CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

INDICAÇÃO POLÍTICA

A política não faz milagre. Pelo contrário, tem mão podre. Onde toca, gora. Estraga o conteúdo. É norma na política de indicação na empresa pública. Faz 30 anos, a democracia brasileira é arruinada pelas incompetentes nomeações para cargos de administração de ministérios, órgãos, repartições públicas e empresas de economia mista.

Até os políticos que são eleitos para cumprir mandatos legislativos desvirtuam as funções. Em vez de trabalhar exclusivamente pelo país, prestando serviços à coletividade, fazem é armar esquemas para fortalecer os partidos e garantir as reeleições. Até o peso da idade impedir novas disputas eleitorais, então, para não perder a vaga, geralmente ganha através de manobras, o político transfere a chance para membros da família, visando não perder a boquinha com as mordomias do Estado.

Está na Constituição, mas a lei é ignorada. A responsabilidade de qualquer político eleito é trabalhar em prol do país e não arruinar o patrimônio público. Como tem acontecido regularmente, especialmente se ocupa cargo de gestão.

O serviço público existe para atender as necessidades da sociedade. Portanto, não pode ser desvirtuado para satisfazer interesses partidários e pessoais. Não é somente na saúde, na educação e na segurança da sociedade que o Estado deve trabalhar arduamente. Cumprindo as obrigações de praxe.

A responsabilidade do Estado é administrar com decência, de maneira centralizada ou descentralizada, os órgãos públicos das três esferas. Federal, Estadual e municipal.

Pra isto é exigido dos gestores determinados princípios básicos. Conhecimento da causa, eficiência, continuidade, regularidade, atualidade e, sobretudo, cortesia no cumprimento do dever.

No entanto, o que mais o povo observa na prática são falhas de governabilidade e, especialmente, de representatividade. Fatos nítidos nos escândalos de corrupção acabaram em condenação e prisão de ex-presidentes, ex-governadores, parlamentares, ex-administradores de estatais e lideranças políticas e empresariais. Vergonhosa fase brasileira.

Dois fatores atrapalham o país na caminhada rumo à prosperidade. Os falsos programas de governabilidade e de legitimidade. Nos governos anteriores, o brasileiro botava fé nas administrações, ciente de que o sistema político faria as necessárias reformas para modernizar o país.

Mas, o tempo passou e os partidos políticos não fizeram outra coisa, senão mamar nas tetas da velha viúva, coordenar jogadas de propinas que causaram enormes prejuízos à Nação. Como não foram bestas, os antigos gestores transferiram a responsabilidade de mexer na estrutura política para o futuro para não perder a fartura de benefícios. Por isso, adiaram as reformas. Tão necessitadas.

Então, diante de tanta ineficiência, mentiras e arrumadinhos, cresce no seio da sociedade brasileira a desconfiança, decepção e a descrença nos homens que ocupam cargos no poder Executivo, Legislativo e Judiciário. Aliás, o Legislativo e o Judiciário caíram em desgraça na concepção do povo. Agora, para limpar a imagem, vai levar tempo.

A armação de grupos para livrar altas figuras políticas da cadeia, abafou a investigação sobre processos que analisavam os desvios na Caixa Econômica e nas repartições.

Segundo a mídia, somente com as concessões de renúncia fiscal, dispensa de multas e juros, grandes empresas se livraram de pagar montante superior a trinta bilhões de reais. Valor equivalente a uns bons prêmios acumulados da loteria federal que, em vez de ser empregado em obras sociais, acabaram desviados para o bolso da malandragem política.

Até o início de 2019, o Brasil mantinha mais de 30 mil cargos e funções comissionadas, cargos de confiança, que custavam bilhões de reais aos cofres públicos. Neste aspecto, o país supera os Estados Unidos que empregam contingente de altos funcionários três vezes menor. Aliás, houve promessa do atual governo enxugar a máquina administrativa, mas o corte foi mínimo. Quase imperceptível.

A Petrobrás, que era uma empresa sólida, sucumbiu diante da fome insaciável de partidos políticos e da incompetência política. O esquema criminoso de corrupção, as irregularidades envolvendo altos funcionários, os erros administrativos, os malfeitos, o esquema de pagamentos indevidos efetuados entre 2004 e 2012, o desvio e a lavagem dinheiro detonaram a petrolífera. Provocaram um rombo de R$ 6 bilhões.

Em 2014, a petrolífera contabilizou um prejuízo líquido de R$ 21,4 bilhões. Três esquemas desvalorizaram os ativos da estatal em R$ 44 bilhões. A queda do preço do petróleo, a redução de demanda e o atraso nos projetos de refino. O alívio só veio acontecer em 2018, quando o balanço da estatal registrou um lucro líquido de R$ 25 bilhões, para satisfação dos acionistas.

