GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

FALTAM MIL E QUARENTA E SEIS DIAS

Pedro José Barusco Filho nem era o chefão da Petrobras; engenheiro, ocupava o cargo de Gerente de Serviços, quando a Operação Lava-Jato descobriu seu envolvimento na rede de corrupção que envolvia a empresa pública e algumas empreiteiras, especialmente a Odebrecht. Fez “delação premiada”, devolveu uma grana preta para os cofres públicos e terminou recebendo em 2015 a pena de 18 anos e quatro meses em regime aberto diferenciado, terá de usar tornozeleira eletrônica por dois anos, não poderá sair de casa entre oito horas da noite e seis da manhã, tendo de prestar 30 horas de serviços comunitários por semana.

Em outubro de 2015 a Folha de São Paulo noticiou que um dos colaboradores da Operação Lava Jato, o ex-gerente-geral do setor Internacional da Petrobras Eduardo Musa, relatou que desde 1978, quando entrou na estatal por concurso público, ouve falar de pagamentos de propina na estatal. A afirmação foi feita sob regime de delação premiada, que exige provas em troca de redução de eventuais penas, e indica que os esquemas de corrupção já estavam em curso quase 40 anos antes de a Polícia Federal ter deflagrado a Lava Jato, que abrange somente o período compreendido entre 2004 e 2014.

Das inúmeras delações feitas no regime de colaboração premiada, não constam acusações a Ernesto Geisel, que foi o presidente da república de 1974 a março de 1979, em plena ditadura militar, época em que, alegam os admiradores daquele regime, “não havia corrupção”.

Além do Geisel, tivemos ainda o João Batista Figueiredo, ainda na época do, digamos, “regime militar” , quando, tu ficas quieto se não já sabes, não havia corrupção, nem tortura, nem julgamento sumário nem nada, embora se diga que desde 1978…

Aí, veio o Sarney, já superado o militarismo, de abril de 1985 a março de 1990, seguido do Fernando Collor, até 1992, sucedido pelo Itamar Franco, até 1995, substituído pelo Fernando Henrique Cardoso, que ficou dois períodos e deixou o cargo em 1º de janeiro de 2003.

Garante-se que até então, 2003, havia corrupção, desde sempre, inclusive na Petrobras, como é mais que sabido, e foi eleito presidente o Lula, que governou até 2010.

Se antes a corrupção, inclusive na Petrobras, não dava as caras, foi nos governos de Lula e Dilma que ela pôde ser devassada, uma vez que a Polícia Federal foi fortalecida (tanto que suas operações passaram de umas poucas dúzias para quase mil e trezentas no seu governo), o Ministério Público nunca esteve tão prestigiado e a Justiça Federal, que, em 2003, tinha cerca de 100 Varas em todo o País, chegou a 513 Varas, em 2010, ou seja, foram criadas 413 novas Varas da Justiça Federal, com um juiz titular e um substituto. Além do que, sabe-se, todas essas instituições funcionavam com absoluta liberdade, sem interferências do Poder Executivo.

Ora, nesse panorama temos o presidente Lula apontado como responsável pela corrupção na Petrobras (e porque não por toda a corrupção no País?) e condenado por ter, pretensamente, recebido aparelhos, obras e serviços em dois imóveis considerados como sendo de sua propriedade (sem que a titularidade sequer tenha sido provada) – sabem por quanto? Enquanto um simples gerente da Petrobras, corrupto confesso, devolveu aos cofres públicos mais de quatrocentos milhões de reais, e certamente abocanhou muito mais do que isso durante anos e anos de atividade ilegal, os “favorecimenos” feitos a Lula pelas empreiteiras, pelos quais foi condenado, não devem chegar, mesmo corrigidos aos dias de hoje, nem a cinco por cento dos mais de quatrocentos milhões de reais que um só, só um dos corruptos confessos, devolveu ao Erário.

É pouco razoável que o presidente da república, considerado o cabeça, controlador, organizador, centro e aproveitador da corrupção, tenha dela participado para não receber nem cinco por cento da propina de apenas um dos corruptos confessos (nem foram incluídos neste raciocínio outros confessos, como Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró, que também corrigidos dariam hoje mais centenas de milhões de reais devolvidos).

