RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

Pronto! Saí de minha reclusão. O Berto vinha me cobrando uma coluna, mas eu estava recluso, em terapia, após retornar de minha jornada ao mundo da lua tinha resolvido partir para o autoexílio. Não tem como conviver com o ‘povo’ das universidades nesta época. É muita idiotice concentrada em espaço exíguo (uma Universidade Pública), então fui para o exílio.

Mas o tal vírus, Coronavírus ou Covid-19, como queiram, me fez voltar a escrever. E, de arrancada prefiro batizá-lo de COROCAVÍRUS. Porque simplesmente estamos nos comportando como corocas, velhos corocas, no sentido dicionarizado: velhos caducos, incapazes de um raciocínio maduro e lógico. E qualquer um que for contra a maré de desespero e pânico será crucificado, literalmente.

Já diziam os antigos que um homem, uma pessoa por mais ignorante e despreparada que seja é, no final inteligente, pois na média consegue tomar as decisões mais acertadas para sua sobrevivência. Mas a multidão, a multidão, mesmo que composta na totalidade por doutas e letradas pessoas, sempre será burra. O pânico nos faz agir como gado, seguindo o rumo que nos impõe a maioria da tropilha, muitas vezes tocada a gritos e chicote.

Ora, o Corocavírus é um vírus gripal com rápida disseminação e um índice de mortalidade baixo fora dos grupos de risco e, mesmo nestes grupos mata menos que a dengue ou o H1N1. Queiramos ou não teremos um grande número de infectados, não há como fugir disto, a maioria nem saberá que teve ou sentirá uma leve gripe. E, sim teremos casos graves e mortes.

É como a história do chifre: muita gente tem, muitos mais ainda terão e muitos nem saberão que tiveram. Mas atitudes sensatas parecem não ter lugar no pânico e no caos. Só posso dizer quem alguém está lucrando muito com isto.

Não sou adepto de teorias da conspiração, mas dá o que pensar que toda a vez que a China entra em recessão aparece um vírus de doença global (H1N1, SARS, etc.) e lá é o primeiro lugar que surge, sempre concentrado em uma região e de onde, miraculosamente não saí. Ah, não esqueçam os hospitais e providências de emergência em tempo recorde que os chineses montam. Pena que quando ocorrem outros desastres naturais, terremotos por exemplo, eles não consigam esta eficiência. Dá prá pelo menos pensar.

Mas e a Itália, a Itália foi ‘burra’, desprecavida e além de ter um grande percentual de população idosa vem sendo assolada por crises. Não sei afirmar o quanto de primeiro mundo é o atual sistema de saúde italiano.

No Brasil cabe destacar o trabalho e a lucidez do Ministro Mandetta. Que novamente demonstra que escolhas técnicas são o caminho para o executivo federal. Não podemos esquecer o quanto Bolsonaro foi criticado ao escolher Mandetta para o Ministério. Mas já pensaram no ‘Governo Haddad’que seria o Ministro? Provavelmente estaríamos sendo socorridos pela avançada Cuba e seus médicos escravizados a peso de ouro, com remédios miraculosos. Segundo a esquerda foi Cuba que criou a ’vacina’ que curou a epidemia chinesa. Vacina que cura? Eu hein! E também estaríamos financiando a assistência na Venezuela.

Ocorre que o Governo Federal agiu certo e no tempo certo. Há que se prevenir e alargar o tempo de expansão do vírus para evitar uma sobrecarga do combalido SUS, mas não podemos parar o país por uma gripe forte. Fome e desemprego matam e matarão mais que o COVID-19. Foi isso que Bolsonaro e o Governo Federal tentaram mostrar. Mas forma atropelados pela mídia, sempre ela. Não tem quem resista a 18 horas diárias de reportagens sobre o Coronavírus. Parece que a pandemia foi uma tábua de salvação, temporária eu espero, para a mídia tradicional e corrupta brasileira.

Daí meu amigo, qualquer que assista ao bombardeio vai entrar em pânico ou ficar atordoado e seguir a multidão. Seguem a eles os políticos e os oportunistas.
Desde o fabricante de álcool gel que quer lucrar, ao político que quer o impeachment de Bolsonaro por crime de responsabilidade ao ‘tentar’, segundo eles, transmitir a doença.