Tá mais do que provado. A velha tradição de indicar apadrinhados políticos para a administração de órgãos públicos e estatais tem de acabar. É nojento e antiprodutivo. Então, chegou a hora de o país nomear técnicos para ocupar posições de relevância nos destinos do país. Cada um na sua área.

Afinal, a Lei 13.303/2016, denominada Lei de Responsabilidade das Estatais, que rege o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de economia mista e subsidiárias tem de entrar em ação para cortar o barato de quem só mama nas tetas do Estado. Sem prestar aquele esperado serviço. Método rotineiro no passado, porém criticado na conjuntura atual.

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GRIPE ESPANHOLA

O tempo passa e para aperrear a humanidade, transfere as pestes, além do avanço da tecnologia e dos conhecimentos, para a posteridade. Tem sido essa a rotina ao longo dos séculos. Situação adversa que preocupa a ciência, mas, por outro lado, estimula os cientistas a se infiltrar nas pesquisas para combater as epidemias que forem surgindo. E na maioria das vezes, os resultados científicos têm sido satisfatórios. Os êxitos são frequentes.

A primeira notícia sobre o aparecimento de uma pandemia, aconteceu na Europa do século XIV. A Peste Negra, também conhecida como Peste Bubônica, foi de lascar. Matou gente à vontade. Deu enorme baixa na população da época. Exagerou nas mortes.

Registra a história que a quantidade de óbitos causado pela Peste Negra pode ter chegado a 200 milhões de pessoas na Eurásia. Um terço da população da Europa. O grosso da mortalidade ocorreu justamente na parte formada pelo conjunto dos continentes europeu e asiático. O pico dessa peste ocorreu entre os anos de 1347 e 1351.

Aliás, contam os historiadores que foi justamente nesse período que ocorreram diversas crises. As mais conhecidas foram o aumento da violência, as alterações climáticas, a fome e as revoltas.

O surto da Peste Negra foi exagerado. A doença era transmitida pelo contato do homem com as pulgas. Os diminutos insetos voadores, por se alimentarem do sangue de mamíferos e aves, transmitiram a doença.

Devido à facilidade de contaminação, o surto dessa pandemia desaconselhava a aglomeração de pessoas, inclusive nos enterros. Os ricos, em especial, se distanciavam do convívio social, priorizando o isolamento.

No entanto, o novo coronavírus não tem sido menos violento. Por onde passa, o Covid-19 pinta miséria. Transmitido através de gotículas, e como são pesadas, não giram no ar. Ficam depositadas nos pisos ou em superfícies.

Mas, de todas as epidemias, uma das mais torturantes foi a gripe espanhola. Essa, foi de arrasar. No espaço de três anos, de 1918 a 1920, infectou mais de 500 milhões de pessoas, um quarto da população mundial da época. Cerca de 50 milhões de vítimas foi a óbito.

O estranho é o nome atribuído à gripe. Gripe espanhola. A Espanha, na Primeira Guerra Mundial, era um país neutro. Os Estados Unidos, para não alvoroçar a população e os soldados, censuravam qualquer notícia a respeito da doença. No entanto, como a imprensa espanhola deitava e rolava no noticiário da doença, a frequência dos noticiosos resolveu batizar a doença como gripe espanhola.

A gripe espanhola foi tão violenta que é chamada de a mãe das epidemias. A origem da doença pode ter acontecido pela mutação do vírus da influenza. Vinda provavelmente das aves para as pessoas. Aliás, duas pandemias foram originadas pelo vírus influenza H1N1. A gripe espanhola e a gripe suína, datada de 2009.

Como no mundo fervia a Primeira Guerra Mundial, no instante a pandemia da gripe espanhola se espalhou. Todavia, foi nos Estados Unidos onde surgiram os primeiros casos. Pelo menos, a primeira pessoa contaminada foi o soldado cozinheiro Albert Gitchell que, imediatamente, contagiou milhares de soldados do Fort Riley.

A partir do envio das tropas norte-americanas para combater na Europa, o contagio foi se irradiando. A gripe espanhola existiu em três fases. A primeira, foi branda. A fase mortal da gripe espanhola foi a iniciada no começo de 1919. Contudo, a segunda onda, principiada em agosto de 1918, foi a mais contagiosa.

Da mesma forma que o Covid-19, a gripe espanhola forçou a proibição de aglomerações. A recomendação era pelo isolamento social. O comércio sofreu consequências. Muitas lojas fecharam as portas, inclusive os correios passaram a atrasar a entrega de correspondências. Motivo, falta de funcionários porque caíram doentes.

Os funcionários pobres sofreram na pele. Como não havia legislação trabalhista em vigor, os trabalhadores tiveram de amargar redução de horário de trabalho e o consequente rebaixamento de salário.

O novo coronavírus foi divido em quatro etapas: epidemia localizada, aceleração descontrolada, desaceleração e controle. Pela quantidade de internações e óbitos, muitas regiões do Brasil passam pela fase aceleração.

