MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

URUCUBACA

Se você não acredita na sorte, azar o seu.

“Acredito em sorte. Do contrário, como explicar o sucesso de pessoas das quais não gostamos?” Jean Cocteau

A palavra é relativamente nova. Advém de coisa trágica associado a um sinal de desgraça e, supersticiosamente, ligada ao urubu. Tragédia em tupi é URU, ave e WU, negro. E y-re-bur, fedorento…

Seu uso consolidou-se em 1918, durante a violenta gripe espanhola. Na época, pronunciava-se urubucaca, mas firmou-se como urucubaca.

Analogia para lá de infeliz e anacrônica, uma vez que os urubus possuem um papel fundamental na manutenção de ecossistemas saudáveis. Por causa de sua dieta necrófaga (de comer animais mortos), são verdadeiros “faxineiros alados”, mantendo os ecossistemas limpos, sendo responsáveis pela remoção de carcaças. Com isso, eles ainda evitam a propagação de doenças e bactérias que poderiam adoecer ou matar outros animais, inclusive o ser humano.

Mas, infelizmente, no entender dos ignaros, o urubu, além de “repulsivo” é considerado uma ave de mau agouro que pressente a morte.

O relato que trago, sobre dramas de sorte ou não, poderiam ser amenizados se, porventura, soubessem ou conhecessem a amiga conterrânea e mentora do Editor, D. Gina, catimbozeira de primeira linha, dirigente do mais competente terreiro de Palmares. Vejamos então:

O RAIO NÃO CAI DUAS VEZES NO MESMO LUGAR?

Coincidência, azar, falta de sorte ou muita sorte? Conclua você mesmo.

1 – Sr. Tsutomu Yamaguchi. Japonês que experimentou a explosão de duas bombas atômicas lançadas pelos EUA no Japão. Morador de Nagasaki, se deslocou a trabalho para Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945, quando caiu a primeira bomba atômica. Sofreu terríveis queimaduras e danos físicos. Um pouco melhor, três dias depois preferiu retornar para junto da família em Nagasaki para poder se tratar melhor. Ao chegar à cidade, em 9 de agosto de 1945, testemunhou a segunda explosão atômica.

2 – A comissária de bordo em navios famosos, Violet Jessop, é um caso a se pensar: Ela embarcou no RMS OLYMPIC , que colidiu com o HMS Hawke, em 1911, por conta de um forte nevoeiro na costa francesa. Conseguiu novo emprego 1 ano depois no RMS Titanic (aquele, do filme). Sobrevivente de sorte e obstinada, Madame Violet, outra vez foi trabalhar no navio HMHS Britannic, que naufragou no mar Egeu, em 1916, quando colidiu com minas naquela localidade. O maior transatlântico da Inglaterra (muito superior e melhorado do que o Titanic) afundou em apenas 55 minutos, com somente 351 dias de vida. Violet conseguiu escapar em um dos botes e sobreviveu ao desastre também.

Como se não bastasse, depois de passar por três tragédias marítimas, Violet Jessop continuou a trabalhar como comissária de bordo até quando pôde. Ela faleceu em 1971.

3 – Melanie Martinez perdeu 5 casas. Os furacões Betsy (1965), o Juan (1985), o George (1998) e o Katrina (2005), no estado da Louisiana. Por último, após intensa campanha na mídia, ela foi agraciada com outra casa. Mas um outro furacão chamado Isaac, acabou abruptamente com o seu novo imóvel.

4 – Socorrido por três vezes, o americano Erik Norrie foi vítima de três assustadores infortúnios selvagens: A tacado por um tubarão, atingido por um raio e mordido por uma cascavel!

FALTA DE SORTE – OU VISÃO? – THE BEATLES

5 – Mike Smith, estava no comado da gravadora DECCA em 1960 quando, mesmo gostando do som dos Beatles, dispensou por não concordar com gastos de deslocamentos e hospedagem do quarteto, de Liverpool a Londres.

6 – Pete Best foi o baterista dos Beatles no começo, quando a banda ainda tinha o nome de The Quarrymen. Tocava melhor que Ringo Starr e era, dizem, até mais bonito. Por ser equidistante, não compor e por sua recusa em aderir ao penteado da Banda, Paul McCartney telefonou para o baterista e o “demitiu”.

Vendo o estrondoso sucesso dos Beatles, Pete Best até tentou se suicidar. Hoje faz pequenos shows cantando sucessos dos Beatles, mesmo sem ter efetivamente feito parte deles

SETE VIDAS – O homem com fôlego de gato

Frane Selak, 1929 – músico nascido na Croácia e hoje aposentado.

1962 – Acidente de trem que caiu num espetacular mergulho num rio congelado. Só ele sobreviveu.

1963 – durante o voo, a porta do avião se desprendeu. Selak foi arremessado para fora do avião – detalhe: sem paraquedas. Foi encontrado e resgatado inconsciente sobre um monte de fenos, sofrendo apenas alguns arranhões. Os outros passageiros do avião morreram.

Três anos depois, o ônibus em que viajava, despencou e caiu num rio. Salvou-se nadando até a margem com pequenas escoriações.

Selak resolveu passar uns tempos longe de trens, ônibus e aviões. Ao volante, numa inocente voltinha de automóvel, o carro pegou fogo por completo. Ele saltou e correu escapando a tempo da forte explosão ocorrida.

Ressabiado, resolveu comprar um automóvel novo. Este durou só três anos, quando explodiu causando ferimentos e queimaduras. Nada além disso.

Ficou mais de 20 anos sem sofrer acidente algum. Achava que tudo que havia de ruim já tinha acontecido na sua vida.

Só para não perder o costume, Selak sofreu um atropelamento de ônibus durante uma inocente caminhada em Zagreb, socorrido, saiu-se mais uma vez, ileso.
Em 1996, Selak, dirigindo em regiões montanhosas, percebeu que um caminhão vinha em sua direção, forçando-o a ir de encontro a uma barragem, mergulhando de uma altura de mais de 90 metros quando, pasmem, arremessado pela janela, segurou-se numa pequena arvore enquanto seu carro explodia e se esborrachava no desfiladeiro.