Ainda agora a direita, atuante como nunca, brada que basta pôr em pesquisa na Internet a frase “maior ladrão do mundo” que o nome que aparecerá será o de Lula, ainda que sua vida tenha sido revirada e além dos alegados “favores” feitos por empreiteiras como contrapartida por atos de corrupção de Lula nem um centavo tenha sido encontrado que não tenha sido obtido honestamente.

O pior é que até apoiadores de Lula tenham acreditado e abandonado não só Lula, como a ideologia de assistência aos desfavorecidos e demais pautas de esquerda, para colocar a direita no poder e vivermos as conquistas enlameadas que nos assombram diariamente.

Não há mal que sempre dure, poderemos ver a esquerda triunfante nas próximas eleições, quem sabe com Lula no governo.

Hoje, dia 20 de fevereiro de 2020, faltam 1.046 dias para ser dada a descarga.

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

CHOSE DE LOQUE

– Eu não consigo entender: Tu és gay e dizes que votaste no Jair Messias Bolsonaro e que o apoias, sendo que ele disse que “o filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um coro, ele muda o comportamento dele.” E Completou afirmando: “ Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem.“ Achas certo esse modo dele quanto aos pederastas?

Resposta do amigo baitola:

– Ele não é homofóbico, ele só não gosta de viado e todo o mundo tem o direito de gostar ou não gostar do que quiser. Estamos em uma democracia.

– Mas naquele programa da tv, o CQC, quando perguntaram o que ele faria se tivesse um filho homossexual ele respondeu que isso nem passava pela cabeça dele porque seus filhos tiveram uma boa educação, ele foi um pai presente e portanto não corria esse risco. Pergunto: Ele não estaria afirmando que só quem teve uma má educação e não teve pais atuantes é que poderia vir a ser viado? E não estaria implícito na afirmativa dele que ter um filho gay é um perigo?

– Sim, ele disse isso, mas não deve ter sido isso exatamente o que ele quis dizer. Além do mais, o que importava nas eleições era tirar o PT do poder.

– Mas, veja só, tu és assumido e deves te lembrar que quando o Supremo Tribunal Federal, em 2011, liberou a união homoafetiva, isto é, entre duas pessoas do mesmo sexo, ele disse que virou bagunça e que os próximos passos seriam a adoção de crianças por casais homossexual e a legalização da pedofilia. Tu não achas que ele não só revelou o seu atraso em relação às causas históricas dos homossexuais, como também os equiparou a criminosos, sabendo-se que pedofilia é crime?

A resposta veio após alguns momentos de reflexão:

– Ora, não importa os pensamentos particulares de cada um, o que interessa é que ele veio para combater a corrupção.

– Bem, talvez não estejas bem contigo mesmo, talvez sejas um santo ou, quem sabe, uma pessoa de um grande altruísmo (estou tentando compreender), porque eu, se fosse bicha, jamais votaria no sujeito que, além dessas e outras, em entrevista à revista Playboy, afirmou que “seria incapaz” de amar um filho homossexual.

– Pois é, mas estou com ele assim mesmo, pois o que quero é um bom presidente, não um presidente politicamente correto.

– Porém, espera um pouco, deixa eu acalmar a minha perplexidade: Jair Messias Bolsonaro disse, também, que ter um filho homossexual seria a morte para ele. E disse mais: que preferiria que seu filho morresse num acidente do que lhe aparecesse “com um bigodudo”. Ainda assim continuas não só admirando como apoiando esse cara?

Desta vez houve uma pausa maior para que viesse a resposta:

– Às vezes precisamos abrir mão dos nossos próprios princípios e interesses em favor da coletividade…

– Mas uma pessoa com esses pensamentos tão atrasados a respeito dos homossexuais, o que é o caso do nosso presidente da república Jair Messias Bolsonaro, te parece apto a governar bem um País, nos moldes exigidos pelo Século 21? Não se trata só de combate à corrupção e de alternância do poder, falamos também das questões éticas e morais. mas, já que falamos também de economia, ele acredita que as loucas a prejudicam, pois te recordas, certamente, de ele ter dito que ter um casal gay como vizinho desvaloriza o teu imóvel.