Entretanto, após a passagem da pandemia, o mundo terá de se renovar nas atitudes, costumes e modos de trabalhar. Lançar novos métodos de funcionamentos, bem mais aperfeiçoados. O tempo dirá a necessidade de mudanças.

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DESEQUILÍBRIOS

O Plano Real atingiu a maioridade. Foi implantado em 1994 com objetivos específicos. Promover reformas, combater a hiperinflação, estabilizar a economia. Desde 1980, o Brasil esperneava, sem saber como domar a fera. Em 1980, a economia rodopiava, sem encontrar o Norte. Em março de 1990, a inflação festejava 80%.

Crise é que não faltou no país. Foi uma atrás da outra. Em 1979, rolaram muitos desacertos. Foi aí que o país se sentiu iluminado para implantar reforma, com o propósito de resolver sérios problemas. Antes, foram lançados cinco novos programas de estabilização da moeda. Cruzado, Bresser, Verão, Collor I e Collor II. Todos fracassados. Foi um troca troca do nome da moeda corrente que chateou. A do Plano Real foi a décima terceira reforma.

Uma das bandeiras do Plano foi disparar petardos contra o descontrole fiscal que bagunçava a ordem econômica. Infelizmente, situação ainda pendente, que reforça a continuidade das reformas.

Por ser dependente das importações de produtos industrializados para cobrir a fraquíssima produção industrial nacional, o país acumulou déficits comercial. O infortúnio veio da Era Vargas. Faminto de recursos financeiros, o Brasil não tinha outro caminho, senão pedir empréstimos aos países ricos.

Foi daí que surgiu a necessidade de se pensar em sonhos desenvolvimentistas. A primeira ideia incrementou o processo de industrialização do país. Juscelino Kubitschek seguiu a dica estabelecendo um Plano de Metas.

O Plano exigia financiamentos externos para dar suporte a três esquemas. Todos de extrema necessidade. Substituição de importação, industrialização pesada e dívida externa.

Lamentavelmente, a herança contabilizada foi desinteressante. Passou longe do esperado. A inflação do início da década de 90, registrou 6.800%. Em 1993, baixou para 2000%. Pura doideira.

A desigualdade social também impactou, os bancos se desregulamentaram, o Estado perdeu poder econômico. O que sobrou foi um retrato desbotado do Brasil que inspirava adotar uma rigorosa política de austeridade. Tentaram esconder a verdade sobre uma das piores crises econômicas da história brasileira. Não adiantava mais esconder o segredo de ninguém porque a crise política veio para arrebentar a boca do balão. Inspirando os seguidores da doutrina liberalista, seguir os conselhos do neoliberalismo.

A corrente já estava montada. O Plano Real saiu da fornalha, prontinho, centrado em três fases. Ajuste Fiscal, Desindexação e, sobretudo, a Âncora Nacional, o miolo da moeda oficial, o Real.

Logo de cara o governo tomou algumas decisões. Aumentou os impostos federais para equilibrar as contas públicas, reduziu gastos, fez privatizações, promoveu a abertura econômica do país, procedeu nas reformas bancárias.

Planejado para evitar o efeito sanfona, engorda, emagrece, dos planos anteriores, o Plano seguiu em frente. Pulou muitas barreiras até atingir a fase adulta. Neste ano, o Plano Real completou 26, anos. Apesar de alguns tropeços, o Plano pode comemorar alguns efeitos positivos. O controle da inflação e a estabilização econômica.

Mas, embora não comentem, o Plano Real cometeu erros. Elevou exageradamente a taxa de juros. A economia reduziu o ritmo, o desemprego cresceu, o consumo e a renda caíram. O poder de compra do brasileiro foi abaixo.

Outro reflexo negativo do Plano, foi alterar a taxa sobre os ganhos de capital. Ao mexer em casa de marimbondo, empinou os juros bancários, encareceu o custo dos empréstimos, encurralou o projeto de financiar o desenvolvimento econômico.

No entanto, mesmo com falhas, o Plano Real foi além. Sem pensar nas consequências, achou de congelar o patrimônio contábil dos bancos brasileiros. A solução para as instituições financeiras foi desviar a atenção sobre os empréstimos e praticamente se dedicar à negociação de serviços. A cobrança de tarifas foi excelente medida para as casas bancárias. Os balanços salpicaram receitas para os bancos, a cada balanço.

Outra pisada de bola do Plano foi usar a média de preços dos últimos três meses em URV-Unidade Real de Valor. A intenção era corrigir os preços na nova moeda criada, o Real. Mas, não se lembraram de ajustar os ativos e passivos dos ganhos e perdas com a inflação. O erro foi tão grosseiro que acabou desestabilizando os preços de maneira geral no país.

Como prevaleceu a ideia de que a moeda, no caso o Real devia ser forte, igual a cotação do dólar, o Brasil se requebrou, sem querer, com os juros nominais. Por esse pecado, então, o Brasil paga juros a mais no exterior.