Para quem achava que a sorte dele tinha se acabado, em 2003, decidiu pela primeira vez, fazer uma fezinha numa casa lotérica na Croácia, onde foi sorteado com o prêmio de 1 milhão de dólares.

De posse de uma boa conta bancária e com a venda de uma casa adquirida numa ilha, Selak fez generosas doações a amigos e parentes. Apenas reservando um pouco para uma pequena intervenção cirúrgica na região dos quadris e levantar uma capela em honra a Virgem Maria.

Recusou-se a viajar para gravar um comercial na Austrália, sob a alegação de que “não queria testar sua sorte novamente”.

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

OS ENSINAMENTOS DA NATUREZA – Os Lobos de Yellowstone

Eclesiastes 3

“Tudo tem um tempo próprio”.
Para tudo há uma ocasião certa;
há um tempo certo para cada propósito
debaixo do céu:

Tempo de nascer e tempo de morrer,
tempo de plantar
e tempo de arrancar o que se plantou…”,

O homem – principalmente o urbano – sempre questiona sobre a utilidade ou existência de determinado animal ou planta na face da terra. Hora é o mosquito que pica e traz doenças ou, o tubarão que, impiedosamente, está sempre pronto a devorar e aterrorizar que se atreva a cruzar seu caminho. Porque eles existem? Porque não os exterminar, já que somos “superiores” e sabemos dos males que podem nos causar?

As coisas não são bem assim. Animais e plantas possuem capacidade de sobreviver e procriar livremente na natureza. Os animais que vivem em estado selvagem são elementos que formam “aquela vida”, naquele espaço, compondo a fauna local, a qual consiste no conjunto dos animais que vivem em uma determinada área.

Muitos moradores do centro urbano não conseguem entender o porquê de tanta preocupação que a fauna silvestre tem gerado nos últimos anos, devido ao alarmante ritmo de extinção desses animais, já que eles parecem tão distantes e sem importância, pelo menos aparentemente.

Eles equilibram o ecossistema, pois muitos animais são vitais à existência de muitas plantas, como agentes polinizadores ou como dispersores de sementes, além disso, todos os animais têm uma importância na cadeia alimentar e quando um animal é retirado dessa cadeia o equilíbrio do ecossistema fica comprometido.

O reino animal e o reino vegetal formam a biosfera que em harmonia permite a sobrevivência das espécies. Quebrar esta harmonia abruptamente pela interferência humana fará com que milhões de espécies entrem em processo de extinção, resultando a médio e longo prazo a própria extinção da espécie humana; de sorte que a manutenção da vida selvagem e da flora natural é primordial para a manutenção da vida global.

Ora, a história dos lobos de Yellowstone, pode dar essa resposta. História essa que nos mostra a sua peculiar importância na mudança e manutenção da flora, fauna, rios e os demais fenômenos físicos, biológicos e humanos que nela ocorrem, suas causas e correlações.

Fica patenteado o intrínseco equilíbrio que a natureza exerce em cada ser vivo – fauna e flora – e a importância das suas funções no meio ambiente. Qualquer dano, alteração indevida ou mal calculada, causam sérios desequilíbrios em seu ecossistema.

No caso específico, a instabilidade causada pela exterminação dos lobos de Yellowstone, nos EUA, é um exemplo a ser apreciado com muita atenção e carinho por todos nós.

Como num laboratório científico vivo, pesquisas e análises constataram num estudo de cerca de 50 anos, a essencial importância da vida selvagem naquele recanto do mundo. O que os estudos comprovaram o que se denominou de “Cascata Trófica”, que é um processo ecológico que se desenvolve desde o topo da cadeia alimentar até à sua base. Foi o que ocorreu nos EUA, mais precisamente no Parque Yellowstone.

Sem a presença dos lobos cinzentos, por 70 anos, o parque viu o número de cervos e veados multiplicarem, reduzindo drasticamente toda vegetação em volta do parque

Caçados impiedosamente e quase exterminados durante 50 anos, os lobos cinzentos foram reinseridos ao parque a partir de 1995. A partir de então, constataram, in loco, que os lobos não apenas matavam outras espécies de animais, eles trouxeram equilíbrio e diversificaram muitas outras espécies. Percebeu-se que a contribuição dos lobos era inversamente proporcional ao que cobravam por suas “refeições”.

Os cervos também mudaram seu comportamento, evitando vales e desfiladeiros aonde poderiam ser alcançados pelos lobos. Tal comportamento contribuiu para ressurgir e regenerar toda vegetação no entorno. Árvores quintuplicaram de tamanho em pouquíssimos anos, ressurgindo florestas de choupo, salgueiros e choupos-do-canadá, o que por sua vez passou a atrair pássaros de inúmeras espécies e em grande quantidade. Comemorou-se também o ressurgimento dos castores, que é outro “engenheiro do ecossistema” que se alimentam de árvores e regulam rios e fontes, propiciando atrativos para outras espécies, ao criarem represas nos rios que produzem o habitat ideal para lontras, ratos-almiscareiros, patos, peixes, répteis e anfíbios.

Com os lobos eliminando os concorrentes coiotes, cresceu a quantidade de coelhos e camundongos, o que atraiu mais falcões, mais doninhas, mais raposas, mais texugos. Os corvos e as águias-de-cabeça-branca começaram a descer para se alimentar dos restos que eles deixavam.

O mais incrível dessas observações foi a constatação de que, com a reinserção dos lobos no parque, houve significativa alteração no comportamento dos rios! Que diria, em? Com menos desvio a erosão foi insignificante, canais se estreitaram, cascatas e piscinas naturais surgiram, com notória contribuição para a vida selvagem local. Estes rios mudaram em resposta aos lobos. E a razão é: Por causa da regeneração das florestas, os rios puderam seguir o seu curso com mais fluidez e estabilidade.