– Pois é, mas a questão é que ele respeita as bibas. Tanto que ele mesmo afirmou isso dizendo: – Tenho que respeitar, mas, gostar, eu não gosto. É como eu falei, querido, ele não tem de gostar, só tem de respeitar.

E garantiu:

-Quer saber? Não enche! 2021 vem aí, vamos com ele de novo para ter um macho de verdade lá em cima! Lacrei!

E foi assim que muitos frescos, bichas, veados, boiolas, invertidos, pederastas, entendidos, efeminados, baitolas, e também lésbicas, sapatões, sapatinhos e demais componenes dos grupos LGBT justificaram seu voto em Jair Messias Bolsonaro e a continuação de seu apoio nas próximas eleições presidenciais.

Chose de loque.

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

O DARWINISMO E AS BARATAS

Não leia se estiver de cabeça cheia

O nada não existe.

O que existe é a realidade, a realidade que é material.

A realidade é o Universo que existe, sempre existiu e não tem fim.

Não têm fim o espaço e a quantidade de mundos, de matéria.

E isso é tão intrigante que permite a existência de infinitos dentro do infinito: se o espaço é infinito, pode haver uma quantidade infinita de mundos dentro dele.

A nossa mente quer acreditar que “antes” existia nada e do nada surgiu alguma coisa.

Cientificamente, e até logicamente, é impossível que da ausência absoluta de qualquer coisa (o nada) algo possa ser produzido, por falta de matéria prima.

Tudo isso, pensado em termos, materiais, estritamente científicos, pode ter uma contestação no fenômeno Divino: Deus criou o mundo e ponto final.

Mas, se reduzíssemos todas as nossas questões às explicações religiosas, nada deveríamos perguntar, nem procurar, de modo que nos cabe manter a curiosidade, pesquisar e buscar saber o quanto nossa capacidade mental seja capaz de apreender e compreender.

A nossa confusão, de compreender o Universo, pode esbarrar logo no obstáculo da crença referida, de que “antes” não havia nada e em dado momento passou a haver alguma coisa.

Mas a realidade é diferente disso, porque a realidade é a realidade da existência, a realidade é concreta, é material e essa matéria, esse Universo, esse mundo ocupa tudo: não há espaço para nada.

Queria dar ao leitor essa verdade lógica e científica: O nada nunca existiu, todo o espaço está ocupado por matéria, desde sempre, de modo que o Universo sempre existiu e não terá fim.

Mesmo que tenha ocorrido o famoso Big-Bang, isto é, a explosão que teria dado surgimento às galáxias, temos de concordar que algo explodiu e esse algo era anterior à forma atual do Universo; ou seja, havia um Universo diferente, anterior, que explodiu.

Acrescente-se a essa verdade da existência eterna da matéria (o Universo) a verdade do espaço infinito, que nossa mente, que não consegue conceber algo que não termine em algum lugar, é forçada a aceitar que o espaço não pode ter um limite, pois sempre haverá algo (mais espaço) além desse pretenso limite.

Sim, eu queria dar tudo isso como verdade, mas subitamente impõe-se uma contradição, implícita na pergunta: – Se o Universo não teve um princípio, como chegou até aqui?

Vou tentar explicar essa contradição usando a batida figura do trem do tempo viajando pelo tempo e nós, isto é, o aqui e agora, seríamos uma estação.

Se o trem do tempo nunca teve início ele nunca partiu. Se ele não partiu, como chegou até aqui?

Sim, porque nós estamos aqui, nós somos uma estação à qual o trem do tempo chegou, mas chegou sem nunca ter saído de lá de onde deveria ter vindo, que é um lugar inexistente.

Com isso, foi-se por água abaixo a nossa certeza da infinitude, digo, de queo Universo não teve um princípio.

