GEORGE MASCENA - SÓ SEI QUE FOI ASSIM

LIBERLÂNDIA – UM PAÍS OU UMA PIADA?

Um país localizado no leste europeu, que faz fronteira com Sérvia e Croácia, pode ser uma DUBAI do velho continente. Um país moderno com arranha-céus de arquitetura fora do comum.

Liberlândia já tem o território, governo, leis, moeda e população, só falta reconhecimento dos outros países. O território tem essa polêmica, o governo é formado por poucas pessoas, a constituição proíbe a entrada de comunistas e nazistas, a moeda é o Mérito, porém o Bitcoin é a mais usada e a população de cerca de 1000 pessoas vive espalhada pelo mundo, ninguém mora lá.

Está localizada em uma ilha abandonada por Sérvia e Croácia, circulada pelo Rio Danúbio, com apenas 7 km² de área,

Porque essa ilha é abandonada pelos 2 países? Será malassombrada? Será radioativa? No vídeo você vai entender o motivo desse pedaço de terra no centro dos Balcãs ser renegado por Sérvia e Croácia, mas que agora pode virar uma micronação libertária, onde pagar imposto é opcional.

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A VIOLÊNCIA NO NORDESTE ESTÁ MIGRANDO DA CAPITAL PARA O INTERIOR

Há muito tempo que nós sabemos que as cidades mais violentas dos estados geralmente são as capitais, pois estas atraem pessoas em busca de trabalho, estudo ou simplesmente uma vida melhor, inclusive os bandidos.

Entre as 10 cidades mais violentas do Nordeste, nenhuma é capital, também nenhuma capital está no topo do ranking do seu estado.

Assista o vídeo até o fim e veja muitas cidades desconhecidas estarem na lista das 10 cidades com maior número de homicídios por 100 mil habitantes.

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O PILOTO CUBANO QUE DESAFIOU OS CASTROS DUAS VEZES

Em 20 de março de 1991, o Major Orestes Lorenzo decolou com o seu MIG-23 (avião caça de fabricação soviética) da base aérea de Santa Clara, em Cuba, para uns testes e não cumpriu a rota programada, desviou o rumo para os Estados Unidos onde pediu asilo político.

Isso foi uma grande humilhação para os ditadores cubanos, mas não foi nada em relação ao que ainda estava por vir.

A família do Major ficou em Cuba sofrendo perseguição dos ditadores, Orestes usou de todo artifício diplomático para que os Castros liberassem sua família para irem morar com o pai, tudo em vão, mas ele tinha um plano na cabeça de ir resgatar a família em um pequeno avião pousando em uma rodovia na ilha de Fidel.

O plano não tinha nenhuma chance de dar certo, mas deu, Lorenzo foi buscar e trouxe Vicky, a esposa, e os filhos Reyniel e Alejandro.

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A ESQUECIDA GUERRA ENTRE BRASIL E FRANÇA NAS AGUAS NORDESTINAS

1. O Brasil e a França se enfrentaram em um conflito armado nas águas brasileiras entre 1961 e 1963, tudo por causa de um crustáceo, a lagosta. Esta guerra teve debates diplomáticos, navios de guerra, submarinos, aviões bombardeiros, disputa de frases de efeito e ameaça de anexação de um território ao Brasil, só não teve tiro.

Pesca da lagosta

2. A França perdia território na África, o último foi a Mauritânia onde os navios franceses enchiam seus porões de lagosta e levavam para a Europa, já na iminência da independência deste país africano, os lagosteiros mudaram o tipo de pesca de armadilha para arrasto, fizeram o rapa e retornaram com seus navios para os porto franceses e lá ficaram ociosos, mas não por muito tempo, os empresários tiveram a ideia de mandarem seus pesqueiros para o Brasil, onde a pesca da lagosta ainda engatinhava.

