2 pensou em “COCO DO PÉ DE MANGA

  1. Perguntar não ofende: meu caro Jessier – Artista com A maiúsculo! – será que a casa onde você mora não está ocupando o lugar de um pé de manga que foi cortado para construí-la?

  2. Ôpa! Meu cumpade Silas
    Alegria!
    Boa pergunta. Até pra gente refletir sobre o cerne do tronco das árvores e da questão.

    Depois que publiquei o livro “Papel de bodega” com o respectivo Coco do pé de manga, recebi uma mensagem em expressão de dor, enviada por alunos de uma Escola do Cariri pernambucano, denunciando a arrancada de três mangueiras “inda jovens” localizadas defronte ao tal estabelecimento de ensino.

    Uma operação feita pela prefeitura da cidade com justificativa de uma obra. A denúncia veio acompanhada de um vídeo, mostrando um tratorzão de esteira, arrastando com uma corrente parruda as três pobres árvores. Na plateia, os professores e alunos protestando inutilmente.

    Mandei, por escrito minha solidariedade para com a Escola, e a partir daí, comecei a receber outras abordagens da mesma pisadinha, só que, de outras regiões.

    Conclusão: fiquei feliz por ter feito, com arte, um abrir de rosca de debate, sobre o preservar de um pé de pau, que é remédio de grande valimento.

    Minha casa em Itabaiana PB é antiga (mais de cem anos), e já assistiu a derrubada de inúmeras árvores da própria avenida. Hoje a cidade é quente feito braguilha de ferreiro, e as “arturidades” de plantão ameaçam cobri-la com o escarro do progresso: o famoso asfalto.

    Só há um remédio: investir na educação dos nossos netos.

    Isto posto, fico a mercê do cumpade e, acunhe! Que o negócio é sério.

    Na floração do jambeiro lá de casa, me assino:
    JESSIER

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