A PALAVRA DO EDITOR

Seu nome de batismo é Dino Paul Crocetti. Dean Martin foi um dos mais influentes artistas do século 20, tanto na música, televisão, bem como no cinema. Morreu no natal de 1995 aos 78 anos de idade. Conforme nos confirma o cinéfilo Geraldo Couto, Dean foi uma espécie de coadjuvante de luxo em Hollywood. O ator/cantor era um comediante nato!!! Talvez por isso tenha conseguido uma parceria tão frutífera e marcante com Jerry Lewis(morreu há dois anos aos 91 anos), este sim um gênio da comédia. Mas não foi só na comédia que Martin deu conta do recado. Quando solicitado, encarou com a mesma segurança westerns, musicais e melodramas. Ele era um notável cantor, como ator Dean Martin foi um artista único, por isso conseguiu grandes e boas atuações, como em “Deus Sabe Quanto Amei”, com Sinatra. Certa vez, Elvis Presley confessou que queria ser como Dean Martin. E o próprio Sinatra se esforçava para ser como Dino.

Algumas passagens sobre Dean Martin mostram bem como era esse fantástico cantor, ator e apresentador. Em seus shows no Club Sands em Las Vegas, Martin gostava de tirar o paletó do smoking, arregaçar a manga da camisa, mostrar o músculo do braço e perguntar para a plateia: “Sabem como eu consegui estes músculos?!?!?! carregando Jerry Lewis por tantos anos…”. A plateia morria de rir. Como afirma o pesquisador Darci Fonseca, ele parecia estar sempre de bem com a vida, conquistando a todos com seu bom humor, alegria contagiante, elegância e aparente indiferença aos grandes problemas do mundo, resultando tudo isso num charme irresistível. Não à toa Dean Martin era ídolo de Elvis Presley e de Frank Sinatra que queriam ser como ele, mas Dino era um só, único, espontâneo e sem esforço, naturalmente uma figura legal, aprazível e bastante agradável…

Dean Martin era um ator que irradiava simpatia por todos os poros, jamais havia interpretado um homem mau no cinema e isto veio a acontecer em 1967, no western “A Noite dos Pistoleiros”. Antes, em 1965, ele atuou em um clássico muito famoso que se intitula em ”OS FILHOS DE KATIE ELDER”, tendo como irmão mais velho John Wayne, sendo eles, dois dos quatro filhos de uma rancheira que se reúnem para vingar a morte da mãe e reaver suas terras. Este é um daqueles filmes que se assiste mais pela ficha técnica do que propriamente pelas qualidades do filme, afinal, um filme que tem John Wayne e Dean Martin no elenco é impossível de ser ignorado.

Os Filhos de Katie Elder tem aquilo que se espera de um western que entretenha o público: John Wayne em forma, o cinismo de Dean Martin, muitas cenas de ação convincentes e elenco afinado. A história de “Os Filhos de Katie Elder” conta como os quatro filhos da falecida se reencontram em Clearwater, Texas, para o enterro da mãe e acabam por descobrir uma série de fatos que desconheciam. É um faroeste interessante, com bom elenco e cenas de ação bem feitas e convincentes. Bem lento até certa parte, mas depois o ritmo melhora bastante. Mesmo a história se mostrando previsível, o filme consegue prender a atenção e tem até algumas cenas bem humoradas. A melhor parte do filme são os momentos finais. Com 122 minutos de duração, o filme é um western clássico quanto ao seu desenvolvimento, pois é uma película cinematográfica que se tornou em um daqueles faroestaços que o público gosta de assistir.

Outro filme imperdível é Onde Começa o Inferno(Rio Bravo), de 1959, com interpretação magistral de John Wayne, o grande nome do western e com o velho e bom Walter Brennan, além de Dean Martin e Rick Nelson, dois cantores de sucesso na época acabaram entrando para o filme e se saíram da melhor maneira possível, inclusive cantando juntos em uma cena. Neste filme fora reunido um elenco estrelar com belas atuações de todos eles, a película consegue passar diálogos interessantes e um humor de ótimo tamanho, cabendo perfeitamente ao seu teor. Apesar de uma longa duração, o filme passa muito rápido diante de nossos olhos. Esta obra-prima possui tudo que o bom amante do cinema e, principalmente do western precisa: um ótimo diretor, uma majestosa trilha sonora, um grandioso elenco, um cabível senso de humor e de drama, uma boa fotografia, uma incrível história apesar de alguns chavões ou clichês com frases repetitivas de outros filmes faroestes, mesmo assim, Rio Bravo é um filme excelente: recomendo-o!!!

Entre tantas curiosidades na vida de Dean Martin, ele se pelava de medo de elevador e tinha uma grande paixão por histórias em quadrinhos, as quais leu durante toda sua vida. Antes de ser ator foi boxeador. Realizou 18 filmes ao lado de Jerry Lewis e 61 em toda sua carreira. Trabalhou de 1965 a 1984 na TV americana, em diversos programas diferentes. Fez parte do grupo chamado “RAT PACK”, formado por Dean Martin, Frank Sinatra e Sammy Davis Jr. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, localizadas em Hollywood Boulevard. A primeira se refere ao seu trabalho no cinema, enquanto que a segunda é referente ao seu trabalho na televisão. Vai ficar, enfim, como um artista caloroso e versátil que, mesmo sem muito refinamento, Dean Martin, O COWBOY DE LUXO, soube atingir o coração do público.

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