DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Minha Avó – a flor silvestre da caatinga conhecida como “xanana”

“Procurei em todas as mulheres a felicidade
Mas eu não encontrei e fiquei na saudade
Foi começando bem mas tudo teve um fim
Você é o sol da minha vida a minha vontade
Você não é mentira você é verdade
É tudo que um dia eu sonhei pra mim.”

Casei em 1973. Tinha, então, 30 anos de idade. Separei em 1983, e tive duas filhas nesse casamento. Tive outros relacionamentos, mas nada sério além do contato físico-sexual. Foram cinco anos assim.

Mulher, mulher e sempre mulher. Para esse aspecto que as palavras estão dirigidas, tenho alergia a homem. Só tive dois homens na minha vida: o Pai, que me honrou com a vida em conluio com a Mãe que Deus me deu; e um filho, do segundo casamento. Este, Nutricionista e Professor de Educação Física.

Jordina – minha “Negona”

No mais, minha preferência é por mulher. E sou contra, sim, quem troca mulher por homem – e, depois, nas horas difíceis, quer ser ajudado por Deus.

Em 1987 mudei do Rio de Janeiro para São Luís, por uma mulher. Hoje, o único lado que me atrapalha é o “financeiro”, que não me permite realizar 10% das minhas aspirações e desejos. Mas, tenho Deus, e isso me conforta e conforma.

Antes dessas duas mulheres, fiz peraltices e essas me levaram à prática da política-ideológica. Hoje não mexo com isso, e me sinto bem, estando quieto e vendo a banda passar.

Muito antes, ainda, me apaixonei por uma flor xanana da caatinga, de nome Raimunda Buretama. Cheirava que só. Uma mistura de fumo de rolo, com sabedoria, proteção, bem-querer, cafunés e um escudo de amor que só sabia me proteger e ensinar para o mundo. Foi meu primeiro amor, aparentemente platônico.

Elza – minha sogra querida – um anjo feito gente

Depois veio a “Véia”, a “Negona” que me deu a luz, a vida, e principalmente, me ensinou a ser gente, homem e macho. Me impôs limites e educou para a vida. Foi Dona Jordina. Amor sem igual. Aparentemente, só superado pelo amor de Dona Raimunda.

Namoradas tive algumas mas, hoje, são todas peças de decoração do passado. Foram importantes, sim. Uma dessas, foi a responsável por eu estar aqui, hoje, pois me tirou do que poderia ter sido um abismo e me apontou o caminho certo na bifurcação. Sei disso. Mas, hoje não nos relacionamos bem. Vida que segue.
Durante cinco anos “solteiro” morando no Rio, me esbaldei. Maduro, conhecendo as vielas da Cidade Maravilhosa, simplesmente me embrenhei e curti a vida.

Edna Maria – Assistente Social e Doutora em Políticas Públicas

Mudei para São Luís e conheci a atual mulher. Funcionária pública federal, Assistente Social, aposentada recentemente, Doutora em Políticas Públicas. Tivemos duas meninas (mulheres): Anna Paula, quase Jornalista; Érica Luíza, Enfermeira esperando nomeação de concurso federal.

O primeiro casamento foi realizado em Fortaleza, em 1973. Voltei para o Rio de Janeiro para preparar a casa onde moraria. Esse casamento durou exatos dez anos, com alguns problemas que acontecem com todos os casais. Mas, o principal foi um problema de saúde que a afetou (toxoplasmose), levando-a a entender que não estávamos sendo felizes por conta disso e propôs a separação.

Tivemos duas filhas: Ana Karina, hoje com 42 anos, e Annya Karenina, atualmente com 39 anos. Ambas residem em Fortaleza, com a mãe, Marlene.

Marlene – a primeira esposa – somos divorciados

Elas, as três, mudaram para Fortaleza, onde comprei uma casa. Continuamos mantendo contato, com alguns senões normais para um casal, e isso acabou nos levando ao divórcio amigável, com cada um pensando na felicidade do outro.

Foram dez anos difíceis. A toxoplasmose acabou sendo o principal motivo do fim do casamento, haja vista que perdemos quatro filhos ainda na gestação. O bom senso nos fez pensar resolver o problema sem arranhões. E fizemos isso!

Ana Karina – a filha mais velha do primeiro casamento

A mudança definitiva para São Luís me fez conhecer outros valores, outras culturas – a cultura popular é muito forte! – e outras pessoas. Me afeiçoei muito às mulheres da família, principalmente a “nova sogra”, um anjo de pessoa.

Foi no Maranhão, também, que perdi minha “Negona”. Esse fato me fez conhecer mais profundamente o que é a saúde pública de um dos estados mais pobres da federação. Apenas 30% da população da capital dispõe de saneamento básico.

Apenas dois pequenos hospitais municipais atendem o setor de Emergência para facadas, tiros, acidentes de veículos, infarto, viroses e tudo mais. A Santa Casa não fecha por que as portas não têm ferrolhos.

Mas, acabei me acostumando. Hoje até gosto de muitas coisas que a cidade proporciona, apesar de todas carências que são visíveis para quem enxerga um pouco.

Annya Karenina – a caçula do primeiro casamento

Anna Paula – a mais velha do segundo casamento

Érica Luiza – a caçula do segundo casamento – é Enfermeira profissional

Por todas essas narrativas de sobrevivência aos problemas inerentes à vida, eu não teria como não me sentir feliz e fazer valer alguma comemoração no Dia Internacional da Mulher.

Gosto muito de mulher, em todos os sentidos. Na cama, e na mesa. Tenho muito sim, contra aqueles que não gostam. Mas respeito a escolha de cada um.

Deus não nos sacrificaria, nos tirando uma costela, se não fosse para fazer bom uso dela.

4 pensou em “DIA INTERNACIONAL DA MULHER

    • Maurício: ainda sinto o cheiro dela na saudade que bate forte, de vez em quando. Mulher linda, sem nunca ter usado um batom. A beleza dela vinha dos gestos, da disposição e da entrega aos que cuidava.

  1. Bom dia ZéRamos! O bom da vida, são as histórias de vida e isto é para poucos, pois o cabra tem que viver muito e muita gente não tem (não teve) este privilégio. Quanto as mulheres, Deus, como sempre, foi sábio, sem ELAS, não haveria o mundo como conhecemos, parabéns a todas as mulheres deste lindo planeta.

    • Marcos, agradecido, parceiro. Eu gosto de mulher. Gosto tanto que, no carnaval, não saio de casa, para não confundir alguns malandros vestidos de mulher. Pra lá com esse negócio, siô!

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