RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

UM POUCO DE ALEGRIA

Hoje acordei alegre apesar de tudo. Alegria na vida, mesmo em um dia cinzento e chuvoso, prenúncio de um outono, digamos… outonal e, de um inverno frio e chuvoso. Mas sempre teremos um vinho, uma lareira e um abraço para aquecer-nos.

E desta alegria resolvi pensar na minha Bela Pelotas. A mesma Pelotas que, segundo a turma do Cabaré, é a Capital Nacional das Bichas. Temos bichas sim, inclusive exportamos algumas para o Governo. Até o Lula sabe disso, pois uma vez esteve aqui gravando uma propaganda política e sugeriu transformar a cidade em Polo exportador de Viados, desrespeito, mas a militância LGBTFXKYZ fingiu não ver.

Quero registrar que apesar de termos os nossos baitolas, não temos culpa da Calça Tora-bago Paulista, nem da enxurrada de viados nas praias do Nordeste, mas isto, pensando bem, pode ser porque a cota do Rio de Janeiro encheu.

Deixemos para lá resolvi homenagear a bela Princesa do Sul na letra de duas músicas de Kleiton e Kleidir (pelotenses) que tocam nossa alma sulista.

Pelotas (Kleiton e Kledir)

Caminhando por Pelotas
Lembrei de quando eu nasci,
Um quarto da Santa Casa,
O palco do Guarany.
Contei paralelepípedos
A caminho da escola,
Sonhei ladrilhos hidráulicos,
Paredes de escariola.
Pião, bolinha de gude
Pandorga, ioiô, gibi,
Bici, carrinho de lomba,
Eu sou o mesmo guri.
Comi tanta pessegada,
Fios de ovos e bem-casados,
E pastéis de Santa Clara,
Que fiquei cristalizado.
E voei até a praça
Passei no Sete de Abril,
Os pardais faziam festa,
Naquela tarde de frio.
Tomei um café no Aquário
Bem quente pra ver se aquece,
Agradeci obrigado,
E a moça disse merece!
Andei até na Avenida
Entrei na Boca do Lobo,
Fui até à BAIXADA,
Pois era dia de jogo.
Naveguei pelo Porto
Fragata e Areal,
Três Vendas e São Gonçalo,
E Praias do Laranjal.
É muita guria linda
Eu fico até espantado,
Nunca vi tanta beleza,
Por cada metro quadrado.
O vento nos teus cabelos
Desenha outra escultura,
Junto à Fonte das Nereidas,
E aos traços da arquitetura.
Terra de todos meus sonhos
Princesa do Sul bonita,
O meu amor não tem fim,
Como uma rua infinita.
Pelotas minha cidade
Lugar onde eu nasci,
Ando nos braços do mundo,
Mas sempre volto pra ti!

E Lagoa dos Patos, lindíssima, que toca todos que já caminharam na praia do Laranjal.

Lagoa dos Patos (Kleiton e Kledir)

Lá no fundo da lagoa
Dorme uma saudade boa
Longe desse céu sereno
O coração pequeno
E vazio ficou
Sei que a vida içou as velas
Mas em noites belas
Sou navegador
Lá no fundo da lembrança
Dorme um resto de esperança
De voltar à vida a toa
À beira da lagoa
Só molhando o pé
Seja em Tapes, São Lourenço
Barra do Ribeiro ou Arambaré

Lagoa dos Patos
Dos sonhos, dos barcos
Mar de água doce e paixão

Ah! Essa canção singela
Eu fiz só pra ela
Não me leve a mal
Ela que é filha da lua
Que ilumina as ruas
Lá do Laranjal.

Em seguida estão os vídeos com as duas músicas e fotos da Princesa.

Peço desculpas aos especialistas fubânicos em música, mas como eles ainda não divulgaram minha terra na música ouso fazê-lo e deixo cá a sugestão.

Pelotas

Lagoa dos Patos

* * *

Mercado e Largo da Prefeitura

Praia do Laranjal

A Boca do Lobo – Lar do Gloriosos Lobão

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

S.T.F.UTEBOL CLUB

Há muito tempo cremos ser o Brasil o país do futebol. E, em que pese nossas atuações erráticas nas últimas competições relevantes e a própria CBF, o esporte bretão ainda é uma grande paixão nacional.

Por isso mesmo muitos comentaristas das cenas política e esportiva relatam, com surpresa, o fato da maioria dos brasileiros ter mais familiaridade com a “escalação” do STF do que com a escalação do escrete canarinho.

Um dos fatos é que na era Neymar, onde imprensa, “entendidos” de futebol e supostos ex-craques enxergam apenas o dito cujo como único craque e jogador da seleção, não resta muito pelo que torcer. Neymar é bom jogador, não mais que isto, não figura nem no terceiro time dos melhores jogadores brasileiros de todos os tempos, divulgado pela revista placar neste mês. O craque em firulas, quedas cenográficas e festa afastou o brasileiro da paixão nacional.

Futebol é esporte coletivo e não de uma estrela só, ainda mais quando a estrela não é tão estrela assim. A esperança de um milagre ainda existe, mas os 200 e poucos milhões de técnicos do futebol brasileiros, levaram sua torcida, esperanças, raiva e etc. para outra arena “esportiva”, onde o jogo é catimbado, os jogadores parecem sérios e o uniforme é preto.

Convenhamos que o Plenário do Excelso é tão zoado quanto um Estádio de Futebol de Várzea e, registre-se que na Várzea o jogo tem mínimas regras.
Analisemos então a atuação do nosso Supremo Time de Futebol Club (o S.T.F.C.) para não confundirmos com outro STF e não corrermos o risco de prisão.

O time tem onze jogadores, todos metidos a craque e celebridades. Como celebridades adoram farra, festa, holofotes, entrevistas, adoram estar com a bola. Festas são notórias regadas a Champanhe, Vinhos finos e lagosta, pagas pela torcida dedicada.

Seu palavrório é ininteligível, como discurso de jogador de futebol após o jogo, pensem e comparem:

– Nóis fez o que professor pediu e joguemos para dentro deles, tivemos a felicidade de fazer o gol e ganharmos a partida.
Do outro lado:

– O Pretório Excelso, esta colenda Corte, há que considerar que o paciente não pode ser submetido a demasiada e excepcionante interpretação da Carta Magna…E, é gol do “paciente”.

As vezes nossos Pretórios Excelsos (bom termo para designar o escrete, eu sou áreo-cerúleo (torcedor do E.C. Pelotas), eles jogam no Pretório Excelso) se perdem nas palavras, tal qual o craque Valdomiro do S.C. Internacional que agradeceu a Antárctica pelas Brahma que lhe enviou após o jogo. E, que se emocionou ao chegar em Belém do Pará para jogo contra o Paysandú, segundo suas palavras era muita emoção estar na terra onde nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo.

O time tem onze jogadores, uniforme, assessoria de imprensa, torcida e cartolas. Tem até mascote. Claro que não unanimidade sobre qual mascote, mas vamos convir que entre Rato, Urubu e Abutre, qualquer um dos animais é a cara do time.

Tem também celebridades na torcida e na Diretoria. Lula é o Presidente de Honra, Zé Dirceu nas finanças e celebridades do Congresso, da Mídia e das artes no rol de torcedores. Você pode encontrar um rol de torcedor célebres da equipe nas listagens de contemplados da lei Rouanet, nos prontuários da Lava-jato e no Jornais e Noticiários cotidianos.

Patrocinadores não faltam, mas dizem que a Odebrecht foi por muito tempo o patrocinador Master, mas há muitos outros, tudo bem guardado…segredo de estado, como dizem.

Ah! Os Cartolas! Eles decidem tudo, junto com os homens da mala preta. Lendários homens da mala preta, que traziam o “bicho” complementar pelo esforço de um resultado interessantes a outros times, seja este positivo ou negativo.

A diferença é que o S.T.F.C. acaba por substituir um dos times, após a devida reunião com os “patrocinadores” dos times e homens da mala preta.

