ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

Ao longo das últimas décadas, temos sido bombardeados constantemente com a cantilena de que “O Brasil é um dos países com maiores desigualdades de renda do mundo”. Ou que o nosso índice de GINI é um dos piores do mundo. Ou que temos que distribuir “melhor” a renda entre a população. Já estou totalmente de saco cheio dessa conversa demagógica e manipulativa, sempre propiciadora de grandes roubalheiras governamentais.

Eu não quero “UM PAÍS MAIS IGUAL”, como apregoam aos quatro ventos os arautos dos esquerdinhas, assim como toda uma multidão de prosélitos desta seita amaldiçoada. O país que eu quero é:

1. Um país que tenha bem menos gente com cara de pau e mamando desbragadamente nas gordas tetas governamentais para não fazer porra nenhuma, ou mesmo atrapalhando quem quer fazer!

2. Um país em que essa seita maldita de demagogos e vigaristas não tenha o direito de surrupiar os rendimentos das pessoas honestas e trabalhadoras para seu deleite.

3. Um país em que, se você quiser ficar sem trabalhar e morrer de fome. FIQUE! É DIREITO SEU! Só não venha depois querer ser sustentado por aqueles que trabalham, ou sair espalhando seus bastardinhos pelo mundo e querendo que os demais sustentem e eduquem.

4. Um país em que aqueles que se prevalecerem da confiança recebida da população para roubar (ou simplesmente se locupletar) e se dar bem, (juízes, deputados, prefeitos, secretários, reitores, funcionários públicos, etc…) sejam esquartejados vivos e lentamente, em praça pública, num domingo à tarde.

5. Um país em que os contratados pelo serviço público (poucos, muito poucos, de preferência) recebam um salário semelhante ao que receberiam na iniciativa privada, sem privilégio algum e com a responsabilidade adicional de, ao serem pegos em maracutaias, serem sumariamente esquartejados.

6. Um país que, assim como a China, possua muito mais engenheiros que advogados, de modo a, ao invés de ficar discutindo ad nauseam fuxicarias as mais diversas assacadas uns contra os outros, fiquem decidindo as melhores alternativas técnicas para os projetos de crescimento e desenvolvimento.

Fazem já mais de 20 anos em que eu acompanho de perto tudo o que acontece na casta governamental do Estado do Piauí, a maior parte dos quais lá morando e trabalhando. Neste período, acompanhei dois mandatos de 4 anos de governo do PT, seguidos de um intervalo de 4 anos com o governo do PMDB, que era o vice do governo anterior, e depois, mais quatro anos do mesmo governador inicial. Estamos no 2º mandato da sua reeleição. São, portanto, quase 20 anos de comando do mesmo grupo político.

Neste período, não vi a realização de NENHUMA obra pública que representasse um divisor de águas na história do Piauí. NADA! Só o velho clientelismo chinfrim e micro maníaco, sem nenhuma repercussão ou impacto no desenvolvimento do estado. Cada nova grande obra, que era anunciada com estardalhaço como sendo a salvação da economia piauiense, representava apenas e simplesmente mais uma chance para que os tubarões se apossassem de gordas verbas de repasses federais.

O melhor exemplo dessa política de nada com coisa nenhuma foi o “Porto” de Luiz Correia. Coloquei a palavra porto entre aspas pois não estou bem certo se “aquilo lá” pode ser chamado de porto. As verbas que vieram para a sua construção já superam em muito o que foi gasto no porto de Pecem, no Ceará, e o que existe lá ainda é apenas um amontoado de pedras e ferragens sendo corroídas pela maresia.

Diante do maravilhoso “Conjunto da Obra” destes governos socialistas bolivarianos, não é nada de se estranhar os resultados apresentados pelo IBGE no último PNAD. Neste estudo, o Piauí aparece como sendo a 2ª menor renda média mensal do país, ombreando com o “milagre econômico” do Maranhão.

Só que, como dizia a minha vó, desgraça nunca vem sozinha. Ao par com uma das piores rendas médias, o Piauí apresenta também o título de “Campeão” na desigualdade de rendimentos entre ricos e pobres.