Prefeitos e Governadores querendo aparecer e vislumbrando reeleição e quiçá o Planalto (é só olhar quem dentre os governadores age com bom senso e quem está radicalizando, para identificar os candidatos já anunciados), inventando normas e leis que não são de sua competência e, sim de Bolsonaro.

Querem tirar nosso direito de ir e vir, querem para o país, mas não pela contaminação, mas porque quebrar o Brasil é sua única chance de elegerem-se e voltar tudo ao que sempre foi.

Daí juízes de primeira instância, juizinhos de m…, como dizem, fechando estradas e fábricas (em SC um juiz do trabalho mandou dois frigoríficos pararem de trabalhar) e, mais e mais juízes vão decidir um monte de m… a seu bel prazer ou de acordo com suas convicções ideológicas. E foda-se o país. Esquecem que temos de comer, que precisamos de emprego, remédios e comida. Cadê os Supremos do STF para chamarem para si a responsabilidade e darem a diretriz a justiça brasileira neste momento? Cadê?

Não esqueçam que ainda teremos muito pano pra manga, judicialmente falando, depois da crise. Patrões que despediram ou derma férias coletivas a empregados serão condenados em primeira instância Brasil a fora, até que se unifiquem as decisões nos Tribunais Superiores. Por que não antecipar o problema? Basta o STF querer.

Depois virá a imprensa e a oposição já estou vendo as manchetes, sem obviamente citar o Cornoavírus: maior valor do dólar, bolsas operam no menor índice, maior índice de desemprego da história, PIBinho, etc. Tudo culpa do Governo.

Logo aparecerão alguns Globais afirmando que o Coronavírus veio para o Brasil na Comitiva de Bolsonaro que foi aos EUA.

Está faltando bom senso e talvez uma mão firme. O Presidente é Bolsonaro e sua equipe é muito competente, terão de puxar as rédeas e assumir a situação de guerra minimizando as perdas. Mas o país não pode parar e mais o Brasil não pode ficar nas mãos de oportunistas como Maia, Dória, Withzel, petistas e etc.

A coisa vai ficar feia, mas só não está pior porque o Governo Temer e o primeiro ano de Bolsonaro arrumaram algumas coisas. Mas perde o país pois este ano o Congresso não vai decidir ou fazer qualquer coisa mais, o que talvez seja interessante para o Brasil, já que o Congresso em geral quando age é para foder o país.

De resto fica o que vou lhes dizer e lembrar mais a frente é que a fome, o desemprego e a quebradeira na economia ceifarão as vidas e as esperanças de centenas de milhares, quiçá milhões, de homens e mulheres mundo afora.

O vírus levará alguns milhares, talvez uma centena de milhar de vidas, é muito? Sim é muito. Mas será pouco ante as vidas arruinadas pelo pânico e burradas perpetrados por aqueles que deveriam nos guiar e usam a pandemia para seus fins e ambições. E neste ponto a grande mídia, especialmente a grande mídia brasileira está abusando.

Juízo, cuidado, precaução, mas não pânico. Eu não admito, nem vou admitir que um idiota com mandato tire meu direito constitucional de ir e vir.

