RODRIGO CONSTANTINO

Admito: não via o Roda Viva, da TV Cultura, faz um bom tempo. Considero o comando da jornalista Vera Magalhães totalmente partidário, a escolha das pautas, entrevistados e entrevistadores piorou sensivelmente dos tempos de Augusto Nunes, e tenho pouca paciência para militância esquerdista disfarçada de jornalismo imparcial.

Mas resolvi tomar um Engov e ver a “entrevista” com Deltan Dallagnol nesta segunda. A militância dos entrevistadores estava lá, escancarada. Mas escancarada ficou a perseguição política de que Deltan foi alvo. Os militantes bem que tentaram forçar a barra, criar narrativas, colocar Deltan numa posição de algoz, mas o tiro saiu pela culatra.

Um tal de Conrado, de extrema esquerda, chegou a criar uma narrativa de que Bolsonaro era defensor de ditadores e atacava jornalistas, em especial mulheres. Deltan mastigou o comunista e cuspiu os ossos, ao expor o elo de Lula com os piores tiranos do planeta. A cara de tacho do petista foi hilária, e nem Verinha conseguiu salvá-lo, ainda que tentasse.

O petista Bernardo Mello Franco, do Globo, tentou pintar Bolsonaro como corrupto por conta do caso requentado das joias sauditas, já comprovadamente Fake News, e o cartão de vacinação, sendo que do outro lado havia Lula, Lula!!! É esse o “jornalismo” que restou no Brasil: uma imprensa defensora dos bandidos.

Deltan foi muito contundente e firme na defesa da verdade, na exposição dos fatos, que são inegáveis. A decisão do TSE de cassar seu mandato foi totalmente ilegal, sem base prevista na Constituição, por interesses políticos. Os defensores de Lula para “salvar a democracia” não passam de uns hipócritas!

O clima de vingança instaurado por Lula e pelo sistema corrupto tomou conta das instituições, e os responsáveis pela operação mais bem-sucedida de combate à corrupção devem ser punidos como exemplo. É disso que se trata, não dá para tentar negar.

No primeiro intervalo, porém, a TV Cultura só trouxe trechos de outras entrevistas contrárias a esta realidade, falas da ministra Carmen Lúcia, de Gilmar Mendes, de Felipe Santa Cruz ou Gabeira, tudo com o logo do Bradesco ao lado. Impossível deixar de associar a escolha pinçada pela produção ao esforço de impor sua narrativa, de que Deltan é mesmo culpado.

Mas o público viu algo bem diferente. Viu um ex-procurador esclarecendo cada acusação vazia, apontando os absurdos, mostrando com total clareza as invenções criativas de novas regras do jogo por parte das autoridades, retroagindo para punir desafetos ou proteger aliados.

A corrupção sofreu duros golpes pelas decisões embasadas de Deltan e sua equipe, e isso não ficaria barato. O império sempre contra-ataca. Foi assim na Itália. Óbvio que seria assim no Brasil, um país que nunca foi sério, que sempre teve donos, e donos corruptos.

Clique aqui e veja a entrevista completa.

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