RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

SONHOS…

Sonhei! Sonhei um sonho sonhado. Sonhos sonhados não são devaneios, tampouco são pesadelos, são sonhos que sonhamos acordados.

Os sonhos sonhados refletem um desejo profundo que marca alma e coração. Não tem nexo nem lógica, só profunda emoção.

Estes sonhos são aqueles que temos, racionalmente expressando desejos insatisfeitos de nossa alma, nos vem naqueles breves momentos entre o sono do sonho e o despertar da emoção.

Ao sofá, na poltrona, na cama, perto da lareira, neste frio distanciamento todos sonhamos belos sonhos sonhados. Mas a lógica e o despertar afastam-nos de seus devaneios. E que belos devaneios. Grato sou a Morfeu, que em seus braços acalentou minh’alma e permitiu-me lembrar das mágicas loucuras de meu devaneio acordado.

Preso a sólidas amarras desta insana pandemia, fiquei a divagar sobre àqueles que se tornaram companheiro deste Bem-aventurado caminhante, que divaga e caminha, solitário, na senda de sua existência.

Aqui, neste Bestial e democrático espaço, uma ágora cibernética, encontrei confrades, amigos e debatedores excelentes e aqui na solidão de minha sala, sob o calor dos fogos dos Lares e sob os eflúvios benéficos do Néctar dionisíaco imagino, que se, quiçá, as Moiras nos permitiram um encontro desta peculiar confraria: os escribas do JBF.

Quiçá, devaneio, um encontro presencial em um lauto banquete, de uma ordem, confraria ou academia. Como sonho acordado minha razão permite tutorar um pouco o sonho. Quem sabe um jantar da Academia BestaFubanense de Letras.

Imaginem!

Uma reunião dos escribas e ensacadores de ventos e fumaça, que abrilhantam e polemizam as páginas diárias deste magazine cibernético. Sob a batuta do Mestre Berto.

Não, não seríamos imortais, tais quais as múmias que habitam e sugam fluidos nas outras congêneres. Seríamos mortais e passionais. É nossa mortalidade que abastece e alenta nossa paixão como o vinho que abastece e aquece nossa alma. Pois, saibam que é a visão da garrafa que se esvazia, golfando em nossa taça as últimas gotas de seu precioso líquido, é esta visão que nos faz sorver sôfrega e prazerosamente o néctar rubro da paixão etílica.

E continuei, caros Confrades, a sonhar meu sonho acordado. Já dando-lhe asas de um Ícaro mitológico, que voa incontinente na direção da luz do sol, astro guia, que ilumina seu caminho e alma.

E neste sonho, lá estávamos todos, em um lauto banquete, instalando a Academia. Sentados à Távola retangular, com Mestre Berto à cabeceira. Retangular, não redonda? Sim retangular, em meu sonho não há igualdade, até porque somos iguais apenas em nossas grandes diferenças. Ser diferente é o que nos faz especiais, é nossa singularidade, únicos em nossas almas, tão diferentes, que quase somos iguais. Somos múltiplos e unos. Únicos em nossa multiplicidade, Homo sapiens, Homo demens, Homo ludicus, fabrens, politkhons ou idiotha (no sentido grego da palavra). Somos muitos em um e, um em muitos.

Então à Cabeceira Mestre Berto, na cadeira número 01 da Academia, duplamente apadrinhada, traz como Patronos o Mestre Berto e a Besta Fubana, os dois unos e coesos. Ao seu lado Chupicleide, à direita e, Jessier à esquerda. Na ponta direita do retângulo-mesa, Adônis e na outra extremidade oposta ponta esquerda, separados pelo que de mais longínquo é possível, Altamir, a tudo filmar. Claro que por segurança os dois confrades usam belas coleiras com cravejados e brilhantes nomes das esposas, presas é claro a curtas correntes, evitando qualquer homenagem a Belona. Impedidos das vias de fato, mas da boca… saíram cobras e lagartos. Ao lado oposto da mesa o Confrade Goiano, às vezes de opositor, o advogado do diabo, Papa negro, ou será vermelho, sentado a cadeira do Patrono Ceguinho Teimoso

Na gigantesca távola de ágape todos nós: João Francisco, Beni, Marcos Pontes, Deco, Joaquim Francisco, Roque, Assuero, Bertoluci, Cavalcanti, Maurino, Bernardo, Dudu Santos, Aristeu, Brito, Ivan, Cícero Tavares, Arthur Tavares, José Ramos, Gonzaga, Agostini, Brickmann e todos outros que se aqui não cito, são vívidos em meu sonho tal qual o são em nossos corações. Todos retratados pela pena de Sponholz, caricaturas e caricatos.

E sentados frente a frente este que vos fala, no papel de escriba e o orador. Escriba eu? Sim, porque o sonho sonhado é meu e nele designo-me a função que melhor aprouver. Então o homem de Léon fazendo o papel de escriba, secretario ad hoc deste nosocômio, papel que qualquer um dos outros confrades desempenharia de melhor forma, mas que o façam nos seus sonhos.

E nosso orador é ele, o senhor Panza, Sancho o santo ou louco. E Berto, fez uso da palavra, e entronou todos e cada um em suas cadeiras, deu-nos ante a mortalidade de nossas vidas e a finitude de nossas obras, a oportunidade de viver pelos tempos imemoriais das paixões fubânicas. E, todos devidamente entronados, nas cadeiras que salvo raras exceções eles próprios patrocinaram, seguiu-se lauto baquete, de comes e bebes estranhos e peculiares, como peculiares e, até estranhas eram as roupas dos convivas.

Não havia fardão, uniforme ou fantasia, pois, todos ali estavam em alma e coração, e alma e coração não se vestem, se despem. E os comes e bebes, lautos e fartos, a todos satisfaziam, pois Confrades cum pannis são, compartilhando o pão que nutre corpo e alma. E, da cachaça, elixir etílico, que embriaga o corpo e entorpece a alma, todos bebericaram sem cerimônia sabedores que a boa prosa é o vinho do espírito.

E conversas só miolos de pote. Até que reinou o silêncio respeitoso para o discurso de nosso orador Sancho. Belo e fascinante discurso, impossível de registra em palavras escritas, tal qual é impossível de compreender.

Seguiu-se a análise dos trabalhos, feita pelo nosso contraditório Goiano. Pela primeira vez, com ele todos concordamos, ao analisar a bela e rebuscada prosa de nosso orador, disse: “Sancho! Belíssimo discurso. Não entendemos porra nenhuma. Mas foi um discurso belíssimo. Pois quem fala com o coração não transmite palavras ou ideias, transmite sentimentos e, todos sentimos junto contigo!”

E, a giza de encerrar, disse-nos Goiano: – Mestre Berto fortes, sábios e belos foram todos os afazeres aqui, hoje desempenhados. Traduziram-se aqui a força, a beleza e a sabedoria tal qual as três colunas gregas que sustentam os panteões do mundo.

E disse o Mestre Berto: Satisfeitos, vão em paz confrades.

E meu sonho sonhado foi chegando ao fim, mostrando o que deseja esta alma cansada da jornada da vida. Deseja descansar, falando bobagens ao lado de seus confrades fubânicos. Sonho impossível? Talvez não nestes tempos internéticos.

Talvez possamos nos reunir virtualmente, uma noite usando dos recursos disponíveis e jogar conversa fora por alguns momentos. Pense nisto Mestre Berto.

E este foi, caros Confrades, meu Sonho Sonhado, aquele que sonhei acordado.

Abraços Fubânicos.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

LEITURAS

Sempre fui um leitor compulsivo. O mundo do livro me encanta, me faz sonhar e viajar. Leio qualquer coisa, poesia em parede de banheiro, jornal velho, bula de remédio, mas os livros…Ah! Os livros são meu xodó.

Tempos modernos e as demandas diárias do trabalho fazem com que tenha de ler cada vez mais na tela de computadores, tablets e celulares. Coisa mais sem graça e já está afetando minha visão ou será a idade? Talvez ambos.

Mas a necessária ‘leitura eletrônica’, cada dia mais comum não substitui um bom livro.

Gosto de livros, coleciono livros, ouso dizer que sou um bibliófilo, possuir livros me ‘da um prazer quase inigualável, só superado pelo prazer de possuir uma linda mulher (quando jovem e solteiro, registre-se e ressalte-se. Sempre é bom frisar isto, vá que a patroa resolva ler esta coluna).

Tenho muitos livros e ainda assim acho poucos. Mas paixão é isto, é inexplicável. Tão inexplicável e inebriante como o cheiro e o farfalhar das páginas de um livro novinho em folha.

Este som e cheiro só podem ser comparados em minhas memórias ao cheiro forte da saudade que emana junto ao som úmido das folhas de um velho e usado livro, com suas páginas repletas de ideias e ideais.

Livros são companheiros de jornada, de viagens e de aventura e um ótimo antídoto contra chatos, burros, medíocres e esquerdistas em geral.

Ler nos permite conhecer mundos, é alimento a alma, é a liberdade do espírito. Lei, como disse de tudo, sou rato de livrarias, visitante frequente e costumaz de feiras de livros. Não raro viajo para visitar cidades durante feiras de livros e aproveito para conhece-las ou revê-las (as cidades em questão, já que o motivo da viagem são os livros).

