ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

BOMBA! BOMBA! BOMBA!

O Supremo Tribunal Federal, em reunião plenária de seu egrégio corpo jurídico, acaba de decidir que é lícito aos brasileiros DEFECAR NA POSIÇÃO DE CÓCORAS.

Esta decisão é uma concessão extremamente especial dos magnânimos juízes, para aqueles brasileiros recalcitrantes que, em um ato de rebeldia injustificada e antidemocrática, se recusam a obedecer à determinação anterior, do mesmo tribunal, quando este estipula que só farão jus à cidadania plena da República Federativa do Brasil os brasileiros que derem o cu ao menos 3 (TRES) vezes, orientação esta advinda dos ensinamentos da filósofa Marcia Tiburi, maior autoridade brasileira em questões relacionadas ao cu.

A argumentação vitoriosa da defesa se baseou no fato do esfíncter destes rebeldes, por não terem sido adequadamente flexibilizados através de sucessivas introduções de pênis, não foram devidamente afolozados; resultando assim em uma certa dificuldade para excretarem. Coisa que não acontece com aqueles cuja prática continuada da sodomia os leva a possuírem a estrutura anelar do ânus bastante flexível, chegando mesmo à possibilidade de defecarem ao liberar um simples e singelo peido. Daí a razão pela qual todos os adeptos desta prática costumam caminhar colocando sempre um pé na frente do outro. Quanto a esta prática, examinem o modo de caminhar do governador Dória e do Senador do Amapá. São exemplos bem elucidativos. Isto visaria manter os seus flácidos anéis anais numa situação que dificulte a saída involuntária de algum excremento.

Esta concessão, segundo o porta-voz do mesmo STF, se dá em caráter extraordinário e fica condicionada ao atendimento de alguns ritos na sua aplicação. A inobservância desses ritos prescritos dará ensejo imediato à aplicação da Lei de Segurança Nacional, bem como ao consequente enquadramento dos faltosos naquele processo conhecido como “Julgamento do Fim do Mundo” (Doomsday Trial) que vem sendo conduzido pelo brioso ministro Alexandre de Morais, e sem direito a advogados de defesa. Nele, o ministro é, ao mesmo tempo: a) Parte Ofendida, b) Acusador e c) Juiz; não tendo nem dia nem hora para ser encerrado e correndo sob segredo de justiça. Apenas o nosso valoroso multi-ministro deverá ter acesso às maquinações mefistofélicas do referido processo. Enquanto o ministro não se der por satisfeito e vingado, os faltosos deverão permanecer presos e incomunicáveis.

Os ritos prescritos para a prática de defecar de cócoras são as seguintes:

1. É totalmente vedada a prática de defecar com o ânus direcionado para Brasília. Tal prática denotaria um inominável desrespeito à nossa democracia, devendo ser punida com uma série de 3 (TRES) bimbadas, bem dadas, pelo carrasco denominado Kid Bengala, que para tal fim será especialmente contratado. Esta deverá ser a maneira mais didática a ser utilizada para que o indivíduo aprenda que “com o cu não se brinca”, segundo as sábias palavras do ministro Marco Aurélio.

2. Para que venha a ser autorizado a realizar a prática de defecar de cócoras, o indivíduo deverá ser previamente licenciado pelo estado. Para isto, deverá ser submetido a um rigoroso exame a fim de verificar se as suas (dele) comissuras do esfíncter (pregas anais) encontram-se incólumes e intactas. Encontrando-se o mais leve sinal de que as referidas comissuras anais foram arrombadas por marradas de pica, será o indivíduo imediatamente desclassificado e impedido de receber a sua licença de “Cagador de Cócoras”.

3. A carteira de “Cagador de Cócoras” será válida por 5 (CINCO) anos. Para a sua emissão, cada estado realizará concurso público a fim de contratar um time de “Examinadores de Esfíncter”, conhecidos popularmente como os “Caça-pregas”, na quantidade que se faça necessária.

4. O principal critério a ser utilizado na seleção dos Examinadores de Esfíncter deverá ser ´o tamanho do seu dedo central da mão direita (ou esquerda, se for canhoto). Tal exigência visa que, a cada exame realizado, mais um pouco de flexibilidade seja adicionada à estrutura anelar rugosa do ânus do indivíduo em exame.