E aí nossos craques esmerilham a bola. Defendem as togas, quero dizer as camisetas com muito afinco. Normalmente o jogo está ganho e de goleada. Claro que não é um jogo jogado, digamos, assim, dentro da regar do…jogo. Nosso time faz as regras, afinal eles são os donos da bola. Aliás é na bola que começa a vitória afinal cada um tem a sua bola e o jogo ocorre com onze bolas em campo e, como cada um é dono da sua bola, não vale para o adversário tentar ou sequer pensar em pegar a bola, senão é falta.

E falta eles marcam mesmo, afinal o dono da bola também é o juiz, não lembra dos jogos de sua infância na várzea, onde o dono da bola escolhia o time e quando estava perdendo pegava a bola e ia embora. Aqui o dono da bola é jogador, bandeirinha, reserva, treinador e juiz. Bate o escanteio, cabeceia, faz gol de mão impedido, verifica o VAR e marca o Gol. Ora bolas quem é este VAR para saber mais do jogo que nossos jogadores.

Claro que com onze bolas, onze estrelas , onze treinadores e onze juízes a coisa fica meio confusa as vezes. Confusa para você que não entende nada deste futebol, é claro. As vezes o time sofre um gol, marcado contra por um jogador do time. Gols marcados pelo adversário são sempre anulados por impedimento. Mas ao final tudo se resolve, seja numa goleada de onze a zero, seja num singelo 6 a 5.

Ultimamente, nossos craques têm tido problemas com a torcida. Ah, este povo ignorante que não entende nada de futebol e fica aí protestando, dizendo que foi impedimento, que o jogo ou o jogador estava vendido. Que afronta! Nosso time pugna pela legalidade, afirmam.

Resta a torcida fazer o que faz no campo, vaiar o time e xingar o juiz. Embora façam ouvidos moucos, qualquer reclamação mais acintosa é punida na hora, em campo cartão vermelho. E para a torcida prisão, afinal o dono da bola não pode ser contestado.

Vamos então, por fim, a escalação primorosa dos nossos Excelsos, que vão, hoje em qualquer campinho de várzea ou plenário defender os seus, os nossos interesses, ou serão os deles? Tanto faz, o que vale é a vontade do dono da bola.

Adentra o Campinho o escrete togado, os Excelsos, a frente o mascote “Urubulino” e, o homem da mala. O Presidente de Honra, Técnico, ex-ladrão (temporariamente), ex-presidiário (temporariamente…esperamos!) e escroque Molusco, escalou os seguintes craques para defender os togas pretas.

No gol Boca de Veludo, o homem é um fenômeno, dizem que não deixa passar nenhuma bola. Estava contundido, tinha levado uma bolada na cara, mas já está de volta.

Roqueiro na lateral direita, com seu penteado tipo Elvis, o Capitão do time não deixa barato, mas dizem que gosta mesmo de jogar é pelo lado esquerdo.

Na zaga Carmen Miranda (nosso time é inclusivo e misto) outro que é firme nas bolas. Diziam que andava prendendo muito a bola, mas agora soltou geral e qualquer um, inclusive o Molusco.

O Zagueirão Central e líbero do time é o Decano, mais antigo jogador. Em geral tem a mania de jogar contra o resto do time, dizem que é a idade. Controverso, ultimamente ao jogar contra o time tem angariado a simpatia da torcida. Mas de vez em quando dá uma bola fora.

Na lateral esquerda Vampirinho, com cara de assombração joga o jogo, mas as vezes assusta o adversário com uma saída incomum.

No meio campo temos 3 craques. Meia direita caindo pela esquerda (é aquele meia direita canhoto, sabem!?), Rôrrô. Jogador caladão nunca se sabe o que vai fazer com a bola, o que gera preocupação de todos os lados. O Técnico do time quando quer que faça uma jogada específica manda tirar o tubo do mentor espiritual do jogador e, dizem que este dá o recado.

No meio, bem ao centro, equilibrando-se no muro Piauí. Jogador novo no time, substituiu o Pavão de Tatuí. Foi contratado pelo novo Dono do time, dono que o time ainda não engoliu muito bem. Não se sabe ainda como joga o Piauí, resta esperar, mas os prognósticos não são muito animadores.

Na meia esquerda Tofinho, este não é craque, dizem que joga uma bola meia quadrada, mas como era amigo do antigo do dono do time e do treinador acabou contratado e escalado. Joga sempre de canhota e geralmente chuta a bola em rosca.

Mas é no ataque que o time se destaca. Na Ponta esquerda Leva. Ponta radical, daqueles que joga enfiado, na extrema esquerda. Também foi contratado e escalado por ser amigo do antigo dono do time. Dizem que já devia ter se aposentado, mas continua infernizando seus adversários na extrema esquerda do campo.

Na posta direita Beiçola, outro ponta enfiado. Ultimamente tem jogado mais a esquerda. Mas este é craque em segurar a bola e passar só para os amigos. Dizem que costuma soltar muito (pum!), por isso ninguém gosta de jogar perto, vá que o homem solte mais um.

E o centroavante é o cabeça de Ovo, cracaço, centroavante matador, uma das últimas aquisições do time, já mostrou a que veio. O homem não tem pena, sobrou na área mete no gol. Parece que estão querendo marcar um impedimento dele no VAR. Vai ser difícil.

Este é nosso timaço. Montado na medida para atender aos interesses dos outros donos da bola. E, para nós, a torcida, resta xingar o juiz e vaiar o time. Pelo menos enquanto pudermos fazer isto. Vá que os carques se incomodem e chamem o Uber Black para nós.

Mas um recadinho, mesmo na Várzea, Futebol tem princípios e regras, E, principalmente na Várzea, quando a torcida se revolta invade o campo e a porrada come, literalmente!

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

ME TIREM O TUBO…!

Estava aqui, quieto em meu singelo lar, terminando mais uma jornada de trabalho remoto e, aprontando-me para curtir o quase lockdown proposto por nosso Desgovernador em função da bandeira preta do COVID-19 nos pampas gaúchos.

Tudo isto fruto, diga-se de passagem, da incompetência deste e de outros desgovernadores e prefeitos sem escrúpulos Brasil afora.

Mas voltando a calma revolta de minhas reflexões, preparava-me para escrever mais uma coluna para o JBF, onde poderia incomodar nossos augustos leitores com alguma bobeira saída de minha perturbada mente, quando chega-me, inesperadamente, um e-mail contendo uma petição inicial de uma ação protocolada em nosso infame STF.

Fiquei pasmo!

Desisti da coluna e, após ler e reler o texto, cravei são Fake News.

Ninguém, nem entre os colunistas do JBF, seria doido o suficiente para escrever aquilo.

Não aguentei a curiosidade e, querendo comprovar a tese das Fake News, busquei no Portal de Informações do STF e lá estava ela a ADI 6726, peticionada em 01/03 deste ano de 2021 de Nosso Senhor Jesus Cristo, relatada pela Ministra Rosa Weber.

Não eram Fake News, era verdade. Não vou reproduzir o que li, ninguém, em sã consciência acreditará nisto, apenas os convido a lerem a petição inicial, são apenas 6 páginas. Vale a pena!

Para acessar, basta clicar aqui. À esquerda em cima, na página, cliquem em Petição Inicial.

Ou entrem no Site do STF e procurem ADI 6726.

Vale a pena!

Três, breves, comentários:

1 – Gostaria que o Ceguinho Teimoso comentasse um pouco a petição, pois o autor ataca (literalmente) uma lei promulgada pelo desgoverno do seu Deus Pés-de-Barro Lula. Este é apenas um dos devaneios do autor, mas seria interessante ouvir o Ceguinho.

2 – Acredito que esta petição é uma prova cabal do motivo por que as drogas devem ser proibidas e combatidas.

3 – Acho que se o autor da petição continuar nesta toada vai acabar nomeado para o STF. O nível é o mesmo de alguns ministros atuais. Me digam o que vocês acham?

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

UM GENERAL E A EDUCAÇÃO

Em 22 de fevereiro, há 163 anos, nasceu em Londres o menino Robert Stephenson Smyth Baden-Powell. Filho de um Professor de Oxford e Pastor, que faleceu quando tinha apenas 3 anos, foi criado por sua mãe junto aos sete irmãos. Recebeu desta heroína, sua mãe, valores e ensinamentos que marcaram sua alma e sua vida.

