RODRIGO CONSTANTINO

O ministro Paulo Guedes falou sobre a China ter inventado o vírus e ter vacinas piores, o que são premissas verdadeiras, e a fala era para consumo interno, ou seja, não deveria vir a público. Veio. E a reação foi espantosa: nossos jornalistas passaram a demonizar o ministro e sair em defesa do nosso “maior parceiro comercial”.

Fizeram isso mesmo após a reação do embaixador chinês no Brasil, conhecido por sua postura truculenta, agressiva e até ameaçadora. A reação teve forte cheiro de ameaça, como muitos fora da mídia apontaram.

Uma coisa ficou muito clara: a ditadura comunista chinesa tem apoiadores e simpatizantes aos montes em nossa imprensa! Ideologia, grana ou projeto de poder? Cada um escolha a sua tese principal, ou uma mistura de cada item. Particularmente acho que já existe um viés esquerdista predominante na mídia, o que ajuda a China nessa história. Mas percebi que muitos jornalistas mais se parecem como garotas de programa, ao notar como mudam de opinião repentinamente…

Por isso gosto da recomendação dos livros de detetive: siga o dinheiro! Não faço aqui acusações levianas, mas trago informações reais para que o leitor possa analisar e julgar se há ou não imparcialidade por parte da nossa mídia. Eis alguns exemplos:

Recentemente, um colunista da respeitada Spectator relatou como foi abordado por agentes do PCC para receber bastante dinheiro por textos, o que soou um tanto suspeito. Ele conversou com outros colegas e vários tiveram experiência similar. Ele preferiu denunciar a coisa para as autoridades americanas. No Brasil, só Leonardo Coutinho, colunista da Gazeta do Povo, relatou o fato:

Coutinho, aliás, é dos poucos jornalistas com coragem para investigar e denunciar os abusos chineses. Ele fez uma excelente reportagem sobre a atuação anterior do nosso atual embaixador, na Argentina, que deixou um rastro de indignação por sua conduta abusiva. Diante dessa ameaça “velada” de agora, eis o ponto que o jornalista trouxe:

Enquanto isso, a revista Oeste, corajosa e independente, traz uma reportagem sobre como os meios de comunicação estatais da China e da Rússia publicaram fake news em vários idiomas, fazendo ligações entre os imunizantes ocidentais e as mortes na Europa. Em contrapartida, promoveram a CoronaVac e a Sputnik V como sendo superiores, o que não se sustenta em fatos.

A ditadura chinesa joga muito sujo. Tenta manter os países como seus reféns, tal como fazem sequestradores. Podemos aceitar o argumento pragmático de que é nosso maior destino de exportações, sem esquecer, porém, que os chineses também precisam comer e nosso agronegócio é competitivo. Isso sem falar dos valores e princípios que fizeram do Ocidente uma civilização mais avançada.

É no mínimo abjeto ver jornalistas saindo em defesa de uma ditadura que persegue jornalistas com prisões arbitrárias. Na China não há jornalismo; só assessoria oficial de imprensa do próprio governo ditatorial. Quem aceita se prostituir para trabalhar em prol dessa agenda tem realmente muito pouco apreço pelo próprio trabalho, e nenhum apego a valores democráticos.

4 pensou em “CHINA AVANÇA: FOLLOW THE MONEY!

  1. Nenhum jornalista explica que a China desenvolveu o vírus e o espalhou pelo mundo num projeto de hegemonia mundial.
    Estão mudos, qual o interesse destes notórios trombeteiros?

  2. Uma coisa ficou muito clara: a ditadura comunista chinesa tem apoiadores e simpatizantes aos montes em nossa imprensa! Ideologia, grana ou projeto de poder? Cada um escolha a sua tese principal, ou uma mistura de cada item. Particularmente acho que já existe um viés esquerdista predominante na mídia, o que ajuda a China nessa história. Mas percebi que muitos jornalistas mais se parecem como garotas de programa, ao notar como mudam de opinião repentinamente… (Constantino)

  3. Estou sentindo falta do Goiano e dos “isentões” que frequentavam este espaço. Nesta hora estariam a defender os chineses e condenar o Guedes, bem como o “bunda suja” (lembram?) do Presidente.

    Uma pena, pois o debate ficava mais quente.

    Seria esta ausência falta de argumentos? Não creio, pois na falta destes, sempre havia as piruetas e os tuístes carpados das narrativas.

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