Conclusão: Os lobos transformaram, não apenas o ecossistema do Parque Yellowstone, que é enorme (cobre 8987 km², o parque é famoso pelos seus vários geysers, fontes termais, É habitat de ursos grizzly, lobos, bisontes e uapitis.), mas, também, a sua geografia física e paisagem natural.

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

A TRANSFORMAÇÃO DO MUNDO TRANS

O nosso editor, sempre alerta os aficionados leitores sobre a praga rogada por ele e o que pode ocorrer quando uma sexta-feira, inadvertidamente, cai no dia 13.

Elegantemente, ele sempre invoca e convida o ameaçador Moleque Bimba-de-Alavanca, que está sempre de prontidão, para, digamos, “sodomizar” os “muderninhos do puliticamente correto, os babacas, os idiotas, os TRANSbaitolados, os lesos, os tabacudos e os militantes zisquerdóides”. Não alivia nem um pouco pra essa turma.

Para alivio geral dessa turma (ou não), 2020 só terá 2 sextas-feiras 13 – março e novembro – para que seja invocado o referido Moleque e sua Alavanca.

NOTÍCIA DO REINO UNIDO

“Homem trans dá à luz bebê de parceirx não-binário com doadora de esperma”, esta foi a chamada do jornal Inglês DAILY MIRROR, neste último sábado (28). A estruturação do título da manchete, é um “tanto” excêntrica e, necessitaria de um “curso relâmpago” com a turma da geração “Folha de São Paulo”, para poder compreender a formação da mais mUderna família do Reino Unido.

E justamente agora, por ele adentrar (ôpa) nesse mundo TRANS, além da notícia acima citada, hoje me enviaram algumas definições marotas (gaiatas) sobre o muderno mundo TRANS que assola nossa sociedade neste início de século.

Levando-se em conta de que “o Brasil tem o povo mais legal (bem humorado) do mundo”, segundo a CNN, tirem suas próprias conclusões:

Num bom pernambucanês: “É pra Xolinha chorar até umas horas”

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

VOU NO POPULAR – “A LINGUA CERTA O POVO”

Personalidades de destaques no mundo profissional, político, artístico, etc., em muitas ocasiões, são “pegos de calças curtas”, por conta de declarações onde, muitas vezes estão erros ou impropérios verbais, dos mais simplórios aos mais absurdos.

O nosso poeta Manuel Bandeira, já predizia em brilhante colocação, que o bom de se ouvir era a “língua certa do povo”, que sabia transmitir o recado, a mensagem simples e direta.

Hoje temos uma infindável gama de palavras, digamos, diferentes. Termos técnicos, então, povoam os TCCs e redações das mais diversas áreas do conhecimento. Linguagens de profissionais de RH, Administração, publicidade, psicologia e, por aí vai.

Nas próprias escrituras sagradas existem várias passagens se reportando a língua. Destaco: “Quem de vocês quer amar a vida e deseja ver dias felizes? Guarde a sua língua do mal e os seus lábios da falsidade. Salmos 34:12-13”.

Mas, retornemos ao tema da linguagem do povo. Nada de adentrar nos meandros e filigranas da língua culta. Regras de concordância? Pontuação? Figura de linguagem? Pode ser.

No entanto, sem se aventurar pelas metáforas, hipérboles, metonímia, Nada disso. Deixemos esse manjar para ser posto e saboreado por nossos cultos escribas daqui dessa gazeta, pra lá de escrota.

Garimpei na própria internet, alguns exemplos da diferença entre o uso de palavras pseudo cultas e o popular. Mesmo contendo o implícito intuito da galhofa, notamos, prima facie, que o coloquial é simples, direto e objetivo. Como diria o poeta, uma língua gostosa.

E funciona melhor que um anúncio, um ofício, uma circular, um édito, um boletim…

• “Prosopopéia flácida para acalentar bovinos” (Conversa mole pra boi dormir);

• “Romper a fisionomia” (Quebrar a cara);

• “Creditar o primata” (Pagar o mico);

• “Dar carga à bolsa escrotal” (Encher o saco);

• “Impulsionar bruscamente a extremidade do membro inferior contra a região glútea de alguém” (Dar um pé da bunda);

• “Derrubar com a extremidade do membro inferior o suporte central de uma das unidades de acampamento” (Chutar o pau da barraca);

• “Deglutir o batráquio” (Engolir o sapo);

• “Derrubar com mortais intenções” (Cair matando)

• “Aplicar a contravenção do Sr. João, deficiente físico de um dos membros superiores” (Dar uma de João sem braço);

• “Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira” (Nem a pau);

• “Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais” (Nem que vaca tussa)

• “Derramar água pelo chão através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente” (Chutar o balde);

• “Retirar o filhote de equino da perturbação pluviométrica” (Tirar o cavalinho da chuva);

• “Alongar as tíbias” (Esticar as canelas);

• “A ruminante bovina deslocou-se para terreno sáfaro e alagadiço” (A vaca foi pro brejo)

• “Colóquio soporífero para gado bovino repousar” (História pra boi dormir);

• “Sugiro veementemente a Vossa Excelentíssima que procure receber contribuições inusitadas na cavidade retal” (Vai tomar no…)

Não se pretende aqui, instigar ou fomentar o assassinato ou desprezo pelo idioma pátrio. Longe disso. O estudo e preservação da nossa riquíssima língua portuguesa é imprescindível para qualquer povo ou nação que à possua. É inerente para os nossos eruditos léxicos e filólogos, abraçar, sorver e mergulhar no infinito estudo da nossa língua.

Trouxe aqui, uma mostra sem figuras de linguagem, estilo ou retórica do dito popular. Sem estratégias de se aplicar ao texto pretenso efeito na interpretação do ouvinte (ou leitor). A popular, língua do povo.

Sem problematização (vixe maria).

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

ELUCUBRAÇÕES…

MACHISTA

• Quando um homem abre a porta do carro para sua mulher, ou o carro é novo ou a mulher.