9 pensou em “COROCAVÍRUS

  1. Neste texto estão concentrados certos preconceitos da direita a respeito, tipo “a China cria doenças e as espalha pelo mundo para lucrar com isso”, transposição para o comunismo da crença de que os laboratórios criam doenças e em seguida os medicamentos que as curam, não necessariamente nessa ordem, para vender os remédios.
    Também demonstra que, ao contrário do que se auto-afirma, trata-se de adepto de pelo menos alguma teoria da conspiração: rolam pela rede “suspeitas” de que a China fez, com o Coronavírus, as bolsas mundiais caírem e em seguida comprou as ações das maiores empresas da Europa, versão do desenho animado Pinky e O Cérebro, cujo único objetivo diário é dominar o mundo.
    Quanto ao Ministro Mandeta, esperamos que esteja tomando as providências certas, muito embora a campanha antecipada de vacinação para hoje ou amanhã (22 ou 23 de março de 2020) não considera que levará o povo em massa a sair do isolamento desejado para ir para os postos de saúde – e nem mesmo o deslocamento de vacinadores para as residências resolveria o problema da expansão do contágio.
    Como os demais apoiadores (tenho de dizer, fanáticos) de Jair Messias Bolsonaro, o autor passa como um trator por cima da irresponsabilidade de um presidente da república que, certamente portando o vírus (mais de vinte dos que o acompanharam na comitiva aos Estados Unidos testaram positivo para a doença), “cai nos braços do povo”, transmitindo a doença, ou com chances enormes de que isso aconteça.
    O autor não deve estar lá muito afeito ao mundo jurídico, ao convocar o STF para providências que não lhe cabem voluntariamente: os tribunais agem por provocação de partes. Quem dá as diretrizes reclamadas é Jair Messias Bolsonaro, na triste qualidade de presidente da nossa república. Cobre dele.
    Nessa mesma linha, os juízes, que decidem por provocação de partes, com base nasleis, e cujas decisões são sujeitas aos mais diversos recursos em todas as instâncias, são considerados juízes de merda todas as vezes que alguém fica emburrado com suas decisões.
    A bem da verdade, as noções trazidas pelo texto coadunam-se perfeitamente com as ideias gerais desenvolvidas neste JBF – e quem delas destoa, precisamente, sou eu, que fujo da filosofia direitista como o diabo da Cruz!
    Poderia desenvolver mais alguns comentários – este é o campo que o JBF nos oferece para tal – mas terminarei observando que, ao contrário do que se pode à primeira vista pensar, o Coronavírus poderá ser benéfico para a imagem de Jair Messias Bolsonaro: seus fracassos poderão ser rolados de roldão pelos efeitos da epidemia no Brasil, de modo que as burrices e loucuras desse governo recairão nas costas largas desse vírus destruidor.
    Ah, eu já ia saindo fora, mas não posso deixar de comentar 1) a ideia popularesca de que o Congresso, ao contrário de ser um dos elementos fundamentais da democracia, é tomado como um fudedor da Nação, o particular (alguns de seus equívocos) tomado pelo geral (que é de realizações fundamentais, não só em sua atividade principal de legislar, como em outra sutilmente, de suma importância). Sutilmente, como um elefante enlouquecido dentro de uma sala de cristais, só o Poder Executivo presta: STF, Congresso e Imprensa precisam sair fora e deixar o Jair Messias Bolsonaro trabalhar. E 2) a revolta de certos setores extremamente libertários que não aceitam normas restritivas da plena liberdade de circulação mesmo quando elas se tornam indispensáveis à saúde pública, revelada em não admitir que as autoridades restrinjam o direito de ir e vir (chii, na Europa se o cara sair na rua sem justificativa pode ser multado e até preso! Esses comunistas…).

