COMO MUDAR O BRASIL

Para melhor – É claro – e não para essa merda conhecida como socialismo!

Trabalhei durante muitos anos como Superintendente da área de Qualidade e Produtividade em uma grande multinacional. Por conta do sucesso obtido com os projetos por mim conduzidos, bem como as sucessivas premiações obtidas como melhor projeto do ano, fui convidado pelo Presidente Mundial da empresa a fazer parte de um seleto grupo de assessoria ao Board of Directors em Pittsburgh. Sua responsabilidade era traçar e propor os rumos futuros da organização em suas mais de 800 plantas e localizações ao redor do mundo. Esse grupo era composto por 40 profissionais dos mais diversos países: Brasil, México, Canadá, Estados Unidos, etc., sempre dois por cada país exceto os Estados Unidos que, por serem predominantes nas operações da empresa, tinha uma quantidade maior de representantes. Após a aprovação pela diretoria das propostas apresentadas, deveríamos desenvolver as ferramentas através das quais estas seriam implementadas e traçar os planos para a sua efetivação.

Uma das grandes questões que nos foi colocada e, segundo creio, a principal, foi:

Como implantar mudanças de larga escala em grandes organizações?

Para que aumentássemos o nosso “Awareness” a respeito do problema colocado, foi contratada a consultoria do “Boston Consulting Group”, uma das maiores empresas de consultoria do mundo e com uma vastíssima experiência na implantação deste tipo de trabalho, juntamente com a coordenação do Master of Business Administration da Columbia University de Nova York.

Ao iniciarmos os trabalhos, tínhamos plena consciência daquela célebre frase de Maquiavel sobre o ato de liderar mudanças. Segundo o mesmo, os possíveis beneficiados seriam sempre tíbios defensores da mudança; enquanto que os prejudicados, seria sempre ferrenhos inimigos das mudanças propostas. Este é o caso do nosso presidente Bolsonaro atualmente.

Como embasamento teórico para a tarefa, utilizamos constantemente as metodologias propostas por Edgar Schein, o criador do conceito de “Cultura Organizacional”, e Kurt Lewin, o “pai” das “Dinâmicas de Grupos”.

As ideias e os conceitos dos dois são bastante simples e de fácil compreensão: Afirmam que para mudar um grupo humano, deve-se praticar duas coisas: Primeiro, detalhar bem claramente junto a todo o grupo uma clara visão do futuro melhor almejado, de modo a criar em todos os elementos do grupo uma certa ânsia por se deslocar até aquela nova situação devido às vantagens que deverão usufruir. Depois, criar um tremendo desconforto em todos com a situação atual, de modo a criarem a coragem necessária para saírem daquela “Zona de Conforto” onde se encontram e se deslocarem para aquela nova zona balizada claramente pelas lideranças que conduzem o processo.

Para a transição, os mesmos anteveem três etapas, a saber: Primeiro, “descongelar” a situação atual. Isso se consegue através de constantes e permanentes reforços negativos à manutenção do Status Quo atual. Todos devem começar a se sentir tremendamente angustiados com a situação atual e seus problemas. Na etapa seguinte, caberá à liderança conduzir todo o grupo na direção da “Visão de Futuro” que foi construída e compartilhada. Ao atingir a nova situação, caberá de novo à liderança “Congelar” a nova situação, de modo a impedir a ocorrência de retrocessos, risco sempre presente devido à ocorrência dos inevitáveis nostálgicos da situação anterior.