Jovem e ativo, ingressou no Exército Britânico aos 19 anos, sendo designado para diversas missões, batalhas e guerras no subcontinente Indiano e nas Colônias Britânicas na África do Sul.

Em sua Carreira Militar galgou postos velozmente destacando-se perante seus superiores e comandados. Esportista ativo, naturalista e ator amador, Baden-Powell atuou também como espião e Scout (explorador militar).

Sua atuação na Guerra contra os Zulus e na Guerra dos Bôeres no Transvaal lhe valeram o Posto de Tenente-General e de Herói britânico. O respeito que despertava em seus inimigos fez com que estes lhe atribuíssem ‘apelidos’ ou codinomes, como os Matabeles que o chamavam de Impisa (O Lobo que nunca dorme) e os Kaffir o chamavam de “M´hlalapanzi”, que significa (O que atira deitado e que planeja antes de agir).

Mas o que um General Inglês, que lutou na Índia e África (alguns diriam colonialista) no final do Século 19, branco, cristão, conservador tem a ver com EDUCAÇÃO?

Baden-Powell ou B-P, como é carinhosamente conhecido, começou a perceber durante sua vida militar da importância da educação e formação de jovens, enquanto futuros cidadãos úteis e valorosos para a sociedade.

Foi na Guerra dos Bôeres, durante o cerco de Mafeking, que B-P pôs em prática suas teorias sobre formação e capacidade dos jovens, tendo sido estes fundamentais à vitória e levantamento do cerco.

De volta à Inglaterra escreveu e publicou o livro ‘Aids to Scouting’ (Ajuda à Exploração Militar), qual não foi sua surpresa ao observar que seu livro era um sucesso entre jovens e crianças, que utilizavam as práticas e jogos que havia sugerido para treinar soldados, em suas brincadeiras.

B-P reorganizou suas ideias e, em 1908, na Ilha de Brownsea, na Costa Inglesa, realizou um acampamento experimental com um Grupo de Jovens. Ali lançou a semente do Movimento Escoteiro. Como um rastilho de pólvora os escoteiros se espalharam pelo mundo, formando e legando à sociedade milhões de cidadãos em mais de 100 anos. Há escoteiros nos quatro cantos do mundo, somente ditaduras e regimes despóticos não permitem a presença de escoteiros em seus territórios.

Há críticas? Sim, principalmente daqueles que não conhecem o Movimento. Há pessoas mal intencionadas ou com intenções secundárias tentando se aproximar do Movimento? Sim. Há ex-Escoteiros que não honram suas promessas? Sim. Como toda e qualquer sociedade de homens, por mais perfeita que seja, existem as vicissitudes humanas. Mas o Movimento Escoteiro tem sido bem sucedido em expurgar estas pessoas de seu seio. Por ser um movimento em que a família acaba por inserir-se e participar ativamente do processo educativo/formativo dos jovens é mais fácil expurgar aquilo que não presta, é fácil impedir doutrinações ideológicas ou vícios tão comuns, infelizmente na Escola hodierna.

B-P concebeu uma pedagogia simples, para formação complementar de jovens cidadãos úteis, preparados, patriotas e tementes à Deus. O Escotismo nunca quis substituir os pilares formais da educação: Família, Igreja (religião) e Escola. Apenas as auxilia e faz delas partícipes obrigatórios de seu ciclo formativo. Não há Escotismo sem Deus (qualquer que seja), sem o envolvimento da família e sem apresentar resultados satisfatórios na Escola.

O restante é simples, a prática pedagógica é direta e divertida: Aprender Fazendo, Jogar/Competir de forma saudável, Conviver com a família e em grupo/sociedade, Viver em contato com a natureza e Recompensar o Mérito. A aprendizagem prática, o jogo leal, os desafios e a recompensa das conquistas com distintivos e medalhas encantam jovens.

O Tripé da Educação Escoteira é muito simples: Deus, Pátria e Próximo. Suas regras estão descritas em 10 leis (alusão aos 10 Mandamentos), mas positivas e não proibitivas. A Lei Escoteira diz: O Escoteiro é… E ali coloca uma virtude fundamental à vida em sociedade: Honra, Lealdade, Altruísmo, Fraternidade, Cortesia, Bondade, Felicidade, Eficiência e Pureza.

Os jovens a partir de uma promessa voluntária são instigados a buscar sua formação integral, a vencer medos e desafios, a liderar, a serem proativos e por isso são recompensados. Pais podem e devem participar, diferentemente de uma escola, onde o Professor detém o poder estatal do conhecimento, no Escotismo todos são importantes. Um pai ferreiro ou mecânico ou uma mãe médica sempre terão algo a ensinar aos jovens. E todos sempre podem ajudar em uma atividade, seja acompanhando os jovens, seja cozinhando, seja cantando uma canção à beira do fogo.

O uniforme escoteiro disciplina e iguala todos, não há ricos ou pobres no Escotismo (ou não deveriam existir e, na maioria das vezes não há).
Lembro-me da canção do Ajuri do Centenário no Brasil:

“[…] Se ele é gaúcho.
Você do amazonas,
De baixo da lona são todos irmãos
Qualquer cor ou classe,
Qualquer raça ou credo
Despertam bem cedo são todos irmãos
Fazendo a comida universitários
Peões e operários
São todos irmãos
Nascido em palácio, nascido em favela
Lavando a panela, são todos irmãos […]”

Baden-Powell estipulou que para ser Escoteiro bastava querer, acreditar em Deus (qualquer Deus), honrar sua Pátria e Família e fazer voluntariamente uma Promessa. Promessa esta que é uma adesão de consciência, só caberá a você cobrar de si mesmo o cumprimento do Prometido.

“Prometo pela Minha Honra,
Fazer o Melhor Possível para cumprir meus deveres
Para com Deus e minha Pátria.
Ajudar o Próximo em toda e qualquer ocasião e,
Obedecer a Lei do escoteiro”.

Simples, um tripé: DEUS, PÁTRIA e PRÓXIMO. E a partir disto, com jogos, recompensa de mérito, responsabilidade e liderança Baden-Powell deu a sociedade uma ferramenta formativa de cidadãos úteis, saudáveis, trabalhadores, pais e mães de famílias, prontos para honrá-las, junto com Deus e sua Pátria e defendê-las de quaisquer ameaças.

Os jovens Escoteiros já foram, nas trincheiras das duas grandes guerras por exemplo, um muro ao ódio e ao totalitarismo e, tenham certeza, continuarão o sendo.

Tudo a partir dos ideais de um General Inglês, conservador, cristão e genial.

B-P fez mais, com seu dedo mínimo, pela educação e juventude mundial do que fizeram ou farão milhares de Paulos Freire e seus asseclas, em mil anos.

Por isso saúdo o FUNDADOR, renovo minha Promessa e abraço os milhões de irmãos escoteiros mundo afora.

“SEMPRE ALERTA PARA SERVIR!”

A seguir, três Canções que simbolizam os valores dos Escoteiros Brasileiros. 

1) Hino Alerta ou Rataplan (Canção dos Escoteiros):

2) Rataplan do Mar (Hino dos Escoteiros do Mar):

3) Rataplan do Ar (Hino dos Escoteiros do Ar):

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

SEXO NASAL, VIBRADORES E LEITE CONDENSADO

Iuhuuuu!!! Sou Eu, Mercedita. Não é o Rodrigo, não. O Rodrigo está viajando de férias, foi para o Recife e para Alagoas de Férias. E, eu Mercedita Buenaventura de Léon, assumi (já assumi faz tempo) a coluna dele, para fazer breves comentários.

Quero dizer ou melhor reiterar que, ainda estou de cara amarrada para o Berto e esses velhos tarados do cabaré. Afinal Mercedita e Sancha dão as costas e vocês arranjam outra musa. Esqueceram todos os nossos momentos juntos?