• Nós vamos fazer sexo, amor só as vezes !!

FEMINISTA

• Porque algumas mulheres casadas são mais gordas que as solteiras?

R: A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai pra cama; a casada vê o que tem na cama e vai pra geladeira.

T.I

• A vida é um eterno Upgrade. Bem assim!

• Não pirateio programas. Só copio emprestado.

• Quem não tem cão… não gasta dinheiro com veterinário!

ETERNAS MENTIRAS

• Garantimos o envio pelos correios em 5 dias úteis.

• Quinta-feira sem falta o seu carro vai estar pronto.

• Pague a minha parte que depois eu acerto contigo.

• Eu só bebo socialmente.

• Isso é para o seu próprio bem.

• Que lindo é o seu bebê.

• Isto vai doer mais em mim do que em você

• Não precisava presente, sua presença é o que importa

• Aguarde nosso comunicado

SEGUNDAS INTENÇÕES

• Eu estava passando por aqui e resolvi subir.

• O ÚLTIMO ROMÁNTICO

FRASES DITAS OU OUVIDAS ANTES DE ALGUÉM MORRER!

• “Atravessa correndo que dá.”

• “Fica tranquilo que este alicate é isolado”

• “Sabe qual a chance de isso acontecer? Uma em um milhão”

• “Meu sonho sempre foi saltar de pára-quedas. E neste instante vou realizá-lo. E eu mesmo o dobrei!”

• “Aqui é o PT-965 decolando em seu primeiro vôo solo”

• “Confie em mim e deixa comigo”

• “Desce desse ônibus e me encara de frente, sua bicha!”

• “Você é grande mas não é dois!”

• “Vamos lá que não tem erro”

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

ELE NUNCA SAI DE MODA

Sua majestade: o ÂNUS.

Por mais que se queira fugir de temas políticos e suas eternas pautas bombas em nossos cotidianos, o sujeito se vê “puxado” pelo redemoinho da nossa nauseante situação protagonizada pelos três poderes.

Afinal, o homem é um animal político, como bem vaticinou Aristóteles na antiga Grécia.

Com a ascensão do governo de esquerda em nosso país neste último quindênio, veio à tona o “progressismo” com suas “ideias liberais”, procurando implantar e difundir mudanças no comportamento da sociedade. A contra reação adveio com a perda da eleição em 2018.

O intuito era afrontar e quebrar o titânico muro da tradição moral e cultural judaico-cristã, principal empecilho social para se implementar este progressismo.

Indubitavelmente, uma das marcas deste progressismo foi a disseminação, principalmente no âmbito da educação e cultura, da propagação e glamorização do ânus.

Justamente procurando depreciar e, enxovalhar, conceitos e princípios morais da nossa “arcaica” sociedade.

NA MÍDIA

Teatro, cinema, TV, jornal, tribunais, contendas políticas, exposições de artes, “teses universitárias”, becos, bares e lares, debatiam sobre o dito “órgão”, possuidor de centenas de epítetos e alcunhas.

– Quem não lembra da performance “peça teatral” MACAQUITOS… sem comentários.

– Da exposição “Cú é lindo”, de Kleper Reis, no Instituto Goethe, em Salvador

– Do candidato Levy Fidelix dizendo que o dito cujo “Aparelho excretor não reproduz”. Pela frase proferida foi condenado por homofobia, em 25 mil reais, pasmem! …

– Da deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA), que em meados de maio, na Câmara Federal, viralizou na internet ao denunciar na tribuna, que os investimentos na educação superior vão para a “folia dos cus prolapsados”. Referindo-se ao título de uma dissertação de mestrado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ao defender e explicar o contingenciamento de 30% no orçamento de instituições federais de ensino.

– E o que falar do médico proctologista – outrora, tão olvidado – teve meteórica ascenção midiática…

– Paralelamente e, pegando carona no tema, chegou até o nosso STF que aprovou a criminalização da homofobia…

– Em shows de Stand Up, os humoristas deitaram e rolaram:

Geração Folha de São Paulo

Hoje em dia, o desentendimento desses garotinhos da geração Folha de São Paulo, é que ao brincar de médico, nenhum quer ser o proctologista, só o paciente.

O cachorro

Joaozinho ganha um cachorro de sua mãe e resolve chama-lo de cu.

Sua mãe não gosta e fala pra ele que se ele não parar de chamar o cachorro de cu ela ia dar o cachorro ao vizinho.

Dias depois Joaozinho continua chamando-o de cu e sua mãe irritada resolve dá-lo ao vizinho, quando a mãe estava na casa do vizinho o pai chega e pergunta a Joãozinho:

– Onde está sua mãe?

E Joãozinho responde: ela está dando o cu para o vizinho.

O relógio e o bêbado

O bêbado está com o relógio quebrado, vê a silhueta de um relógio num cartaz que o levaria ao primeiro andar, sobe as escadas e quando abre a porta vai logo dizendo: quanto é o conserto do relógio? E a atendente meio sem jeito explica que ali trata-se de uma clínica de proctologia. Então o bêbado indaga, perdoe, é que vi lá embaixo o desenho de um relógio… e a atendente: foi a melhor ideia que tivemos, sr. Em analogia ao vizinho cardiologista que tem em sua placa, como símbolo, um coração.

RETÓRICA DICIONARIZADA

Além do que, o termo cu é usado para inúmeras interpretações de situações boas ou adversas, exemplos:

MEU CU: indignação e negação

TEU CU: indignação e afirmação

CU NA MÃO: medo

ATÉ O CU FAZER BICO: exaustão, rir descontroladamente

FOGO NO CU: excitação, animação exagerada

O QUE TEM A VER O CU COM AS CALÇA: afirmação equivocada, nada a ver

QUEM TEM CU TEM MEDO: pavor, precaução

DEDO NO CU E GRITARIA: confusão, bafafá, rôlo

SÓ SE EU DER O CU: falta de capital, fora de alcance, difícil de conseguir

CU DOCE: quer adulação, esnobe

DE CAIR O CU DA BUNDA: indignação e incredulidade, estupefação

CU QUE NAO PASSA UMA AGULHA: apreensão,

O CU TORANDO AÇO: medo, suspense

ENCHER O CU DE CACHAÇA: beber demais, tomar todas

QUER O CU E AINDA QUER RASPADO: quer mais do que o que merece ter

AI MEU CU: preocupação

NASCER COM O CU VIRADO PRA LUA: pessoa sortuda

NO CU DE JUDAS – longe pra caramba, lugar remoto, no fim do mundo.