  2. Bom dia Goiano,
    Quase conseguistes fazer um texto maior que o original. Sabe é bom receber críticas e comentários e, algum tempo atrás seria um ótimo momento para debates. Mas ultimamente eu venho fugindo da escrita e do debate, não por falta de argumentos ou de ideias e, sim por falta de paciência. Literalmente não tenho mais saco para hipocrisia e ou retórica imbecilizada.
    Não, não te enquadro neste grupo, aliás na maioria das vezes gosto muito de teus textos, embora com eles não concorde na maioria das vezes. Por isso deixo de lado a preguiça para te responder alguns pontos.
    Mas como aderistes a moda do famoso ‘textão’, terei de agir como agiria Jack, o Estripador, então vamos por partes. Mas não seguirei uma sequência lógica nestes tempos de histerismo generalizado.
    É claro que eu escrevo para os dois leitores e meio de meu blog e para os doidos que lêem o JBF, Gazeta auto-intitulada escrota. E por isso é que procuro publicar meus comentários em um veículo ideologicamente compatível com meu pensamento. Esta é uma vantagem dos tempos ‘internéticos’, poder escolher o público a que se destina meu texto. E por último é o fato de que só um Editor louco que ‘só a porra’ como o Berto publicaria as merdas que escrevo.
    Quanto a questão da China não é preconceito, primeiro porque não considero a China Comunista, as vezes que lá estive fizeram-me ter certeza que a China é o país onde o capitalismo é mais selvagem, um regime plenamente capitalista, governado por uma oligarquia unipartidária que se autodenomina Partido Comunista, o que certamente não é.Quanto a questão da origem, longe de teóricos da conspiração, é fácil constatar que o epicentro e centro de origem das últimas grandes epidemias foi…? Pasmem, a China. Não estou dizendo que as produzem artificialmente, mas ali se originam, seja pela pobreza, pelos hábitos de comer qualquer coisa (originado nos tempos de Mao Tse Tung e da grande fome), seja pela grande população. Mas ao fim e ao cabo tudo se originou lá. Quanto a reflexão de parecerem sempre quando a economia chinesa está em crise é algo para refletir, apenas isto.
    Já do STF, comentastes que não devo estar afeito ao fato de que a justiça só pode agir se provocada. Mas este não é o hábito de nossas supremas criaturas. Eles opinam sem provocação e criam teorias tautológicas. Se leres o Antagonista de hoje verás que ministros do STF já estão divergindo sobre a constitucionalidade das demissões trabalhistas oriundas da crise, com a certeza da judicialização destas questões. É óbvio que o serão, mas um pronunciamento do STF regrando ou puxando pra si estas decisões pouparia muito tempo e dinheiro público na questão. Evitaria problemas como juízes de primeira instância fechando, inconstitucionalmente rodovias, ou juízes do trabalho fechando fábricas (para depois terem sua decisão reformada no TRT). perda de tempo e dinheiro.
    Já que falamos de constituição, estou atento a letra fria da Carta Magna, que diz que fechar estradas e suspender o direito de ir e vir é prerrogativa presidencial. Quando Governadores e Prefeitos se arvoram a tomar estas atitudes é algo feito apenas com intuito populista e eleitoral, mas ilegal. cabe aos tribunais e ao STF provocados, pela AGU, ou não se posicionarem. Precisamos de um rumo e um líder, apenas um na crise, assim saberemos quem seguir. E gostem ou não o eleito da maioria dos brasileiros foi Bolsonaro. Se não funcionar trocamos na próxima eleição e não quando os derrotados e oportunistas querem.
