ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

Tivemos recentemente um presidente que, por ser analfabeto também em matemática, minimizou os baixos índices de crescimento apresentados pela nossa economia. Naquele ano, nosso crescimento só foi maior que o Haiti, nas Américas! E isto porque aquele país foi submetido a um terrível terremoto. Disse o “analfa”: “Uma diferença de 1 ou 2% no crescimento do PIB não significa nada! ” Pois foi exatamente uma diferença de 2% nos índices de crescimento apresentados pelos países da África, frente àqueles submetidos à “Revolução Industrial”, que, após 250 anos, levou os desenvolvidos a terem renda 140 vezes superior à dos não desenvolvidos. Enquanto uns apresentam uma Renda Média Anual de US$ 70.000,00; os atrasados apresentam renda de US$ 500,00.

Muita gente, por total desconhecimento de matemática, especialmente, do poder da função exponencial, considera que o desenvolvimento da economia dos países se dá de forma linear. Nada mais longe da verdade!

Observem nos gráficos acima como seriam as curvas de desenvolvimento de alguns países. À esquerda, apresentamos como seria, se o crescimento fosse linear. A brecha aumentaria de forma constante. Nossa situação já seria bem ruim. Ocorre que o crescimento é uma função exponencial. É como os juros de agiota: JURO SOBRE JURO! A brecha aumenta DE FORMA ACELERADA! Estaremos cada vez mais distantes dos líderes.

Observem dois aspectos extremamente interessantes:

a) Para a China ultrapassar os Estados Unidos em termos de PIB, está tendo de crescer a taxas próximas a 10% a.a. durante mais de CINQUENTA ANOS.

b) Se o Brasil quiser acompanhar os líderes da economia mundial, terá que fazer até mais que isso: Eu tracei uma curva onde o Brasil começaria a reproduzir EXATAMENTE a trajetória apresentada pela China, o que é extremamente improvável que venha a acontecer. MESMO ASSIM, continuaríamos vendo a brecha entre a nossa curva, e a dos países desenvolvidos, aumentar dramaticamente a cada ano.

A conclusão a que cheguei: ESTAMOS NA MERDA E VAMOS AFUNDAR NELA CADA VEZ MAIS!

Ao longo dos últimos anos, nosso país tem sido submetido a um aguerrido debate sobre as escolhas que queremos para nossos filhos e netos, e para a nossa combalida nação. A facção comunista, diante do grande sucesso de suas insidiosas atividades, chegou a se autodenominar “Campo Majoritário”! Na política, alcançou uma quase total hegemonia nas posições de influência. Como consequência da imensa avacalhação por eles promovida, nacional, e internacionalmente, agigantou-se uma imensa indignação da maioria silenciosa, esta sim, majoritária e majoritariamente conservadora. Culminou com a eleição de Bolsonaro e uma grande renovação do congresso.

Mesmo assim, esta minoria lacradora permaneceu impondo suas opções sobre a imensa rejeição da maioria da população, especialmente da classe mais esclarecida. Esta passou a ser apodada, por esta minoria intratável, de “Extrema Direita” (Sic), ou de Neoconservadores. Diante da imensa onda de traição aos interesses da nossa nação, crime que vem sendo praticado descaradamente por todos os meios de comunicação subordinados aos comandos comunistas, junto com a classe artística canalha e venal, fazem-se altamente prioritárias as seguintes ações:

1. “Empastelar” todos os meios de comunicação que, usam seu direito de “Formar e Informar” para divulgar todo tipo de canalhices, mentiras e insinuações injuriosas contra nosso país e seu representante maior, o Presidente da República. Em paralelo, prisão por prazo indeterminado para seus jornalistas e dirigentes. Caso se faça necessário, criar a figura do “Terrorismo Jornalístico” na Lei de Segurança Nacional e puni-lo severamente.

2. Eliminar grande parte das despesas com “FISCALIZAÇÃO”, seja do que diabo for! O fato de haver sempre algum desocupado vivendo só de espiar o que os outros estão fazendo custa caríssimo para a nação! Além de infantilizar brutalmente a população, tornando-a irresponsável pelos seus próprios atos. A receita deve ser: Menos fiscalização e mais punições! Estas, sim, severas e inexoráveis. Foi pego roubando? É a primeira vez? Corta uma orelha! Pegou de novo roubando? Corta a mão! Continuou roubando? Vai fatiando o elemento, que nem picanha ou salame. Se for funcionário público, pelotão de fuzilamento já na primeira.

3. Fim dessa onda de imbecilidade em que possuir alguma coisa se tornou “um crime”! Enriquecer é lindo!

4. O Estado parar de arrecadar FGTS e contribuições para a previdência. Cada um que contribua para sua conta individual de investimentos. Esta sim, OBRIGATÓRIA! Que é para quando estiver velho, não ficar dependendo da caridade de ninguém e dando trabalho. Essa conta deverá ser em um Fundo de Investimentos pessoal, à escolha de cada um sobre onde deverá ser depositado.

5. O Estado parar de arrecadar seguro de acidentes de trabalho e de desemprego. Empresas de seguro existem para isso mesmo. Chega de ficar “socializando” os custos da irresponsabilidade de maus empregadores. Se a empresa tiver índices de acidente e de “Turn-Over” mais altos, que pague mais caro pelo seguro. Simples assim! Não esse negócio dos justos pagarem pelos bandidos, como vem acontecendo.