A disparidade é tamanha que os 10% mais ricos possuem uma renda mais de 66 vezes superior à dos 10% mais pobres. É bom lembrar que esta 2ª pior renda média do Brasil é composta por 10% EXTREMAMENTE RICOS, o que significa dizer que os 10% mais pobres são EXTREMAMENTE POBRES. Assim, não é nada de espantar que mais de 1/3 das residências do estado sejam sustentadas pelo Bolsa Família.

Só que o estado não produz quase nada de tudo o que consome. Tudo tem que vir de fora. A renda necessária para cobrir o déficit das transações correntes do estado vem através de generosos repasses federais: Aposentados, Universidades e Institutos federais, Bolsa Família, FUNDEB, Fundo de participação dos Estados e Municípios, Repartições Federais, e por aí vai. Os últimos números de que dispomos dão conta de repasses de quase metade do valor do PIB estadual. Se o Piauí declarar sua “independência” do Brasil, no dia seguinte os piauienses estarão de volta ao canibalismo, de modo a atender à demanda por proteínas na alimentação.

Os únicos fatos novos na economia do estado, a produção de soja no cerrado e a energia eólica na Chapada do Araripe, se deram com pouca ou nenhuma intervenção do estado. Foram sempre capitaneadas por empresários de fora. A dinâmica interna da economia local é praticamente nenhuma. Os grandes edifícios que se veem na capital, Teresina, são sempre prédios voltados à Administração Pública. São sempre prédios suntuosos e entupidos de nababos remunerados a R$ 35.000,00 por cabeça ao mês. O da foto está entupido de procuradores, todos voltados a “Investigações” que ninguém sabe nunca quais são, e que não conseguiram nem descobrir quem foi que empurrou uma moça do seu alto ainda durante a construção. Pode até parecer piada, mas só se for uma de péssimo gosto.

Se alguns dos senhores tiver curiosidade de saber sobre o tipo de oportunidade desperdiçada por administrações incompetentes, irresponsáveis e corruptas; dê uma olhada no projeto anexo. (clique aqui para acessar)

Podem ter certeza absoluta de que a burrice e a incompetência são muito mais prejudiciais que a roubalheira!

9 pensou em “DESIGUALDADES

  1. Meu caro Adonis (A Deusa beleza, Afrodite se apaixonou por Adonis), você tocou no calcanhar de Aquiles do nordeste, a desgraça existe, porque o próprio povo, contribui para que esta aconteça. Em tempo: estou contigo e não abro!

  2. Caríssimo professor Adônis Oliveira:

    Não existem burrice e incompetência nas repartições públicas para roubar! Isso é fato!

    O que existem mesmo é uma corja, uma gangue, uma quadrilha, uma organização criminosa hás mais de quinhentos anos encravada no “poder executivo, legislativo e judiciário nordestino” muito competente para saquear, roubar, assaltar, superfaturar as verbas dos estados destinadas à Saúde, à Educação, à Segurança, ao Desenvolvimento, a fim de se perpetuarem criminosamente no poder até os fins dos tempos.

    Infelizmente o povo da Nação Nordestina, com raríssimas exceções dos que pensam, estudam, se informam e leem o Jornal da Besta Fubana, não acreditam em “promessas”, “esperança”, “dias melhores virão”, e outras bobagens institucionalizadas pelos bandidos que estão em quaisquer esfera do poder saqueando os Estados com a anuência das instituições que foram criadas para proteger.

    Não acredito na recuperação dos estados do Nordeste enquanto não mudarem a Constituição e, no artigo 5.º, revogar o “não haverá pena de para”: haverá pena de mutilação, fuzilamento em praça, no mínimo prisão perpétua para todos os políticos que forem pegos com a mãe no dinheiro do POVO!

    • Lá vem o cirúrgico Adônis e não deixa pedra sobre pedra. Pego um gancho no que escreve Adônis: Se o Piauí declarar sua “independência” do Brasil, no dia seguinte os piauienses estarão de volta ao canibalismo, de modo a atender à demanda por proteínas na alimentação.