3. No ano de 1960, a França solicitou autorização brasileira para realizar pesquisa nas águas territoriais sobre a lagosta, para isso mandou uma delegação ao Recife para tratarem com autoridades da Marinha brasileira, ficou autorizado que três navios franceses realizassem a pesquisa durante 180 dias. Para garantir o caráter de pesquisa, cada embarcação levaria um militar brasileiro para fiscalizar. Os fiscais relataram que os três navios eram na verdade quatro e que a pesquisa era só desculpa já que a pesca era de arrasto e trazia grandes quantidades de crustáceos. A licença foi cassada antes dos 180 dias.

4. Sem a licença para pesquisa, os empresários pesqueiros franceses mandaram mais barcos para região, desta vez alegando que ficariam fora do mar territorial brasileiro, que naquela época era de 12 milhas náuticas ou cerca de 22 quilômetros, porém os pescadores pernambucanos denunciavam que os franceses estavam pescando em águas brasileiras e os navios da Marinha seguiram para o local para determinar que os pesqueiros deixassem as águas brasileiras, a determinação era pacífica e os pescadores franceses reclamaram ao governo francês.

Frota brasileira se dirigindo para o Nordeste

5. A convenção de Genebra de 1958 reza que os peixes, como nadam, pertencem ao mar, não pertencendo a nenhum país e as lagostas, que caminham, pertencem à plataforma, portanto pertencem ao país dono desse território. Os diplomatas franceses alegaram que como a lagosta pula para se deslocar, se assemelha a um peixe, o Almirante Castro Moreira ironizou que “por analogia, se lagosta é peixe porque se desloca dando saltos, então o canguru é uma ave”. Só por curiosidade, nem o Brasil e nem a França eram signatários desta Convenção de Genebra sobre direito do mar.

6. Como resposta a provocação francesa, o presidente Jânio Quadros chamou as pressas Moura Cavalcanti, governador do território do Amapá, com a finalidade de organizar uma invasão e anexação da Guiana Francesa, a Operação Cabralzinho chegou a movimentar 2500 homens das Forças Armadas, mas com a renúncia de Jânio Quadros, o novo presidente, João Goullart, desistiu da ação, essa anexação tinha outro propósito, evitar o desvio do manganês brasileiro pelo porto da Guiana. Havia uma esperança da França, que tinha perdido muitos dos seus territórios na África, não reagisse a perda da Guiana e o Brasil teria uma superfície territorial que iria desde o Caribe até o Mar da Plata, sonho do presidente Jânio Quadros.

Jornais da época noticiam a presença do Tartu

7. Outra delegação francesa veio ao Brasil para negociar uma permissão de pesca e já avisou antes que os navios pesqueiros já estavam vindo, o Brasil negou a permissão, mas a França avisou que mais barcos estavam seguindo. A Marinha mandou mais navios de guerra para o Nordeste para patrulhar a área, chegando a apreender barcos franceses e obrigá-los a seguir até Natal, no Rio Grande do Norte, onde seriam fiscalizados.
8. Após algumas negociações diplomáticas, o presidente João Goulart mandou liberar os barcos com a carga de lagostas e ainda por cima deu uma autorização provisória para que pescassem em águas brasileiras, essa autorização deu grande repercussão em todo o Brasil, especialmente no Nordeste, o que fez Goulart voltar atrás e cancelar a autorização, o presidente francês Charles de Gaulle não gostou dessa quebra de promessa e disse a famosa frase: “O Brasil não é uma país sério”.

UM B17 da Força Aérea do Brasil acompanha de perto o Tartu

9. Após a desautorização, o presidente francês mandou navios de guerra para proteger os barcos pesqueiros, além de uma frota que incluía o porta aviões Clemenceau para a costa do Senegal, na África, o Brasil estava em estado de guerra com a França, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica foram acionadas e mandaram seus melhores aviões, navios e submarinos para o Nordeste, o porta aviões Minas Gerais e o avião B-17, a Fortaleza Voadora, estavam entre estes. O Clemenceau não chegou a navegar em direção ao Brasil, mas o contra torpedeiro Tartu e a fragata aviso Paul Goffeny chegaram ao front de guerra.