A situação toda se parece muito com a de uma boiada que se encontra dentro de um curral, só aguardando para ser utilizada em uma vaquejada. Para que os bois se desloquem para o corredor de saída, elimina-se a tranquilidade reinante criando um tumulto dentro do curral, exatamente no lado oposto, enquanto provoca-se o deslocamento dos mesmos para o corredor. Quando os bois já se encontram todos dentro do corredor, fecha-se a porteira que possibilitaria o retorno de algum deles para o curral de onde vieram. Nosso presidente deve enfatizar de todas as formas possíveis a “Visão de Futuro” que pretende implantar em nosso país, deixando bem claras as vantagens que advirão para todos da mudança proposta. Em paralelo, partir de peito aberto, e com toda a carga, para o confronto com os atuais beneficiários das distorções presentes em nossa sociedade. Alguns exemplos:

1. TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI 

Essa continua sendo a grande mentira da nossa sociedade. Juízes vivem como nababos indianos; deputados e senadores são verdadeiros marajás; funcionários públicos são a casta econômica privilegiada da nação. CHEGA!

Morei alguns bons meses em Amam, na Jordânia, e mesmo todos sabendo que eu era cristão, nunca recebi nenhum gesto da parte de meus anfitriões que não fosse da mais absoluta fidalguia árabe. Uma coisa, porém, aprendi muito bem com eles: a Lei da Sharia! É o código penal deles lá e tem apenas uns poucos artigos:

1. MATOU? Paga com a própria vida! Esse, depois de enforcado, não vai mais matar ninguém.

2. ROUBOU? Cortam-lhe a mão, que é para ninguém esquecer nunca mais quem ele é! E também para não dar mais nunca uma de “mão boba” em ninguém, até porque não vai mais ter mais mão.

3. ESTUPROU? Decepam-lhe o bilau! Esse não vai estuprar mais ninguém também.

Simples! Rápido! Barato! Eficiente! E FUNCIONA QUE É UMA BELEZA! Para todos! Sem Exceção!
Fiquei estarrecido ao ver lá agências bancárias, com enormes quantidades de dinheiro sendo contada pelos funcionários, em birôs bem em meio ao público, e sem que tivesse um vigilante armado, uma porta giratória, um alarme, uma câmera de vídeo de segurança. NADA! Lá, simplesmente, não tem ladrão.
Precisamos urgentemente deste “Radicalismo” em que a lei é simples e direta, e é aplicada com rigor máximo e para todos. Precisamos desinfetar esta latrina em que se transformou o governo, o congresso e o judiciário, começando por enforcar o último juiz (ou procurador, auditor, corregedor, desembargados, ouvidor, ou o caralho a quatro) com as tripas do último político.

2. EDUCAÇÃO 

Encerrar os repasses federais às Universidades e aos Institutos Federais. Criar, em seu lugar, fundações autônomas responsáveis por gerir todo aquele imenso patrimônio. Estas que tratem de se viabilizar através da captação de recursos pelos mais diversos meios: Doações de particulares e empresas; mensalidades dos alunos; contratos e convênios de pesquisa com o governo e com empresas; bolsas de estudo, concedidas pelo governo e por empresas, a alunos que se destacaram durante o ensino médio, etc. Ou através de financiamento governamental aos alunos. Mas um financiamento sério. Não a canalhice do FIES, em que as faculdades particulares arrecadaram muitos bilhões, simplesmente fingindo que ensinam alguma coisa, enquanto multidões de jumentos diplomados fazem de conta que irão pagar de volta o financiamento recebido. Basta de querer ensinar jumento a trotar!

Quem não tiver a competência necessária para fazer parte de uma elite intelectual, que vá para o cabo da enxada.

Se é para ter igualdade de condições de competição para todos os jovens, precisamos fechar as portas das milhões de fábricas de trombadinhas espalhadas ao longo de todo o país através de ligação de trompas e vasectomias AMPLAS, GERAIS e IRRESTRITAS. A continuarmos crescendo explosivamente a população com filhos de funkeiras adolescentes que não sabem nem quem foi o autor da proeza de engravidá-las, não sairemos desta latrina em que nos encontramos nunca. Seremos apenas, e cada vez mais, uma multidão de jovens com os neurônios atrofiados por toda a carência de proteínas que enfrentou ao longo da gestação e na primeira infância, juntamente com os efeitos devastadores do uso de drogas diversas pelas mães, a gritar LULA LIVRE!

