DEU NO JORNAL

Alexandre Garcia

O presidente da América Latina da Pfizer, Carlos Murillo, depôs na CPI da Covid e esclareceu as dúvidas levantadas normalmente, embora os interrogadores da comissão tentassem dar as respostas antes mesmo de fazer as perguntas.

Sim, a Pfizer enviou uma carta de oferta para compra de doses de vacinas endereçada a algumas autoridades do Brasil, inclusive, o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde da época. Mas aquele não era o momento de fechar nenhum negócio.

A empresa tentou vender o imunizante em agosto, em outubro e em outros meses de 2020. Mas o pedido de uso emergencial da vacina fabricada pela Pfizer só foi feito no final de novembro. Ou seja, ainda não havia registro na Anvisa.

No próprio país de origem, a FDA (agência dos EUA equivalente à Anvisa) só deu autorização para uso da vacina da Pfizer no dia 11 de dezembro. Se o governo brasileiro fizesse a loucura de fechar negócio com uma vacina sem registro e comprovação de eficácia e segurança, certamente seria acusado de crime de responsabilidade.

Portanto, a União esperou e fechou o negócio em 2021, já que a Anvisa deu aval para o uso emergencial do imunizante da farmacêutica em 23 de fevereiro. Depois disso, o Brasil comprou 100 milhões de doses a dez dólares cada, com entrega até o final do ano, e há dois dias adquiriu mais 100 milhões a 12 dólares cada, com previsão de chegada em setembro.

Somando ambas as aquisições o valor fica em 2,2 bilhões de dólares, convertendo são quase R$ 10 bilhões investidos. É possível perceber porque a venda antecipada era interesse da Pfizer e a farmacêutica se mobilizou para contatar o governo brasileiro. Até o final do ano a empresa entregará 200 milhões de doses.

Isso ficou esclarecido, mas os membros da CPI tentaram por todos os meios inventar conspirações afirmando que o governo Federal se omitiu. Porém tudo ocorreu no seu devido tempo, um passo de cada vez para não tropeçar.

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Salvo-conduto para Pazuello

A Advocacia-Geral da União, ao ver a inquisição ibérica feita contra o ex-secretário de Comunicação Fabio Wajngarten na CPI, entrou com um pedido de salvo-conduto no Supremo Tribunal Federal para que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tenha o direito de permanecer calado se preferir e não seja preso por isso.

O pedido da AGU tem base na Constituição de que ninguém é obrigado a criar prova contra si próprio. Como Pazuello responde a um inquérito sobre a falta de oxigênio em Manaus, as falas do ex-ministro podem atrapalhar sua defesa.

No dia anterior, o ex-secretário foi tratado como se fosse criminoso na CPI. Aquilo foi desrespeitoso. Parece que ele estava em um interrogatório policial. Ele ficou praticamente preso, porque impediram Wajngarten de sair do Senado e pediram para ele ficar em um local determinado enquanto os senadores foram lanchar.

O próximo depoimento na CPI na terça-feira que vem será do ex-chanceler Ernesto Araújo na próxima semana.

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Relações cortadas com Renan

Muita gente pensou que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) queria ser relator da CPI para intimidar o presidente e usar isso como moeda de troca, mas o que se viu nesta quinta-feira (13) em Alagoas acabou com qualquer possibilidade de acordo.

Bolsonaro foi recebido por uma multidão tanto na inauguração de mais um trecho da transposição do Rio São Francisco, o Canal do Sertão Alagoano, quanto na cerimônia da entrega das 500 unidades habitacionais em Maceió (AL).

Quem estava junto de Bolsonaro gritou a frase “Renan vagabundo” em alusão ao xingamento feito pelo filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), na véspera. O próprio presidente disse em discurso que tem “vagabundo inquirindo pessoas de bem” na CPI.

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Voto auditável, sim

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), rival de Renan, estava ao lado do presidente em Alagoas e deu declarações favoráveis ao voto auditável.

Isso é um passo importantíssimo para que tenhamos certeza do nosso voto, independente de quem se vota. É preciso ter certeza que o voto está imune a fraude. Há pessoas que dizem não ser difícil hackear a urna eletrônica, apesar de ela ser testada frequentemente.

3 pensou em “DEPOIMENTO DE EXECUTIVO É ESCLARECEDOR

  1. Garcia

    Note que o STF (tão atacado…. principalmente o Lewandowski, não é?) concedeu HC ao Pazuello para calar-se diante de perguntas que possam incriminá-lo, mas não se as perguntas forem objetivas e relativas a outros fatos. Neste caso não poderá mentir.

    Assim, se perguntado “o senhor ignorou a falta de oxigênio em Manaus” ele pode ficar calado; mas se perguntado “quem mandou rasgar o acordo feito com o Butantan em 2020”, não poderá mentir. Foi o Bolsonaro. Ora, Garcia, foi salvo conduto para ele e não para os mandantes ou subordinados.