    Ainda quanto ao STF, este ‘egrégio’ tribunal e suas criaturas são contumazes em tomar decisões sem provocação, leia-se, e.g., o inquérito inconstitucional do Presidente Toffoli, levado a cabo pelo Ministro Cabeça de Nome Feio. Então não seria uma novidade.
    Quanto as restrições e até o estado de calamidade, sítio ou o que seja, respeitarei, embora não concorde, se decretado por quem de direito, o Presidente da República. (respeitaria independente do presidente que o fizesse fosse Lula, Poste Haddad, Temer ou a Anta da Dilma).
    Mas os mesmos que cobram uma atitude de Bolsonaro o fazem com restrições. Querem atitute e aplaudem o Estado de Sítio (fake) do Doria, mas a OAB já diz que Estado de Sítio decretado por Bolsonaro seria inconstitucional. Medo! Log a democrática OAB (estou sendo sarcástico).
    O Congresso? O Congresso é uma merda mesmo, não está nos fazendo falta. Reduzimos os 300 picaretas do Lula, mas ainda restam uns 200 picaretas por lá, somados a uns 100 imbecis. Vê se eles se manifestar em abrir mão dos bilhões que se auto atribuíram para combater o coronavírus. Não adianta dizer que basta o PR querer, por que eles mesmos não tomam uma atitude? Não serve pra nada mesmo. Quero um Congresso que reflita e equilibre os podres numa visão de país presidencialista e não um congresso reacionário e voltado ao parlamentarismo, mesmo que branco.
    Nossa Constituição e, eu a respeito pois o Direito é heterônomo, é uma merda. Respeitar a Constituição não quer dizer que não possa crítica-la ou querer uma nova, decente desta vez.
    Já da Europa, acho que novamente padece de ‘excesso de civilidade'(parafraseando Lula) e este excesso de civilidade cega os europeus. Isto já ocorreu diversas vezes e quase destruiu o mundo nas duas grandes guerras do século XX. Os Europeus achando-se superiores e arrogantes nos levaram a situações extremas. Novamente esta arrogância vem reaparecendo, paulatinamente, na crise de imigração e agora no coronavírus.
    Se os europeus ‘civilizados’ pensassem um pouco veriam, p.e., que se nós pouco desenvolvidos usássemos as quantidades de agroquímicos que eles querem, reduziríamos em muito o uso destes produtos e teríamos uma crise enorme de desabastecimento. Mas também pararíamos de comprar os agroquímicos que eles produzem, só na Alemanha, motor da Europa, teríamos de 5 a 10% de desemprego. Como pensaria o europeu civilizado médio se soubesse disto?
    Já quanto a grande mídia, na minha opinião, está prestando um desserviço a todos ao criar e gerar pânico, com seus excessos de opiniões e de cobertura. Não tem o que falar, calem-se!
    Por último vou sim vociferar, gritar e lutar por meus direitos. Direito de Resistência que é o sagrado direito de ter e portar armas (leia John Locke), Direito de ir e vir, Direito a opinião livre, Direito de criticar Governo, Congresso, Tribunais e todos os servidores públicos (também sou servidor público e não me incomodo em ser criticado). No caso da justiça ou tribunais discordar e criticar não significa desobedecer.
    Por isso vou lutar por meus direito. Agora o que entendo é que devemos ter um líder, apenas um Líder nos conduzindo na crise. E, no momento por decisão da maioria de brasileiros, este Líder é o Bolsonaro. Deixem o homem trabalhar!
    Caríssimo Goiano fizestes escrever um texto maior que o original. Vou cozinhar agora e se quiseres responder faz parte da tua liberdade. Tenhas certeza que lerei, provavelmente discordarei, mas não vou responder. Estou com muita preguiça para responder de novo.
    Um abraço macunaímico.