Charles de Gaulle visita o Brasil após o fim da Guerra da Lagosta

10. Antes de haver o primeiro disparo, a França recuou e mandou de volta seus navios de guerra, primeiro o Tartu e por fim o Paul Goffeny além de todos os navios pesqueiros, o país já tinha perdido vários territórios na África, estava travando uma guerra na Argélia e não poderia entrar em outro conflito. Chegava ao fim a Guerra da Lagosta entre as nações amigas Brasil e França sem que tenha sido disparado um só tiro.

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GUARARAPES, O SEGUNDO AEROPORTO MAIS DISTANTE DO MUNDO

1. Seu nome oficial é Aeroporto Internacional do Recife – Guararapes – Gilberto Freyre e os seus códigos são: REC (pela IATA) e SBRF (pela ICAO). É o terminal aeroportuário mais movimentado do Norte e Nordeste e o 5º do Brasil em abril de 2021. O comprimento da sua pista é de 3007 metros.

Vista do terminal com a passarela que leva ao terminal do metrô

2. O seu nome homenageia o fato histórico ocorrido no Monte dos Guararapes (que fica a menos de 2 quilômetros da sua pista), na batalha para expulsão dos holandeses do território pernambucano, e o escritor e sociólogo pernambucano Gilberto Freyre, autor de Casa Grande & Senzala.

3. Oito empresas de aviação operam seus voos do Guararapes: Latam, Gol e Azul são as brasileiras que operam voos nacionais e internacionais. Copa, Air Europa, TAP e TACV são as operadoras estrangeiras. A Azul Conecta opera voos sub-regionais para Caruaru e Serra Talhada e em breve para Patos, na Paraíba. A Itapemirim planeja incluir Recife na sua malha.

4. Em 25 de julho de 1966, durante o regime militar, uma bomba explodiu no saguão do aeroporto matando duas pessoas e deixando outras 14 feridas. Neste dia era esperada a chegada do ministro do exército e candidato a presidente Costa e Silva para um ato de campanha. Foi o primeiro ato terrorista com morte durante o período militar.

Vista do terminal com os prédios do vizinho bairro de Boa Viagem

5. O terminal de passageiros é um dos mais modernos do Brasil, sendo considerado o melhor aeroporto regional do Brasil e o 4º da América do Sul pelo World Airport Awards 2020.

6. O estacionamento tem 2120 vagas, dentro do terminal são 56 estabelecimentos de comércios e serviços, uma loja livre de impostos para quem desembarca do exterior, a Dufry, 64 balcões de check in e 11 pontes de embarques de passageiros e mais 10 posições auxiliares.

Lista de aeroportos premiados

7. Há voos diretos para todas as capitais do Nordeste e Sudeste, para cidades interioranas da região e destinos internacionais tradicionais como Lisboa, Madri, Miami, Buenos Aires, Montevidéu e Santiago. Tem também voos sem escala para aeroportos menos conhecidos como Cidade do Panamá, Fort Lauderdale (EUA) e Sal (Cabo Verde), com a pandemia alguns destes destinos estão inoperantes.

8. O terminal é servido por uma estação de metrô, que fica a 450 metros de distância. A ligação é feita por uma passarela com esteiras rolantes, passando sobre a Av. Mascarenhas de Morais. Na estação, além do metrô que leva a Cavaleiro e Centro do Recife ou Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão, terminal rodoviário e Camaragibe, com baldeação, tem também várias linhas de ônibus.

9. Quatro acidentes aconteceram durante pouso ou decolagem do aeroporto, o primeiro foi em 1º de novembro de 1961, quando um Douglas DC7 da Panair proveniente de Lisboa com escala na Ilha do Sal, em Cabo Verde, se preparava para o pouso, voando mais baixo do que o recomendado, atingiu uma colina no bairro de Tejipió. Dos 88 ocupantes, 45 perderam a vida. O segundo acidente se deu no dia 11 de setembro de 1974: um Boeing 727 da Varig, vindo de Maceió, não conseguiu parar na pista, derrubou o muro e parou na avenida. Não houve fatalidade. O terceiro ocorreu em 11 de novembro de 1991, quando um Embraer Bandeirante da empresa Nordeste Linhas Aéreas decolou com destino a Salvador na Bahia e uma falha de motor fez com que a aeronave caísse em uma praça no bairro do IPSEP, todos os 15 ocupantes mais 2 pessoas que estavam na praça morreram. O quarto acidente se deu no dia 13 de julho de 2011, quando um Let L-410 da empresa Noar, que acabara de decolar com destino a Natal e Mossoró teve problema em um motor e ao tentar retornar, caiu em um terreno na beira mar de Boa Viagem matando todos os 16 ocupantes.