O pior de tudo é o fato do Plano Real ter dominado a fera, a hiperinflação, mas não eliminou o monstro, a inflação persistente que, embora pequena, endoida o cabeção do brasileiro.

Pensando em dar o pulo do gato, em 1993, o governo tomou outras medidas agressivas.

O índice oficial da inflação em 2019 ficou em 4,31%, superando o índice da meta traçada pelo governo que era de 4,25%.

Um dos grandes defeitos do Plano Real foi não segurar o crescimento sustentado do país. Uma hora a economia cresce, noutra, entra em recessão profunda.

Os pontos fortes do Plano Real são notórios. Formalizou o mercado de trabalho, o país tornou-se credor FMI, antes era apenas devedor, abrandou a desigualdade social e, por enquanto, tornou-se um destino certo para os investimentos internacionais.

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PELE

O corpo humano é formado por um conjunto de órgãos. Para se formar, cada órgão é feito por um pedaço de tecido. Dentro do corpo humano, existem diversos órgãos, cada qual exercendo uma função específica: coração, pulmão, estômago, cérebro, fígado, pâncreas, intestino, rins, baço, olhos e uma porção de ossos.

Mas, para que a coletividade de órgãos funcione sincronizado no homem e na mulher, é necessário receber a assistência de diversos sistemas que funcionam em cada parte do corpo da pessoa. Por isso, é que cada corpo humano possui diversos sistemas: esquelético, muscular, tegumentar, cardiovascular, respiratório, digestório, urinário, nervoso e genital.

É justamente o sistema tegumentar, comumente chamado de capa, que cobre a parte externa do corpo das pessoas e dos animais. No ser vivo vertebrado, essa capa é chamada de pele que protege os tecidos próximos. Por ser repleta de terminações nervosas, a pele notifica a presença de outros estímulos, como estímulo térmico, mecânico e doloroso.

Por outro lado, por ser extensa e pesada, a pele participa com 15% do peso total do corpo. Grudado à pele, existem outros órgãos integrando o sistema tegumentar. Tem as unhas, cabelo, pelos e as glândulas sudoríparas e sebáceas.

A pele é um importante órgão do corpo humano. Por extensão, é o maior órgão do ser vivo. A pele exerce distintas e importantes funções; protege e define as novidades do corpo. Na pessoa, determina a cor do corpo. As cores são branca, com tons amarelados ou rosados, e negra, puxando para o azulado ou avermelhado.

É através da pele que acontece o contato da pessoa com o mundo exterior. O tato, um dos cinco sentidos do corpo está distribuído em várias partes da pele. Mas, além do tato, a pele também exerce funções específicas. Expressa a dor, a temperatura e a pressão do corpo.

Por ser tão importante, a pele vive em constante renovação. A cada 28 dias, a pele se renova. Nesse período, desaparecem de 20 a 100 pedacinhos da pele. É a pele morta que se acumula no chão de casa. Mas, por ser tão diminuta, a gente nem percebe. Nem nota.

Constituída de terminações nervosas, sensitivas e motoras, e formada por um conjunto de tecidos, reunião de células, que se distribuí da cabeça aos pés, a pele compõe-se de três camadas de tecidos. A superior, a epiderme, a intermediária, a derme, e a profunda, a hipoderme.

Nas pálpebras, concentram-se a parte mais fina da pele, ao passo que nos pés, exatamente na região da planta dos pés, situa-se a parte mais grossa do órgão. Por ser grossa, é o local preferido dos fungos para se alojar.

Existem alguns tipos de pele. Tem a normal, a seca, a oleosa e a mista. Na pele normal, a estrutura é saudável. Não brilha e nem apresenta sinais de ressecamento. Neste tipo de pele, os poros são diminutos e quase invisíveis.

Quando puxa pelo ressecamento, a pele apresenta dois aspectos não muito saudáveis. É chegada à descamação e puxa pela vermelhidão. Causas de pele ressecada. Menopausa, problemas de tireoide e banho com água quente e demorado.

Quanto à apele oleosa, o comum é se observar o brilho intenso. Sinal de presença de sebo além do normal. Daí a existência de acne, cravos e espinhas. A origem da pele oleosa é genética. No entanto, deriva também de fatores hormonais, excesso de sol, estresse e de alimentação gordurosa.

Com relação à pele do tipo misto, a mais comum entre os humanos, dois aspectos impactam. O oleoso e os poros dilatados em algumas regiões do corpo. Testa, nariz e queijo.

Na fase da adolescência, a garotada tende a apresentar um tipo de pele conhecida como acneica. Os sintomas do processo inflamatório começam a aparecer quando explode a produção dos hormônios sexuais na mulher e no homem. Localizadas, geralmente na face, peito, costas e couro cabeludo, as lesões podem deixar o jovem tímido e deprimido, devido à aparência incomum.