Em Portugal, CU não é palavrão. Todavia, mesmo com uma denominação tão eclética e, em que pese a pretendida unificação linguística, via reforma ortográfica, cada país signatário da reforma tem suas próprias peculiaridades linguísticas que refogem ao rigor e engessamento imposta pela etimologia.

Um exemplo bem marcante é o termo “KUDURO”, música e ritmo dançante surgida em Angola. Assim denominada pela ginga e saracoteio bamboleante frenético das nádegas e quadris.

Tanto em Portugal quanto na África portuguesa, o termo “kuduro” pode ser atrelado a padrões canônicos, mas no Brasil, pela aproximação bem marota do vocábulo, tem lá seu teor de pseudo obscenidade.

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

A LIÇÃO DOS MORTOS

A infalibilidade da morte é a maior certeza que o ser humano tem.

Desde a mais remota era das civilizações, o homem se depara com esse tema tão indecifrável e peculiar: A intrigante e amedrontadora morte. Centenas de reflexões, teses e ensaios filosóficos (desde os egípcios, gregos e povos da mesopotâmia), procuraram lançar luz, na vã tentativa de revelar este enigmático “estado” do ser.

Não pretendo me ater a convicções deístas ou não, pois muitos não concebem um “criador” estereotipado e delimitado por conceitos diversos. E, Para não nos alongarmos numa infinda cronologia, vamos tomar como exemplo, algumas passagens significativas de documentos, pinçadas de importantes escritos.

O LIVRO DOS MORTOS

Do antigo Egito, advém o intrigante LIVRO DOS MORTOS – uma coletânea de feitiços, fórmulas mágicas, orações, hinos e litanias do Antigo Egito, escritos em rolos de papiro – em cujos textos, procura orientar o morto em sua viagem para o desconhecido, livrando-o assim, de iminentes atribulações no decorrer da sua viagem para o Além. Colocado na cabeça da múmia ou próximo dela, onde escrevinhava-se em papiros alguns trechos no sarcófago e na tumba. Conforme o historiador Maurice Crouzet, era traçado ao morto, as orientações inerentes para se sobrepor ante os obstáculos e artifícios materiais ou espirituais que o espreitava em sua senda rumo ao “ocidente”.

VELHO TESTAMENTO

Em Gênesis, nos deparamos com a metafórica e difícil acepção quanto ao surgimento da vida e do seu fim, contendo o vaticínio irrefutável: Viste do pó e ao pó tornarás! – Esta passagem bíblica, resta um tanto simplificada àqueles que se inclinam paro o evolucionismo (Teoria Evolucionista), com a seguinte explicação: PÓ lembra terra, barro, então alguém pode concluir que o homem foi gerado a partir do barro (sopro de Deus!) e que logo em seguida, a partir da costela desse primeiro homem gerado do barro, Deus fez surgir a primeira mulher (seria a primeira clonagem).

Ora, ao fenecer, o homem (e a mulher) é enterrado, decompõe-se e se integra à terra, ou seja, ao barro que lhe deu origem. Explicação perfeitamente aceitável para um adepto da Teoria Criacionista.

Para boa parte de biólogos não há contradição pois essa magistral e enigmática frase ” todos foram feitos do pó, e todos ao pó voltarão”, que consta do capítulo 3 do livro de Eclesiastes tornou-se perfeitamente explicável à luz da biologia após o desenvolvimento científico que culminou com a descoberta do átomo, dos elementos químicos e dos micróbios.

NOVO TESTAMENTO

 “Porque não há nada oculto que não venha a ser revelado, e nada escondido que não venha a ser conhecido e trazido à luz.” Lucas 8:17

 Disse a outro: Segue-me; e o outro respondeu: Senhor, consente que, primeiro, eu vá enterrar meu pai. – Jesus lhe retrucou:

Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. LUCAS, 9:59-60.)

Se bem analisado, o ato de enterrar um morto, temos que, apenas um corpo sem vida é enterrado. A alma, o ser espiritual que o habitava, ali não está, tendo sido expulso do corpo, quando perdeu sua vitalidade orgânica.

O que torna a terra para, novamente, se transmutar em pó, é um corpo – físico – sem vida, mas que é respeitosamente reverenciado, este que foi um instrumento do Espírito, enquanto encarnado. Cumprida a sua tarefa, decompõe-se nos seus elementos constitutivos, que irão formar outros corpos.

Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. LUCAS, 9:59-60.), vemos neste texto evangélico, Jesus impedindo um costume sagrado que é o dos familiares enterrarem os seus mortos, como condição para aceitar alguém como seu discípulo, o que não condiz com a sua doutrina de respeito, de amor ao próximo. Jesus (o “Homão da Galiléia” – como bem denomina o prelado colunista do JBF, Fernando A. Gonçalves – lançava mão de ocorrência e situações rotineiras para expandir e explanar seus ensinamentos, algumas vezes com palavras fortes, para que elas não fossem esquecidas, vez que, nada escrevia.

A LIÇÃO DO MONGE

Um rapaz se queixou ao seu Mestre das muitas calúnias que se levantavam contra ele. Disse-lhe o Monge:

– Vá ao cemitério e faça um sermão enérgico aos mortos, chamando-os de nomes bem pesados.

(O noviço colheu no dicionário os adjetivos mais horríveis, capazes de irritar até a um santo. E foi. Ao voltar, o Mestre perguntou:)

– Qual foi a reação dos mortos? O que responderam?