Mas de tudo que leio tenho preferências: história das religiões, mitologia, filosofia medieval, literatura sobre comida e viagens, literatura escoteira e, para relaxar a mente, gosto de literatura infanto-juvenil e de besteirol. Coisas para ler sem compromisso, tipo Harry Potter e os livros (excelentes, por sinal) de Rick Riordan.

Só jogar conversa fora, beber vinhos e viajar superam minha tara por livros (tirei mulheres da lista, pois estas representam um vício incurável. Espero sinceramente que a patroa não leia este livro. Mas tenha certeza amor, estou bem comportadinho).

Mas veio este desgraçado deste vírus chinês. Desculpem! Esqueci que não pode dizer que um vírus que veio da China Comunista, provavelmente fruto de uma cagada da ditadura comunista do país. Não pode ser chamado de vírus chinês, muito menos de vírus comunista (em defesa do vírus, já observamos que a letalidade do COVID é muito menor do que a letalidade dos regimes comunistas). Mas veio o vírus comunista chinês, a tal da besteira do lockdown e, pronto eu em casa sem ter muito para fazer e sem ter o que ler (minha memória fotográfica já foi melhor, mas ainda consigo recordar quase tudo que leio, o que torna as vezes entediante uma releitura).

Fiquei sem novos companheiros de jornada porque não há novas edições a disposição, não vem às livrarias novos livros. Não encontro nada interessante que não tenha lido, nem em português, nem em inglês, espanhol ou, até em francês ou italiano, idiomas que me aventuro a ler. Sei estou ficando um chato de galochas. Mas parte é depressão destes tempos idiotizados que vivemos.

Mas eis que, do nordeste do Brasil, do bagaço surge uma salvação e hoje, dia frio, modorrento de inverno aqui no sul. Dia em que convalesço em casa, acometido de cólicas renais, a dois dias. Chegam para meu júbilo duas encomendas. Uma que fiz na Editora Bagaço buscando conhecer a obra de nosso Mestre Berto. E, outra oriunda dele mesmo o Mestre Berto me presenteando com sua obra autografada. Tenha certeza que terá lugar de honra em minha humilde biblioteca meu irmão.

Berto quem presenteia livros, dá ao presenteado, parte de sua alma e de seu coração. Ainda mais quando presenteias uma obra original e genial como a tua.

Muito Obrigado mesmo! De coração. Espero um dia poder retribuir-te com algo de minha humilde lavra.

Anexo uma foto do avô babão, de pijamas, na frente da lareira, recuperando-se das malditas pedras expelidas, com meu neto e os livros chegados 21 dias após sua postagem (sinal de que as distâncias no Brasil são grandes e a incompetência dos Correios também).

Agora vou ter o que ler. A quarentena parecerá mais leve.

Obrigado!

PS: Da alegria da chegada dos livros à uma última homenagem. Fiquei sabendo agora do passamento do Dr. Carlos Prentice. Peruano, Professor, Cientista e Engenheiro foi meu orientador de mestrado e, mais que um orientador fui um grande amigo, conselheiro fiel, dono de uma conversa inteligente e de uma alma contagiante, um Grande Mestre na acepção da palavra. Descanse em paz Irmão, que o Grande Arquiteto te ilumine e acolha na sua Oficina.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

A UNIVERSIDADE PÚBLICA É O LIXO DA POLÍTICA – PARTE IV

Continuando minhas reflexões a cerca da política suja que se faz dentro das Universidades Públicas brasileiras e, que é reflexo ou é refletida (creio que um pouco dos dois) na sociedade brasileira, especialmente nos nichos mais elitizados e/ou pseudo-intelctualizados, trago estas últimas reflexões.

Agora vejo, mesmo depois de 4 colunas escritas, que há muito mais o que falar. Na condição de docente são mais de 25 anos neste meio, mais o período de aluno, vi, presenciei e ouvi muita coisa. E, mea culpa, calei-me e fiquei indiferente para muito também.

Creio que também não posso ser apenas crítico. A crítica pela crítica é apenas o resultado de uma observação covarde e/ou rancorosa. Homens de verdade devem ser críticos e reflexivos, mas também devem ser, obrigatoriamente, propositivos. Portanto a partir da próxima quarta farei uma ou duas colunas com a minha reles opinião sobre o que precisaríamos fazer para mudar. Hoje nesta coluna final farei algumas ponderações e apontamentos pontuais, algumas vezes sem aprofundar discussões pois isto demandaria muita escrita, mas tenham certeza que foi tudo muito refletido.

Como já lhes afirmei a ‘endogamia acadêmica’ é um problema sério nas Universidades, pois faz com que apenas aqueles com pensamentos e ideologias semelhantes ao status quo dominante consigam vagas na academia. E aí desaparece qualquer possibilidade de embate de ideias, de mudança de paradigmas e de avanços. Os departamentos passam a ser ninhos de um pensamento doutrinário e centralizado e passam a ser reacionários a qualquer mudança, mesmo e, principalmente, quando esta vem de fora, do mercado e, aponta a necessidade de adequações e ajustes que desacomodam seus membros.

Também este fato de que o privilégio formativo, ou seja, ser bolsista do mesmo departamento ou professor da iniciação científica (na graduação) ao pós-doutorado, faz com que este novo professor seja bom escritor científico, cheio de publicações (o que segunda a CAPES faz dele um cientista, mesmo que jamais produza uma patente) e operador competente de rotinas de pesquisa e laboratório. Mas nunca teve uma experiência no mercado de trabalho, nunca esteve em um chão de fábrica.

Daí é fácil achar que o mercado é perverso, que o capitalismo é selvagem. Alguém que não conhece a realidade do mercado, da indústria e que recebe seu sustento, regiamente pago, pelo Estado pode tecer críticas e posicionar-se contra aquilo que desconhece a produção privada. O problema é que este indivíduo que nunca esteve em uma fábrica e só visitou uma obra no estágio é quem vai formar nossos futuros profissionais técnicos e engenheiros.

O professor que só vai em escola pública em época de campanha eleitoral pedir voto para os ‘companheiros’ do partido, nunca põe o pé no barro e discute educação brasileira em congressos no exterior ou em hotéis na praia. Isto é claro, depois de 12 ou 15 anos, como bolsista, na Universidade, sendo bombardeado por Paulo Freire e outras pragas. Que a única coisa que fez além disto foram manifestações, invasões, protestos e quebra-quebra ao estilo blackblocks, sempre protegido pelo ‘direito’ de protestar, segundo eles e seus mentores, contra o fascismo e pela democracia (o conceito de democracia destas criaturas é muito diferente do meu, graças a Deus). Este indivíduo, depois de tudo isto, desta vasta experiência, é quem vai, sem nuca ter alfabetizado alguém, é quem vai formar os professores de nossos filhos e netos. Só podia dar em merda!

E, quem já participou de uma banca de concurso público sabe, há muita ‘discricionariedade’ nestes concursos, portanto se ninguém parar os pés dá para manipular. Até porque o candidato preferido tem ótimo currículo vitae só não teve experiências de vida, mas para que ter experiências? A Universidade lhe ensinou tudo o que precisa para viver na bolha.

Este sistema também facilita aos que tem ‘oportunidades’, os famosos filhos de alguém, que por competência própria ou dos pais acabam entrando no ciclo das bolsas e daí seguem para a almejada e comemorada vaga de professor, consolidando autênticas dinastias.

Outra coisa preocupante é a DE, Dedicação Exclusiva, que é a remuneração para que o professor não tenha nenhuma outra atividade e dedique-se apenas à Universidade. Antigamente os professores faziam concursos sem DE e tinha de apresentar, periodicamente, um plano de trabalho. Depois os concursos passaram a ser já com a previsão de DE. Mais recentemente os concursos voltaram a ser sem DE, mas a pedido a mesma é concedida no momento do ingresso.

Vejam bem a DE, nas IFES (Instituições Federais de Ensino) representa cerca de 160% sobre o salário, sem a DE nossos vencimentos não seriam tão atrativos. Isto compele todos, ou praticamente todos os professores a solicitarem DE. Também tenho DE e não me considero demagogo. Procuro prestar consultoria através de projetos de extensão para agricultores familiares e pequenas indústrias, sem custo, isto me mantém próximo do mercado e sociedade. Também realizo, as minhas expensas, visitas técnicas em indústrias e na área produtiva com frequência.

Esta é uma realidade, que ainda bem, se reflete bastante na área agrária e de engenharias. Na medicina, odontologia e direito a DE não é tão frequente, mas os números vêm crescendo. Mas na área de humanas, onde é quase de 100%, a ojeriza ao mercado faz com os professores se isolem na bolha.

O que fazer, um pitaco apenas. Incorpore-se as DE’s (não pode, por lei, haver redução salarial), libere-se os professores ao mercado, cobre-se rigidamente o cumprimento dos compromissos na Universidade. E, conceda-se DE apenas aqueles bem mais antigos (Titulares p.e.), com produção relevante e sob condicionantes, como por exemplo, não poderem fazer greve. A DE pode ser também temporária e com a renovação condicionada a planos de trabalhos apresentados periodicamente e de interesse público.