A pele sensível, por ser fina e não muito comum, é cheia de anormalidades. É atacada por irritações como vermelhidão, manchas e coceiras. Para se cuidar, a pessoa com pele sensível deve se prevenir na hora da higienização e da exposição ao sol.

Os sinais do envelhecimento da pele, costumam surgir após a fase da juventude. No entanto, como pouco se preocupa com esse detalhe, o jovem não dar bolas para o estresse, os inúmeros compromissos, as inúmeras, tarefas, o fumo, o álcool em excesso, a pouca água bebida e a alimentação desregulada são os principais responsáveis pelo desaparecimento da pele com aspecto jovial.

Todavia, para retardar o envelhecimento da pele, a ciência descobriu que determinados genes podem apressar o envelhecimento antecipado da pele. O resultado das pesquisas não deve demorar a pintar na praça, para alegria, principalmente das mulheres que amam uma pele eternamente jovem e bonita.

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GAFANHOTOS

O mundo é cheio de pragas. Umas boas, outras péssimas. Uma das boas pragas é a capital da República Tcheca. Localizada no coração da Europa, a Praga checa emociona o visitante com seus onze séculos de história.

Impossível alguém não se emocionar ao percorrer as ruas da cidade e ir conhecendo as belezas das cem cúpulas. Inadmissível não se empolgar com as colinas, o fabuloso patrimônio arquitetônico, curtir a extraordinária vida cultural tcheca, as construções barrocas coloridas, as igrejas góticas e o Relógio Astronômico medieval que toca de hora em hora, de forma harmônica.

Construída nas margens do Moldava, o extenso rio modela a capital tcheca em três horizontes. A Cidade Baixa, a Cidade Velha e a Cidade Moderna. O interessante é o divisor de águas. A Ponte Carlos, levantada bem no meio do trio das cidades, é turbinada por lendas.

A ponte foi[l1] construída pelo rei Carlos IV, um rei super supersticioso. Só que a construção demorou 45 anos. A obra tem 516 metros de extensão e 16 arcos. A Ponte também presenciou João Nepomuceno, vigário geral do arcebispado de Praga, e posteriormente santo, ser jogado lá de cima no rio. No final da construção, foram colocadas 31 estátuas de santos, de rara beleza que fomentam o turismo local.

Conta a crença popular que se o visitante tocar a mão na imagem de João Nepomuceno, fica garantido o seu retorno à cidade de Praga outras vezes. Por isso, muitos excursionistas não deixam de tocar na imagem de Nepomuceno na sua passagem pela ponte que foi destinada exclusivamente para pedestres.

Outro tópico da lenda bastante explorado diz respeito à decisão do arquiteto construtor que, durante a construção colocou ovos, vinho e leite na argamassa da obra, a fim de dar mais resistência à construção.

Foi o conjunto de lendas que tornou a Ponte Carlos se classificar como um dos mais famosos pontos turísticos de Praga. No período do meio dia até o final da tarde, o visitante enfrenta tremenda concorrência. A Ponte fica completamente congestionada. O jeito, então, para evitar empurrões é o turista fazer a passagem pela Ponte entre a madrugada e o início da manhã.

Mas, tem outros tipos de pragas que são devastadoras. Destroem lavouras, comem riquezas, mamam na corrupção, arrasam patrimônios, levam muita gente à falência. Aqui e acolá, as espécies nocivas dão as caras, fazendo miséria.

As amaldiçoadas e nocivas pestes provocadas pela raça humana, também ocasionadas por vírus, aves e insetos. Quando aparecem, viram epidemias endêmicas. Matam pessoas aos milhares, eliminam a produção agrícola, arrasam propriedades familiares, agridem ecossistemas

A dengue no período invernoso é uma doença infernal. A Aids matou mais de 32 milhões de vítimas. A gripe aviária também foi infernal. Levou muitas pessoas às covas.

Um tipo de coronavírus casca grossa foi o Sars, provavelmente transmitido por um tipo de morcego e espalhado por 26 países através do contato humano. Surgiu na cidade chinesa de Guangzhou e atravessou fronteiras.

Outro tipo de coronavírus foi o MERS-COV, definida como a doença letal de síndrome respiratória do Oriente Médio.

A Febre Hemorrágica Marburg apresentou uma taxa de mortalidade acima de 80%. O Ebola atormentou bastante. Mas de 80% das pessoas afetadas foram a óbito. A Raiva, devido à carência de assistência sanitária, tornou-se perigosa. Matou demais.

O DST-Doença Sexualmente Transmissível popularizou-se no mundo por causa de alguns aspectos. Do contágio, resultam as verrugas e câncer nos órgãos genitais. Tanto nos homens, quanto nas mulheres.

Entretanto, os produtores rurais têm um medo arretado das aves, das maritacas, primas do papagaio e do periquito. Apesar de serem aves consideradas inofensivas, tem um poder destruidor monstruoso. As aves adoram atacar lavouras agrícolas, especialmente as de frutas, maçãs, pêssegos, goiabas, caquis e milho.