Mas, o que é pior, essa noção de que o Universo não teve começo põe em xeque a possibilidade da existência do tempo, como uma entidade.

Isso porque: ou o Universo não teve começo e, nesse caso, nós não existimos, porque assim como nós não podemos chegar ao seu começo esse começo não poderia ter, também, chegado até nós; ou o Universo teve um começo, tanto que o trem do tempo partiu desse começo e pôde chegar até nós, assim como nós, em tese, poderíamos ter acesso a esse começo.

Como seria possível ter havido um começo, se antes do começo não haveria nada e seria impossível algo começar do nada?

Seria pouca absurdidade se mais outra não se apresentasse: Considerando que o tempo não existe, devemos pensar em um Universo parado, de tal forma que o movimento dos ponteiros do relógio não marcariam “tempo”, eles marcariam apenas o seu próprio movimento e o que chamamos de tempo seria apenas, assim, o movimento dos ponteiros do relógio.

A conclusão disso seria que “tempo é movimento”.

Essa série de conjecturas, algo contraditórias, parecem estar nos levando a pensar também no Criacionismo:

Sim, tudo teve um começo, ou melhor, o Universo em que vivemos, ou pelo menos a Terra, teve um princípio: das “Mãos” e da Vontade de Deus.

Ele disse: Faça-se isso, aquilo e aquilo outro. E tudo se fez!

Está bem, a idéia de que houve um começo põe nossa mente de acordo com uma certa lógica humana, uma vez que estamos aqui; e se não tivesse havido um começo não poderíamos estar aqui – pois o trem do tempo nunca teria partido e se não partiu não haveria como chegar a algum lugar.

Enfim, como a realidade é absurda mesmo, podemos aceitar praticamente tudo que nossa mente não repugne, de tal modo que a possibilidade de um ser infinito, todo poderoso, nos ter criado pode ser recebida, para admitir que “um certo começo” tenha acontecido, começo esse que seria o começo da vida na Terra e as condições para que ela ocorresse, como a luz e o calor, por exemplo.

Só que, para aumentar a confusão, veio o Darwin e seu Evolucionismo, mostrando, ou provando por a+b, que as espécies vivas vão se modificando para dar lugar a novas espécies pela necessidade de adaptação com vistas à sobrevivência – e foi assim que viemos os animais, todos, dos peixes, para não nos assustarmos demais com a possibilidade de já termos tido um rabo.

É quando vem a tacada final nas incongruências: me diz aí, Darwin, por que as baratas não pensam?

As baratas são muito mais antigas do que o ser humano. Elas surgiram há mais de trezentos milhões de anos! E o “homo sapiens” há cerca de trezentos e cinqüenta mil anos.

Elas passaram pelas mesmas vicissitudes que nós – ou piores – e por muito mais tempo.

Nós ficamos passando apertos por muito menos tempo que as baratas e logo, em pouco tempo, ficamos inteligentes, safos, espertos, fabricando coisas e hoje já temos até telefone celular, enquanto elas não foram ainda capazes de produzir nem mesmo uma atiradeira, estilingue ou bodoque.

Explica isso, maluco!

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

A VACA ESTÁ INDO PARA O BREJO DE BARRIGA CHEIA DE CAPIM

Eu disse ao Editor do Jornal que esta semana, para evitar as costumeiras polêmicas envolvendo o cenário político brasileiro e deixar assim de mexer com os brios dos defensores do nosso desastrado e desastroso governo, eu escreveria sobre cosmogonia, criação de pintassilgos ou a bacia hidrográfica da Croácia.

Mas… não dá.

Todos se lembram que alguém já disse que esse é um governo de malucos.

Outros afirmam ser de burros.

E baseiam-se em enredos escalafobéticos que garantem que a Terra é plana, que meninos se vestem de azul e meninas de cor-de-rosa, que índios têm terra demais, que quilombolas são gordos e preguiçosos, que pais devem dar embaixadas para filhos, que ninguém se queixa de incêndios na Austrália mas reclamam das queimadas na Amazônia, e assim por diante.

