CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

Quem tem barriga, valoriza a culinária, a arte de cozinhar. Quem sente fome morre de amores pela técnica de preparar o alimento certo para agradar o paladar. Cozinhar é a habilidade de deixar todo mundo faminto e de água na boca, a partir do cheiro agradável que chega da cozinha.

Cada região do mundo tem o seu segredo particular para preparar um bom prato. Por isso, cada país tem a sua comidinha predileta, afinada com a cultura do povo e a habilidade do chef em manusear os ingredientes certos na preparação da boa alimentação.

Em Portugal, o bacalhau e a sardinha cativam a atenção do público. Na Itália, a lasanha e a pizza tem a preferência. Na Índia, ninguém é besta de pedir prato com carne de vaca, senão apanha. No Brasil, a feijoada, a carne de sol e o churrasco são as iguarias mais pedidas.

Aliás, dois estilos de culinária condenam o consumo de carne de vaca. O vegetarianismo e o veganismo. O vegetariano detesta comer carne, embora coma proteínas animal, como o ovo e o leite. Já o vegano, que adota o veganismo como filosofia de vida, reprova o consumo ou o uso de qualquer produto de origem animal. Seja na alimentação ou no vestuário.

Como o modernismo levou as pessoas que trabalham longe de casa a comer fora, aconteceram mudanças na dieta diária. Foi convocada a gastronomia para tratar da dieta e da nutrição para cuidar dos aspectos de saúde e de conselhos médicos. Além, evidentemente da culinária industrial que veio justamente preencher uma lacuna ao introduzir técnicas na preparação de refeições rápidas.

No início da história mundial, o homem não tinha outra alternativa, senão comer vegetais e animais crus. Foi com a descoberta do fogo e a utilidade das mãos que a humanidade aprendeu a cozinhar, preparar melhor o prato, dar mais sabor à alimentação.

Mas, alguns alimentos, apesar de serem consumidos apenas em determinados locais, com o avanço da tecnologia, passaram a ser ingeridos também em outros locais.

O trigo que era consumido apenas na culinária mediterrânea começou a se espalhar pelo mundo, graças às viagens fenícias. Atualmente, compra-se trigo em qualquer país. Na Ásia, o arroz também pulou fora. Se faz presente em várias mesas do planeta Terra. A batata, originária dos Andes, é procurada no mundo inteiro. O milho, antes exclusivo do México, agora é encontrado em muitos países.

Por ser extenso no tamanho e na diversificação cultural, o Brasil adotou outros mecanismos na culinária.

O Norte brasileiro tomou o costume dos indígenas de preparar o pato no tucupi. Depois de assado, o pato é misturado com o caldo da mandioca que descascada, ralada, espremida e fermentada se transforma no molho, chamado tucupi.

Os pratos típicos do Centro-Oeste são o arroz com pequi, o olhinho de arroz, as carnes exóticas e o caldo de piranha.

No Sudeste a preferência é pelo virado à paulista, moqueca capixaba, feijão tropeiro, pastel de feira e o peroá frito.

Na região Sul o pessoal é doido por arroz carreteiro, espeto corrido, paçoca de pinhão, tainha e a cuca feita de pão doce.

No Nordeste, o gosto da população também é variado. Tem muita comida pra não deixar ninguém com fome. Quem gosta, come tapioca, acarajé, vatapá, moqueca de peixe, ostra, camarão, buchada de bode, feijoada, baião de dois, macaxeira, mariscos, lagosta, fritada de siri, paçoca de carne, caruru, carne de sol e o indispensável cuscuz de milho.

Existem diversos tipos de cuscuz feitos à base de farinha ou polvilho de arroz e mandioca. Entretanto, o tradicional na região nordestina é o cuscuz de milho.

O cuscuz de milho foi importado da África. No Nordeste, o cuscuz é consumido no café da manhã ou no jantar. O nordetino é vidrado no cuscuz, lambe o beijo só em sentir o cheiro da cozinha. O bom cuscuz pode ser acompanhado de guisados de carne, charque, peixe ou de vegetais. Quem manda é o freguês.

Durante o preparo, mistura-se a farinha com sal e água. Mexe-se a combinação com as mãos e quando notar que não está quebradiça, mas, apenas úmida, sem deixar escorrer água pelos dedos, o produto está pronto para ser finalizado e posto na mesa para a comilança.

O cuscuz é uma ótima indicação para regularizar a pressão arterial, pois contém nutrientes que beneficiam o organismo. Desde que não esteja acompanhado de embutidos, defumados, frituras e componentes ricos em sódio.

O problema é o excesso no consumo. Afinal, comer muito cuscuz, engorda. Arredonda a cintura.

2 pensou em “CUSCUZ

  1. Ivan, você não mencionou os pratos da cozinha mineira, precisa dar uma passada por lá, a fim de saborear as delícias de Minas, inclusive, tomar a melhor cachaça do Brasil, fabricada na cidade de Salinas, situada na região norte das Minas Gerais.

    • Caro Paulo, vc tem razão. Aliás, Minas por tão rica na culinária e na área de bebidas, merece uma homenagem à parte. Desculpe pelo esquecimento pelas riquezas de seu estado.

Deixe uma resposta