
    Acho, para falar dos governos, meio deprê a visão de que os governantes estão aí para nos roubar. Depois que me tratei com fluoxetina, rivotril, psicólogos e psiquiatras, por métodos que vão da hipnose a vidas passadas e de comportamental a existencial, incursionando por biodança e musicoterapia, e mais umas coisas, minha visão passou a ser mais prática: o governo é um mal necessário, pelo qual pagamos regiamente. Cumpre relaxar e aproveitar. Algo do tipo pega a grana mas não mata, ou levem-me os anéis mas deixem-me os dedos.
    Enfim, apreciei ler teu artigo, que desperta tantas questões e incita ao debate..

    • Caro Goiano,
      Obrigado pelo elogio. Fiquei muito feliz e agradecido.
      Quanto à sua proposta de “relaxar e gozar”, aproveitando das benesses propiciadas pelo governo, eu creio firmemente que está justamente aí, na disseminação desta mentalidade, que se encontra a grande causa do imenso desastre nacional que presenciamos nas últimas décadas: Todos só desejam se locupletar às custas do maldito governo.,
      Desejo-lhe um grande 2020. Para tit e toda família.

      • Adônis, eu nem pretendia estabelecer um ping-pong, mas a tua compreensão do que eu disse preocupou-me: justo eu, desejando que nos locupletemos às custas do governo?!
        O que eu disse é que pagamos ao governo para fazer o trabalho dispendioso, necessário,de administrar-nos e de realizar o que o País precisa, ainda que governos sejam, de certa forma (afirmarão com ênfase os anarquistas) um mal, e até (segundo tu) nos roubem.
        RElaxar e gozar apenas nesse sentido – pagar para que o governo se preocupe e cuide de nós, enquanto vivemos a nossa vida.
        A mensagem, mesmo, que pretendo passar é que, ou somos anarquistas, ou aceitamos governos, e que nem todos são bandidos.
        Também quis dizer que acredito existir um grau elevado de depressão social doentia, que leva a uma visão exageradamente negativa do mundo e das pessoas. E que em certa proporção o assunto é de saúde mesmo, mau humor, distimia, essas coisas.

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