Esta Bruaca da Constância vai ver quando Mercedita voltar. Ou eu afogo ela ou vamos nos tornar grandes amigas… e, aí vocês vão ver seus velhos tarados.

Mercedita vai pôr as cartas, Tarot e introduzir a bruaca na arte da rumpologia, ui!!!

Mercedita quer avisar a todos que já tomou pica da vacina em Portugal por 200 vidas, a picadura do português não faz nem graça, por isso estou indo de carona com o Dória e com o Eduardo (Leite) nosso Gayovernador para a China, vamos fazer testes de COVID com o SWAB anal. Vamos testar 3 vezes por dia, mais 3 contraprovas e uma prova de desempate a noite toda. Vai ser uma loucura.

Mas Mercedita quer falar da polêmica do vibrador da ex-futura Primeira-dama, a Angélica. Ai minha filha, vibrador que coisa mais sem graça, Mercedita vai te ensinar umas outras artes que tu vais dispensar o vibrador.

E, querida Ex futura primeira-dama (vou te chamar de Exfu, fica mais fácil), querida Exfu, se a coisinha do Luciano não sobe mais e não funciona direito vai olhar na volta se não está subindo para outras ou outros, ele tem andado muito com o Dória. Daqui uns dias vai começar a usar calcinha tora-rego e falar ‘Loucura, Loucura, Loucura’ em Si-Bemol Sustenido, Uiii!

Mas tu Exfu, não tem criatividade com aquele narigão nem precisa de pinto, da para fazer dupla penetração em sexo oral. Que loucura. É para isto que existe esta nova modalidade, entre casais progressistas, o SEXO NASAL. É só um dos parceiros ter um narizinho de ladrão de oxigênio e pronto. Aliás, dizem que é por isso que o Luciano não podia entrar no quarto do P* e do C* da Globolixo, tinham medo de que numa cafungada ele acabasse com o barato.

Mas tens de ter um cuidado, não pode fazer sexo nasal com ele gripado, vá que na hora do ato, com a nareba lá dentro, ele espirra, tú vais parar em Miami. Pelo menos dá para fazer compras.

Então querida…Exfu…abandona o vibrador e usa a imaginação ou troca de homem. Mercedita tem um vibrador, do tamanho da pajaraca do Polodoro, mas ela usa o vibrador de borracha para surrar os velhos tarados do cabaré do Berto. Tem velhinho que pede surra dobrada. Um dia te conto.

Mas falando de tudo um pouco já imaginaram nossa futura primeira-dama com um programa de inclusão social “Meu Vibrador, Minha Vida”, que loucura. Luciano presidente, já. E a Anita de Ministra da Educação, com a cartilha ensinando as crianças a lavar o boga antes de usar. E o Ministro da Casa Civil vai ser aquele viadinho enrustido, de cabelo azul, que imita foca e dá opinião sobre tudo. Meu Deus!!!! Mercedita ficou assustada.

Melhor o Dória e o programa todos de calcinha apertada, pelo menos vai diminuir a natalidade com os ovos esmigalhados. E, dizem que o Dória terá o Lula na Fazenda (Ministério), o Átila na Ciência e Tecnologia, a Foca de cabelo azul na educação, o ex-reitorzinho daqui na saúde, os Antagonistas na Comunicação e o Frota de Chefe de Gabinete, metendo o pau, em todo mundo que chegar perto do Ex-futuro-presidente. O Nhonhô Maia vai chorar de ciúmes. Vai ser uma suruba de minhocas!

Credo, Mercedita se assustou de novo! Visões do inferno! Ainda bem que estão bem distantes de ocorrer. Mas não se esqueçam que aqui é o Brasil. Tudo pode ocorrer. Em um país que teve Dilma Presidente, Marisa e Graça Foster de Primeiras-Damas, pode acontecer qualquer coisa. Até o Dória ou o Huck.

Mercedita vai se preparar, amanhã vou procurar meu Cigano preferido, o Gypse Tripé, para ver o futuro do Brasil, vou pedir para ele fazer uma leitura de minhas pregas (rumpologia existe e, é isto que…ridos – Leitura do futuro nas pregas do Brioco). Uiiiii!

Por último, Mercedita quer dizer que sejamos criativos, vamos parar de jogar leite condensado fora. Onde já se viu aquela moça peituda botar leite condensado na cabeça, põe nas tetas querida, se o protesto não funcionar, como não funcionou, vai ter um monte de gente te limpando com lambidas.

Mercedita aaaaadora leite condensado, ela se lambuza todinha e fica esperando a Margot….É melhor que ficar enchendo o saco dos outros.

Por falar em leite condensado, outro dia disse para o menino meu vizinho, um chato, cabeludo, maconheiro, que estuda história fazem 20 anos e mora com a mãe. Sabe aquele da esquerda caviar de apartamento, com direito a tênis Nike, I phone e carteirinha do PCdoB. Disse para ele como se obtém leite condensado para levar nos protestos. Ele tem passado os dias ordenhado touros e cavalos. Não sei se está conseguindo o leite condensado ou se vai conseguir o impeachment do Presidente. Mas que ele gostou…gostou.

Mercedita vai ficando por aqui, pois tenho de ir pegar minha carona no avião do Governador, a China me espera.

Mas digam para a Bruaca que ela me espere quando eu voltar de viagem vou no cabaré do Berto e vamos conversar de pertinho. Eu, ela e Sancha, se ela não entrar para a ’Tchurma’, Mercedita afoga ela.

Mas se entrar vamos introduzi-la na Nobre Arte da Rumpologia. Aguarde-nos Bruaca!

E vocês, velhos tarados, já…já volto para surrá-los com meu vibrador de borracha. É bom irem se acostumando, vá que a Exfu vire primeira-dama e introduza a prática de uso de vibrador como obrigatória. Uiiii!

Beijinhos na nuca seus velhos tarados. Fui!!!!!

Mercedita.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

HOMMER SIMPSON… PRESIDENTE!

Quando o Homem Laranja, Donald Trump, foi eleito, para surpresa de quase ninguém entre aqueles que vivem fora da bolha midiática progressista e, do mundo cor-de-rosa do politicamente correto, parecia que o mundo acabaria em um Armagedom Conservador ou talvez em uma Guerra Nuclear, como queiram.

Então 4 anos atrás escrevi uma coluna intitulada “Trumpets do Armagedon”, as Trombetas do Juízo Final, a coluna rendeu e acabou tendo suas versões II e III. Nesta coluna eu ponderava sobre o porquê da eleição de Trump e o que isso ocasionaria ao mundo.

Também estava surpreso, não muito, mas parecia-me que o criticado ‘Stupid White Men’ americano tinha conseguido a superação máxima. Não em eleger o Trump, mas sim em conseguir propor uma eleição presidencial entre Donald Trump e Hilary Clinton. Nem no Brasil conseguiríamos, opinei à época, candidatos tão, digamos, desprovidos de qualidades. Ganhou o menos pior! (Sei que o ‘menos pior’ não existe em português, mas foi proposital).

Mas também teci diversos comentários sobre a solidez das Instituições Americanas e da democracia dos EUA, concluindo que por mais danosa que fosse a gestão de Donald Trump, a Democracia na América resistiria. Afinal esta Democracia, com D maiúsculo, admirada e destacada na magnífica obra de Alexis de Tocqueville, teria sido construída sobre fundações humanas, éticas e morais indestrutíveis.

Trump ou Hillary, não seriam suficientes para destruir a solidez democrática do Império Americano. Também teci diversas considerações, naqueles textos, afirmando que as políticas americanas que seriam efetivadas por Trump não poderiam ser tão danosas a ponto de condenar a civilização ocidental.

Ledo engano! Ou melhor, enganos. Primeiro, Trump me surpreendeu, de forma extremamente positiva. Foi inclusivo, arrumou a economia americana, mesmo com a praga chinesa, reduziu a participação americana em conflitos externos, buscou pacificar inimigos mundo a fora.

