A PALAVRA DO EDITOR

Quem mergulha nas profundidades do direito compreende que as acusações contra Lula e a condenação judicial, e mesmo a opinião popular e o posicionamento da imprensa, caminharam pelos meandros não específicos da teoria do domínio do fato.

As pessoas se perguntam: – Como Lula não podia saber do que se passava no andar de baixo? É claro que sabia. Tinha de saber. E se sabia é o responsável.
Neste momento, oferece-se a oportunidade de aplicar a mesma teoria a diversas situações que vêm ocorrendo no governo.

A principal delas refere-se ao conhecido “Rachid”, usado largamente nos mais diversos setores legislativos, das câmaras municipais à federal.

Anuncia-se a entrega de um boi-de-piranha no caso do filho do presidente a cujo respeito investiga-se a prática de empregar auxiliares mediante a entrega, por eles, de parte do seu salário ao empregador.

Caminha-se para, caso confirmado o abuso, seja o assessor principal responsabilizado pela encrenca.

Mas… e a teoria do domínio do fato, que, embora mal compreendida, tanto se desfralda?

Por quê, agora, os defensores da sagrada família advogam inocências usando o raciocínio de que quem fez a lambança foi o assessor e que o chefão não tem nada com isso?

Não tem de saber o que andava no andar de baixo?

E os pais, não são obrigados a saber se os filhos andam fazendo besteira e responsabilizados, também, por suas ações deletérias?

É por aí, dentre outras circunstâncias, que transita mesmo o tal do “lawfare”.

Ah, a que pode servir o mal uso do Direito…

Felizmente, para alguns, a tal teoria certamente não será aplicada a essa situação, não só porque ela pode ser mesmo uma boa porcaria, como para não complicar um governo que vai indo tão bem que oferece nossas mulheres ao turismo internacional.

E que apóia a idéia de meter uma bala na cabeça dos membros do Partido Comunista Brasileiro e do Partido Comunista do Brasil.

Além de na cabeça dos membros do Partido dos Trabalhadores, que segundo Bolsonaro caminhava para tirar a liberdade dos brasileiros, o que não quer dizer outra coisa.

Foge gente, que a extrema direita está solta!

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