      O que tem a SUDENE a falar sobre isso? Um ensurdecer silêncio se fará presente?

      Sudene foi criada em 1959 e extinta em 2001, sendo recriada a NOVA SUDENE em 2007.

      A Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste), uma autarquia especial, administrativa e financeiramente autônoma, integrante do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal, criada pela Lei Complementar nº 125, de 3 de janeiro de 2007, com sede e foro na cidade do Recife, estado de Pernambuco, e vinculada ao Ministério do Desenvolvimento Regional. A missão institucional da Sudene é de “promover o desenvolvimento includente e sustentável de sua área de atuação e a integração competitiva da base produtiva regional na economia nacional e internacional”.

      Seria o Adônis um tanto quanto exagerado? Quantos zilhões foram gastos até hoje? Que frutos deram tanto investimento?

      Como diria minha querida vovozinha: aposto que ninguém “enricou” administrando a grana que deveria trazer prosperidade para o povo nordestino.

  3. Prezados amigos,
    Há já uns dez anos, fui convidado para ser o Diretor de Energia da Secretaria de Mineração Petróleo, Gás e Energia que havia sido criada pelo Governador Wilson Martins, no Piauí.
    Mal havíamos começado a trabalhar, quando o Secretário Luiz Gonzaga Paes Landim foi convidado pelo governador para assumir a Superintendência da SUDENE, em Recife.
    Pensei que seria demitido imediatamente pelo novo secretário que viria. Quando fui agradecer a Landim pelo convite, o mesmo me informou que eu seria o novo Secretário de Governo. Não deu 15 dias, Landim já volta a falar comigo e diz que precisa de mim na Sudene. Desta vez, para ser o Coordenador Geral de Planejamento.
    Logo na primeira reunião do Conselho Deliberativo, em Fortaleza, fomos abordados pelo presidente de uma grande empresa europeia da área de energia renovável. O mesmo convidou a Landim e a mim para almoçar.
    Fomos ao restaurante e, para nossa surpresa, estava toda a diretoria da empresa numa imensa mesa. Os nossos lugares eram ao centro, frente ao presidente. Almoçamos e, na hora do cafezinho, o mesmo expôs o seu problema: Estava concluindo um projeto de Usina Eólica no valor total de R$ 1,8 Bilhão, dos quais R$ 600 Milhões foram de recursos próprios, e os demais R$ 1.200 Milhões seriam financiados pela Sudene. A obra estava toda pronta e a Sudene não liberava o financiamento. Eles preferiram levantar o dinheiro nos bancos, a juros de mercado, a suspender a obra. A encrenca toda era porque os equipamentos que estavam usando eram todos importados, e Lula (depois Dilma) havia garantido que o governo só financiaria equipamentos nacionais.
    O Nordeste, a esta altura, estava totalmente dependendo de energia importada do Sudeste, assim como da energia carésima produzida pelas centrais térmicas que haviam sido licitadas pelo governo Dilma, todas com gravíssimas suspeitas de fraudes e superfaturamento. Energia Eólica e solar? Nem pensar!
    O Superintendente anterior a Landim havia sido demitido por Dilma quando Luciano Coutinho, operador do sistema de fraudes do PT no BNDES, descobriu que a Sudene havia financiado as eólicas com equipamentos importados e saiu correndo para avisar a Dilma. Esta, ao ver seu sistema de fraudes ser contornado, veio babando na Sudene e, de imediato, demitiu o Superintendente. Além disso, deu ordens para que fossem suspensas unilateralmente todas as operações do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste e proibiu a Sudene de fazer qualquer financiamento na área de energia. Exigiu, inclusive, que esta proibição constasse do ordenamento jurídico do “Novo” FDNE que a minha área recebeu ordem para ajudar a preparar.