Boeing 727 da Varig na avenida

10. O Guararapes é o segundo aeroporto internacional mais distante de outro país, só perdendo para o de Perth, na Austrália, quer ver vejamos: os locais mais próximos são a Guiana Francesa e a Ilha de Ascensão, que distam quase 2300 km em linha reta. Outros grandes países, que poderiam tomar essa posição do Recife, como Estados Unidos, tem vizinhos próximos no Canadá ao norte ou México e Cuba ao sul. O Canadá tem os Estados Unidos ao sul e oeste (Alasca) e a Groenlândia ao Nordeste. A Rússia tem locais ao norte muito distantes dos vizinhos europeus ou asiáticos, porém tem ilhas norueguesas ao norte bem próximas da sua costa. A China, que mesmo imensa, não tem nenhum ponto a mais de 1300 km de outro país.

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LIBERLÂNDIA – UM PAÍS OU UMA PIADA?

Liberlândia é uma micro nação europeia localizada entre a Croácia e a Sérvia, tem uma área de 7 km² e uma população de 7 habitantes que não residem no país.

O país é localizado em uma área considerado pela ONU como terra nullius, termo em latim usado no direito para designar uma terra que não é reivindicada por nenhum país. Na mesma situação encontram-se Bir Tawil entre o Egito e o Sudão e a terra de Mary Byrd na Antártida.

O território de Liberlândia não tem nenhuma estrutura, é formado apenas por um bosque encharcado pelas águas do Rio Danúbio e tem uma área menor do que a do bairro de Boa Viagem no Recife.

Governo provisório

6Apesar da sua situação, o país já tem sua moeda, o “Mérito”, porém a mais usada atualmente é a criptomoeda bitcoin.

A Croácia não reconhece Liberlândia como um território independente, mas sim como uma região de domínio indeterminado. Gornja Siga é o termo que o país trata a região e chama de “uma ideia provocativa que atingiu proporções sérias”. Já a Sérvia informa oficialmente que Liberlândia não infringe a fronteira do país, e que a sua situação não tem importância para o país.

Entenda: o Rio Danúbio, que divide a Sérvia da Croácia e de Liberlândia, foi ao longo do tempo mudando o seu traçado, cheias e reordenamento hidráulico da sua calha foram alterando o seu traçado, o que fez com que a fronteira entre os países fossem mudando. Enquanto os dois países faziam parte da Iugoslávia, esse detalhe não era tão importante, porém após a sua divisão em Eslovênia, Macedônia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia do Norte, Croácia e Sérvia, esta fronteira passou a ser contestada entre estes dois últimos. A Croácia reconhece a fronteira como sendo a antiga, com o rio sinuoso, mas a Sérvia diz que a fronteira é o rio atual, essa discórdia deixa 11 áreas em litígio, sendo 7 no lado leste, que ambos os países reivindicam para si e Gornja Siga e mais três do lado oeste, estes quatro são renegados por ambos os países. Essas áreas são conhecidas como bolsos.

Mapa da região com Liberlândia em verde

Em 13 de abril de 2015, o tcheco Vít Jedlička proclamou a República Livre da Liberlândia, fincando a bandeira na pequena ilha, junto com sua namorada e mais um grupo de amigos. O país é reconhecido desta forma apenas por Bir Tawil, outra terra nullius.

Projeto futurista de Liberland City

A forma de arrecadação é do tipo financiamento colaborativo, onde só paga imposto quem quer, porém só quem paga é que tem direito de participar das decisões políticas. O estado só atua na justiça, segurança e diplomacia.