  3. Meu caro Rodrigo Buenaventura de Léon, cujo nome me deixa boquaberto, como se tirado de um belo romance de espadachins, começaste bem, me dando bom dia, chamando-me a atenção para
    as vezes em que, na França, me dirigi a alguém sem antes cumprimentá-lo e recebi de cara a interrupção/admoestação: – Bon jouuuuuurrrrr!
    Então, bom dia para ti também.
    Mas terminaste mal, já avisando que não vai responder às bobagens que apresentarei (ou não), porque, certamente, não será por preguiça, maspor desprezo ao que terá a dizer um petralha esquerdoso safado, que vive enchendo a porra do saco no JBF.
    Bem, veremos.
    Estou com um pouco de preguiça.
    Deve passar.

  4. Pedindo que releve meus modos e as intimidades a que o Jornal da Besta Fubana costuma nos induzir, pelo seu, dele, caráter irreverente e, como adiantaste, escroto, devo, primeiro, reclamar: teu modo de argumentar desarma o oponente, por, com competência, expor as ideias gerais a respeito de tudo, sem deixar pegas para rasteiras, o que chega a ser covardia.
    Mas, vou tentar falar de algumas coisas (não sem antes te agradecer pela declaração de que me lês e aprecias algo do que escrevo, apesar de nossas discordâncias, certamente básicas, fundamentais, para ser bem enfático, porque evidentemente estamos em campos profundamente (largamente, ficaria melhor talvez) opostos, no que respeita à política, ao social, ao humano, muito embora estejamos ambos, certamente, preocupados em vencer o freudiano mal estar da civilização e queiramos o bem geral acima de tudo (opa, lá vou eu escrevendo demasiadamente de novo!).
    1) Uma diferença radical: enquanto escreves para os leitores deste blogue nojento, eu escrevo contra eles rsrsrs.
    2) Eu poderia, se me aceitassem, o que é improvável, escrever para o 247, por exemplo, mas odeio as concordâncias. Fico no JBF enquanto Berto continuar me pagando bem e dando passagens e diárias fora de sede em Paris, ou até que o direitismo reinante e vibrante em articulistas e comentaristas não me exploda definitivamente o poderoso e altivo saco.
    3) Seria a China um regime comunista em vias de adaptação a um modelo socialmente aceitável? Oquei,lá não estive e tu é que poderás nos informar se não mais prevalece o controle dos meios de produção pelo Estado, além dos demais pressupostos do marxismo (ou do maoísmo,vá lá).
    4) Sobre as principais epidemias, há algumas divergências quanto às origens concentradas na China, apesar de as condições de população muito grande, poxa, pra lá de bilhão, e condições de pobreza anteriores poderem constituir ambiente propício a proliferação de doenças:
    a) a Gripe Russa, H2 N2, de 1889 a 1890, começou onde hoje é o Uzbequistão, na Ásia.
    b) a Gripe Espanhola, pasmem, acredita-se que começou nos Estados Unidos! H1N1, de 1918 a 1919.
    c) Gripe Asiática, sim, na China, H2N2, de 1957 a 1958.
    d) e a Gripe de Hong Kong, não há como negar, sim, na China, de 1968 a 1969, H3N2.
    e) já a Gripe Suína, teria decorrido de uma mutação do gene no México, H1N1, de 2009 a 2010.
    f) por incrível que pareça, aquela Gripe Aviária foi identificada em 1900 na Itália! Modernamente concentrou-se no Sudeste Asiático, Europa e África.
    5) Se os ministros do STF estão divergindo sobre isso ou aquilo, enquanto essa divergência for apenas uma manifestação pessoal fora dos processos, não passa de exercício teórico, que pode ou não confirmar-se em ações que porventura sejam propostas. Salvo melhor juízo, ainda que a matéria esteja em questão nas instâncias inferiores, não creio que o STF possa “puxá-la para si”, precisará ser provocado e mesmo assim só poderá intervir nos termos de sua competência constitucional e segundo as demais normas legais e regimentais.
    6) Sobre providências tomadas por governadores que eventualmente tenham excedido sua competência, os mecanismos de controle devem ser acionados e até parece que já o foram. O governo central está intervindo, seja para confirmá-las ou para invalidá-las, por vezes Jair Messias Bolsonaro, como é de seu costume, aproveitando a oportunidade para falar água a respeito. Pessoalmente, não vi as atitudes como populistas e eleitoreiras, mas decorrentes da afoiteza causada pela crise e pela necessidade de medidas drásticas, para não cair em erros que outros países cometeram.
    7) Sim, estamos precisando de um rumo e um líder. Outro rumo e outro líder. Teremos de esperar, é verdade, até as próximas eleições, existindo o sério risco de que continuaremos no mesmo rumo e com o mesmo líder, putz. Vamos ver o que vai dando para fazer assim mesmo, remendando.
    8) O argumento de que o STF pode agir sem ser provocado, fundado na determinação do Toffoli de determinar o tal inquérito por atentado à Suprema Corte, é equivocado. Nem estou falando da possibilidade de a medida ter sido tomada sem amparo legal, pode ser que sim, pode ser que não, há aí no caso alguma filigrana interpretativa. O certo é que uma coisa (a determinação de um inquérito face à possibilidade de crime envolvendo o tribunal) é uma coisa; e instituir um processo sobre matéria geral (agir por conta própria em matéria que exige provocação de partes) é outra.
    9) Podes querer o Congresso que queiras, mas convém lembrar-te que acabas de dizer que, fazer o quê, Jair Messias Bolsonaro foi eleito e pronto final. Fechar o Congresso é o mesmo que depor o presidente da república: fim da democracia. Salvo, é claro, pelos meios legais que porventura existam, mas as manifestações que pedem dissolução do Congresso, fechamento do STF, intervenção militar e um novo AI5 não estão falando de legalidade… e todos sabemos disso, sabes?
    10) É preciso encontrar meios de produzir sem envenenar o ser humano. Está certo, nos defrontamos com um impasse, posso até comparar à questão do aborto espontâneo, a gente é contra, mas sabendo que proibindo mulheres morrem como moscas fazendo-o na ilegalidade, ao passo que liberá-lo fere preceitos morais, éticos, humanísticos e religiosos, tipo se correr o bicho pega, se parar o bicho come.
    11) O assunto do momento é o coronavírus e a grande mídia se alimenta e nos alimenta dele.Mas não é só ela, também as redes sociais. E a conversa em casa… Eu só condena quem dá notícias erradas, ou falsas, ou com cunho terrorista; informar nunca é demais.
    12) Sobre criticar e discordar, sim! Estou de acordo! Sempre! Até do Papa! Não é por menos que o gênio Millôr disse que imprensa é oposição! (Permito-me até discordar de Millôr, em parte).
    13) Ao teu apelo de deixarmos o Jair Messias Bolsonaro trabalhar, volto ao item 12: nada disso! Ele que trabalhe enquanto os cães ladramos!
    14) Não és tu somente que cozinhas; fiz arroz, feijão, esquentei a cenoura cozida e fritei ovos. E estou aqui, deitando falação.
    Foi bom conversar, sem propriamente divergências, apenas comentando em torno disso e daquilo.
    Abraço!