– Nada. Ninguém saiu do túmulo, nem para olhar.

– Pois bem, volta e faça outro sermão, elogiando-os com os nomes mais lisonjeiros.

(O noviço fez aquele panegírico de arrancar lágrimas e comover até as pedras. Quando voltou a mesma pergunta e a mesma resposta. Então o velho Mestre acrescentou:)

– Faça como os mortos do cemitério. Quer sejas caluniado, ou elogiado, cala-te sempre. Assim não perderás a calma. (Autor desconhecido)

“A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida olhando para frente” (Soren Kierkegaard)

“Para que repetir os erros antigos quando há tantos erros novos a cometer” (Bertrand Russel)

E assim, os mortos vão nos dando lições para vida.

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

UMA IDÉIA ILUMINADA

As grandes ideias sempre orbitaram o imaginário humano desde os primórdios dos tempos, quando ele aprendeu (ou descobriu) a usar o fogo em seu benefício.
Poderia citar inúmeras ideias, descobertas ou invenções que trouxeram benefícios para o homem: Roda, bússola, vidro, prensa, bateria, lâmpada, telefone, radar, satélite, fotografia, etc.

Inclusive, aqui na coluna CORRESPONDENCIA RECEBIDA, dias atrás, comparei a ideia da criação do JBF pelo editor, como excelente, equiparando-a a um parafuso, um clips e um anzol… dadas as devidas e necessárias proporções, claro.

Os britânicos reputam a ideia do vaso sanitário (com sifão) uma das melhores invenções do homem. E quem não concorda?

Isto posto, em se tratando de ideia, cujo símbolo é uma lâmpada, eis que vem lá da África uma brilhante invenção de um jovem que, aos 11 anos, criou um sistema para proteger vacas de ataques de leões, conseguindo com seu invento genial, a preservação de ambos.

VACA PRECIOSA

A criação de gado na África, é uma atividade muito lucrativa para várias famílias. Possuir, mesmo que um pequeno rebanho de bois, é sinal de status e progresso social. Vaca é dinheiro vivo. Valem mais de mil dólares, cada.

O grande problema é que algumas comunidades, estão fixadas bem no Parque Nacional de Nairóbi, que se estende até Kitengela, onde a ocorrência de ataque de leões ao rebanho são constantes. Pelo grande Parque passeiam gnus e zebras em busca de pastagens frescas – um atrativo para os leões.

Na tentativa de proteger a criação de gado, usou-se desde os inúteis espantalhos, a criação de vacas em ambientes escuros. O primeiro era rapidamente ignorado e, no escuro, as vacas eram localizadas pelo cheiro. Ponto para os leões.

A LUZ – o “menino das luzes de leão”

Inventor aos 11 anos

Em sua constante vigília noturna para proteger as vacas, o jovem Richard Turere, notou que as feras só hesitavam em atacar o rebanho, quando percebiam a iluminação da sua lanterna. A luz os retraiam e afugentavam do ataque. Só que havia um alto custo com baterias para alimentar as lanternas.

Astuto e criativo, aos 11 anos de idade, o garoto tratou logo de inventar um sistema de iluminação movido a energia solar para manter os leões fora do curral, zerando o prejuízo de nove vacas por semana.

Rústico, simples e funcional

AUTODIDATA

Richard batizou seu invento de “lion lights” (luzes de leão, em tradução literal), luzes que imitam o movimento da lanterna – sem que precisasse ficar acordado a noite toda vigiando os animais.

Hoje, o sistema “lion lights“, que está sempre se aprimorando, está instalado em inúmeras propriedades pela África afora, beneficiando incontáveis criadores.

O lion lights 2.0 custa US$ 200 (R$ 750) para instalar. Metade do dinheiro geralmente vem de ONGs, enquanto o restante é fornecido pelo cliente.

Entre as versões do invento, existem 16 diferentes configurações de luz que piscam e a mais recente atualização desenvolvida por Richard é uma turbina eólica caseira para os dias em que as nuvens limitam o potencial de energia solar.

Richard da tribo Massai, já adulto

COLHENDO RESULTADOS

Uma das explicações para Richard não ter podido se beneficiar adequadamente como inventor das “luzes de leão” foi que, apesar de ser o mais jovem detentor de patente queniano, aos 15 anos, ele demorou a patentear sua ideia.

Por conta da invenção, Richard conseguiu uma bolsa de estudos em uma escola de prestígio em Nairóbi e foi convidado a conhecer Jack Ma, o fundador do megasite de vendas chinês Alibaba.

Seu invento, está ajudando o Serviço de Vida Selvagem do Quênia (KWS, da sigla em inglês), que administra os parques nacionais do país, fazendo diminuir bruscamente a matança das feras por caçadores e nativos, que aniquilavam até 8 leões por dia.

Em suas palestras costuma dizer “Há muitos jovens no Quênia com ideias brilhantes, melhores até do que as minhas – eles só precisam de apoio”, diz Richard.

Isto sim, é uma criatura iluminada.

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

NÃO QUERO MAIS ANDAR NA CONTRAMÃO

O título do texto é condizente com a experiência vivenciada por mim e muitas outras pessoas. Lógico que nas devidas proporções, pois, enquanto a minha contramão foi ideológica, a de Raul foi da quimiodependencia. Na letra da música do 14º álbum da lavra do maluco Beleza, ele dá um parâmetro de como o sujeito cansa de viver uma ilusão e decide dar um BASTA!

O ENTUSIASMO JUVENIL

Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética..., assim preconizava o “revolucionário” médico argentino Che Guevara, em uma de suas frases de efeito.

Carreguei essa “assertiva genética” por toda minha juventude. Desde a luta, como estudante, pela “redemocratização”, quanto em passeatas ao lado de Dom Helder Câmara, reivindicando a redemocratização, gritando palavras de ordem e pedindo diretas já.