Outra praga de arrombar são os insetos, tremendos causadores de enormes prejuízos na agricultura. O agricultor toda vez que avista mariposas, vespas-das-galhas, o papa cultura de eucaliptos e, particularmente, gafanhotos em profusão, treme nas bases. Fica acuado. Sabe o prejuízo que tem pela frente.

Agora, o Brasil entrou em parafuso. A notícia de que uma nuvem de gafanhotos está na Argentina, desde maio, colocou autoridades em polvorosa. Os insetos despediram-se do Paraguai, onde deixaram vultosos estragos nas plantações de milho, foram para o país do tango e daí devem voar para o Rio Grande do Sul, com breve passagem pelo Uruguai. O medo do agricultor é pensar logo em calamidade.

Foi vegetal, os insetos saltadores devoram. Como a nuvem de gafanhotos é extensa, nem inseticida resolve. Apenas alivia um pouco os ataques. A triste infestação que destruiu o arrozal brasileiro entre 1930/40, não foi esquecida. O fenômeno é incomum.

Dez países que sofrem ataques de gafanhotos periodicamente não encontram solução para a infestação. A Índia, preocupada, organizou um exército de drones e tratores para executar as nuvens desses insetos migratórios, mas não nutre esperança de exterminação.

Ágil, a nuvem de gafanhotos percorre 15 quilômetros por dia. Na África Oriental, os pestinhas dizimaram plantações de algodão, trigo e milho. Na Itália, os bichinhos acabaram com 15 mil hectares de pastagens e terras cultivadas.

Só existe um meio de reduzir a proliferação de gafanhotos. Controlar a praga com o uso de produtos químicos ou biológicos. Ou utiliza agrotóxicos ou faz uso de animais predadores.

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MONARQUIAS

É impossível acreditar. Mas, em pleno século XXI, na era da tecnologia e da informática, ainda existem monarquia pelo mundo. Pátrias governadas por reis, rainhas, príncipes, sultão e imperador.

Embora nem todos exerçam poderes políticos sobre a Nação, todavia, aparecem como a figura maior no contexto universal. Desempenham a função de chefe de Estado. O título é hereditário. Passa de pai pra filho. Para sair do Poder, somente com a morte ou a abdicação.

No início, os reis eram oriundos da nobreza feudal, os burgueses, donos de muitas terras. Seus poderes concentravam-se nos ideais militares e políticos, porém a partir do século XI, começaram a surgir os governos centralizados, dando sequência à criação de monarquias, onde os reis eram soberanos. Donos do poder, de ricos patrimônios. Palácios, imponentes construções e riqueza.

Até se transformar em Republica, o Brasil passou um longo período sob o regime de Monarquia. Foram 70 anos de submissão à família real. A abolição da escravidão, em 1888, foi um marco na história do Brasil.

Atualmente, existem 44 monarquias espalhadas por vários cantos do mundo. No entanto, a Organização das Nações Unidas reconhece 43. O Vaticano, embora não figure como membro efetivo da ONU, todavia, tem assento reservado, como observador.

Contudo, embora não seja um Estado eminente político, o Vaticano tem uma monarquia classificada de absolutista. Submissa à Santa Sé, o Vaticano, denominado de Estado da Cidade do Vaticano, atualmente é administrado pelo Papa Francisco, eleito pelo Colégio de Cardeais, que tem plenos poderes.

No mundo árabe, é costume figurar monarcas donos da verdade e do poder, tanto no esquema político, quanto no religioso. O importante é a soma de poderes acumulados. Os exemplos mais próximos se passam na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes e no Qatar.

Já em outros países, a Constituição assegura esse direito apenas no sentido figurativo. É o caso da Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Japão, Kuwait, Mônaco, Reino Unido, Suécia e outros.

As famílias reais, apesar de estarem fora de moda, ainda fazem parte das despesas do Estado. No Reino Unido, a rainha Elizabeth II ocupa o trono desde 1952. Recebendo ajuda financeira.

A Espanha acompanha a Inglaterra. A Coroa espanhola ostenta apenas valor simbólico. A monarquia é parlamentarista e até bem pouco tempo, o rei era Juan Carlos, no trono espanhol desde 1975, mas recentemente passou o título ao filho, Felipe VI.

Outro monarca com poderes figurativos é o rei Willen Alexander da Holanda que exerce o papel de líder da Casa Orange Nassau. Willen ocupou o trono holandês em 2013.

Um fato curioso acontece com a pequena cidade de Mônaco. Além de ser a menor área soberana do mundo, Mônaco e governada pelo príncipe Albert II. Esse, de fato manda. Exerce o poder em toda Mônaco, apesar de ser apenas príncipe.