Também pode-se liberar e incentivar a contratação de professores de tempo parcial, isto também abriria campo de trabalho, através destes professores já inseridos, para os alunos.

A questão da DE gera outro problema, a burla. Como era muito difícil dar em alguma coisa muitos professores tocam, mais ou menos disfarçadamente, outros negócios. Felizmente nos últimos 3 anos (de forma mais frequente) isto começou a mudar e quem burla a DE tem sido submetido as punições da lei.

Também podemos citar rapidamente a autonomia que as IFES têm para criar cursos, da livre vontade de seus professores e dirigentes. Sem nenhuma demanda da sociedade ou expectativa de empregos, criados a partir do desejo ou da pesquisa de pós-graduação de um professor. Presenciei a criação em uma Universidade, do Curso de graduação em Dança-Teatro, não é dança nem teatro, estes cursos já existiam. Dois professores voltaram do pós no exterior, brigaram com os demais e criaram seu próprio curso (tive de procurar no google para descobri o que é), tiveram vagas para professores, investimento de capital, material. Só não tiveram alunos.

Por que as IFES não podem se submeter a uma análise do MEC para criar seus cursos como as privadas têm de se submeter? Garanto que economizaríamos muito dinheiro.

Por último três pontos, apenas citados para reflexão: os Conselhos Superiores, as lideranças estudantis e os nichos de resistência política.

Os conselhos universitários são compostos majoritariamente por professores, servidores técnicos e alunos das IFES. Os representantes da Comunidade são poucos em geral de 2 a 5 e nomeados pela conveniência do Reitor que os convida ou indica (no caso de representante do MEC) entre seus pares políticos ou conhecidos. Nas Universidades são 70% de docentes e 30% do resto da comunidade. Nos Institutos Federais é pior pois a representação é paritária (1/3 professores, 1/3 técnicos e 1/3 alunos). Um verdadeiro absurdo que os alunos tenham o mesmo peso de professores, basta refletir que um indivíduo em formação e imatura tenha poder de influenciar a escola que forma. É surreal!

Mas, em suma, o que destaco aqui é o fato de que a sociedade, o mercado, o povo, a origem e destino dos alunos e dos futuros profissionais que dali egressarão. E, ao fim e ao cabo, para quem a Universidade deve destinar seu trabalho, pois é quem paga a enorme conta, não tem representação nos “Egrégios” Conselhos que as administram.

As representações estudantis são o que todos sabem. Nicho disputados por partidos de esquerda. Massa de manobra para apoiar protesto invasões, depredação do patrimônio e formação de militância. Além, é claro de espaço livre para maconha, outras drogas, sexo, suruba e putaria. Corrupção pode entrar no rol basta lembrarmos da CPI da UNE que nunca sai do papel e que deveria apurar os desvios da UNE no dinheiro público que receberam.

Temos a ex-presidente da UNE Marianna Dias que não era mais estudante. Marianna passou no vestibular da Universidade Estadual da Bahia no segundo semestre de 2009 e desligou-se do curso no segundo semestre de 2015, sem concluí-lo (6 anos e não concluiu um curso de 4 anos).

E, se quiserem ter uma noção do que é a política estudantil nas Universidades Públicas vou citar apenas 3 ex-presidentes da UNE, que também estão inscritos na bela lista de apelidos da Odebrecht: José Serra, Lindembergh Farias (que não concluiu a graduação já que virou político do PT) e Orlando Silva. Preciso dizer mais?

Por último “Vossas Magnificências”, como pregava o protocolo de tratamento, suspenso por decreto do presidente Bolsonaro (ainda bem), Vossas Excrecências, quero dizer, magnificências, são os Reitores. Os Reitores eleitos e aboletados em seus cargos, apoiados por um grupo de frente, bem pago pelo erário, de interesseiros e representando interesses, quase sempre, político partidários.

Os Reitores, nesta sistemática, se encastelam nas Reitorias e defendem seus interesses e de seus patrocinadores. E qual é atônica disto. Defender os interesses do Grupo e que se foda a sociedade. Duvidam? Reflitam que as Reitorias da Universidade são os loci de resistência a políticas públicas amplamente debatidas pela sociedade e descritas na forma de lei como: as BNCC, o novo ensino médio ou os novos currículos de licenciaturas. Não importa se é bom para a sociedade, apenas importa é que politicamente são contra e usam para isto o argumento da autonomia universitária (outro ente teratológico criado por nossa constituição, que discutirei em outro post).

Novamente, duvidam? Busquem saber quantas aulas e atividades as Universidades Públicas e Institutos Federais próximos de vocês estão ministrando na pandemia. Verão que, com raras exceções, não há nenhuma atividade. Também questionem o que de relevante estão fazendo (fora os Hospitais Universitários, que não são administrados pelas Universidades e, sim, pela EBERSEH – MEC) na pandemia. Provavelmente produzindo alguns litros de álcool gel, fazendo algumas pesquisas científicas, a maioria para reforçar o pandemônio e o obituário. E, é claro, reforçar o discurso dos ‘terra-paradistas’, do ‘fique em casa’. Há louváveis exceções, sim, mas são minoria. Uma minoria que merece parabéns. Mas o que fazem nossas casas da ciência neste momento? Proselitismo político, na maioria das vezes.

Por isso urgem mudanças, ou vamos ficar patinando ad eternum, vou na próxima semana dar pitacos, sob o que minha vivência indica serem caminhos.

Mas reitero temos que mudar e, muito, nossa Universidade Pública para que deixe de ser:

O LIXO DA POLÍTICA BRASILEIRA.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

A UNIVERSIDADE PÚBLICA É O LIXO DA POLÍTICA – PARTE III

Levei um puxão de orelhas didático dos colegas Professores Maurício Assuero e Arael por algumas imprecisões. Mas vejam que os dois primeiros textos, conforme comentei são republicações de 2017, quando ainda vivíamos sob o desgoverno Dilma Roussef.

Quase tudo que está ali ainda é válido e, sim, as Universidades Públicas são um antro das esquerdas reacionárias (hoje muito reacionárias e, antes de me criticar dizendo que reacionária é a direita, procurem no dicionário o significado da palavra), são um local de extremo compadrio e são locus de política, quase sempre suja, e muita politicagem.

Houve avanços a partir da chegada de Temer ao Governo e tentativas, quase sempre boicotadas por todos os atores com poder para isso (STF e Congresso), do Governo Bolsonaro.

Mas a bem da verdade cabem alguns esclarecimentos. As Universidades e Institutos Federais não podem estipular os salários de seus professores e servidores estes são estatutários e regidos pelo RJU. Já algumas Universidade Públicas Estaduais podem e definem, dentro de limites seus salários.

Esta autonomia é muito forte nas Universidades Paulistas (USP, UNESP e UNICAMP) onde os Conselheiros eleitos pelos servidores e, eles mesmos servidores, ganham remuneração o jeton para participar dos Conselhos, onde se decidem toda a vida universitária, inclusive salário. Lembrem das manchetes em 2014/2015 a USP gastava 105% de seu orçamento em salários. De lá para cá não melhorou muito e o gasto gira em torno de 85% do orçamento.

Nas Federais a folha pertence ao rombo do Governo Federal e orçamento é apenas para despesas de custeio e capital, mas se incorporarmos a folha no orçamento das IFES (Instituições Federais de Ensino), as despesas de pessoal vão beirar 80%.

Melhorou muito a democratização e a distribuição de verbas a partir de 2017, com a necessidade de editais para distribuir verbas e bolsas de pesquisa e extensão. Mas reitores e diretores ainda podem direcionar obras e projetos para seus grupos políticos.

Ainda temos as bolsas, cabem ressaltar que hoje a maioria exige editais de seleção, mas há diversas bolsas que ainda podem, ou mesmo sem poder, são distribuídas ao bel-prazer do gestor. Bolsas para EAD (embora as IFES, na pandemia, não estejam fazendo aulas EAD porque (sic) não tem estrutura ou professores preparados. Lembro-me em 2016 o tal do PRONATEC, aquele da Dona Dilma, um pró-reitor tinha o controle de 16 bolsas de R$ 4500,00 (e bolsas não tem desconto) de Coordenação, todas regiamente distribuídas de forma democrática entre seus apoiadores, casualmente com a mesma filiação partidária.

Isto ainda bem acabou. Mas ainda temos os Cargos Comissionados, são muitos e com valores altos. As Universidades e Institutos Federais (IF’S) receberam muitíssimos nos anos 2010 a 2012. Viraram cabides de emprego. Aquilo que antes funcionava com um Chefe e um ou dois ajudantes hoje só funciona com 5 ou 6 chefes, assessores e ajudantes dos ajudantes.