Admirador do grande dramaturgo Nelson Rodrigues, torcia o nariz para algumas de suas declarações. Questionava: “o que esse coroa tem contra os jovens? Ele é cético demais para com a juventude”.

Disse ele: “o jovem, justamente por ser mais agressivo e ter uma potencialidade mais generosa, é muito suscetível ao totalitarismo. A vocação do jovem para o totalitarismo, para a intolerância, é enorme. Eu recomendo aos jovens: envelheçam depressa, deixem de ser jovens o mais depressa possível; isto é um azar, uma infelicidade”.

Depois, foi bem mais incisivo: “eu amo a juventude como tal. O que eu abomino é o jovem idiota, o jovem inepto, que escreve nas paredes ‘É proibido proibir’ e carrega cartazes de Lênin, Mao, Guevara e Fidel, autores de proibições mais brutais”.

PQP!!! E eu riscava em muros e paredes: “é proibido proibir”… Né foda?

Santa tabacudice, como diria Berto.

Membro atuante no sindicato dos bancários – braço da CUT – trabalhei intensamente pelo partido que, até então, na época, apresentava melhor chance de chegar ao poder, via PT, de Lula.

Foram três frustrações seguidas: Lula perdeu em 1989 para Collor, e outras duas vezes, em 1994 e 1998, contra FHC.

A recompensa veio em 2002. Chegara ao poder o homem e o partido dos sonhos de todo brasileiro patriota. Enfim, a Nau à deriva, Brasil, seria dirigida por uma tripulação honesta, “diferente”, anticorrupção. O novo governo iria abraçar os mais pobres em detrimento dos mais abastados. Haveria fim o apadrinhamento, seria estancada toda funesta roubalheira. Uma nova filosofia seria implantaria. Era chegado a hora da moralidade e honestidade de que tanto ansiava o povo. Assim o engodo penetrava nas entranhas das mentes dos News Esquerdistas – bulhufas, se era de linha marxista stalinista, leninista, trotskista, castrista, maoísta.

O importante, no “laboratório” de ideologização do sindicato, era a autoproclamação de salvadores dos desvalidos, nos rotulamos de moralistas, libertários, guardiões contra a desigualdade, exploração e opressão do trabalhador. Ser de esquerda é ter certeza de que possuímos uma visão mais ampla de mundo, de esperança e de luta por uma sociedade mais justa. Globalista, multicultural…

Assim, Inexoravelmente, nossos princípios eram incompatíveis com a ideia da propriedade privada e, portanto, ao capitalismo.

Minha vibração ia ao ápice quando ia ao encontro de “perseguidos” políticos que se socorriam ao consulado da extinta Tchecoslováquia (país pertencente a cortina de ferro controlada por Moscou), localizado no 9º andar do edifício AIP, na avenida Dantas Barreto, no bairro de São José, no centro do Recife.

DESENCANTO

Fui sacudido por uma lista infindável de contrassensos (ideológicos) e escândalos, passíveis de serem descritos apenas em ordem numérica, que iam desde o assassinato de Celso Daniel, até o escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo. Me causava revolta ver o mesmo comportamento nos nossos salvadores da pátria

Daí, você começa a pensar numa série de absurdos (quando ainda está em tempo), como o exemplo da condenação de Lula – O cara tá preso por corrupção e querem que eu repita “ad nausean” o mote: foi condenado sem prova;

– defendemos o Hamas, que é um grupo terrorista;

– defendemos o Battisti, o assassino confesso;

– defendemos os traficantes e “soldados” nos morros, e que portam fuzis;
– defendemos a causa feminista, mas defendemos o islã, que apedreja e mata mulheres e gays;

– defendemos o aborto, que é o assassinato de bebês indefesos;

– defendemos e fazemos apologia ao assassino Maduro, o ditador da Venezuela socialista.

Depois, você desanda em elucubrações – em 1985 o PT orienta seus integrantes a votarem nulo na eleição indireta de Tancredo Neves para a Presidência da República, a legenda expulsa três deputados que votaram no mineiro.

– 1988 Lula e o PT rejeitam o texto final da Constituição Federal.

– 1993 Itamar Franco convoca os partidos para um governo de coalizão. O PT fica contra.

– 1994 A legenda se posicionou contra o Plano Real, responsável pela estabilização econômica do País.

– 1996 O PT não apóia o instituto de reeleição. Hoje, a maioria do partido é favorável.

– 1998 O partido votou contra a privatização da telefonia. (todo mundo tem celular, hoje)

– 1999 O PT se manifesta contrário à adoção do câmbio flutuante e metas de inflação.

– 2000 O partido se mobiliza contra a Lei de Responsabilidade Fiscal

– 2001 Lideranças criticam o Bolsa Escola e outros programas sociais do governo de Fernando Henrique Cardoso.

Quando chega ao poder, em 2003, Lula usa esses mesmos programas como parâmetro para implementar o Bolsa Família e outros programas, apenas mudando os nomes e se autoproclamando criador de tais “benefícios”. JOÃO SANTANA fez a ideia entrar nas cabecinhas ocas.

A MAIOR DECEPÇÃO

A mais dolorosa e vergonhosa decepção que tive, foi quando nos jogos Panamericanos/RIO/2007, dois boxeadores cubanos, Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, suplicaram asilo político, sumariamente negado.

Foram repatriados de volta a Havana, em avião da Venezuela de Chávez. Neste horrendo episódio, o canalha do ministro da justiça Tarso Genro, declarou na imprensa que os dois boxeadores tinham solicitado a volta à pátria.

Por essas e outras é que, há muito, deixei de andar na contramão.

E o desencanto com a filosofia socialista tem aumentado a cada novo escândalo do PT e penduricalhos.

A razão acima de todo…e de todos.

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

EPITETOS, CODINOMES E APELIDOS

O hábito de apelidar pessoas, lugares ou coisas é tão antigo quanto a nossa espécie.