Quando estamos prontos a aceitar que tudo isso é bobagem, em face de um assombroso milagre econômico e que o que interessa mesmo é a bolsa de valores batendo recordes nas alturas e sermos afagados por Donald Trump, vem um ex-Secretário da Cultura, a custo tirado do cargo, apesar da burrice de fazer um discurso com frases tiradas de Goebels, afirmar,em seguida, que a sua demissão foi fruto de uma ação satânica.

Bom, não fosse suficiente, vem logo depois o super-ministro da economia perante o mundo inteiro, no palco de Davos, na Suíça, garantir que a degradação ambiental do Planeta não tem nada a ver com os ricos americanos e chineses queimando combustíveis e fabricando fumaça e gases tóxicos, não! Quem causa os prejuízos ao meio-ambiente são os pobres, que destroem a natureza porque precisa comer.

As surpresas não param e a semana se completa com a namoradinha do Brasil noivando com o Presidente da República, que é um homem casado!

No meio de tanta doideira, talvez (pomos a mão no queixo) nos tenham levado a crer que o comunismo ia tomar conta do País; e na verdade não ia nada.

Quem sabe era mentira que o BNDES estava a serviço da implantação do socialismo no Brasil; ou, ainda pior, servia para que a esquerda beneficiasse empresários amigos, sabe-se lá com quais finalidades, para encher-lhes a burra de dinheiro: E era mentira mesmo!

A estas alturas já até desconfiamos que não foi a corrupção que quebrou o Brasil e que a Lava-Jato aproveitou-se dela para servir a fins políticos – de desestabilizar um grupo para pôr outro grupo no poder.

Aí a gente começa a pensar que não é tão simples como querem nos convencer: de que desde que o governo encha os cofres de dinheiro, que o mundo venha investir aqui e que as fábricas comecem a produzir está tudo bem.

Não, não está tudo bem: asnos não deixam de ser asnos simplesmente porque seus cochos estão cheios.

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

PESQUISA – DADOS PARA ARGUMENTAÇÃO

PESQUISA 1º DE JANEIRO DE 2020– DADOS PARA ARGUMENTAÇÃO

COMO EM QUATRO PERÍODOS O GOVERNO DO PT QUASE LEVOU O BRASIL A SE TORNAR UMA NOVA CUBA OU VENEZUELA

1) Reduziu a inflação de 12,5% (2002) para 5,91% (2010) ao ano.

2) Aumentou o salário mínimo para o seu maior patamar em 40 anos, com um aumento real de 74% entre 2003/2010.

3) Reduziu a relação dívida/PIB de 51,3% (2002) para 39% do PIB(2010).

4) Acumulou um superávit comercial de US$ 252 Bilhões (2003/2010).

5) Pagou toda a dívida com o FMI e com o Clube de Paris e o Brasil se tornou credor do FMI.

6) Reduziu o déficit público nominal de 4% do PIB (2002) para 2,6% do PIB (2010).

7) Aumentou as exportações de US$ 60 Bilhões/ano (2002) para US$ 201,916 bilhões/ano (2010) , recorde histórico.

8) Aumentou as reservas internacionais líquidas de US$ 16 Bilhões (2002) para US$ 285 Bilhões (Novembro de 2010).

9) Ampliou o Pronaf ( Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar que se destina a estimular a geração de renda e melhorar o uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários) de R$ 2,5 Bilhões/ano (2002) para R$ 16 Bilhões/ano (2010).

10) Gerou 15 milhões de empregos formais entre 2003/2010.

11) Reduziu o percentual da população brasileira que vive abaixo da linha de pobreza de 28% (2002) para 6,1% (2010), segundo o IPEA.

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GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

PACTO DA EXTREMA-DIREITA COM O COISA RUIM

O maior perigo do governo de Jair Messias Bolsonaro mora precisamente nisso: o seu sucesso.

Com a melhora de resultados na economia e outros indicativos favoráveis no governo de Jair Messias Bolsonaro, vemos, ao lado dos efeitos positivos, a elevação do tom de voz da extrema-direita, animada por acreditar estar com tudo para calar a boca dos adversários.