Somente a ação de Trump junto à Coréia do Norte seria digna de um Prêmio Nobel e seu comportamento no Conflito Sírio também. Obamas da vida receberam o prêmio por muito menos e, até ladrões do calibre de Lula são, insistentemente, indicados ao prêmio. Seria engraçado ver Trump recebendo o Nobel da Paz e, os ganhadores anteriores fazendo Haraquiri, em protesto, queimando seus diplomas (mas sem devolver o dinheiro do prêmio, é claro).

Trump diminuiu a imigração ilegal, equilibrou as contas americanas, se opôs ao Dragão Chinês e combateu ditaduras. Ao seu jeito Tosco e Tresloucado foi um estadista.

O Homem satirizado pelo Sitcom americano ‘Os Simpsons’, em alguns de seus programas, com um improvável Presidente Americano, em uma visão futurológica de uma distopia muito louca, acabou eleito. Nos Simpsons a ‘graça’ está na crítica e na caricaturização do ‘Stupid White Men’ americano e, pior que Trump Presidente, só mesmo Hommer Simpson Presidente.

Aliás, o Cinema americano é pródigo em ‘imaginar’ aqueles que eles consideram representantes da estupidez conservadora (Republicana) na Casa Branca. Assim foi com o Cowboy Ronald Reagan, que tornou-se o maior Presidente Americano dos últimos 50 anos e um grande estadista. Assim foi com Arnold Schwarzenegger, também colocado em muitos filmes da década de 1980 como presidente americano. Outro republicano que acabou virando político, Governador eleito e reeleito na progressista Califórnia e, só não foi presidente americano, pois não é americano, é suíço (isto não impediu o africano Obama de ser presidente, mas…!).

Bom, mas Trump, apesar dos avisos de Hommer Simpson virou Presidente e fomentou a criação da maior força de resistência que o mundo já testemunhou.

Mentiras, fake News, perseguições da mídia, holofotes negativos full time. Black Lives Matter, Antifas e outros terroristas, as Big Tech e todo o estabilishment progressista colocaram-se em alerta e, em guerra total contra o Homem Laranja.

Gretas, Gagas, Holllywood, abortistas, comunistas, esquerdistas, ecologistas, pseudo-intelectuais, professores universitários (esta é uma categoria de idiotas que criou tanta relevância que deve ser citada a parte. Há exceções, cada vez menores, mas ainda há inteligência na academia) e todo o bom mocismo hipócrita do politicamente correto entrou em guerra contra a democracia americana. Financiados por rios de dinheiro das Big Techs e dos chineses, implantou-se a resistência.

O COVID-19 foi a Benção de Deus (ou do capeta) conforme a ‘Pastora’ Jane Fonda e a nova censura imposta pela ditadura do Grande Irmão, as Big Techs, conseguiram transformar as previsões catastróficas dos esquerdistas, no início do Governo Trump, em realidade.

Durante o Governo Trump as fundações da maior e mais longeva democracia do mundo foram duramente abaladas. As eleições americanas foram ridículas, comparáveis às eleições de republiquetas como a Venezuela ou de ‘democracias’ consolidadas como a Norte-Coreana.

Não, não foi Trump que destruiu as bases da democracia na América, foram seus inimigos e detratores, no desespero de retirar do poder o Homem Laranja. Mas foi em seu governo que isto ocorreu e, veremos como a ‘estória’ (assim mesmo, pois tratar-se-á de uma versão) contará esta história.

Já não posso, hoje, tranquilamente escrever que as Instituições Americanas são sólidas e que sua democracia é indestrutível. Várias forças internas começaram sua destruição e, este é um passo para a ruína. Assim acabaram os grandes impérios. Festejemos, pois, o Império Yankee vai acabar?

Lembrem-se que este Império é uma das bases da nossa sociedade ocidental, de nossa cultura e de nossas liberdades. Sua queda ante forças notoriamente antidemocráticas, alicerçadas no poder do capital, nos interesses da mídia, na censura das redes sociais e no bom mocismo da esquerda, só fará com que o vácuo de poder seja substituído por outro poder emergente.

Chineses? Russos? Islâmicos? Qualquer um destes tem em seu DNA a ditadura e o profundo desprezo à nossa cultura e aos tão propalados direitos humanos e avanços ambientais.

Sucumbiremos ao combater internamente um inimigo imaginário esquecendo-nos e, até louvando, os verdadeiros inimigos externos.

Mas a verdade é que hoje, após ver e viver tudo o que ocorreu na democracia americana, só posso dizer que lamento. E, principalmente, que não creio que suas instituições sejam tão sólidas assim, que possam resistir a Biden e sua equipe.

Não posso mais afirmar que a democracia americana é indestrutível, posto que democratas e progressistas já a transformaram em pó.

E os Simpsons estavam mais uma vez corretos. Os americanos conseguiram eleger o único presidente pior que Trump, o próprio Hommer Simpson.

Com Hommer Simpson – Biden presidente e sua vice, que se parece com uma daquelas barangas malucas, irmãs da Marge Simpson, a Patty e Selma Bouvier, Pobre América!

Mas, registro aqui algo que é importante…observem nosso Brasil, os atores são os mesmos, o aliado é o mesmo, a censura é a mesma, a mídia também.

As Marias Flor da vida, com sua irrelevância e discurso polido e educado, vociferam contra tudo e todos. Deve ser a abstinência da Lei Rouanet.

Então devemos ficar atentos, eles, os verdadeiros inimigos da democracia e, em nome dela, estão prontos a acabar com qualquer princípio democrático, legal e de caráter para obter o poder. Não transformemos os EUA no Brasil de amanhã, no famoso efeito Orloff.

Se os americanos têm um Hommer Simpson como Presidente, cuidemos do Brasil para não ganharmos o Pinóquio da Globo para nos surrar com o vibrador da esposa ou, pior, o Ken da Barbie que Governa hoje São Paulo, colocando o Brasil sob o jugo das calças ‘tora bagos’.

Boa Sorte aos EUA, ao Ocidente e ao Mundo, temos o idiota do Hommer, sentado na Casa Branca, comendo um sanduíche com os pés apoiados no botão da hecatombe nuclear.

Tempos difíceis estes anos da Peste Chinesa, quando a solidez das instituições nacionais está virando pó (será uma praga Marxista?).

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

A GALHOFA DE CRONOS

Cronos, o Deus do Tempo na mitologia grega

Cronos é um pândego. O Titã do Tempo é inexorável, o Tempo nos é caro e fugaz e passa para todos. Aliás este é o grande desafio da humanidade: vencer o Tempo. Ao vencermos o tempo nos tornamos imortais e, consequentemente mais que humanos.

Claro que não é fácil ou, melhor dizendo, possível vencer o tempo em nossas vestes corporais de carne e osso. Por isso as religiões nos dão o alento da vida eterna da alma, mas fisicamente também tentamos imortalizar este invólucro de matéria através de nossos atos, feitos, ideias, escritos e, principalmente, filhos e netos.

Este é a razão que rege a existência de todos os seres vivos, de qualquer reino, procriar e perpetuar seus genes. Numa tentativa de enganar o implacável passar do Tempo.

Mas o Tempo é titânico e implacável, passa para todos e, quiçá talvez, só nos seja possível vencê-lo em outros planos. Só que as vezes Cronos nos prega peças. Cronos, o Titã do Tempo muitas vezes põe a humanidade a prova com seus gracejos zombeteiros.

E assim foi o Ano de 2020. Cronos nos presenteou com um ano que não iniciou e, que mesmo sem ter iniciado, recusa-se a terminar. Um paradoxo que só o tempo pode explicar em sua caprichosa caminhada rumo a eternidade.

Parece-me que 2020 será um ano riscado dos calendários tal e qual os 11 dias que sumiram do Calendário em 1752, na troca do Calendário Juliano pelo Gregoriano.

E quis o caprichoso Titã colocar a humanidade a prova de uma coisa microscópica, um encapsulado de proteínas e DNA, que nem ser vivo é. Pois, um vírus não é a rigor um ser vivo, precisa parasitar células vivas para “procriar” e perpetuar seu DNA. Tudo gira em torno de enganar o tempo.

