PAÍS ÁVIDO POR INTELIGÊNCIA

Rapphael Curvo

Um dos grandes segredos dos países desenvolvidos está na ocupação de suas inteligências na produção de projetos e sua execução. E mais, procuram mundo a fora por essas inteligências dando a eles todo o amparo social e de manutenção, além de suporte ao desenvolvimento de seus projetos científicos e outros. Os Estados Unidos é o País que se utiliza muito dessa ferramenta de captação de cientistas. Não se desperdiçam talentos, mesmo que estrangeiros e fazem de tudo para os manterem em seu território. Hoje, cerca de mais de 60% dos cientistas americanos tem origem em outras Nações. É o maior formador de capacidades e competências e é para lá que se convergem gigantescas massas de profissionais em busca de conhecimento. Sabe-se que a China, como exemplo, já ultrapassou a casa dos 700 mil engenheiros que se especializaram e pós graduaram nos centros de educação tecnológica dos Estados Unidos. A preocupação com essa avalanche é tão grande que o governo americano, desde a eleição de Trump, vem tomando medidas para restringir vistos de acesso as universidades. Existe preocupação do governo de que em cursos, como o de doutorado, ocorra “transferência de informação e conhecimento” e também a “transferência do direito de ideia” dos produtos americanos, disse o líder do governo do presidente Donald Trump.

E nós, o que fazemos para melhorar nossa capacidade de desenvolvimento de inteligências? O problema de perda de inteligências, no caso brasileiro e em sua maioria, já se dá dentro da própria família. Não há uma preocupação, raras exceções, com o desenvolvimento intelectual das crianças. São criadas sem muita orientação cultural e, no geral, entregam às escolas toda sua formação, seja ela formal ou social. Podemos até dizer, a formação de sua personalidade. Como houve uma desorganização na estrutura ética e moral da sociedade brasileira, esses jovens que nasceram na última década do século passado, tiveram como exemplos para suas vidas, valores que se confrontam com o conceito e a postura de vida dentro dos bons costumes. Suas aptidões e possível crescimento intelectual foram bloqueados pela falta, não só da presença familiar, mas principalmente, de péssimo comportamento oriundo dos exemplos dados por líderes sociais e políticos durante o período de formação para a vida adulta. A desestruturação ética e moral dos administradores do País atingiu, em cheio, a educação e, consequentemente, a juventude. Os reflexos negativos são imensos e hoje existem, vagando pela ignorância, milhões de jovens que poderiam estar nas escolas. Ela incutiu na mentalidade desses jovens que há meios mais fáceis de se tornar uma pessoa bem sucedida, como a corrupção e o tráfico. O que se vê são gerações de jovens jogados nas latas de lixo, perdidos e sem qualquer poder de reação ante a sua degradação como pessoa produtiva. Isto não quer dizer que são irrecuperáveis, muito pelo contrário, plenamente recuperáveis se ocorrer um postura diversa do anterior grupo dominante, em ter comportamento e atitudes compatíveis com a ética e moralidade e o pensamento voltado a uma política de Estado e não de governo.

Em artigo anterior mostrei, em dados, a pobreza do Brasil, onde a economia não traduz benefícios ao desenvolvimento do Estado e deste para o povo. Tudo era voltado a políticas de governo, ou seja, as politicagens onde a corrupção fazia morada. Os noticiários de prisões e condenações do alto, médio e baixo escalão do grupo que dominava o Poder, aquele que governava, estão aí para provar o lixo e o lamaçal em que vivíamos. Como então formar gerações de inteligências de que tanto o Brasil precisa? Como esperar outro comportamento de famílias e jovens em formação com a corrupção, a patifaria, os roubos avassaladores do dinheiro púbico sendo comandado pelo maior mandatário do País? O que esperar de um jovem que vê a postura destrambelhada com alta suspeita de conluios da maior Corte jurídica do Brasil, o STF-Supremo Tribunal Federal, em decisões duvidosas e cheias de chicanas jurídicas como exemplo, a do impeachment da presidente Dillma? Ainda há tempo para mudarmos a história de nossa juventude e criarmos caminhos para formação de profissionais de alta competência, inteligência e sabedoria. Limpar nossas escolas e universidades dos ranços ideológicos será o primeiro passo rumo à recuperação da moralidade, respeito, autoridade e avanço cientifico e social do nosso sistema educacional. Todos precisamos apoiar essa atitude, o País está ávido por inteligência.

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