5. Em paralelo ao “Exame de Pregas”, deverá ser realizado também um minucioso exame do estado atual da próstata do de cujus que estiver sendo examinado.

6. Será vedada a utilização de vaselina, banha de porco, manteiga, ou qualquer outra substância que possa servir de lubrificante, quando da introdução do dedo do examinador no ânus do examinado. Tal vedação visa que, por o exame ser realizado “a seco”, propicie um máximo de elasticidade às comissuras anais do indivíduo examinado.

7. A existência de hemorroidas desqualificará imediatamente o indivíduo para a realização do exame, devendo o mesmo procurar antecipadamente acalmar as mesmas, seja através de tratamentos, seja através de cirurgias reparadoras.

Depois de exarada e prolatada esta insigne sentença, seus efeitos auspiciosos esperados são de uma magnitude tamanha que são difíceis sequer de serem imaginados e aquilatados por simples e ignorantes mortais, como nós. Dentre as inúmeras consequências positivas, poderíamos destacar as seguintes:

“Quero ver agora, todo mundo com o cu afolozado, fazerem aquelas piadinhas de mau gosto sobre o cu dos pobres baitolas”. Sentenciou o ilustre ministro Barroso, bastante “entendido” nestas questões.

• Deverá haver uma verdadeira explosão de pessoas procurando tatuadores a fim de realizar aquela mesma tatuagem que a nossa grande filósofa Anita realizou nas beiradas do “Boga”. Tal tatuagem terá por objetivo criar um “Trompe-l’oeil”, visando dar a impressão de que os portadores da mesma ainda mantem a integridade das suas comissuras anais. Será algo assim como “La recherche du temps perdu”. Imaginem só a quantidade imensa de empregos de tatuador anal que serão criados.

Em estado de verdadeira beatitude, diante dos inúmeros desdobramentos positivos da brilhante sentença proferida, os grandes pais da pátria já imaginam qual deverá ser o próximo passo a ser dado, neste processo iluminado de genialidade em direção à total disseminação da boiolagem em nosso país.

Cogitam os maiores entendedores das idiossincrasias das excelências, que o próximo passo será a exigência para que todos os brasileiros só possam sair de casa com um belo ramalhete de rosas enfiado no cu.

Inquirido a este respeito, o indefectível Gilmar Mendes expressou-se assim: – “Já pensaram que coisa linda deverão ser as nossas praias e ruas todas parecendo imensos jardins? Se é constitucional? Eu não sei e nem me interessa. O que interessa é que a minha mulher adora rosas e me pediu que ordenasse isto. ”

Quem viver verá!

6 pensou em “CONSTITUCIONALIDADES

  1. Prezado Adonis:
    Poucas vezes ri tanto em minha vida com seu artigo, digno de figurar entre as ementas julgamentosas do S.T.F.
    Entre risos e lágrimas suas observações ilustram bem a zona anal-jurídica-putífera-esculhambosa em que vivemos.
    Parabéns, tenha um bom domingo.

  2. Tô até agora procurando a dentadura da mãe de minha esposa, que caiu de tanto que a velha riu de seu texto colonoscopista.
    E ela, que mijou-se toda de tanto rir, mandou perguntar o que é afolozado.

      • Vô falá “prela” que folozado é igual “quineim” folote, ma tenho certeza “quela” nun vai intendê é nada.
        E é só falá nisso quela “cumeça” a rir-se toda destrambelhada.
        A véia vai tê um ataque. É hoje que me livro da tranqueira da sogra.

  3. Belíssimo texto, mestre Adônis.

    Creio que dona Gui, esposa do falsa bandeira, Gilmarinho Mendes, “A Boneca da Bocona Sexe”, gostar de pau duro, mesmo estando casada com “pau molo”. Os interesses pecuniários espúrios dizem mais.

    Mas o “maridão”, depois daquele chorororo “mise en scène”, junto com os “pares da quadrilha corteana”, declararem Moro parcial no processo LULALADRÃO, tudo se explica em nome da bandidolatria.

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