Nos IF’s a coisa ainda é mais grandiosa pois se nas Universidades Federais um Diretor ou pró-reitor recebe CD-3 (bruto aproximadamente R$ 4800,00) nos IF’s recebe uma CD2 (bruto R$ 5600,00) e são centenas. Considerem que os estados têm pelo menos 20 Campi de IF (a maioria tem mais de 60 Campi) e que cada Campi tem uma CD2 e outra tantas CD’s façam a conta do gasto. Cidades minúsculas com Campus com 600 alunos tem 4 ou 5 CD’s. Não esqueçam que ela adiciona ao salário do professor. Um Professor Titular com CD2 pode chegar a um salário bruto na faixa de R$ 25.000,00.

Temos outra excrescência, da qual as Universidades Federais estão livres, mas pulula nos Institutos Federais. A tal da RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências), foi criada para atender aos professores mais velhos, que segundo o sindicato não puderam se qualificar, mas por um erro atende a todos.

Os professores ingressam e a primeira coisa que pedem é a RSC. Funciona assim, o professor comprava o cumprimento de alguns requisitos, pontua e recebe por uma titulação acima da que possui. Ou seja, tem graduação recebe como especialista, tem especialização recebe como mestre e tem mestrado recebe como doutor. Simples assim e, se considerarmos que os professores dos IF’s, mesmo os que só dão aula na graduação tem aposentadoria especial (aposentam com 25 anos as mulheres e 30 os homens) ficou barbada.

Conheço dezenas de professores que estavam afastados a dois ou três anos fazendo pós-graduação, com salário integral é claro, muitas vezes estudando na mesma cidade e fazendo pós no departamento onde trabalham, mas sem dar aulas e com um professor substituto contratado. Veio a RSC e eles desistiram pois já ganharam o aumento. Voltaram sem concluir o curso e ninguém lhes cobrou, na maioria das vezes, qualquer satisfação, quiçá que devolvessem o investimento do Governo. Uma literal excrescência!

Falando em pós-graduação ai está outro problema de nossa Universidade Pública a pós, com bolsas, pesquisas direcionadas, teses sobre o ‘sexo nos banheiros do metrô’, Centros para implantação do Comunismo no Brasil (sim havia um na UFOP poucos anos atrás), projetos de resistência ao Governo (mesmo que eleito democraticamente) antidemocrático, et caterva.

Posso dizer que a CAPES é a grande responsável pelo atraso da pesquisa e inovação no Brasil, mas isto é assunto para outro post. O que quero comentar é a endogamia das pós-graduações. Grosso modo, é o seguinte, o individuo é bolsista (quase escravo) de um professor desde a graduação, faz mestrado, doutorado e pós-doutorado, vivendo das bolsas, no mesmo departamento, as vezes sai para um sanduíche no exterior em Instituições com o vínculo forte com seu departamento. Para sobreviver a isto o indivíduo tem de se adaptar ou moldar ao pensamento dominante, repetindo-o. Depois, sem nunca ter trabalhado, sem nenhuma experiência fora da academia, sem saber o que é o mundo real, mas com um currículo acadêmico lindo, é premiado com uma vaga de professor.

Óbvio que não vai mudar o pensamento dominante, óbvio que não vai fazer o tão necessário embate de ideias e, óbvio que vai permanecer naquela bolha repetindo que o mercado é perverso, que a indústria é ruim, que o capitalismo é bobo, mal e feio. E este indivíduo vai formar os professores de nossos filhos e os profissionais que nos atendem. Deus nos livre!

Por último não pensem que as ações dos últimos governos reduziram tanto o poder econômico e político dos Gestores da Universidades Públicas, o fez, mas ainda falta muito. Vejam como estes se digladiam nas campanhas pelas Reitorias e lutam pelos cargos.

Continuo afirmando…

A Universidade Pública é o Lixo da Política brasileira.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

A UNIVERSIDADE PÚBLICA É O LIXO DA POLÍTICA – PARTE II

Conforme disse no texto anterior, inspirado pelo Prof. Marcelo Bertolucci resolvi republicar estes dois textos e terminar a série com dois inéditos que virão em seguida. Aqui vai…

[…] Por que estou desesperadamente desesperançoso com a capacidade crítica de nossa Universidade Pública? Porque compreendo que ela é o loci da transformação social e esta transformação pressupõe debate, embate, discordância, fluxo e contra-fluxo de ideias. Só que na Universidade pública brasileira, faz muito tempo, desapareceu a diversidade de pensamento. Há apenas uma unicidade do pensamento ideologizado de esquerda, repetido como um mantra em todos os recantos da Universidade e qualquer divergência mínima deste pensamento é combatida até a destruição. A patrulha ideológica é real e cruel no ambiente universitário, arrasa carreiras, amedronta e agride.

Mas o buraco é mais embaixo ainda. Por que se faz política nas Universidades públicas? Simples, dinheiro e poder. Uma Universidade ou Instituto Federal têm um orçamento anual (incluídas as folhas de pagamento) que suplanta a grande maioria dos municípios de médio porte brasileiros. Um Reitor em uma Universidade pública tem centenas de cargos de confiança para nomear, muito mais que os prefeitos dos municípios que as abrigam.

São cargos que podem ser usados para nomear correligionários de fora da Universidade ou pessoal da própria Universidade (na maioria dos casos) e os valores das CC’s somam-se aos salários dos servidores variando entre R$ 600,00 a mais de R$ 7000,00 (há funções de menor valor mas a maioria se situa nesta faixa, no caso das Universidades e Institutos Federais).

Há também o poder de indicar pessoas para Comitês e Conselhos, a destinação de bolsas, de verbas de pesquisa e extensão, diárias, viagens nacionais e internacionais e uma série benesses para os mais próximos e apaniguados do poder ‘reitoral’. Por exemplo qualquer Universidade e/ou Instituto Federal tem em suas contas pelo menos uma centena de telefones celulares ditos institucionais, com as contas liberadas e pagas pelo povo, que são distribuídos para aqueles que comungam das benesses e da proximidade do gestor.

É muito poder e dinheiro e isto cresceu mais ainda durante os Governos do PT com a expansão Universitária. Esta expansão foi feita de forma politiqueira e não técnica e, ao invés de qualificar os cursos (muitas vezes precários) já existentes, passaram a abrir campi nos mais diversos rincões do país.

Na maioria das vezes a expansão se deu através de escolhas políticas, ou seja, o prefeito ou um deputado da região fazia parte de partidos da base ou tinha influência suficiente e pronto a cidade ganhava um campus de Universidade ou Instituto Federal, as vezes dos dois.

Há municípios em são ofertadas mais vagas de ingresso no ensino superior do que egressos do ensino médio, anualmente. Dinheiro jogado fora e, em municípios que faltam estruturas mínimas para o ensino básico. Pura politicagem.

Mas os partidos políticos de esquerda, que já dominavam o ambiente universitário, aproveitaram para aparelharem ainda mais as Universidades promovendo mais um expurgo das ideias contrárias.

O grande poder econômico e estratégico dos reitores e da gestão nas Universidades e Institutos públicos (especialmente federais) fez com que partidos como PSOL, PSTU, PSB, PC do B, PT e Rede passassem a disputar quase a tapa estes cargos. Fazendo qualquer coisa pelo poder gestor nas Universidades, tornaram ainda mais suja a prática política em nossa academia.

A eleição para Reitor, além de encerrar um poder bastante considerável no cargo, é realizada em um ambiente em que há grande hegemonia ideológica (apesar da grande disparidade de interesses individuais e de grupo) mas um ambiente restrito.

Praticamente, além da disputa entre os candidatos a única divergência é sobre o tipo de voto Universal (o voto tem peso individual) ou Paritário (cada grupo professores, técnicos e alunos tem 1/3 do peso final nas eleições). O que é um absurdo pois quem paga a conta, os salários e a ineficiência destas instituições é a sociedade e ela, a sociedade, é solenemente ignorada e desprezada no processo de escolha dos gestores desta montanha de dinheiro público.

Lançada a eleição é a política do vale-tudo. Promessas, mesmo ilegais, viagens, cargos, bolsas, benesses. Pode-se tudo nesta disputa por poder, em um ambiente restrito, com pequeno número de eleitores e totalmente alijado dos sentimentos e necessidades da sociedade que paga a conta, mas que vai glorificar o vencedor com um poder econômico e político imenso.

Campo fértil dos partidos de esquerda, estes transformaram a política universitária em um fac-simile de suas ideologias torpes e conseguiram criar um laboratório de testes para uma política ainda mais suja do que aquela que é praticada pelos executivos e legislativos Brasil afora.

Como esperar que desse ambiente saiam ou sejam formados aqueles livre pensadores que vão romper com o ciclo vicioso da política brasileira, nivelando por cima nossa medíocre democracia? É extremamente complicado esperar que aqueles que comungam e vivenciam este ambiente possam ser capazes de fomentar a mudança.

É preciso ‘desesquerdizar’ a Universidade brasileira. É preciso mudar o acesso a Carreira docente (com concursos e lotações centralizados no MEC, evitando que o ingresso de novos docentes seja direcionado e atenda critérios ideológicos tão danosos ao ambiente acadêmico, mas extremamente comuns nas Universidades públicas), fazendo valer o esquecido principio constitucional da impessoalidade.