Mas, mais do que o vírus chinês que fez a humanidade cair de quatro e trancar-se em casa, 2020 foi um ano de muitas mudanças tenebrosas no mundo todo. E o pior é que estas mudanças simplesmente passaram despercebidas ante a microscópica praga oriunda do Império do Meio. Resumidamente, ou melhor, fazendo a síntese da sinopse do resumo, registrarei aqui alguns dos horrores deste 2020, ano do escárnio de Cronos.

Em 2020 fomos encurralados pelo medo de um vírus e pelo poder da mídia. Vimos ruir a maior e mais longeva democracia do mundo através eleições fraudulentas, que macularam e puseram de joelhos não só a América do Norte, mas, possivelmente todo mundo livre.

No ano do vírus Chinês, sua pátria mãe, proposital ou acidentalmente, expôs ao mundo suas mazelas. E pôs as garras de fora, seja nos Campos de ‘Reeducação’, seja no sumiço de bilionários e de opositores do regime. A China renasce como um Império opressor sob o aplauso de muitos daqueles que em breve estarão sob seus jugo e grilhões.

Instalou-se no Brasil a Ditadura do Judiciário, com os 11 Supremos mandando e desmandando sem votos e sem nenhuma cobrança e/ou possibilidade de responsabilização. Os brasileiros estão sob o jugo da tirania do judiciário, a pior das ditaduras, tal e qual previu o grande Rui Barbosa: “A pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer.

2020 foi o ano dos políticos corruptos, com despesas liberadas pelo COVID, comprando respiradores que não funcionam, remédios que não existem em lojas que lhe servem vinhos e mimos. Foi o ano dos Gestores incompetentes, que pelo mundo a fora brincaram de tiranetes, proto-ditadores, fechando tudo, sem nenhuma lógica. Condenando as pessoas à fome, ao desemprego, as enfermidades e que depois, hipocritamente comemoraram sem máscara e com cara-de-pau em festas, reuniões e convescotes, seja em ilhas particulares ou em Miami.

Se para Zuenir Ventura o longínquo ano de 1968 foi o ano que não acabou por causa do acirramento da ditadura que, já passou e, que só é lembrada pelas esquerdas como bandeira de luta e por aqueles que receberam e recebem milhares de reais de indenização, por que foram presos assaltando bancos e sequestrando autoridades. Lhes digo que 2020 é o ano que não começou e, mesmo assim, se recusa a acabar.

Este foi o ano em que a pior das Ditaduras se implantou no mundo civilizado ocidental, a Ditadura das Big Techs e da Mídia, que censuram e cancelam todos que ousam delas discordar. Elas mesmas que monitoram seus passos, vidas e pensamentos resolveram agora que você só existe se pensar o que elas querem. É o Grande Irmão, de 1984, obra premonitória do grande George Orwell.

E, você rindo não é. O Twitter censurou o Trump, rá, rá, rá! Lembre-se do Pastor luterano no Gueto de Varsóvia: Eles vieram e marcaram os judeus, mas calei-me pois não sou judeu; eles vieram e levaram os Judeus e calei-me de novo. Eles vieram e fecharam comércio, casas e prenderam todos e levaram, mas fiquei quieto, não era comigo. Mas quando vieram, fecharam a Igreja e me prenderam eu gritei, mas não tinha mais ninguém para me escutar, não tinha ninguém para me socorrer. Ria do Trump, mas as Big Techs e Mídia Funerária vão lhe cancelar, tenha certeza disso, não importa seu posicionamento ou lado ideológico, chegará o dia que qualquer ideologia será perigosa aos seus interesses.

2020 foi o ano em que a ciência virou dogma e, dogma mais severo que os dogmas religiosos. Foi o ano em que a ciência calou o pensamento divergente. Não analisou provas e fatos, considerou apenas versões e apenas de um lado. Pelo menos a mídia só divulgou um lado, mesmo quando a divergência foi muito maior. 2020 foi o tempo em que abandonamos a ciência em nome da ideologia.

Foi o ano no Brasil em que subcelebridades ‘cagaram’ regras nas redes sociais e mandaram mais, graças ao STF, que o Presidente eleito. Mandaram-nos ficar em casa, só sair se for para servi-los. E, forma para suas ilhas privadas, para Europa e Miami. Foi o ano em que um idiota que imita focas, um biólogo que não tem capacidade de dar aulas de ciências no ensino fundamental (e não sabe contar: 3 milhões de mortos) e um reitor de Universidade Federal, formado em Educação Física (se intitulando Epidemiologista) ganharam voz e vez na mídia e rios de dinheiro de órgãos público como o TSE. Opinaram sobre tudo e todos, vomitando bobagens e ódio, em nome dos dogmas da ‘ciência’.

Foi o ano em que o STF legislou e administrou sem votos e sem noção, contrariando a constituição e os anseios de milhões de brasileiros. Foi o ano da reação das esquerdas, da oportunidade que o vírus de, segundo Jane Fonda. O ano dos desejos da Professora de Caxias do Sul que destilou seu ódio nas redes sociais tal e qual destilou por anos nas salas de aula e nas mentes de seus inocentes alunos.

Alunos que, no péssimo ensino Freiriano brasileiro foram condenados a ficarem em casa, aprendendo de qualquer jeito, qualquer coisa que lhes enviavam os ‘mestres’, que sem condições ou vontade ensinaram remotamente. Sem problemas, se não aprenderem não vão reprovar mesmo. E, pronto! Garantimos mais uma geração de idiotas úteis.

2020 foi o ano da bestialidade, da imbecilidade e da hipocrisia humana. Foi o ano dos Xi-Jipings, dos Barrosos, Levendowiskis, Maias, Alcolumbres, Dórias, Covas e Lulas. Da Rede que governou com um único deputado e o STF. Foi o ano do Twitter, dos Bidens, da Mídia hipócrita, das Big Techs, dos Nelipes Fetos, dos Átilas, dos Pedros Reitores.

2020 foi o ano em que o medo venceu a razão, as versões venceram os fatos, o dogma subjugou o espírito científico e a hipocrisia aprisionou a humanidade.

Talvez tenha sido vingança de Cronos, o Homem anda muito ousado, manipulando genes e átomos tentando subjugá-lo, logo ele o Titã do Tempo. Por isso resolveu nos dar uma lição, mostrar que Ele o tempo é inexorável, invencível.

Talvez tenha sido apenas uma galhofa ou uma chance da humanidade, especialmente o ocidente, retomar os rumos do mundo, deixando de preocupar-se com diversidade ou gênero neutro e preocupar-se novamente com ela mesmo a humanidade.

Seja qual for o motivo de Cronos, ele se fez presente neste 2020, que não começou, não acaba e, mesmo assim, sem ter existido, deixou-nos profundas marcas.

Mas aprendamos com a Mitologia Grega, mesmo Cronos o Titã do tempo foi derrotado por seus filhos, liderados por Zeus, venceram o tempo, tornaram-se imortais e fizeram-se deuses. E, os deuses gregos, foram os mais humanos, com seus vícios e virtudes, de todos que já habitaram o imaginário humano. Usemos seu exemplo para derrotar os ecos de nosso tempo.

Encerrar 2020, aprender com ele e, tocar para frente a vida em 2021. Buscando aquilo que é mais caro a nós, a civilização ocidental: Liberdade, Democracia, Racionalidade e Mérito.

Que em 2021 possamos retomar nossas vidas, vencer nossos medos, suplantar a zombeteira galhofa de Cronos e conquistar, de novo, nossa Liberdade.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

TERRAPLANISTAS VERSUS TERRAPARADISTAS

Gêmeas siamesas, talvez esta seja a melhor definição destas duas ‘Seitas’. Seitas, que se dizem ciência, ou pelo menos amparadas por esta. As semelhanças dos dois grupos são muitas e as diferenças marcantes.

Seus próceres e seguidores se têm por sérios e verdadeiros representantes da verdade, defendem suas ideias, crenças e crendices, assumindo posições e posturas defensivas e, até ofensivas, no sentido de propagar e defender suas ‘verdades’.