Se esse é o governo-maravilha, que garante ser, assegurando, até, ter vencido o primeiro ano sem um único caso de corrupção, pode a extrema-direita bater no peito e assegurar que seus métodos são os corretos.

O fato é que os piores instintos do ser humano, que estavam escondidos ou disfarçados, sentem-se agora à vontade para vir à tona com mais força e, até, com orgulho, uma vez que os extremistas se julgam guardiões de patriotismo, nacionalismo, religiosidade e conservadorismo, bem como próceres na luta contra a corrupção.

O agravamento de preconceitos, a minimização das lutas e conquistas ambientais, o estímulo à violência são vendidos à população como valores, uma vez que quem os pratica está fazendo o que se diz ser “um bom governo”.

Floresce o discurso contra os direitos dos índios e negros, ameaçam a posse de suas terras, armam-se os fazendeiros, cresce o entendimento de que direitos humanos são só para humanos bons, aumenta a crença de que bandido bom é bandido morto, por aí vai.

Caso se confirme que o atentado à produtora de vídeos Porta dos Fundos foi realmente feito por quem o assumiu – um tal de Comando de Insurgência Popular Nacionalista da Grande Família Integralista Brasileira – teremos a noção clara de que o Efeito Bolsonaro chegou a elevado grau de periculosidade.

Ao mostrar as suas garras, o Integralismo e o Fascismo não deixam dúvidas de que com Jair Messias Bolsonaro vendendo a sua alma ao diabo a extrema-direita trará ao Brasil um desenvolvimento dos infernos.

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO DANADO DE BOM

Aos meus queridos leitores, ao editor e à equipe do Jornal da Besta Fubana trago minha palavra de consideração, paz, cordialidade e perdão.

Desejo-lhes um Feliz Natal e um Ano Novo de grande prosperidade, repleto de boas realizações, com o desejo de que se concretizem as esperanças de um Brasil mais justo, humano e progressista.

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

CIRO GOMES E FERNANDO HADDAD, A DUPLA DINÂMICA

Há momentos em que é preciso deixar que se vão os anéis.

Se eu dissesse isso na minha mesa de cervejeiros, eles protestariam imediatamente, porque são muito sacanas e vêem safadeza em tudo. Por eles, os anéis ficam, haja o que hajar.

Nem adiantaria completar dizendo que fiquem os dedos – aliás, pioraria ainda mais as ideias naquelas cabeças sujas.

Eu teria de começar logo pela conclusão: Lula será descartado nas eleições presidenciais de 22, de modo que será necessário, já, que ele indique candidatos a presidente e vice.

Como um dedo já se foi, fiquem os nove.

Por mais que evidente seja a facciosidade nos processos contra Lula e claríssima tenha ficado a quantidade de irregularidades neles praticadas, que deveriam levar à nulidade geral, teremos por um lado os juízes que pendem para o justiçamento, ainda que com as melhores das intenções; por outro, o medo nos tribunais de que suas decisões favoráveis a Lula repercutam como comprometimento político.

Lula fora diretamente da disputa, cumpre formar o quadro.

Pois bom, só há um cabra nas esquerdas, neste momento, que tem presença, carisma, força, vigor, arrojo e destempero comparáveis a Lula, e esse é o Ciro Gomes.

Ciro tem luz própria, ao passo que Haddad, por melhor que possa ser, depende em grande parte do nome de Lula.

Por isso, a dobradinha teria de ser Ciro Gomes encabeçando a chapa e Haddad como vice.

Com o crescimento de Lula, enquanto Bolsonaro despenca, a imagem de Lula entre Ciro e Haddad seria como Super-Homem abraçado a Batman e Robin, a representação do poder dos super-heróis.

Para chegar a isso, dependeríamos da retirada de alguns obstáculos: a renúncia de Lula à candidatura, a aceitação de Haddad de participar em posição menos importante e o amansamento de Ciro Gomes, que é mais bravo do que cachorro doido.