Nos acostumamos e “dar nomes” simbólicos para qualificar, caracterizar e denominar personalidades, entidades, situações, lugares, etc. De maneira que, na adjetivação eleita e optada, configure, evidencie, tipifique e associe o devido “o alvo”.

Podendo o termo escolhido, conforme a figura de linguagem adotada, vir a ser pejorativo ou enaltecedor e simpático.

Na mesma linha de raciocínio e designação temos o codinome, que é um símbolo ou palavra usada que enfatiza um termo para ocultar o nome verdadeiro de uma pessoa, entidade, plano, etc.; nome “codificado”, seria.

Apegando-se nessa popular prerrogativa, o povo faz uso de criativos e irreverentes alcunhas para designar aquele personagem que está, geralmente, desagradando de alguma forma naquele momento.

O próprio editor faz uso constante de alcunhas (possui uma lista considerável), ao se referir a figuras da nossa vida política (dos três poderes), ou das “personalidades” populares da sua terra natal, Palmares.

Vejamos alguns alcunhas marcantes de personagens da história da humanidade:

– BERMUDO, O GOTOSO – Primeiro rei da Galícia. Como sofria de gota (uma forma de artrite), foi apelidado de “Gotoso”;

– BOLESLAU, O BOCA TORTA – Governou a Polônia entre 1107 e 1138, ganhou esse apelido por ter a boca “levemente torta”;

– CARLOS, O CALVO – Carlos II governou a Frância Ocidental entre 840 e 877. usou-se, no presente caso, de pura ironia, por ele ser bastante cabeludo;

– CONSTANTINO, O COPRÔNIMO – (Koprônimo deriva de fezes). Seus inimigos, assim o apelidavam devido à lenda que dizia que ele defecou na pia batismal quando foi batizado;

– GUILFREDO, O CABELUDO – Conde entre 878 e 897. Pela imagem dele esculpida na Catedral de Barcelona, percebe-se a lógica do apelido;

– HAROLDO DENTE-AZUL – Foi rei da Dinamarca e Noruega de 958 até 986. Diz a lenda que ele teria um dente estragado, de cor escura, que se aproximava do azul;

– HAROLDO, O NOJENTO – Ele foi o primeiro rei da Noruega. Reza a lenda que ficou mais de 10 anos sem cortar e lavar o cabelo;

– HENRIQUE, O IMPOTENTE – Rei de Castela e de Leão de 1454/1474. Após 13 anos, divorciou-se da 1ª mulher, sob a alegação de impotência, por conta de uma maldição. As prostitutas locais negavam a informação. Casou novamente e teve uma filha (que as más línguas diziam não ser dele);

– JOÃO II, O FAZEDOR DE BEBÊS – Governante do Ducado de Cleves, na Alemanha. Como bem define o alcunha, foi pai de 63 filhos ilegítimos;

– JUSTINIANO, O DO NARIZ CORTADO- ustiniano II foi o último imperador bizantino da dinastia heracliana, governando de 685 a 695. Acusado de usar os fundos do reino para satisfazer seus gastos pessoais, foi alvo de uma revolta. Ele foi deposto e teve o nariz cortado. Mesmo assim, acabou voltando ao poder entre 705 a 711, quando enfrentou uma nova revolta e acabou decapitado;

– LULACO, O BOBO – Lulaco foi apelidado de “O Simples” ou “O Bobo”, mas mesmo assim se tornou rei da Escócia em 1057. Era considerado um governante fraco e foi assassinado menos de um ano após a sua coroação;

– UGOLINO, O CANIBAL – Nobre italiano do século 13. Sua história é contada na Divina Comédia, de Dante: acusado de traição, ele teria canibalizado os próprios filhos, que estavam presos junto com ele em uma torre. Séculos mais tarde, exames forenses constataram que ele não havia comido nenhum tipo de carne em seus últimos dias;

– VSESLAV, O LOBISOMEM – O príncipe bielorusso Vseslav de Polatsk viveu no início do século XI. Dizia-se que ele havia nascido por meio de um feitiço e que se transformava em lobo à noite.

O tema e a lista é infindável. Negócio para trocentas páginas.

ALCUNHAS SIMPÁTICOS

Alberto de Oliveira – Príncipe dos Poetas Brasileiros
Ana Cristina César – Escritora Maldita, Poeta Maldita
Aureliano Lessa – Bardo Fluminense
Bernardo Guimarães – Bardo Mineiro
Carlos Drummond de Andrade – Gauche, Urso Polar
Castro Alves – Poeta dos Escravos
Cruz e Sousa – Cisne Negro, Poeta Negro
Dalton Trevisan – Escritor Maldito, Escritor Misterioso
Filinto de Almeida – Fly
Glauco Mattoso – Poeta da Crueldade, Poeta Sinistro
Graciliano Ramos – Graça, Velho Graça
Gregorio de Matos Guerra – Boca do Inferno
Hilda Hilst– Grande Personagem
João Antonio – Escritor Maldito
João Cabral – Engenheiro das Palavras, Poeta Diplomata
Jorge Amado – Escritor Maldito
José de Alencar – Patriarca da Literatura Brasileira
José de Anchieta – Poeta Missionário
Ledo Ivo – Chulé de Apolo
Machado de Assis – Bruxo, Bruxo do Cosme Velho
Manuel Bandeira – Bardo, Poeta Menor
Mário de Andrade – Decano do Modernismo, Pai do Modernismo
Monteiro Lobato – Pai do Jeca Tatu
Nelson Rodrigues – Escritor Maldito
Olavo Bilac – Príncipe dos Poetas Brasileiros, Sapo-Boi
Oswald de Andrade – Calcanhar-de-Aquiles do Modernismo
Padre Antonio Vieira – Paiaçu (Pai Grande), Judas do Brasil
Raduan Nassar – Escritor Misterioso
Raquel de Queiroz – Rainha das Escritoras Brasileiras
Raul Bopp – Poeta Diplomata
Rui Barbosa – Águia de Haia
Vinicius De Moraes – Poeta Diplomata, Poetinha