Precisamos democratizar os Conselhos Universitários, órgãos máximos da Gestão Universitária e ao qual a sociedade não tem o mínimo acesso. São formados endogamicamente pela comunidade universitária, com viés político e não técnico. Chegam ao extremo de poderem decidir os próprios salários (dos servidores da Universidade) nas Universidade Estaduais de São Paulo. É um sonho um emprego onde um grupo de funcionários decide o salário, deles e dos colegas.

E, principalmente, precisamos mudar a forma de escolha dos gestores passando de eleições para seleções públicas, em todos os principais cargos de gestão. Que escolham-se os mais capazes, independente de grupos políticos e/ou ideológicos. Que aprendam a trabalhar de forma colegiada superando suas diferenças.

Parece um sonho distante, mas vejo, com grande entusiasmo, surgirem aqui e acolá grupos de resistência que contestam e desafiam o status quo do ‘aparelho esquerdista’ universitário. Em geral são alunos, ainda tímidos, mas que aos poucos vêm recebendo o apoio de professores e demais servidores.

Precisamos reagir, precisamos urgentemente desaparelhar e ‘desequerdizar’ as Universidades e Institutos de educação superior públicos do Brasil. Precisamos limpar o fétido ambiente político que instalou-se e gerencia o lixo em que se transformou a política universitária no país. Só assim daremos o primeiro passo na moralização de toda a política brasileira.

Mas para romper o ciclo vicioso temos que começar rompendo o aparelho de gênese política podre que instalou-se nas nossas Universidades públicas.
Comecemos e rápido. Há muito que fazer.

Lembremo-nos:

A Universidade Pública é o Lixo da Política brasileira.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

A UNIVERSIDADE PÚBLICA É O LIXO DA POLÍTICA – PARTE I

Hoje no JBF li um texto brilhante do Colunista Marcelo Bertoluci. Lembrei-me de duas colunas que escrevi fazem alguns anos, e que foram publicadas nesta gazeta. Mostram a visão de um professor de Universidade Pública e o LIXO que é a Universidade brasileira.

Quando escrevi, pretendia fazer 3 ou 4 colunas. Digitei duas partes e parei, fiquei sem saco. Mas hoje, lendo a coluna do Marcelo, resolvi reler meus textos.

Passados dois ou três anos, não há reparo nestas duas colunas e decidi escrever as outras duas.

Por isso pedi ao Berto para republicar as duas primeiras e depois mandarei as outras duas. Só para refletir…

* * *

Cada vez que penso no futuro da política no Brasil acomete-me uma grande desesperança, quer no presente quer no futuro. Também com nossos políticos só poderias perder toda a esperança, dirão alguns.

Não, não é por isso. Se fossem só os políticos e o sistema partidário, o choque de ações como a Lava-jato somado as manifestações de rua acabariam por surtir efeito, resultando em uma grande profilaxia que expurgaria as hordas de políticos corruptos, corruptores e seus asseclas do poder secular quer seja em Brasília quer seja nos mais distantes rincões da Nação.

Minha desesperança vem de algo mais profundo, de minha alma e da constatação crítica de que a situação política brasileira é algo mais grave e duradouro.

Primeiro se olharmos, despidos de lentes ideológicas ou da máscara do personalismo, veremos que desde nosso Congresso Nacional a mais singela Câmara Municipal, os políticos que ali habitam representam de forma precisa a sociedade brasileira, com suas virtudes e mazelas.

Estão ali os radicais, os representantes das diversas fés (e aqueles que delas se aproveitam), os espertalhões, os sinceros, os mentirosos, os semi-analfabetos e os pseudo-intelectuais. Nossos políticos são um retrato nu e cru de nossa sociedade. Os corruptos que ali estão representam, sim, o cidadão que vocifera contra estes mesmos corruptos, mas não se envergonha de furar a fila, de jogar lixo no chão ou de dar uma ‘cervejinha’ ao guarda. Admitamos ou não a política brasileira espelha a alma de nossa sociedade.

Até ai podemos antever algumas saídas. Se colocarmos o dedo na ferida, fizermos o mea culpa, reconhecermos a verdadeira face de nossa sociedade talvez tenhamos um caminho para salvar nossa política e consequentemente nossa Pátria que ainda não é Nação.

Vejam não estou (e estou também) criticando o indivíduo, o brasileiro e, sim o reflexo de suas atitudes na sociedade que o espelha. Política desde a Grécia antiga é a arte de viver na pólis (cidade), ou seja, é a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados. É por óbvio essencial a vida em sociedade e se espelha exatamente na sociedade que a acolhe. Os políticos são os atores, os entes humanos (ou animais, dirão outros) que gerenciam a pólis, portanto são reflexos dela (sociedade), até porque são escolhidos (eleitos) por esta sociedade.

Esta é uma das razões de minhas inquietações, pois se a política reflete a sociedade como um espelho, para mudarmos a política temos de mudar a sociedade. Isto vem ocorrendo no Brasil e de forma não tão lenta, mas ainda é longo o caminho a ser percorrido e um dos fatores que podem acelerar esta transformação é a educação e aqui mora a principal razão de minha desesperança: a Universidade brasileira, especialmente a Universidade pública brasileira.

Por que? Porque devemos considerar que a política em sociedades mais ou menos democráticas, como a nossa, é feita pela eleição de prioridades e vontades de uma maioria. A vontade da maioria é o reflexo da média das vontades dos indivíduos que nela vivem, portanto pode ser considerada como medíocre. A mediocridade não é um defeito ou xingamento apenas a constatação de que está dentro da média, que não é algo que seja um disparate aos olhos da grande maioria.

Esta é uma característica da democracia, que pode ser vista como virtude mas que também é seu grande defeito, ou seja, a democracia como regime é medíocre. Mas como disse Winston Churchill (em 1947) “a democracia é a pior forma de governo, à exceção de todos os outros já experimentados ao longo da história”, talvez no futuro possamos ter outro regime melhor, mas por hoje é o que nos resta e, isto não me impede de considerá-la, neste ínterim, medíocre.

Bom então para alterarmos o status quo de nossa política é preciso melhorar nossa democracia, qualificando-a, elevando-a acima da média, suplantando a mediocridade. E como se consegue isto? Com educação, com formação crítica e qualificada, com a maturação de uma massa pensante que fomentará a mudança.

E este é o busílis da cizânia. Onde estão os loci desta formação/transformação? Estão nas Universidades brasileiras, especialmente nas Universidade públicas. Mas nossas Universidades públicas estão tomadas de profissionais medíocres (agora no mau sentido), politiqueiros, acomodados, na sua maioria sonhadores utopistas da esquerda falida. Nossas Universidades foram totalmente aparelhadas, tornaram-se reféns de sindicatos de servidores, são corporativas e em quase nada servem para atender os anseios da sociedade.

Como esperar que a fagulha da transformação saia de um ambiente contaminado por ideias e ideais ultrapassados e rançosos, como esperar que aparelhos corporativistas, do que há de mais torpe na política brasileira, possam fomentar a transformação do país, acabando exatamente com aquilo de que se alimenta.
Difícil, muito difícil. Na Universidade pública brasileira se faz pouca análise de conjuntura, pouco se propõe, menos ainda se executa, mas se faz muito barulho, muita crítica e principalmente muita política ou melhor muita politicagem. O ambiente da Universidade publica virou um cadinho onde funde-se e prolifera o que há de mais torpe na nossa política.

Não há que se estranhar pois foi este o local da gênese de boa parte dos partidos de esquerda e centro-esquerda no Brasil. O PT e o PSDB (sim, meus caros, embora os petistas afirmem o contrário, social democracia é um pensamento de centro esquerda, comentarei isto em outra postagem) se originaram na USP. PSOL, Rede e PSTU nasceram a partir de ações em Universidades e Institutos Federais e nos sindicatos a eles ligados. O PC do B sobrevive nas Faculdades de Ciências Humanas e nas Uniões Estudantis Brasil afora.

Por isso afirmo que a podre política brasileira mais do que refletir parte de nossa sociedade foi idealizada e gestada nos espaço onde deveria ser modificada, pensada, criticada e melhorada, a Universidade pública.

O jogo político neste espaço é ainda mais duro e mais sujo do que nos legislativos e executivos do Brasil. Na política Universitária se joga duro e sujo pois os valores envolvidos são astronômicos, a possibilidade de cargos e ganhos é enorme. Dali saem parte de nossas lideranças já batizadas a ferro e fogo nas práticas que levarão a seus Gabinetes.

Hoje se observarmos além do aparelhamento quase total e de uma política de eliminação do pensamento contrário, as gestões das Universidades públicas foram tomadas de assalto pelos partidos políticos de esquerda. O PC do B controla a UNE e o movimento estudantil, O PT (que vem perdendo espaço), PSB, PSOL (que vem crescendo neste espaço), PSTU e Rede dominam as reitorias e gestões.

Vemos ai que as esperanças de uma Universidade transformadora desaparecem na fumaça fétida que advém dos gabinetes universitários aparelhados, medíocres e reacionários (sim a esquerda pode e é reacionária, assunto para outra postagem).

