GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

Quando, aqui de longe, na velha Europa, fiquei sabendo que o Lula está com um pé na presidência da república, tive gozos que atingiram o âmago mais profundo do meu ser, bateu-me a inspiração e fiz um poema quase camoniano, motivado pelas notícias de que o dia está perto, se aproxima, e que ele ficará na História, não o poema, nem o dia, nem o âmago do meu ser, mas, sim, o Lula aquele, que ainda está preso, meus queridos babacas.

Chupem.

Não entendo por que chove no mar
Chover no mar é chover no molhado
Tem tanto lugar seco pra molhar
Não precisa de chuva no aguado

Assim como o dia em que nasci
Coincidiu ser meu aniversário
E não lembro se nesse dia ouvi
Alguém falar de mim algum presságio

Eu sei e todo o mundo também sabe
Que o mundo é vasto, grande pra chuchu
Para rimar o nome Omar não pode
Rimar com vasto mundo ou céu azul

Se outro fosse meu nome eu não seria
O que sou e o que me disseram ser
Embora uma coincidência haveria
Mesmo sem ter um anjo pra dizer

Que mesmo que me apertem eu não me afrouxe
Para ter reto o meu rumo na vida
Ah. Lula, como é bom ser gauche
Em vez de ser direito nesta estrada

Que nos conduz a tudo e leva a nada
Correndo na corrida desabrida
Sou como um cão que a pata machucada
Sara lambendo a própria ferida

Vamos assim em busca de um sentido
Ideias muito loucas remoendo
Sem nem ao menos termos percebido
Que de novo no mar está chovendo

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