    Quando o gringo terminou de contar a sua história, perguntou o que achávamos. Eu disse que achava aquilo tudo uma nojeira e que ficava profundamente envergonhado ao ver o governo do meu país participar de uma patifaria daquela envergadura. Ele perguntou a mesma coisa a Landim e, tudo o que ele disse foi: Eu também!
    Depois, após salientar que se aquele dinheiro não saísse, a sua empresa quebraria aqui no Brasil, na Europa e em todos os países onde os mesmos atuavam, perguntou o que iríamos fazer. Eu respondi que iria retornar a Recife e tomar todas as providências possíveis para que aquele contrato que havia sido assinado com a Sudene, fosse devidamente honrado. Novamente, perguntou a Landim e este disse de novo: Eu também!
    A pergunta seguinte é que foi de lascar. E QUANTO VAI NOS CUSTAR? Eu gelei!
    A minha cabeça fez as contas em milionésimos de segundos: 3% (que é a taxa de propina que dizem ser usual do PT) sobre um total de R$ 1.200 milhões, dá uma comissão de R$ 36 Milhões. É R$ 18 Milhões meu e R$ 18 Milhões de Landim. Em dólar. Depositado na Europa. Em um paraíso fiscal qualquer. Ninguém sabe e ninguém viu.
    De repente, eis que me vem à mente a imagem do meu velho pai. Ex inspetor do Banco do Brasil, honestíssimo e severo. A resposta que eu dei foi: – Não vai lhe custar nada. É minha obrigação.
    De novo, virou-se para Landim e perguntou: – E o senhor? E Landim: – A mesma coisa!
    Ele não acreditou e insistiu. Quanto é que o senhor ganha mesmo, Dr. Adônis? Eu respondi: R$ 6.000,00 por mês. Ele só disse HUMMMMMM!!!!
    A conclusão desta estória toda é que os financiamentos foram honrados e, com isso, vieram para o Nordeste diversas fábricas de pás, de torres, de nacelas, de geradores eólicos, e de tudo o mais necessário para a instalação deste tipo de usina. Hoje, graças à energia eólica, o Nordeste passou a exportador de energia elétrica.
    A “vingança” de Dilma, e de Lobão, por termos driblado seus esquemas de corrupção, foi postergar indefinitivamente as linhas de transmissão para coletar a energia gerada por essas eólicas. As mesmas ficaram produzindo inutilmente durante anos.
    A cada semana, dos quase 3 anos que nós passamos na Sudene, surgia uma “oportunidade” desse tipo.
    Hoje, Landim mora num apartamento alugado e vive da magra aposentadoria que recebe. Eu também.
    A maioria dos brasileiros, co a mentalidade que hoje permeia a nossa nação, diria: Ah, eu numa dessas!
    Estariam agora com o iate ancorado lá na Riviera Francesa, né não???
    Será que é por causa dessa qualidade de gente que esse país não sai nunca da merda em que se encontra?

    • De repente, eis que me vem à mente de Adônis a imagem de seu velho pai, ex-inspetor do Banco do Brasil, honestíssimo e severo. A resposta dada foi: – Não vai lhe custar nada. É minha obrigação.

      De repente, eis que vem à mente de Sancho a imagem de seu velho pai, tão severo e honesto como o de Adônis.

      Malditos ninjas cortadores de cebolas e suas lâminas afiadas… Emociona saber que, se tívéssemos nesta porra de país uns quinhentos Adônis, teríamos um Brasil bem menos vocacionado para o abismo.

    • Li todo seu artigo com a atenção devida e seu texto de agora. Tá ficando cada vez mais “avis rara” gente honesta nestepaiz. Suas alusões as impolutas figuras de dona Dilma e ao estadista Lula (Vaca peidona e Lapa de corrupto – Royalties para o Papa Berto -) serão didaticamente contestadas pelo verme ceguinhusteimosius.

  4. Caro Sancho,

    O pior é que a sensação que eu tenho é de que não fiz absolutamente nada de excepcional. Este tipo de atitude deveria ser a normal.

    Precisamos muito honrar a memória e o nome de pais como esses.

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