Por isso minha desesperança cresce exponencialmente, pois não vejo saída próxima para a situação atual. Pelo que me concerne o ambiente Universitário não é reflexo das políticas públicas e dos políticos brasileiros, é ele (o ambiente universitário) que é refletido naqueles. Foi na Universidade pública que originou-se e que alimenta-se o pensamento político brasileiro. E, é nessa sujeira que se faz a política, ou melhor politicagem, da Universidade pública brasileira. Comentar tudo o que penso e as possíveis soluções para a política universitária no Brasil é muito para um texto apenas, por isso continuarei minhas elucubrações na próxima postagem.

Creio que só uma reflexão dura e sincera, doa a quem doer, com a admissão daquelas verdades que ninguém quer admitir poderá dar-nos alguma esperança de futuro. Para alguém que como eu foi professor de Instituição Federal toda a vida é frustrante admitir certas verdades e, mais ainda, é doloroso aceitar nossa impotência em tentar transformar as coisas.

Portanto encerro estes pensamentos com uma afirmação que corroí minh’alma e amargura meu coração só pelo fato de ter de proferi-la, mas que é fundamental à minhas esperanças no futuro. Como diziam os romanos veritatis simplex oratio (a verdade dispensa enfeites), desta feita concluo que:

A Universidade Pública é o Lixo da Política brasileira.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

COMPREENDENDO AS COISAS

Como todos vocês sabem tenho ficado recolhido de meus escritos, ante toda esta estupidez que reina no mundo em COVID. A imbecilidade humana aflorou com toda a força e, aqueles que se dizem mais: mais humanos, mais caridosos, mais conscientes, mais…enfim, se dizem mais que nós. E, em minha opinião são apenas mais imbecis e mais filhos da puta.

Então cansei de argumentar, cansei até de pensar. Continuo praticando minha resistência diária. Lendo os clássicos, estudando história e comprovando-a cíclica, tal qual nossa estupidez. E, é claro me informando com a Revista Oeste, com a Besta. Aliás O JBF é minha cota diária de informação e besteira, na medida certa. Também prático a resistência urbana, saindo de casa religiosamente e andando para ver gente e tentar achar vestígios de normalidade.

Mas este final de semana a falta de preparo de nossos gestores me irritou profundamente. Pelotas, onde vivo fica na metade sul do RS, fronteira com o Uruguai e próximo a fronteira com a Argentina. Já foi a cidade mais rica do estado. Já foi a segunda maior, hoje é a quarta maior cidade do RS e vai perder mais posições. Em termos de riqueza não fica entre as dez mais ricas. Muitos, aqui comparam a metade sul do RS, em termos de pobreza, com o sertão nordestino. É uma bobagem sem tamanho. Mas, sim a metade sul do RS, parte em que a maior cidade, a “capital” é pobre, muito pobre e empobrece a cada dia. Talvez seja a região mais pobre dos estados do Sul e Sudeste.

Mas por que isto? Por que esta região lotada de Universidades Públicas, de escolas federais e serviços públicos regride a olhos vistos?

Sempre tive noções do porquê, mas hoje pude ter certeza.

O Governador do Estado foi prefeito de Pelotas e sua Vice agora é a prefeita, partido PSDB. A macrorregião de Pelotas está dividida entre PT e PSDB, ou seja, estamos fodidos.

O confinamento, ou prisão, do COVID por aqui começou no modelo Dória, PSDB estúpido, fechando tudo. Depois quando percebeu que a coisa ia degringolar o Governador pulou do barco e começou a abrir o estado. A abertura veio com as bandeiras em 11 de maio, se o período de contágio é de 14 dias e podemos ter 14 dias com a pessoa doente, o pico, se fosse ocasionado pela abertura, deveria ter ocorrido por volta de 11 de junho, não ocorreu.

Então o Governo e a turma do fique em casa (a maioria formada por filhinhos de papai e por servidores públicos com seu salário em dia) começou a alertar que a coisa ia ficar feia, que teríamos problemas pelo inverno e, pasmem, resolveram fechar tudo, mesmo que os índices não sejam tão graves.

O RS tem hoje 1619 pacientes em UTI, com 2300 leitos, destes apenas 474 são COVID. O estado tem disponíveis 3412 respiradores e usa apenas 992, apenas 90 com pacientes COVID. E, pasmem, possui 6179 leitos para COVID fora de UTI, usando menos de 1000 leitos. Claro que é inverno, está frio, muito frio, na madrugada em Pelotas tem feito 2 ou 3 graus. Não há risco de sobrecarga. Por que fechar o Estado? Política ou burrice?

Pelotas foi a última cidade do Brasil, com mais de 200 mil habitantes (temos cerca de 400 mil habitantes) a ter mortos pelo COVID, durante muito tempo foi a única a não registrar mortes. Era óbvio que teria mortes, mesmo com a abertura do comércio tivemos apenas 5 mortes, todas com comorbidades e, hoje temos 31 leitos de UTI para COVID e apenas um ocupado.

Mesmo assim o sistema de cálculo das bandeiras do Governo do Estado, que tem problemas óbvios de concepção e que o Governo do estado não aceita rever, classificou a cidade como de alto risco. Coisa que não existe no estado!

Mais, para piorar temos o Reitor da Universidade Federal, que não é médico, é formado em educação física (sério) que se arvora e se diz epidemiologista (pela pós-graduação) e vive dando entrevistas no Fantástico e defendendo um lockdown total no país. Todo mundo sabe que será candidato, provavelmente pelo PSOL, ou algo parecido. Nas redes sociais rodam fotos dele e de sua assessoria, comemorando, em um restaurante, sem máscaras, comemorando aparecer na Globo. E o isolamento? Só para os outros. O Reitor de meu Instituto Federal não aceita discutir voltar as aulas. Meus colegas na maioria só discursam e não aceitam nem uma alternativa de voltar a trabalhar, nem EAD (não tem capacitação, dizem. Mas quando a EAD, via UAB ofereceu bolsas a maioria trabalhou com EAD). Os alunos não têm acesso a Internet, fizemos uma pesquisa, cerca de 85% tem acesso e querem voltar. Aí o discurso é não podemos excluir ninguém.

Bom neste caos, sexta-feira, como era esperado, o Governador do RS pôs Pelotas e outras regiões na bandeira vermelha. Tínhamos (as prefeituras) até domingo para recorrer. Caxias e as cidades da Serra, parte rica do Estado, com números muito mais “feios” que Pelotas e região, através de seus prefeitos foram para a imprensa. Contestaram o governador, criticaram e ameaçaram ir para a justiça. Resultado o Estado recuou e as cidades seguiram laranja e amarelo.

Pelotas e região resolveram não recorrer. Os prefeitos do PT e PSDB ouviram o povo? Não, ouviram os reitores, presos no paraíso de funcionalismo público que em casa, sem nada fazer recebe o salário e presos nos seus interesses políticos. Não recorreram, amanhã fecha tudo e azar da população, azar do comerciante, azar do comerciário, azar do autônomo. Perdemos tempo, dinheiro e emprego para a ideologia e para a idiotice.

Neste momento eu compreendo por que uma região com tantas oportunidades está decadente. Só por exemplo temos duas Instituições (Universidades e Institutos Federais) em Pelotas e outras duas diferentes em Rio Grande (a 40 Km) e mais uma em Bagé a 100 Km. Pelotas deve ter a segunda maior relação de funcionários públicos per capita do Brasil, só atrás de Brasília. E assim mesmo estamos literalmente lascados.

E o porquê está aí. Temos lideranças políticas e acadêmicas débeis, imbecilizadas, mergulhadas no próprio umbigo e nos próprios interesses, na maior parte das vezes espúrias.

Por isso estamos empobrecendo, por isso a região está quebrada. Perdemos cada vez mais oportunidades entregando nossas vidas a lideranças incompetentes e mal-intencionadas. Um bando de hipócritas e filhos da puta.

Isto foi bom para sacudir-me e me fazer ver o que estava em meus olhos, debaixo deles. Nossa região está periclitante e estas lideranças só fazem piorar.

O óbvio ululante mostra seus partidos majoritários: PT e PSDB, parafraseando o Berto: Bostas do mesmo penico.

Farei das tripas coração para dar-lhes o troco nas urnas. Aguardem!

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

CONJECTURAS

Parturiunt montes, nascetur ridiculus mus”, e a montanha pariu um ridículo rato. Põe ridículo nisto! Corro o risco de chover no molhado, mas não vou me abster de opinar. Ademais não creio que a montanha tenha parido apenas um rato, foram muitos, ridículos, sujos, pestilentos e perigosos. Ratos de toga, ratos de terno e gravata, ratos com microfones, redações, jalecos e poder.

Nesta quarentena que já está virando doble quarentena, mais para uma octatena, eu acabei ficando mais quieto. Não porque esteja trabalhando muito ou esteja muito ocupado. Apesar de que, registre-se, tenho trabalhado, de forma remota e, também presencialmente, em meu laboratório com minhas pesquisas e no Campus ajudando na fabricação de álcool gel. Pelo bem de minha sanidade tenho conseguido manter um ritmo de trabalho diário de cerca de 8 horas, embora o trabalho remoto se mostre mais desgastante.