Outro caso diferente é o do Japão. Apesar de ser uma monarquia constitucional, em vez de rei ou príncipe, o Japão mantém um imperador como líder máximo. Mas, por ser octogenário, o imperador Akihito se aposentou e passou o trono ao filho Naruhito.

A Arábia Saudita, maior fornecedor de petróleo para o Brasil, embora seja um país radical em determinadas circunstancias, é um dos absolutos no petróleo. Alguns detalhes impactam na Arábia Saudita. O país está assentado no deserto da Península Arábica, é o berço do islamismo, possui as duas sagradas e mais famosas mesquitas da religião, Meca e Medina. Meca, anualmente recebe uma multidão de peregrinos, e Medina é o local onde está sepultado o profeta Maomé.
Os Emirados Árabes é uma outra península do Golfo Pérsico. É outra nação do Oriente Médio, rica em petróleo. Como junta sete emirados é uma federação. Por isso adota o nome de Emirados Árabes Unidos. Os mais conhecidos emirados são Abu Dhabi e Dubai.

A administração do território é exercida pelo emir, que em português significa governante, pessoa integrante da classe dominante. Em cada emirado, tem um monarca, com poder absoluto. Donos do dinheiro, os soberanos adoram investir em palácios, carrões e futebol. São donos de grandes times de futebol de fama internacional, e em fundos de investimentos pelo mundo. No Brasil, os árabes namoram o agronegócio e a infraestrutura.

Até quando as monarquias vão mandar nos destinos do mundo, é uma incógnita. Só o tempo dirá as consequências. Se boas ou ruins para os reis. No entanto, podem ser ótimas ou péssimas para as respectivas economias.

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SISTEMA TRIBUTÁRIO

O ambiente de negócios é um campo ultrassensível. Mas, para o empreendedor se situar no esquema tem de enfrentar desafios. O importante é não levar porradas no escuro. Então, para se livrar de cacetadas na tributação, o empresário ou o cidadão tem de entender as noções básicas do funcionamento do sistema tributário, que no Brasil é complexo, inseguro e causador de desigualdades.

A complexidade do sistema tributário nacional vem da caduquice da lei, do emaranhado de normas e da excessiva quantidade de tributos. Por ser de 1966, os encargos em vigor dificultam a apuração do imposto devido, força o contribuinte de menor renda pagar mais do que as pessoas de maior posse financeira. Reservando para os ricos enormes privilegios.

A finalidade do sistema de tributação é regulamentar os impostos, taxas e as contribuições. Tudo bem que o imposto é uma obrigação imposta ao contribuinte, que paga direta ou indiretamente aos governos das três esferas, federal, estadual ou municipal na compra de mercadorias ou quando recebe a prestação de serviços prestados por empresa ou profissional autônomo.

Uma coisa é clara. Os tributos não são impostos, no entanto, todo imposto é um tributo. Neste aspecto, existem alguns tipos de tributos. Os impostos propriamente ditos, as contribuições, as taxas e os empréstimos compulsórios.

Quem paga imposto ou tributo, chora, apesar de reconhecer a necessidade de recolher o imposto para financiar as despesas coletivas. O financiamento é feito através da cobrança, arrecadação e a partilha dos tributos. Esse conjunto é que identifica o Sistema Tributário Nacional que é a fonte de recursos para os governos poder gastar na saúde, educação e segurança.

Toda vez que o imposto sobe sobre determinado produto, abala o consumo e no fim das contas esfria a economia. Não é mole, todo dia surgem inovações na legislação tributária. Imagine os 5.570 municípios brasileiros criar a sua própria legislação tributária municipal e se guiar por ela para cobrar o tributo. Só para atanazar a cabeça do comerciante.

Existem 5 tributos no sistema fiscal brasileiro. A função de cada tributo é cobrar impostos no consumo. Os tributos em vigor são PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI.

O PIS-Programa de Integração Social financia, essencialmente o seguro-desemprego. O COFINS-Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social é a forte para cobrir a previdência social, a saúde e a assistência social.

O ICMS-Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços taxa as operações derivadas de atividades de comércio. Cobra de produtos como eletrodomésticos, alimentos, de serviços de comunicação e de transportes, interestadual e intermunicipal.

O ISS-Imposto Sobre Serviços é uma taxação de natureza municipal. Taxa o prestador de serviços e o profissional autônomo. Já o IPI-Imposto sobre Produtos Industrializados incide sobre os produtos fabricados, sejam nacionais e estrangeiros. Fabricou ou importou produto, cai na cobrança.

A essa lista, acrescente-se outros de domínio da esfera federal. Impostos de importação e de exportação, impostos de renda da pessoa física e jurídica, tributo sobre a propriedade territorial rural, a contribuição de intervenção no domínio econômico (CIDE), a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL), o fundo de garantia do tempo de serviço (FGTS) e mais os principais, abaixo.

Só quem escapa das garras do leão dos impostos são o jornal, livros, periódicos e o papel de impressão, por serem isentos dessa obrigação.