Até aí tudo bem. O problema não são pessoas com ideias e visões de mundo diferentes, isto é liberdade! E, liberdade é pilar fundamental de uma coisa chamada Democracia. Democracia só pode ser exercida como reflexo da vontade das maiorias, claro com o devido respeito e/ou proteção das minorias. Mas nunca, nunca mesmo, a democracia pode privilegiar ou fazer valer a vontade plena de minorias, na democracia vale a vontade majoritária. A civilização nos faz ter o cuidado de proteger a minoria e, atende-la na medida do possível, sem nunca desrespeitar a vontade majoritária.

Neste ponto as duas Seitas divergem e muito.

Terraplanistas são negacionistas da ciência em voga. São teóricos da conspiração na medida que negam verdades científicas, teoricamente comprovadas nos dias atuais. Sempre existiram na história da humanidade e, muitas vezes se comprovaram certos. Exemplos há, centenas. Foram teóricos da conspiração que trouxeram luz aos dogmas da Igreja, que contestaram lá no passado o próprio conceito de terraplanismo, subvertendo-o.

Este grupo, apresenta ‘provas’ e ‘evidências’ que buscam mostrar e comprovar que grupos no controle do poder e informação submetem o coletivo, ou seja, o povo, como um todo. Teorias da Conspiração, baseadas em uma ‘ciência’ novel ou em pseudociência, que servem de evidências para contestar o status quo das coisas.

Para cada fato, há uma explicação que nega este fato. Em geral Terraplanistas são classificados, pelo todo social, mas, principalmente, pelos militantes de sua Seita gêmea, como obscurantistas. Conservadores, perigosos e retrógrados. Pessoas ignorantes, que negam fatos e provas da ciência.

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RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

VAMOS FALAR DE COISAS BOAS

Decidi que também é preciso alegrar o cotidiano e falar de coisas puras e boas. É óbvio que continuarei a falar de política e a baixar o porrete nestes crápulas. Mas vou me permitir falar de coisas boas: crianças, sonhos, escoteiros. Coisas que me fazem muito bem e trazem de volta minha infância e juventude.

Fui escoteiro, ou melhor sou escoteiro, pois como se diz ‘Uma Vez Escoteiro, Sempre Escoteiro’. Passei alguns dos melhores momentos de minha juventude no Movimento Escoteiro, ali forjei grandes e indeléveis amizades. Boa parte de meus amigos do peito vem desta época. Acampei, viajei, fiz muita festa, namorei bandeirantes (ah!! As Bandeirantes) e aprendi lições para toda a vida.

Depois de maduro, meu filho me pediu para ser escoteiro, aguardava seu pedido, pois ele conhece e convive com os escoteiros desde o berço, mas tinha de ter seu momento. Quando tinha 9 anos me falou que ia abrir um Grupo Escoteiro em sua Escola e ele queria participar. Fomos dois, pois ao ingressar e, ele entrou de cabeça no movimento, me arrastou de volta ao Escotismo.

Meu filho, Rodrigo é o nome dele, me surpreendeu, batalhou e conquistou tudo o que se propôs. Alguns Chefes antigos dizem que se parece comigo em determinação, dedicação e perseverança quase ao nível da teimosia. É o orgulho do pai. Mas falarei disto em outro post.

Neste final de semana, em virtude da pandemia, a UEB (União dos Escoteiros do Brasil) promoveu uma atividade on line, organizada para divertir e instruir milhares de jovens Brasil a fora. Foi o Jamboree Nacional on line e a Caçada Nacional de Lobinhos.

Meu filho é Lobinho, que são os escoteiros de 7 a 11 anos. Estes jovens têm suas atividades baseadas na estória de Mogli o Menino Lobo e no Livro da Jungle de Rudyard Kippling. Por isso são chamados Lobinhos e são formados a partir das virtudes e. sabedoria da Alcatéia de SEONE, em que Mogli vivia e de seus amigos da selva.

Por isso a atividade se chama CAÇADA, é que os Lobos caçam juntos. Os Lobinhos também ‘caçam’, ou seja buscam objetivos, juntos, de forma coletiva e solidária.

Na sexta, sábado e domingo crianças, Lobinhos, do Brasil todo participaram de uma grande gincana virtual, a caçada. E tiveram uma ‘viagem’ pelos biomas do Brasil. Algo interessante, pois tiveram de conhecer as características de cada região do Brasil. A medida que passavam pela Floresta Amazônica, Cerrado, Caatinga, pantanal, Pampa e Mata Atlântica, tiveram de conhecer suas riquezas e problemas. Tiveram de imitar bichos, conhecer índios, cozinhar e provar comidas típicas (feitas ao seu jeito). Cantaram músicas, conheceram a cultura de outros recantos do Brasil, com suas lendas, brincadeiras e tradições.

Isto é formidável. A criança que conhece a cultura de seus antepassados, que conhece a cultura do seu país, vai respeitá-la e valorizá-la quando crescer. Será um cidadão mais completo. Por isso dou meus parabéns a UEB, aos Organizadores da Caçada e a todos os Escoteiros que dela participaram.

Somos gaúchos e Rodrigo (meu filho) veio me dizer que estavam viajando, no domingo pela manhã, pela Caatinga. Conheceram no Nordeste o Cordel. E a tarefa foi improvisar, esculpindo em uma batata ou qualquer outro material, uma xilogravura, daquelas de cordel. Mas, não só isso, deveriam escrever um pequeno cordel.

Confesso que sou um apaixonado por Cordel, tenho quase uma centena, quando vou ao Nordeste compro vários e, peço aos amigos que vão ao Nordeste me tragam alguns de presente. Busquei alguns, mostrei a meu filho e ele me mostrou o Cordel, feito por Chefes do Nordeste para inspirá-los.

E lá foi meu Rodrigo, do alto de seus 10 anos escrever um cordel. Um gaúcho escrevendo cordel. Orgulho de um pai coruja. Não sei se ficou bom, em minha opinião é maravilhoso. Pediu-me ajuda com algumas palavras da rima, só isso, o resto fez só.

Peço aos amigos a paciência de ler este pequeno cordel, da lavra de meu pequeno Rodrigo.

Espero que gostem (na foto abaixo a tentativa de xilogravura que ele fez).

Cordel dos lobos da Caatinga

Lobinhos, nossa Alcateia
Saiu da Jungle e apareceu aqui
Na Roca, nossa plateia
Veio dar no Cariri
E na cabeça veio a ideia
E o Akelá (1), de gibão de couro, eu vi

No Nordeste temos clima seco
A Caatinga, lugar onde gente mora
Ali o calango, da criança, é o boneco
Ali o Lobinho se aprimora
Seu uivo dá o eco
E a vida se revigora

Desde as Terras do cabeça de Cuia
À bela Terra Potiguar
Pelo São Francisco, canoa e sacuia
Os Lobinhos foram alcançar
A Caatinga, terra sem mucuia
Com sua beleza espetacular.

(1) Akelá é o Chefe dos Lobos.

Espero que meus confrades nordestinos não tenham se ofendido de chamar tão singelos versos de cordel. É apenas orgulho de um pai coruja e besta.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

MEU 7 DE SETEMBRO

A data Magna de nossa INDEPENDÊNCIA do jugo Português sempre me foi muito cara. Lembranças de minha tenra infância ainda estão vivas em minhas memórias.

Não sei se são verdadeiras ou, apenas ‘flashs’ de histórias do passado. Mas me recordo de ir, de mãos dadas com meu avô, assistir aos desfiles militares na Avenida Duque de Caxias, em frente ao Quartel do 9º BIMtz. Devia ter 3 ou 4 anos, por isso as lembranças são como névoas em minha mente.

Mais vívidas, talvez porque minha mãe ainda guarda algumas fotos da época, são dos desfiles, na mesma avenida, a partir de 1978, com cinco anos no jardim de infância do Colégio Municipal Balbino Mascarenhas. Era uma Escola simples de periferia, mas desfilávamos garbosos atrás de uma pequena Banda Escolar. Minha mãe fez um sacrifício e me comprou uma pilcha, então eu desfilei à frente da escola, carregando a bandeira e ostentando o título de Gaúcho Mirim. Segundo minha mãe a menina (a Prenda Mirim) que me fazia par se chamava Karen. Nunca mais vi, apenas nas fotos dos 3 ou 4 anos seguintes em que desfilamos lado a lado sempre como Gaúcho e Prenda Mirins.