Mas tenho sentido um cansaço muito grande, cansaço de ter que viver e conviver com tanta safadeza e burrice.

Então procuro ficar quieto refletindo. Engulo sapos, mas não brigo (muito) pois se expressar minhas opiniões no meio acadêmico, onde vivo e trabalho, serei crucificado, em praça pública. Mas é duro, difícil ver pessoas destruindo nossas esperanças com pseudociências, falsos cientistas oportunistas, políticos falsos fazendo politicagem, usando da desgraça para roubar e atingir seus objetivos escusos.

A única coisa que me gratifica neste momento é saber que meu voto não foi perdido, ainda temos um líder que se preocupa com Brasil. Falem o que quiserem de Bolsonaro, mas o que eu vi na fadada reunião ministerial foi um líder, um presidente preocupado com seu povo, preocupado em cumprir suas promessas de campanha.

E, apesar dos palavrões, quem não os fala, ainda mais em privado? Deixem de ser demagogos! Gostei muito do vídeo.

Lula aquela candura pudica nunca falou palavrões? Dilma era só finesse quando mandou o brigadeiro que pilotava o avião presidencial se foder em meio a uma turbulência. Ou quando o motorista cansado de suas grosseiras abandonou-a no carro oficial, tendo que o volante ser assumido por um segurança. Segundo aqueles que frequentam os bastidores e as latrinas do poder, em Brasília, apenas Sarney não era afeito dos palavrões.

E daí se Bolsonaro fala palavrões, eu também falo prá caralho e quer saber votei para ter um Presidente que se preocupe com o povo, que cumpra suas promessas de campanha e não roube. Isto ficou muito claro no vídeo de ‘propaganda’ liberado pelo STF e nos atos de Bolsonaro até o momento.

Ah! Mas eu não gosto das suas promessas de campanha. Problema é seu. Não votou nele porque não gosta dos promessa de campanha é seu direito. E ele se elegeu apesar de não ter o seu voto? Democracia é isso meu caro, a maioria vence, o resto é ‘mimimi’ de perdedor. Fodam-se!

Mas tenho de registrar que fiquei perplexo com afastamento de Sérgio Moro. Sobretudo porque se afastava do governo um homem símbolo, aquele que se tornara ícone do combate a corrupção. O cara que enjaulara o ‘Nove Dedos’.

Tinha-lhe uma grande consideração. Quando Sérgio Moro se afasta do governo Bolsonaro cria-se um dilema entre todos aqueles que admiravam aos dois, aqueles que lutam por um Brasil melhor, por um Brasil decente. A forma como se deu o fato mostrava que um dos dois estava mentindo, não importa qual, um dos dois estava mentindo. E eu me decepcionaria. Mas sobrevieram os fatos.

Primeiro votei em Bolsonaro, por ele mesmo, pelo que ele representava e, ressalte-se, apesar dele mesmo. Não votei em Moro, ele não era candidato, se o fosse teria meu voto, naquele momento.

Depois vieram os fatos ‘incontestáveis’ da grande imprensa e a iminente queda de Bolsonaro. Mas os fatos e a realidade são teimosos e que vejo?

Sérgio Moro aquele que sofreu implacável ataque da grande imprensa, da Globo, Veja et caterva. Aquele que sob ataque, mentiras e crimes foi crucificado e teve ao seu lado Bolsonaro, seu Governo e o povo. Agora era só sorrisos, herói do Jornal Nacional, destaque do Fantástico. Continuando assim quando voltar o futebol vai pedir música nos gols.

Antes a imprensa antes, a Rede Globo, o crucificavam e, hoje esse mesmo Sérgio Moro é o queridinho da Globo e da imprensa que se opõem a Bolsonaro. Há algo de podre no reino da Dinamarca!

Mas, quem mudou? A imprensa, Bolsonaro ou Sérgio Moro? Nenhum. A imprensa brasileira, com raras exceções, continua composta por um bando de filhos-da-puta, antidemocráticos e oportunistas. Bolsonaro, continua o mesmo da Campanha, para desespero de seus detratores. O tal vídeo mostrou isto. E Moro? Moro mostrou seu despreparo e falta de caráter. Ou, pelo menos, uma ingenuidade política descomunal.

Está, ele Moro, usando ou sendo usado pela mídia? Tanto faz comportam-se como parasitas da sociedade e da boa vontade dos brasileiros. Mas acho que Moro será triturado pela grande mídia e depois cuspido fora. Me decepcionei com Moro? Sim, porque esperava muito mais dele. O que acho que aconteceu? Lhes digo, uma sucessão de erros.

O que ocorreu desde o princípio foi um grande emaranhado de expectativas erradas. Quem votou em Bolsonaro na grande maioria gostava de Moro e ficou feliz quando Bolsonaro, bravateiro, disse que o convidaria para Ministro. Acredito que Bolsonaro convidou-o exatamente como uma bravata, achando que Moro seria inteligente o suficiente de não aceitar. Que aguardaria sua nomeação para o STF.

Mas Moro, provavelmente, já se sentia tolhido, sem mais ter para onde crescer na Justiça Federal e aceitou Ministério. Embora não quisesse a segurança pública, queria apenas a vitrine da justiça, acabou levando os dois. Deu sequência a um bom trabalho começado por Alexandre de Moraes.

Mas Moro estava deslocado, não concordava com as pautas de Governo. Lembrando que estas pautas foram promessas de campanha de Bolsonaro, ele sabia para onde ia o trem quando embarcou. E aprendeu política nas mais pura essência, pelo método Brasília, levando rasteiras.

O vídeo mostra a indignação com a cobrança, devida e justa que levou. Ficou magoado? Pede para sair ou vai a merda.

O STF já tinha subido no telhado e, hoje, afirmo, que bom para o Brasil. Por quê? Porque Moro foi um Juiz rígido, duro com o crime e assim seria ou será no STF. Mas é também afeito ao ativismo judicial. O que é extremamente prejudicial para o Brasil. Moro se aproxima do Ministro Barroso, na rigidez e no ativismo. E, hoje, ativismo judicial é o que menos precisamos. Basta vero que o STF vem fazendo, legislando e administrando sem voto e sem ter de prestar contas a ninguém.

De resto tudo que Moro falou e apresentou, mostrou apenas alguém ressentido e com aspirações políticas imensas e um ego e vaidade maiores ainda. Por mais honesto que seja não precisamos de um boçal egocêntrico no Palácio do Planalto, ou como queira, não precisamos de mais um. Mas Moro ao alinhar-se com aqueles que o detrataram. Ao cuspir naqueles que o ajudaram. Ao expor pessoas de sua intimidade, como a Deputada Bia Kicks. E, principalmente ao comprometer o Governo com acusações pífias e que não se comprovaram, só mostrou uma face do seu caráter que definitivamente não me agrada.

Para finalizar, acho que Moro apostou que o PGR, Aras, iria arquivar o caso, sem investigar, para ajudar Bolsonaro e manter a estabilidade na crise. Por isso falou o que falou, ficaria palavra contra palavra, e que cada um imaginasse o que quisesse no tal vídeo que citou. Mas o PGR entendeu por bem mostrar a verdade e foi a fundo. E, o Decano ao, desesperadamente, tentar criar um caso, liberou o vídeo. Bom aí está, basta assistir, clareza meridiana.

Bolsonaro é o que é. Sem máscaras, no público e no privado. E Moro ficou só na retórica, sem provas e ou comprovações do disse. Ou era um juizinho de merda, que não sabia o que eram provas robustas ou é apenas mais um mentiroso oportunistas.

Por isso vou repetir o que muitos já disseram, ao final de tudo, ao fim e ao cabo, a montanha pariu um mísero rato. Um rato miserável que juntou-se a rataria fétida que empesta os poderes em Brasília e, que atualmente tem mostrado a cara no Tribunal.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

HERÓIS ESQUECIDOS

Nestes tempos de confinamento, mais do que nunca precisamos de líderes, de exemplos e, até de heróis. Mas o Brasil e os brasileiros tem memória curta e nossa escola formadora de militância faz questão de fazer-nos esquecer de nossos heróis e, tenta de todas as formas nos impor heróis que não resistem ao mínimo crivo do bom-senso.

Nossos professores de história tentam colocar na cabeça dos jovens que heróis foram Dilma (a Anta), Lula (o ladrão) ou Marighela (o assassino e terrorista). Esquecemo-nos daqueles que anonimamente dão e deram suas vidas pelo Brasil e brasileiros.

As centenas de policiais que morrem nas mãos de bandidos diuturnamente em nossas ruas. Policiais que são assassinados no cumprimento do dever de proteger-nos e não recebem um lamento, um pio sequer dos defensores dos direitos humanos. Isto quando não são acusados de ser isto ou aquilo pelos defensores de bandidos. E, são tantos outros: bombeiros, caminhoneiros, trabalhadores, médicos, professores, heróis cotidianos, solenemente ignorados pela mídia, por políticos e pela ‘Entidades Defensoras de Direitos Humanos’.