Se esse quadro vier a ser composto, bye bye, Brazil, o comunismo será implantado novamente no País, cairão as armas, as bandeiras e os barões assinalados, a religião vai para as cucuias e a família estará lascada.

Foge, gente! Corre tudo pra Miami!

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

A PIRRALHA

Para manter coerência por vezes é preciso usar argumentos aparentemente contundentes, que parecem embasar nossas certezas, mas que na verdade, ao serem dissecados, esses argumentos revelam a fragilidade das nossas posições.

Estou dizendo isso para tratar do argumento de que Greta Thunberg, a adolescente que foi transformada em ícone pela defesa do meio-ambiente, é financiada por interesses escusos, de apropriação da Amazônia por grupos ou países interessados em tomar conta dessa extensa riqueza, com tudo o que ela oferece de água, minérios e produção vegetal.

Greta Thunberg defende a adoção de medidas capazes de brecar atividades humanas que contribuem para o aquecimento global, que levam ao desequilíbrio do clima, que modificam o regime de chuvas e ventos, que empesteiam o ar tornando-o irrespirável, tudo, enfim, que parece levar o mundo pelo caminho da catástrofe, vale dizer, à própria destruição total da vida no nosso Planeta Terra.

Embora não seja impossível que alguém queira se aproveitar do discurso da pirralha para algum proveito próprio e diferente das finalidades por ela visadas, parece absurdo que Greta esteja sendo financiada em sua luta contra, por exemplo, a destruição da Amazônia, exatamente para que “alguém” se aposse dela.

O raciocínio seria algo como o seguinte: Greta estaria dizendo (o que não coincide com seus discursos) que como o Brasil não está cuidando da Amazônia e, pelo contrário, até está pondo fogo nela, o mundo deve tomar a Amazônia do Brasil – para cuidar dela convenientemente? ou para explorar suas riquezas?

É claro que essa linha de raciocínio não se sustenta, o que leva os que nela acreditam a tentar reforçar seus argumentos com algum outro que pareça decisivo – e aí tocamos na questão que abordávamos inicialmente.

Trata-se da seguinte falácia: quando alguém defende a ação de Greta, o interessado em desmoralizá-la, consciente ou inconscientemente apegando-se à visão direitista de que o Brasil precisa avançar na exploração dos recursos da Amazônia em vez de deixar que os índios fiquem sentados em cima de toda aquela riqueza, usa o seguinte argumento:

– Então por que ela não falou uma única palavra sobre o derramamento de petróleo no mar?

Refere-se essa pessoa ao derramamento de óleo no oceano atlântico que causou imensos prejuízos à vida marinha e às costas brasileiras, para significar que Greta não está interessada em defender o meio-ambiente, tanto que não se pôs a condenar esse fato.

Segundo esse argumento, ficaria demonstrado que Greta só se interessa pelas queimadas, o que revelaria o tal compromisso e o seu financiamento por pessoas ou entidades com foco na Amazônia.

Ora, o derramamento de óleo no mar, de que tratamos, foi um fato isolado, acidental ou criminoso, não é uma prática como as queimadas ou como a destruição da floresta para a implantação de criação de gado ou plantação de soja.

Greta não precisa lutar contra o derramamento de óleo no mar como prática de navios visando a alguma inimaginável forma de destruir a vida marinha para se aproveitar economicamente do mar!

Por isso, o argumento dos anti-ecologistas não tem nada a ver; e visam, simplesmente, a desmoralizar Greta para que o símbolo contra a destruição do meio-ambiente seja anulado.

Greta não parece ser um gênio, nem uma menina-prodígio, no sentido de ser dotada de uma inteligência einsteiniana, mas é uma pessoa que luta por causa importante, mesmo não tendo sido capaz de responder a uma ou duas perguntas que lhe foram feitas em determinada reunião.

 

Greta não é uma criança, greta não é uma pirralha no sentido desvalorizante que certamente foi dado ao termo por quem assim a classificou – e insistir em diminuir sua importância tem a finalidade de diminuir a importância da causa que ela defende, para que a exploração econômica dos recursos naturais possa ser feita irresponsavelmente, sem preocupações com a saúde da Terra, com o bem-estar da população atual e com o futuro das próximas.