Mais do que o desfile em si, com todos os colegas uniformizados garbosos, marchando em homenagem a Pátria, ficaram-me as lembranças dos dias a fio que treinávamos, marchando no pátio do Colégio ou cantando hinos e canções patrióticas.

Neste ínterim o desfile mudou para a Avenida Bento Gonçalves, onde se localiza o Altar da Pátria e o Fogo Simbólico. Ao lado da Boca do Lobo, Estádio do Glorioso Esporte Clube Pelotas, o Lobo Áureo-Cerúleo. Estádio este que é o mais antigo campo de futebol, em funcionamento contínuo, do Brasil, desde 1908.

Ali continuei meus desfiles. Mudei de Escola, meu Colégio só atendia até a quinta série, as coisas tinham melhorado e fui para uma Escola particular de classe média. Lá fui coordenar o Jornal da Escola, misto de Grêmio e Centro Cívico e continuei nas boas vibrações do 7 de setembro. Lá conheci, ainda que de forma um pouco tardia (já tinha 12 anos) o Movimento Escoteiro, onde algum tempo mais tarde, passei a desfilar em um garboso uniforme de calças curtas.

Fui fazer meu ensino médio (com 13 anos) na famosa Escola Técnica Federal de Pelotas, à época considerada a segunda melhor escola técnica industrial do país. Lá diante de uma potência, tive acesso ao grupo de Escoteiros da própria ETP. Tornei-me Escoteiro, Presidente do Centro Cívico e do Grupo Ecológico Tucunaré.

A Escola Técnica da época seguia a risca a lei (válida até hoje e, sumariamente ignorada) que preconizava a cada 15 dias um momento cívico nas escolas. Tínhamos a cada quinze dias uma palestra sobre temática cívica, onde algumas turmas eram ‘convidadas’ a assistir e, quinze dias depois uma efeméride no Pátio de Educação Física, com hasteamento de bandeiras, hinos e palestra cívica.

Autoridades militares e, até o Prefeito e Vereadores se faziam presentes junto com a Banda do Exército, da Brigada Militar (PM Gaúcha) ou com a Possante (a multipremiada Banda Marcial da Escola Técnica). Os alunos acabavam matando a Educação Física e assistindo ‘voluntariamente’ a Cerimônia.

Eu recebia da Direção a autorização de naqueles dias não participar das aulas. Nestes dias eu organizava bandeiras, adriças, trabalhava recebendo as autoridades, etc. Claro que depois das aulas, na mesma noite eu tinha de assistir aulas de recuperação dos conteúdos e fazer os trabalhos perdidos. Os professores, por ordem da Direção tinham de atender a mim e aos colegas que ajudavam nas cerimônias. Muitos professores, principalmente de ciências humanas ficavam muito ‘felizes’ com este retrabalho.

Com os Escoteiros a realidade da Semana da Pátria se multiplicou. Íamos junto com os militares buscar a Chama (no RS geralmente a fagulha que acende as Piras da Pátria sai da Fazenda Boqueirão, onde uma família mantém um Fogo Crioulo aceso a mais de 200 anos). Acompanhávamos, a meia-noite do dia 31 de agosto o hasteamento das bandeiras. E do altar da Pátria íamos para nossos acampamentos, montados dias antes, na Praça atrás do Altar.

Estes acampamentos eram a casa dos Escoteiros pelos próximos 7 dias, dormíamos, comíamos, jogávamos ali. Também tínhamos uma escala de Guarda, junto com os militares, onde ficávamos em pé, posição de sentido, guardando a chama. E aí de quem a desrespeitasse, brotavam escoteiros, as dezenas, com seus bastões, prontos para ensinar civismo ao incauto.

Ir em casa só para tomar banho e na escola só para fazer provas e trabalhos. Na noite de 6 para 7 de setembro fazíamos uma vigília que terminava as 5 da manhã quando íamos até em casa para um banho e um uniforme limpo e impecável. Sete horas estávamos de volta a Avenida para garbosamente desfilar.

Cresci e fui fazer parte da Liga de Defesa Nacional, organizando a Semana da Pátria. Agora de rádio na mão ajudava a coordenar, zelosamente, os desfiles. Com os DeMolays e, depois, com os Irmãos da Maçonaria acompanhei as homenagens ao Patriarca José Bonifácio, sempre em sua estátua às 07:30h da manhã do dia 7. E, como partícipe ativo das festividades, era convidado à Cerimônia do ‘Vinho de Honra’, que encerra os festejos, no Centro Português 1º de Dezembro.

Segui, já na vida profissional, participando ativamente das festividades, agora representando os Reitores da Universidade que consideravam a Semana da Pátria enfadonha, azar deles.

Depois mudei-me para Santana do Livramento, onde como Diretor Geral da Universidade Federal do Pampa (que estava em implantação, por isso não tinha Reitor ainda) acompanhei diversas cerimônias lindas, onde irmanados militares brasileiros e uruguaios marchavam juntos, nas datas cívicas do Brasil e do Uruguai.

Voltei a Pelotas e fui morar a uma quadra do altar da Pátria. Nas manhãs das Semanas da Pátria vindouras lá estava eu, na Estátua de José Bonifácio, no Altar dos desfiles, etc. Agora carregando no colo ou pela mão meu pequeno filho.

No ano passado fui, pela primeira vez, assistir ao meu filho, Lobinho, desfilar com seu Grupo de Escoteiros.

Neste ano, além da peste chinesa, tivemos a suspensão das festividades pátrias. Partiu meu coração, depois de 45 anos em que só não participei da Semana da Pátria no ano em que morava na Espanha, ver tudo vazio.

Estive na Avenida e o Altar sem bandeiras ou chama era guardado por dois guardas municipais, ali postados para evitar aglomerações. Nem mesmo aqueles energúmenos, que tanto me incomodavam, por sentarem-se desrespeitosamente no Altar, estavam por ali.

Doeu mesmo, passaram anos de lembranças ante meus olhos. Elevei os pensamentos à Pátria e entoei, silenciosamente, em minha mente os Hinos e Cânticos cívicos que fizeram alegres meus setembros.

O amor a Pátria continua o mesmo, a alegria, por hora foi sequestrada pela mídia, pelos interesses, pelos idiotas, idólatras do vírus chinês. Mas meu coração soprou-me que deixe estar. Nos os venceremos, como vencemos todos os inimigos da Pátria.

A eles sobrará o lado mau da história, as cinzas das memórias ridículas e o peso das mortes que vieram e virão seja pelo obscurantismo que condenou a cloroquina ou pela quebradeira econômica que o ‘distanciamento social’ provocará.

Isto sem contar nas crianças sem escola e sem educação e nos desvios e roubos de nossos ‘desgovernantes’. Diz um ditado que: A única piedade que merecem os inimigos da Pátria é uma morte rápida e sem dor.

Não, não desejo suas mortes, desejo apenas que o futuro se lhes incuta o sofrimento que seus atos, práticas e pregações incutiram a todo um país. E que no ano que vem e, mais ainda, em 2022, possamos encher nossas praças e avenidas, num retumbante canto de regozijo pátrio.

SALVE O BRASIL! BRASIL ACIMA DE TUDO!

P.S.: Ao final da noite fui convidado para um momento cívico do Grupo de Escoteiros de meu filho. Ali, virtualmente é claro, depois das homenagens a Pátria fizeram a entrega a Rodrigo, meu filho de 10 anos, da Insígnia do Cruzeiro do Sul. Este é o mais alto grau que um Lobinho (escoteiros de 7 a 11 anos) pode alcançar e, é bastante raro, pois demanda diversas (centenas, para ser exato) de provas e atitudes cotidianas para que a criança seja considerada merecedora de ser um Cruzeiro do Sul. Parabéns meu filho! E, O MELHOR POSSÍVEL (Lema dos Lobinhos).