    Vacina da Pfizer: sua argumentação é uma bobajada só. O que se queria era que o Brasil tivesse feito como Chile, México, Costa Rica e posteriormente ou EUA: apostassem em uma farmacêutica séria, comprassem vacinas antecipademente e aguardasse a aprovação. Teríamos milões de unidades garantidas por contrato, iniciaríamos avacinação ainda em dezembro de 2020 e teríamos certamente salvo a voida de milhões de brasileiros.

    Note que o Pazuello, em uma rara demonstração, disse em dezembro (se não me falha a memória) que quando se ia aos fabricantes, as quantidades oferecidas eram pífias. Claro, a demanda era enorme e quem não se adiantou ficou para trás. Culpa e quem, Garcia?

    Quanto à ida de Bolsonaro à Alagoas, já disse aqui que a “multidão” foi arregimentada tal qual Lula arregimentava os mortadelas e o PSDB os coxinhas. Nenhum político é bobo e isso é recurso naturalmente empregado. Mas você parece ofuscado.

    Voto auditado? Precisa mesmo, já que o Bolsonaro foi eleito diverrsas vezes com urna eletrônica.

    Alexandre, não sei se te retransmitem os comentários fitos, mas sugiro que volte para o Bom Dia Brasil, se a Globo te aceitar de volta, claro.

    Fico por aqui, atento e alerta aos comentários dos colegas.

  2. Prezado Hipólito,

    A tua capacidade de falar merda está cada dia mais aprimorada.

    Esse STF não é composto por filhos da puta perfeitos porque a perfeição não é deste mundo. Continuam tentando chegar lá. Nunca, em nenhum dos H.C. deste tipo anteriormente concedidos, foi feita a ressalva de que o depoente teria de responder perguntas relativas a terceiros. Só faltou dizer que: INCRIMINAR BOLSONAR? PODE e DEVE! SE NÃO, VAI PRESO.

    Quanto à vacina da Pfizer, se Bolsonaro tivesse feito uma compra antecipada, seria imediatamente taxado de corrupto e criminoso pro crápulas facciosos que nem tu. Em vez disso, só porque esperou mais um mês até a aprovação, vem um imbecil do teu quilate e diz que PODERIA SALVAR MILHÕES DE VIDAS. Vá ser espírito de porco assim na puta que te pariu!

    Multidões arregimentadas? NÃO! Multidões de pessoas cujo saco está absolutamente cheio das patifarias praticadas por canalhas da tua espécie. Vão todos de graça e com satisfação.

    Com relação ao voto ser auditado, nem eu nem ninguém confia um tostão furado na integridade dessa arapuca chamada “Urna Eletrônica”! Ganha quem eles quiserem, desde que a roubalheira não dê muita bandeira e não provoque reações incontroláveis. Só que a máscara caiu pois a maracutaia foi descoberta. Vão ter que inventar outra canalhice. A propósito: Por que será que todo filho da puta esquerdista, como tu, prefere que a coisa toda continue sem possibilidade nenhuma de ser conferida ? Que interesse é esse ? Só pode ser vontade de ir lá e confirmar as pesquisas de merda feitas pela DATAFOICE.

    Quanto ao Alexandre Garcia, não precisa voltar para a Globo pois o Brasil inteiro aprendeu a respeitar as suas opiniões sérias e abalizadas. Prova disso é a quantidade imensa de meios de comunicação que reproduzem seus depoimentos. Será que ele vai querer afundar com a globobosta ? Só sendo louco!

  3. Prezado Adonis

    De tudo que você escreveu, noto apenas que os apoiadores que seguem o presidente podem não ser mortadelas, mas são farinha de mesmo saco, e não brasileiros de saco cheio. Como os nomearia? Bombinhas, arminhas? Milícia Bolsonarista? Sei lá.

    Você sabe e todos sabem que estas manifestações são “encomendadas”. Podes dizer o contrário (respeito) mas a minha pinião é essa.

    No caso da vacina, o Bolsonaro poderia até ser criticado no momento, mas seria eleogiado quando chegassem as vacinas da Pfizer, claro. Esta é uma opção que qualquer governante tem que tomar, se colocar os interesses do país acima de eventuais criticas. O tempo é sempre senhor da razão.

    E o SFT, logo o Lulewandowski? Ele usou precedentes do próprio STF e não convicções pessoais.

    E já informei aqui que sou a favor do voto auditado com urnas eletrônicas; não sei o custo exato desta possível alteração. Mas o fato é que Jair Bolsonaro se elegeu inúmeras vezes com o uso de urna eletrônica, sem queixas. Porque só agora acha que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas? Se ele não perdeu em nenhuma das eleições anteriores, por que o medo?

    Abraços

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