PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Ilustrado senhor, ficai ciente
de um crime cometido há poucos anos:
Meu triste coração, um pobre doente,
que da vida provara os desenganos,

foi um dia ferido mortalmente
por dois olhos perversos, dois tiranos,
que vivem até hoje, impunemente
soltos, causando os mais atrozes danos.

O suplicante, que é o advogado
da vítima, e, portanto, interessado
nesse processo que um mistério exprime,

em nome da Justiça, pede, humilde.
mandeis prender os olhos de Matilde,
que são autores do nefando crime.

1 pensou em “CRIME – João de Queiroz Assunção Filho

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