A PALAVRA DO EDITOR

Provocado pelo Partido Socialista Brasileiro, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu suspender na canetada monocrática a resolução sancionada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) que reduziu a tarifa de importação de revólveres e pistolas de 20% para zero. O PSB alegou que a decisão representa “retrocesso na proteção de direitos fundamentais, principalmente sobre proteção à vida e à segurança dos cidadãos”, e o ministro acatou.

Essa foi apenas mais uma ingerência absurda do STF no governo Bolsonaro. Faz tempo em que as prerrogativas de cada poder da República não são respeitadas, e o principal vilão é justamente aquele que deveria ser o guardião da Constituição, mas que é o primeiro a rasga-la, e sempre para prejudicar o Poder Executivo sob o comando de Bolsonaro e favorecer a esquerda perdedora nas urnas.

Eis o fato que qualquer um pode observar se não permitir que a lente ideológica turve a visão: a esquerda perdeu as eleições, mas se recusa a perder o poder. E encontra no STF um instrumento para reverter no “tapetão” aquilo que foi derrotado nas urnas. Com um STF composto basicamente por ministros apontados pela esquerda, que controlou o poder por décadas, sendo que sete deles por uma quadrilha como o PT, os partidos socialistas encontram boa receptividade para suas demandas.

Para piorar, as decisões são individuais, cada ministro ignorando o plenário e resolvendo questões que dizem respeito ao governo federal numa canetada. Fachin, do caso mais recente, é um simpatizante do MST, eleitor de Dilma Rousseff e chegou a lamentar que Lula não estivesse na disputa em 2018. O STF não permite que Bolsonaro governe, simples assim.

Isso, porém, é uma espécie de golpe, pois usurpa dos milhões de eleitores o poder. A agenda direitista foi a vencedora no pleito, mas encontra como obstáculo não só um Congresso fisiológico – o que infelizmente faz parte do jogo democrático – mas um Supremo arbitrário – o que não faz e ameaça nossa democracia. O STF está eivado de ideologia, e com apenas dois dos onze sendo juízes de formação, parece haver pouco apreço pela imparcialidade na hora de julgar. A visão de mundo fala mais alto, e há ministros que querem até “empurrar a história” na direção do que consideram “progresso”.

O desembargador aposentado Ivan Sartori, em entrevista ao meu canal independente, lembrou que o Artigo 142 da Constituição é uma alternativa legal, constitucional, para restabelecer a ordem e a própria Constituição, com sua devida divisão de poderes. Outros juristas renomados, como Ives Gandra Martins, já afirmaram o mesmo. Os ministros do STF têm esticado demais a corda. Em algum momento o povo vai cansar de ver sua agenda ignorada pelo desejo dos “deuses do Olimpo”. Até quando os ministros vão agir como despachantes da esquerda derrotada?

1 pensou em “DESPACHANTES DA ESQUERDA

  1. Pois é ……

    “…. Em algum momento o povo vai cansar de ver sua agenda ignorada pelo desejo dos “deuses do Olimpo”. Até quando os ministros vão agir como despachantes da esquerda derrotada? ……”

    Já que as FA estão afinando em relação aos oficiais melancias,, o tempo destes calhordas será até que acabemos com eles …… simples assim …..

    Como ? ……. Via pressão no Senado Federal …………. Ka ka ka
    ou
    Porrada mesmo nos cafajestes …… KA KA Ka……

    Uma hora a corda arrebente …….. não tem como …..

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