CORRUPÇÃO

É, finalmente, apesar de trancos e barrancos, o brasileiro, chega, traumatizado com tantas arruaças, a mais um final de ano. Poder, comemorar, enfim, o que os dados confirmam. Alguma coisa, embora timidamente, começa a melhorar. Alguns indicadores positivos renovam as esperanças de que dias melhores estão por vir. Com certeza.

Chega de enroladas, Inverdades, desgovernos, arrumadinhos, enfeites, mentiras, falsas promessas políticas. Queda de confiança na Justiça. De estrondosas animosidades. Basta!

Conta a história que o Brasil começou a despontar com a chegada dos primeiros habitantes no final do século XV. Eram componentes de tribos seminômades que vivam de caça, pesca, coleta e agricultura. Era gente rude dedicada apenas a descobrir meios de sobrevivência.

No ano de 1500, mais precisamente no dia 26 de janeiro, portanto três meses antes de Pedro Álvares Cabral ter desembarcado em Porto Seguro, na Bahia, e descoberto o Brasil, Pinzón, desembarcou no município do Cabo de Santo Agostinho, na enseada de Suape. Todavia, o fato é contestado por alguns historiadores.

Incentivado pela política espanhola de permitir que navegadores particulares realizassem viagens de descobrimento, com recursos próprios, Pinzón saiu com quaro pequenas caravelas e, depois de passar por Cabo Verde, na África, aportou no litoral de Pernambuco.

Considerado um desastre financeiro, a proeza do histórico descobrimento do Brasil coube a Pedro Álvares Cabral. Sem sofrer ameaças de tremor de terra e nem dos horrores dos catastróficos vulcões, o Brasil é considerado uma terra abençoada.

Mas, vítima de eternas maracutaias, realizadas por ladrões e corruptos que só pensam em podridão. O Congresso brasileiro é uma vergonha. Promete, promete, porém só se preocupa em arrumar a vida dos parlamentares que gozam do bom e do melhor, em detrimento do bem-estar social da sociedade, que vive rodeada de miséria, ladroagem e propinagem, pagamento de dinheiro em troca de favores e vantagens em licitações de negócios.

Quando pede socorro ao Judiciário, a Justiça só atende os anseios dos grandões do suborno. Deixando o povo na mingua, sem a necessária educação, saúde, segurança, em virtude de vultosos desvios de verbas públicas. Enquanto servidores públicos, técnicos fazendários, empresários e parlamentares desonestos, embora acusados de corrupção, de receber valores sonegados, condenados em primeira instância, vivam livres na rua. Sem tornozeleiras.

A polícia passa meses de investigação, mas num instante os homens de toga, que envergonham a honestidade do país, canetam a soltura dos “pobrezinhos” presos indevidamente. Geralmente pessoas do alto escalão das empresas roubadas. Sem se preocupar, jamais, com a péssima imagem no Brasil no exterior e com o acúmulo de sujeiras por todos os cantos do país.

Por isso é comum diariamente o cidadão saber pela mídia notícias ruins. Mostrando sempre um figurão no rolo. Em quatro anos de investigação, a Polícia Federal apurou o desvio de mais de R$ 48 bilhões. Valores que aumentam ano a ano. Em 2014, a Investigação de Combate ao Crime Organizado da PF apurou R$ 198 milhões. Em 2015, R$ 2,5 bilhões. Em 2016, R$ 18,7 bilhões e em 2017, R$ 29,4 bilhões.

É farra em cima de farra, patrocinada por dinheiro lavado na cueca, em malas, correrias, cinismo e elevada desonestidade. Não é mole, somente na Lava Jato, a PF levantou que em 2015 foram roubados do pais, cerca de R$ 8 trilhões. Valor bem maior do que o PIB brasileiro que naquele ano somou apenas R$ 5,9 trilhões.

Nesta operação, a PF instaurou 1.200 processos, efetuou 160 prisões, acusou 209 réus, condenou 105 pessoas, envolveu 16 empresas no caso para apurar o desvio de R$ 42,8 bilhões. Os roubos, o suborno e a corrupção fazem parte da cultura nacional. Mas, tem de acabar um dia.

Casos famosos. Na década de 80 e início de 1990, surgiu o caso dos Anões do Orçamento, composto por 37 deputados federais. O valor desviado importou em R$ 100 milhões de dinheiro público que beneficiou governadores, ministros, senadores e deputados.

Entre 1991 e 1998, apareceu em cena o caso TRT, de São Paulo. Dos R$ 235 milhões destinados à construção do prédio, R$ 169 milhões foram desviados. Também em 1991, sugiram as fraudes milionárias no INSS, quando desviaram R$ 2 bilhões.

Em 2007, foi a vez da Operação Navalha na Carne. A Organização Criminosa, composta por 49 autoridades, fraudaram licitações nas áreas de infraestrutura, transportes e energia. Outra vultosa quantia desviada estava em jogo.

Em 2015, foi a vez dos fundos de pensão se arrobarem com a malandragem, de onde foram desviados R$ 3 bilhões. Acontece que dos valores desviados, o prejuízo chega a R$ 77,8, que ainda não foram recuperados.

A Procuradoria Geral da União, desde 2009, trabalha para recuperar o dinheiro público desviado. As maiores vítimas dos roubos são as aéreas de saúde, educação e saneamento básico. È preciso muito esforço e honestidade para limpar a sujeira deixada pela corrupção política, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos que atolaram a economia do Brasil. Causam desemprego, fila nos hospitais, educação desqualificada.

Então, punindo com rigor os corruptos, o Brasil pode mudar. Depende apenas de a sociedade ficar alerta, cobrar punição da Justiça e não eleger mais os bandidos do dinheiro púbico que se autoproclamam “defensores” do povo. Então, para os desonestos, os falsos políticos, rua. Cadeia.

Deixe uma resposta