DE BACH ÀS LAGARTIXAS

Ouvidos foram feitos para escutar coisa boa. Os meus, para isso Deus os fez. Verdade que Orquestras afinadíssimas executando as mais belas sinfonias de Ludwig van Beethoven ou os prelúdios incomparáveis de Johann Sebastian Bach ajudam e contribuem para que a vida seja mais leve e prazerosa. Mas outros sons também alegram o dia-a-dia da gente. Quem já ouviu trovoadas do mês de Junho, anunciando chuva com relâmpagos clareadores, ou a melodia das águas acompanhando a correnteza de um rio, ou, ainda, o cantar harmonioso de galos tecendo as manhãs, sabe a que me refiro. Alguém que já escutou o barulho poético de lagartixas passeando sobre folhas secas caídas ao chão, o coaxar de sapos em perfeita sintonia com a doce zoada do cricrilar dos grilos por certo concordarão com minha teoria sonora. Alguns que não tiveram a ventura de conhecer esses sons, precisam conhecê-los. Assim poderão entender com mais clareza a beleza sublime da música de Piotr Ilyich Tchaikovsky e saborear com mais prazer Le Quattro Stagioni de Antonio Lucio Vivaldi ou se deleitar com a sanfona tocada por José Domingos de Morais, o Mestre Dominguinhos.

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3 pensou em “DE BACH ÀS LAGARTIXAS

  1. Caro poeta, “quem tiver ouvidos para ouvir, ouça!”. De repente, no paraíso musical, uma maçã podre e um monte de serpentes, como os Pablos, as Anittas, Ludimila, e outros répteis.

  2. Xico:

    Voltei a assisti ao programa Leruaite, “taiquishou” entre amigos, comandado pelo brega cult Falcão na TV Ceará, o gênio da raça, e revi talvez a última apresentação do mestre Dominguinhos e sua sanfona de acordes geniais.

    Mais uma vez eu o ouvi falar de “Nos tempos do meu pai”, música que ele fez para o pai Chicão e que o nobre poeta pôs a letra.

    Bateu-me uma saudade imensa, mas me consolou quando o Mestre deu os primeiros acordes da homenagem ao Velho!

    Obrigado amigo poeta. Antonio Lucio Vivaldi também me fascina!

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