Tivemos nesta semana algumas efemérides dignas de nota: o Dia do Exército, 19 de abril, que deu o que falar. Não sei como alguém em sã consciência observa um Presidente indo ao encontro do povo, discursando que dele (o povo) emana o poder, que não há acordo com o estabilishment (pau neles) e consegue acusá-lo de ditador ou golpista. Só na mente criativa de nossa pseudo-imprensa. Dia 21 de abril tivemos Tiradentes, mártir de nossa independência, data a muito esquecida em importância, lembrada apenas por ser feriado, algo sem relevância nos tempos de COVID.

Mas tivemos em 17 de abril a data em que se comemora a Tomada de Montese pelos Pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira), na Itália, durante a Segunda Grande Guerra. Heróis de verdade lutando pela pátria. E, neste dia, o Pracinha Ten. Ermando Armelindo Piveta se recuperou do tal COVID-19, mortal segundo nossa imprensa. O Pracinha de 99 anos nos mostrou, de novo, que o bicho não é tão feio quanto pintam e que, se quisermos vamos derrota-lo, sem precisar desta corja de oportunistas. E, mais, curou-se com Hidroxiquinona. Querem mais?

Lembrei-me do Ten. João, pracinha da FEB, com 100 anos de idade, que vive em Pelotas e que está sempre presente, em qualquer cerimônia que exalte os valores da pátria, da família e do dever. Gosto muito de conversar com ele, lúcido, experiente e bom de papo, transforma qualquer conversa numa aula inigualável. As vezes levo meu filho para conversar com o Ten. João, aprender com quem tem, realmente o que ensinar.

Ademais o Ten. João lutou na Itália ao lado de meu saudoso avô João Sainz Ovalle. Meu avô, espanhol de origem, brasileiro de registro, lutou com a FEB na Itália. Arriscou sua vida pela minha, pela nossa liberdade. É destes heróis, esquecidos da grande população, que estou falando.

A tomada de Montese levou alguns dias para ocorrer, os brasileiros atacaram e tentaram subir e tomar a cidade entre 14 e 17 de abril. Muitos brasileiros deram ali suas vidas, em prol da liberdade, na luta contra o Nazi-fascismo (que embora enlouqueçam os esquerdopatas eram sim Regimes de Esquerda). Dentre estes heróis se destaca a histótia de 3 soldados mineiros.

Durante a tomada de Montese, estes três brasileiros saíram em patrulha pela região. Seus nomes eram Geraldo Baêta da Cruz, de 28 anos, vindo de Entre Rios de Minas, Geraldo Rodrigues de Souza, 26 anos, natural de Rio Preto na Zona da Mata, e Arlindo Lúcio da Silva, de 25 anos, proveniente de São João del Rey.

Era 14 de abril de 1945 quando os três pracinhas se depararam inesperadamente com uma companhia inteira do Exército alemão. Os alemães estavam em aproximadamente 100 homens, completamente armados, e ordenaram aos brasileiros que se rendessem. Em meio à sangrenta batalha pela tomada de Montese, que durou quatro dias, os brasileiros optaram honradamente por não se render, e lutaram com bravura até a munição acabar e serem, após horas de combate, mortos pelos alemães. A coragem dos brasileiros foi tamanha que o comandante nazista mandou enterrá-los e posicionou sobre a cova uma placa com o escrito “Drei Brasilianische Helden”, “Três Heróis Brasileiros“.

Em um país como os EUA seriam heróis conhecidos e mostrados como exemplos nas Escolas. No Brasil foram esquecidos e, acredito que a maioria dos professores de história brasileiros sequer ouviu falar dos 3 heróis mineiros e, se ouviu não deu bola, nada que não venha de Marx lhes importa.

Mas por incrível que o pareça há uma música, Rock Heavy Metal (eu curto) de uma Banda Sueca chamada SABATON, que conta a história e homenageia os 3 brasileiros (vejam os suecos conhecem nossa história, nós não). A música se chama SMOKING SNAKES (Cobras Fumantes, em alusão ao símbolo da FEB). Abaixo coloco o link para um vídeo com a música.

Um detalhe que pode passar desapercebido no final do vídeo. Aparecem um soldado alemão e um oficial alemão reprendendo o soldado por ter enterrado os brasileiros. É uma ficção pois os alemães contaram depois de rendidos que foram os oficiais alemães, reconhecendo o heroísmo dos brasileiros que mandaram sepultá-los. Mas no vídeo o oficial ao final prende o soldado e o ameaça de Corte Marcial dizendo você é igual a eles. O soldado responde, em português, ‘não sou não, eles são heróis’.

O fato de um soldado alemão falar português é outra passagem de nossa história que desconhecemos. Centenas de jovens, filhos e netos de imigrantes alemães forma estudar e trabalhar na Alemanha pouco antes da guerra. E lá quando do início do confronto foram incorporados, à força ou voluntariamente, as tropas do Reich. Outros tantos brasileiros foram enviados por suas famílias para lutar pela Alemanha antes do Brasil entrar na guerra.

Tínhamos brasileiros lutando do lado alemão também. Certos ou errados eram brasileiros, é nossa história, temos de conhece-la. Muitos voltaram para casa depois da guerra e aqui viveram até sua morte. Perto da casa de meu avô vivia um destes soldados, o conheci através de meu avô. Eram amigos apesar de terem lutados em lados opostos na guerra.

Mas nada, nada mesmo, macula o heroísmo dos três mineiros: Geraldo Baêta da Cruz, Geraldo Rodrigues de Souza e Arlindo Lúcio da Silva. Hoje, mais que nunca precisamos de seus exemplos.

Precisamos de Líderes e de Heróis!

Espero que curtam a música no vídeo abaixo.

RODRIGO BUENAVENTURA DE LÉON - LIVRE PENSADOR

NÚMEROS, ESTATÍSTICAS, PANDEMIA E PÂNICO

Refletir, pensar, analisar, enfim, raciocinar, são atributos exclusivos da raça humana. E, embora, tenhamos esta ‘exclusividade’, não são ações que praticamos regularmente. Alguns por falta de tempo, outros por falta de hábito e, a grande maioria, por falta de capacidade.

Àqueles que, como eu, fazem uso, mesmo que esporádico, destas faculdades devem ficar extremamente incomodados com a atual situação do dito ‘confinamento’ e, com o atropelo midiático e governamental aos nossos direitos constitucionais e fundamentais mais básicos.

Nestes tempos propensos à reflexão e ao ócio criativo é muito difícil não ficar enraivecido com o surgimento destes protoditadores (por nós eleitos, diga-se de passagem) travestidos de bons moços, defensores dos interesses do povo. Claro que os interesses ‘do povo’ são somente aqueles do povo ‘deles’, os políticos, a mídia e a esquerdopatia travestida novamente de defensora dos oprimidos.

Nenhum dos números e argumentos utilizados sobrevive a uma análise crítica e racional, vejamos.

Números e estatísticas

Se analisarmos tudo o que a mídia tem posto, veremos, em uma análise rápida, que todas as previsões de contaminados e mortes, especialmente no Brasil, são extremamente infladas.

Não condizem, se fizermos a análise matemática, nem aos números percentuais daqueles países mais atingidos pelo COVID, como a Itália.

Se considerarmos as previsões, o pico, que seria em meados de abril, depois seria em maio e agora será em junho ou quiçá em agosto, ‘eita’ viruzinho indeciso! Mas, considerando a previsão, teremos mais ou menos alguns milhões de mortes (já estão abrindo covas) e uns 300 milhões de infectados (embora tenhamos 220 milhões de habitantes). Devem ser infectados todos aqueles que o Lula tirou da pobreza, todos os 300 milhões de brasileiros (segundo dados do Desgoverno Dilma Roussef).

É, mas minha cidade, com 400 mil habitantes, teve 9 contaminados até agora, todos recuperados ou em recuperação.

Mas para a mídia o que há é terror, as previsões, são de que não há nenhuma esperança. É isto que tentam nos fazer engolir, estatísticas e previsões tipo ‘Datafolha’, com uma margem de erro de 200 milhões de pessoas, para mais ou para menos.

Números

Se olharmos números oficiais, de agentes do Governo, da Europa ou EUA vamos ver o seguinte o percentual de contaminados, de mortes, de mortes por faixa etária é mais ou menos o mesmo e constante. Mais ainda, não há diferença estatística significativa entre a contaminação com ou sem isolamento social. Os números são quase os mesmos.

Basta ver os números da Suécia comparados ao resto da Europa. Organismos e pesquisadores sérios, já vem constatando, embora não tenham espaço para divulgar isto, que o confinamento e isolamento não são efetivos ou significantes. Ou seja, embora retarde um pouquinho o pico de contágio, ao fim e ao cabo não vai afetar o número de contaminados e/ou mortos.

Pior na Itália o confinamento agravou as mortes de idosos e na Itália e França se observou uma enorme diferença de mortalidade entre os contaminados que foram hospitalizados e os que ficaram em casa, morreram muito mais pessoas nos hospitais.

Então por que ficar preso em casa? Por que o confinamento? Pelos números mostrados até agora não há motivo plausível, apenas a vontade de alguns.

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