A PALAVRA DO EDITOR

Em 2019, os analistas internacionais, diante de tantos indicadores desfavoráveis, sentiram a possibilidade da economia mundial desacelerar o ritmo.

Depois da grande depressão verificada no ano de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova Iorque arriou subitamente, em virtude da exagerada expansão do crédito e da emissão de dinheiro, feitos anteriormente, houve quebradeira geral. A reação foi desemprego e fome. Até a própria Bolsa de Valores nova-iorquina, não suportando o peso da recessão, também quebrou.

Com o passar do tempo, algumas economias conseguiram se manter de pé. Outras, empoeiradas, sucumbiram. A década de 1990 foi mortal. Então, para tentar escapar das garras das crises que abalam o mundo, desde então, foi criado o grupo do G20, em 1999.

O grupo, constituído pelas economias mais desenvolvidas do planeta, iniciou a trajetória com 19 países e mais o fortalecido bloco da União Europeia.

Integram o G20, os oito países mais ricos do mundo, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia. Além das 11 economias consideradas emergentes. O Brasil, a Argentina e o México compõem a lista dos países emergentes.

A missão do G20 é segurar a barra, favorecendo as negociações internacionais e a estabilidade econômica global.

Periodicamente, os países membros se reúnem num determinado local com o propósito de debater importantes temas como finanças, comércio exterior e, sobretudo, desenvolvimento.

Os países participantes respondem por 85% do desenvolvimento mundial, por 66% da população global, respondem por 75% do comércio, 90% dos gastos com pesquisa e desenvolvimento e 80% dos investimentos que rolam no mundo.

Todavia, apesar da vigilância do G20 sobre o desenrolar da economia mundial, as crises não deixam de atormentar.

Ultimamente, a preocupação gira em torno dos sinais de desaceleração que atacam as economias. Um deles, versa sobre a queda das taxas de crescimento, especialmente depois que os Estados Unidos e a China decretaram uma guerra comercial e as incertezas decorrentes de outros fatores como o Brexit, a crise política da Itália e os desentendimentos entre os países produtores de petróleo.

O Brexit foi o processo que o Reino Unido utilizou para se desligar do Bloco da União Europeia. Como é um processo lento e demorado, foram gastos muito tempo, até acontecer a aprovação em 2020.

A União Europeia foi crida com a finalidade de manter a paz entre países do continente europeu.

A desaceleração da atividade industrial é um fato. A falta de investimento é outro problema que incomoda. Um caso é concreto. Caso a atividade industrial reduz o ritmo, o PIB enfraquece, automaticamente, a renda cai e o desemprego tende a aumentar.

Em 2019, o mundo deu sinais de enfraquecimento industrial. Com isso, o Brasil, enfraquecido economicamente, vai na rasteira. O consolo são novas perspectivas para 2020.

Os indicadores demonstram que muitas fortes economias estão se levantando. Alguns dados revelam leves sinais de recuperação. Por isso, o mercado financeiro estar de olho nos levantamentos que indicam a tendência de estabilização do comércio global e da possibilidade do aumento de lucros.

Pelo menos, algumas previsões são encorajadoras. A contração da economia na Europa enfraquece, enquanto a produção industrial reage positivamente. Bom sinal, apesar de tudo.

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