Para isso, a grande obra de governo deve ser:

INVESTIMENTOS MACIÇOS EM EDUCAÇÃO INFANTIL E DE PRIMEIRO GRAU!

Esta não é a “bala de prata”, já que tal coisa não existe, mas é o que mais se aproxima disso. Basta ver os exemplos de países como Japão, Coreia, Singapura, Finlândia, e agora a China, além de outros.

Se quisermos ser uma nação civilizada daqui a algumas décadas, ou até mesmo gerações, temos de ter um sistema educacional básico de primeiríssimo nível para todas as crianças, desde os primeiros exames de pré-natal e os primeiros anos de vida, até a conclusão de um ciclo profissionalizante.

Para realizar esta visão, basta “Federalizar” a educação básica, tirando-a das mãos de milhares de prefeitos desonestos. A grana para investir pode ser a imensa montanha de recursos a ser cortada das Universidades Federais e dos Institutos Federais. Estes que se virem nos trinta.

ATENÇÃO!!!! ACORDA, ADÔNIS!!!! As multidões de nababos parasitas encastelados nestas instituições federais são capazes de assassinar Bolsonaro se ele APENAS indiciar que vai pender nesta direção.

ESSE PAÍS DE MERDA NÃO VAI SAIR DESSA LATRINA NUNCA!!!!

Larga de ser sonhador.

6 pensou em “COMO MUDAR O BRASIL

  1. Ah, mau caro Jorge e minha querida Valéria…

    Como eu gostaria que, num milagre advindo de um anjo desgarrado lá em Brasília, Bolsonaro ou algum dos seus Hierarcas desse uma lida nesse meu desabafo e me convidasse para traçar os planos de uma transição como esta proposta.
    Eu seria capaz até de desistir de ir embora do país tão logo saia a minha tão ansiada aposentadoria.

  2. Professor Adônis, a resistência à mudança faz parte do comportamento humano; mudanças sempre são difíceis.

    No Brasil, a mudança mais difícil é sobre o papel da escola. Não adianta investir, se a escola é vista como um depósito de crianças, onde papai e mamãe largam os filhos para não precisarem se incomodar com eles durante boa parte do dia. Ou como uma burocracia onde só é preciso ficar sentado durante X horas por semestre para receber um papel que vai funcionar como um privilégio real e garantir (teoricamente) um emprego muito bem pago.

    Precisamos largar mão do fetiche da “escolaridade” e substituí-lo por cultura, competência, eficácia. A melhor escola do mundo não resolve nada se o exemplo que a criança tem em casa é que estudar é chato e inútil, e o que vale mesmo é ser “esperto”. Num país em que muita gente tinha orgulho de ter um presidente semi-analfabeto, é difícil….

    Para alegrar seu domingo, ouça esta música que tem relação com o tema: “Conflito de gerações”, do grupo Premeditando o Breque.

    https://youtu.be/1JDIcOXRPDo

    (não sei como colocar links aqui, têm que copiar e colar)

  3. Adônis, eu junho de 2018 o MEC apresentou um programa chamado Future-se que visava ampliar os recursos das IFES com parceria da iniciativa privada. Como secretário da fundação de apoio, cargo que deixei este mês por opção do novo reitor, defendia esse tipo de ação e incentivava parceiras internacionais porque os recursos viam direto para a fundação sem passar pela conta única do tesouro.
    Critiquei alguns pontos do programa, principalmente porque a proposta era trabalhar com OS e as fundações de apoio possuem mais condição de fazer esse trabalho. Mas, para se ter uma ideia existem 12412 cargos de direção e 28666 funções gratificadas. Isso representa R$ 1,024 bilhões por ano.
    Conheço pesquisa pelo trabalho que desenvolvi na pró reitora de pesquisa e na fundação. 8 anos conduzindo projetos e sou absolutamente favorável a uma relação mais forte entre as ifes e a iniciativa privada.

Deixe uma resposta