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

DIGA-ME: COM QUEM ANDAS?

A nova falácia da extrema-direita…

Ah, mas antes de cuidar dessa falácia é preciso explicar aos adeptos de Jair Messias Bolsonaro que eles, ao escolherem filiar-se ao seu pensamento, não continuam sendo direitistas, como creem.

Direitista é, por exemplo, o seguidor de Eduardo Paes e de Rodrigo Maia; direitista é o apaixonado pelo João Amoêdo; direitista é aquele que pensa como Geraldo Alckmin – para ficar em apenas algumas referências de políticos conservadores, direitistas, por assim dizer.

Entretanto, ocorreu uma tempestade cerebral nos direitistas, os conservadores se assanharam com a coincidência de certos valores defendidos pelo então candidato Jair Messias Bolsonaro e lhe compraram o pacote inteiro.

Aí foi que lascou-se: o pacote inteiro inclui tudo que faz parte do conteúdo, das ideias, dos interesses, da filosofia e das práticas da extrema-direita.

Hoje, quem era direita e tornou-se bolsonarista, aderiu automaticamente à burrice, caracterizada por desprezo pelos direitos conquistados pelos trabalhadores, preconceitos generalizados contra índios, quilombolas, negros, mulheres e homossexuais, nacionalismo e ufanismo exacerbados, uso da religiosidade na política, adoção de políticas econômicas de interesse exclusivo do grande capital, negação da defesa do meio-ambiente, formação de bloco com países extremamente conservadores e distanciamento dos demais, retorno aos costumes moralmente retrógrados e ultrapassados, discurso aguerrido contra as ideias vanguardistas, divisionismo ideológico, falsa difusão de ameaça comunista e tantos disparates que torna-se difícil reuni-los e comentá-los em uma breve exposição.

De braços dados com a extrema direita caminha o fascismo, propondo eliminação sumária de bandidos (bandido bom é bandido morto), condenando a defesa dos direitos humanos (direitos humanos é só para pessoas boas), defendendo a liberação de armas para o povo (incutindo ideias de uso de armas até mesmo em crianças), sugerindo a proscrição da oposição (de metralhadora de brinquedo na mão para metralhar os petistas), e neste ponto, em lugar de continuarmos nessa linha, convém falar alguma coisa sobre fascismo:

Historicamente, os regimes fascistas valorizam de forma intensa o sentimento de nacionalismo. Assim, é comum que os governos fascistas utilizem, de modo exacerbadd, propagandas nacionalistas através de lemas, símbolos, músicas e bandeiras.

Em nome no nacionalismo, os governos fascistas utilizaram todas as formas possíveis de manipulação da população, através da mídia, da religião e da violência.

No fascismo, todas as classes, de todas as áreas, deveriam estar sempre em harmonia com os ideais do governo. Essa harmonia se estende aos meios de comunicação, sob pena de serem acusados de infidelidade para com os interesses do povo.

Os regimes fascistas apresentavam ênfase no militarismo, propagavam discursos de terror para causar um sentimento de insegurança e paranoia na população (como temos hoje o medo de uma pretensa ameaça do comunismo, para manter o povo unido na luta por essa “causa comum”).

Não custa repetir a ocorrência do desprezo pelos direitos humanos nos regimes fascistas, desprezo esse fortemente expressado e atuado contra intelectuais e artistas.

Aqui, hoje e agora, observamos a repetição de outras atitudes históricas do fascismo no tocante ao controle da imprensa e no uso da religião como forma de manipulação da opinião pública.

Esse é o quadro articulado, histórico, cujas características vemos repetir-se diariamente na figura do atual presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, de modo que fica difícil aderir a ele e ser por ele cooptado sem vestir a carapuça totalitária mascarada de patriotismo, moralismo, nacionalismo, castidade, religiosidade e… democracia.

Então, voltando ao início…

– … Mas… de que é que falávamos mesmo? Ah, sim, a falácia da nova direita.

Fica para depois.