Atualmente, Jedlicka está proibido de colocar os pés no território do país que ele governa, o governo Croata não aceita que os liberlandenses pisem no solo, para isso mantém vigilância constante pelo Rio Danúbio e a polícia tem ordem para prender quem se atrever a descumprir esse exilio.

Bandeira

Dentre os membros do governo estava José Miguel Maschietto, que se apresenta como um comandante do exército italiano e diz ter servido nas tropas de paz da ONU em Kosovo, mas não informa o período. Antes de assumir o cargo em Liberlândia, Maschietto se apresentava como pianista e compositor famoso, ganhador de um prêmio pela trilha sonora no filme Gravidade, maestro na ópera de Praga, de Paris e do Balé Bolshoi. Diz também que já conversou com vários embaixadores, mas não cita o nome de nenhum deles. Sabendo destes desvios, Maschietto foi demitido imediatamente por Jedlicka.

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CHONGRYON – UMA CORÉIA COMUNISTA, LIVRE E RICA

No ano de 1910, a península coreana foi invadida pelo Japão e uma considerável parte da população foi trabalhar na ilha japonesa, alguns como trabalho forçado ou escravas sexuais, esse domínio durou até a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, quando cerca de 75% dos coreanos que estavam no Japão regressaram para a terra natal, os que permaneceram, cerca de 540 mil, se transformaram em estrangeiros e perderam os seus direitos civis, esses como seus filhos se tornaram apátridas já que o Japão só dá cidadania a filhos de japoneses e não a quem nasce no país. Perderam também a cidadania coreana, já que o seu país anterior, ligado a dinastia Josion, não existia mais.

Mapa da região na época da Coreía ainda sob domínio japonês

Entre 1950 e 1953, a Coréia se dividiu em duas, a do Norte comunista, apoiada pela China e União Soviética e a do Sul capitalista, apoiada pelos Estados Unidos, com isso, os Zainichis (coreanos no Japão) também se dividiram, só que em três: Os do Norte, os do Sul e os favoráveis a unificação, nesse período de crise pós guerra na ilha, a Coréia do Norte passou a ajudar financeiramente aos Zainichis, o que atraiu a simpatia até dos descendentes sul-coreanos, essa comunidade criou a Chongryon, abreviatura de Associação Geral de Coreanos Residentes no Japão uma organização com muitos bens, como escolas, universidades, vários edifícios sedes, clubes e até oito bancos. A primeira construção se deu no oeste de Tokio. Enquanto os japoneses pensavam se tratar de uma fábrica de bateria, era construída a Universidade da Coréia em solo japonês.

Os nascidos no sul da Coreia e seus descendentes criaram outra comunidade, a Mindan, essa mais amistosa com o governo japonês.

Reunião da Chongryon em Tokio

A Chongryon mantinha estreitos laços com a Coréia do Norte e como este país não tem relação diplomática com o Japão, a organização passou a ser uma embaixada informal. A primeira missão foi incentivar o retorno de coreanos para a Coréia do Norte e conseguiu convencer 87 mil coreanos com 6 mil esposas, a Mindan fez uma forte oposição a essas migrações.

Símbolo da Chongryon, a informal embaixada da Coréia do Norte no Japão

Durante os anos 70, japoneses foram sequestrados na ilha e levados para a Coréia do Norte, o governo japonês acusa a Chongryon com apoio do governo norte-coreano, que negam participação nos sequestros.

Sede da entidade em Toquio

A Chongryon gerencia empresas de turismo e a única barca que faz a travessia do Mar do Japão ligando os dois países, porém a principal fonte de renda é o Pachinko, um jogo de azar eletrônico muito popular na ilha.

Sala de Pachinko

Hoje, ironicamente, a Chongryon denuncia o governo japonês por falta de liberdade e violação dos direitos humanos, uma das denúncias é que as instituições educacionais da organização não são reconhecidas pelo Japão, o que causou uma debandada de estudantes para as instituições tradicionais nipônicas e também de filiados para a concorrente Mindan.