6. O Estado parar de arrecadar sobre os salários, para dar ao SESI, SESC, SENAI, SENAC, SEBRAE, etc. Transformar todos eles em fundações autônomas e autossuficientes. Quem tiver competência, convença os seus clientes a lhes bancar as despesas. Quem não tiver competência, FECHE! De novo, vamos parar com esse negócio de jogar os custos desses “Jardins Suspensos da Babilônia” para os trabalhadores. Todas estas contribuições, que eram arrancadas dos salários, devem ser direcionadas para as contas individuais dos Fundos de Investimento.

7. O Estado fechar ou vender todas as estatais não estratégicas. A definição do que é estratégico deve ser extremamente restringente. Algo assim como fazer uma bomba atômica. Utilizar as ações das empresas estatais, que se mostrarem viáveis, para indenizar (pelo seu valor de mercado) as contribuições já feitas pelos segurados para suas aposentadorias. Entregar estas ações aos fundos de investimentos, em nome do investidor.

8. O Estado parar de tutelar a educação universitária. Todas as Universidades e Institutos Federais devem ser imediatamente transformadas em fundações, todas autônomos e autossuficientes. Passar a conceder “Bolsas” aos estudantes mais talentosos, e não aos mais “necessitados”.

9. O Estado, em todas as suas ramificações, ser proibido de conceder QUALQUER TIPO de isenção fiscal ou favor estatal, a quem quer que seja e de que forma for! Só se for franqueado igualmente a TODOS igualmente!

10. Estado ser proibido de conceder ajuda pecuniária a quem quer que seja e de que forma for. Pagamentos só em retribuição a trabalhos. Deixar BEM CLARO que o Estado não foi concebido para dar esmolas a ninguém.

11. Estado parar de subsidiar a proliferação de pobres miseráveis, seja de que forma e a que título for. Ampla distribuição de anticoncepcionais, laqueaduras de trompas e vasectomias. Aborto tratado como simples assassinato, já que todas as formas de contracepção foram amplamente divulgadas e distribuídas.

12. Estado parar de se meter em políticas sindicais e trabalhistas. Liberdade TOTAL de associação trabalhista (por empresa, por atividade, por área, o caralho…), como manda a constituição! Total autonomia sindical e total liberdade de contratação entre empregadores e empregados, salvo questões de segurança.

13. Estado parar de subsidiar com Bilhões de Reais partidos de nada com coisa nenhuma. Ampla, total e irrestrita liberdade de formação de partidos, sem nenhuma necessidade da tutela estatal para nada, bastando o registro do seu estatuto em cartório. Possibilidade de candidatos avulsos.

14. Todo o aparato Estatal ser limitado a arrecadar 20% do PIB, rateado em percentuais fixos entre os três níveis. O que passar deste valor, ser integralmente destinado à eliminação da dívida governamental. Proibição TOTAL E ABSOLUTA do estado fazer qualquer novo tipo de financiamento, exceto em caso de guerra.

15. Estadualização de todas as cortes de justiça, com transferência da sua autonomia e dos seus custos para as comunidades por elas servidas. Ritos e penas definidos localmente.

16. Impedimento TOTAL do estado “socializar” os custos (quer dizer: jogar para os contribuintes) de qualquer de suas atividades voltadas para indivíduos ou organizações particulares.

17. Total autonomia para os governos dos estados e dos municípios. Só reter a nível federal aquelas decisões que sejam absolutamente imprescindíveis.

Fazendo isso e muito mais, talvez escapemos da latrina em que estamos afundando.

8 pensou em “CHOQUE DE CAPITALISMO, LIBERALISMO E CONSERVADORISMO – JÁ!

  1. Adônis, isso não é um simples texto, é um tratado. Acho que faltou o pacto federativo. Quem tem capacidade de sustentar sua câmara municipal com recursos próprios, que o faça. Quem não tiver, se junte. Aglutine-se. Chega ter despesas dessa natureza com municípios que vivem exclusivamente de transferências governamentais. Em termos de crescimento, o Brasil não deslancha por conta da visão ideológica do país. A esquerda prefere manter o estado dando bolsa família, dando tudo de graça em troca de votos. É uma simbiose. Cada um precisa do outro para sobreviver.

  2. Taí gostei, Adônis

    Seu belo artigo tem muitos pontos que deveriam ser discutidos e aprofundados.

    Mas, por quem? Pelo Legislativo? Duvido; eles perderiam muitas e muitas boquinhas.

    Mas que o debate é necessário, lá isso é.

    Se pelo menos alguns desses pontos fossem aprovados, já estaríamos melhor.

    Abraços

  3. Adônis, suas propostas para melhorar essa capela de babuínos subdesenvolvida são ótimas, porém pouco factíveis. 90% dos pagadores de impostos dessa pocilga nem ao menis entederão esse texto!
    Tenho 47 anos, fiz meu 2º grau num supletivo e conheço vários portadores de canudos que não têm metade do meu conhecimento!
    Os problemas do chimpanzil bananeiro, a meu ver, são dois: analfabetismo e funcionalismo público! Quando mais diminuirmos esses dois flagelos, melhor ficaremos!!

  4. Já disseram aquilo que eu ia dizer: esses 17 itens são até um exagero. Um terço disso já faria maravilhas. Se chegássemos à metade, seríamos imbatíveis.

    Mas quantos brasileiros entenderiam e abririam mão do papai governo que dá coisas “de graça”?

    • Caro Marcelo,

      Está exatamente aí o nó da questão! Multidões de bebezões infatilizados, sempre à espera de alguma mamata governamental.

      Por essas, e outras, é que eu considero a nossa derrocada inevitável e inexorável.

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