  5. Concordo contigo, já discordando.
    E discordando de minha fala mesmo, quando tinha dito que nao responderia.
    Como disse na inicial so respondi o comentario por ser teu. E discordo das tuas expressoes no segundo post. Nao penso aquilo de ti, nao penso mesmo, embora pareça me que outros leitores vao por esta senda.
    Estas no horario de França por isso cozinhastes antes do embate.
    Quanto ao nome é romanceado realmente, a explicação aparece em meu srgundo post no JBF, pena que esta se perdeu quando o JBF bugou, qualquer dia posto de novo.
    Gostei da tia argumentaçao pareceu me mais comedida, ate parece que concordas, em parte, com alguns de meus argumentos. Como eu poderia, ou posso, concordar com alguns de teus argumentos. So nao vamos, é claro dar o braço a torcer, pois aiperde a graça.
    Mas concordando na discordancia e discordando na concoradancia aqui vamos, fidalgamente escrevendo nosso debate/embate.
    Foi um prazer ate agora, um grande abraço e obrigado.

  6. Não deveria me meter na cozinha de ninguém, mas Goiano está infectado pela soberba transmitida pelas esquerdas de que só existe vida quando o governo for de esquerda, muito embora ele seja ladrão.
    A esquerda tem esse viés de acreditar ser a dona da verdade, então eles nunca estão dispostos a concordar. A ideia é sempre enfrentar, preferencialmente, desacreditando a tese.
    Bom texto, De Leon

  7. Maurício, minha posição em relação ao “pensamento da direita” é de confronto, e nisso, certamente, entra o componente “desacreditá-lo”. Isso me parece evidente: se eu digo que a política econômica direitista de Paulo Guedes é equivocada, estou desacreditando desde métodos a objetivos. Não creio que isso seja intrinsecamente nocivo, trata-se do confronto de ideias.
    Vou explicar por que coloquei entre aspas “pensamento da direita”: assim como falo em “esquerdas”, devo destacar que também existem “direitas” e “direitas”. Certamente, a grande direita bolsonarista brasileira não chega a ser nazista, há doses de fascismo aqui e ali, muitos assimilam essas doses involuntariamente em suas crenças e escalas de valores (meio ambiente é idiotice, bandido bom é bandido morto, direitos humanos são só para humanos e outros pensamentos fascistóides como tais). Em geral, a massa direitista nem sabe que é direitista, tanto que parte dos que eram esquerdistas sem saber que o eram (eleitores de Lula arrependidos) virou a casaca e deu a vitória de lambuja de dez milhões de votos a Jair Messias Bolsonaro. A massa direitista, bem intencionada, pensa que seus ideais de Deus, Pátria e Família são representados por Jair Messias Bolsonaro e concorda que índios têm terra demais, que quilombolas não seem nem para reproduzir que homossexuais são uma aberração e que mulheres e negros são seres inferiores, mas não pensam isso, não o fazem por mal, apenas acabam levando o pacote completo quase sem perceber. Por outro lado, existe uma direita técnica, que é aquela que é direitista só na aplicação das diretrizes econômicas, mas está se lixando para questões de gênero, raça e que tais. Há ainda os direitistas que só são por terem votado em Jair Messias Bolsonaro para “acabar com a corrupção”, sem sequer perceber que foi nos governos do PT que tudo aconteceu, isto é, a partir do processo do Mensalão, inaugurado pela figura de Roberto Jefferson, que “os de colarinho branco” começram a ir para a cadeia. E a lava-jato, que pôde progredir graças à gestão petista, que criou a legislação, dotou a Polícia Federal de meios, criou centenas de varas da Justiça Federal e tantas outras coisas nascidas dos nove dedos de Lula. Enfim, reconheço que a direita (assim como a esquerda) tem vários matizes e, sem dúvida, em geral confronto todas elas, porque, também no geral, todas descuidam dos interesses básicos da população pobre e dos trabalhadores em favor de uma política econômica e social por assim dizer idealista (american way of life, para dar uma ideia aproximada do que estou querendo dizer por idealismo).

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