Não adianta o consumidor se queixar. Pra onde correr, o bicho pega. Basta consumir energia elétrica, comprar roupa, alimentos, veículos, combustível que o governo, com cara de faminto, chega junto. Cobra a parte dele.

No Brasil, o consumidor tem razão de espernear contra a pesada tributação. Em 2017, a carga tributária bruta cravou 32,43% do PIB. Embora a taxa fique abaixo da média cobrada nos países ricos, sócios da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas, comparado à faixa dos países emergentes, a carga brasileira de impostos é pesada e injusta.

Mesmo chorando, o consumidor e as empresas têm de pagar impostos. A arrecadação é recolhida numa conta única. Depois, o governo faz a partilha entre União, estados e municípios, direcionando os valores em três direções.

Financiar os serviços públicos destinados à coletividade social, saúde, educação e segurança, investir em infraestruturas e fazer caixa para cobrir o pagamento salarial dos servidores.

O lado negativo do sistema tributário em vigor é a armação. Malfeita. Como as despesas públicas crescem exageradamente, a fome por receita dos gestores públicos duplica, sempre. Demonstrando ser o velho sistema tributário brasileiro um causador de ineficiência econômica, uma arma contra a igualdade de direitos e um perfeito desorganizador de desenvolvimento.

O maior problema da carga tributária nacional é a impossibilidade de ser reduzida, apesar do país gastar mais do que arrecada. Então, com o caixa fraquinho, empobrecido, e diante da monstruosidade das despesas, o erário público cria déficits. Os governos, pensando apenas na manutenção do nome político na agenda do eleitor, não se emenda. Não se cansa de gastar recursos, muitas vezes à toa. Sem serventia social. Aí, o país fica endividado até a goela.

O duro é suportar uma precaríssima infraestrutura, uma legislação atrasada, uma mão de obra desqualificada e uma dívida pública gigantesca. O somatório dos gastos de governos foi tão exagerado que em 2018 chegou à casa de 77% do PIB. Verdadeiro absurdo.

Então, não há outra saída para o empreendedor e o contribuinte, senão exigir, das autoridades, a reforma do antiquado sistema tributário brasileiro. Contudo, o povo quer que a mudança venha ajustada, dentro da técnica da inovação, da simplicidade e da transparência.

Estas medidas, são as únicas que podem tirar a economia brasileira do atraso, da baixa produtividade, do desemprego e da vergonhosa taxa de crescimento. Costumeiramente lá embaixo.

Afinal, o consumidor, particularmente o de baixa renda, não pode permanecer sustentando e pagando pelas desigualdades do Brasil. Por conta de incapacidade de gestão.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

MEDICINA

A medicina é fantástica. Só não faz milagres, mas é incrível. Nas surpresas, então, extrapola. Em virtude de estar ligada à prevenção, manutenção e cura de doenças de pessoas e de animais, a medicina empolga. Basta o cara ou os animais sentir sintomas anormais no organismo para imediatamente procurar socorro médico ou veterinário. Seja aonde for. O doente não adia hora e nem tempo para solucionar os seus males.

Enquanto o veterinário se dedica a curar doenças nos animais, o médico vai adiante. Desempenha outras benéficas funções no ser humano. Orienta e trata o paciente com dicas de hábitos saudáveis. Instrui sobre o modo de preservar a saúde, proporcionando uma vida longeva, com qualidade.

Apesar de todo dia morrer gente nos hospitais, é comprovado que a habilidade dos profissionais de jaleco branco evolui com o tempo. Os conhecimentos avançam numa estupenda velocidade. As inovações no ramo médico tornaram-se constantes. Tanto nos compêndios de medicina, quanto no campo farmacêutico e tecnológico. Afinal, são justamente as invenções que tornam a arte de curar cada vez mais empolgante.

O primeiro médico do mundo foi o faraó egípcio Imhotep, nascido no ano de 460 a.C. O cara era gênio. Além de médico, Imhotep era arquiteto, sacerdote, mágico e escritor. Foi o projetista e o construtor da primeira pirâmide do Egito.

Faz dez mil anos, a história registra a ação médica. Os pajés, na função de curandeiros, abriam buracos no crânio dos indígenas a fim de liberar os maus espíritos que importunavam os guerreiros. Importunavam a sua saúde.

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CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

LENIÊNCIA

A Lava Jato, embora criticada por muitos, inclusive por homens de toga que alegam ter havido um desserviço ao país, revela boas decisões contra a impunidade. Traz bons proveitos. Ótimos resultados. Com firmeza, corta o barato das quadrilhas que trabalhavam apenas para sugar o dinheiro do país. Roubar o cofre público.

Em cinco anos de atuação, mediante corajosa investigação sobre a onda de corrupção, a Operação pode de fato comemorar excelentes feitos. Nas 60 fases executadas até agora, a Lava Jato prova com números o que fez. Os dados são impressionantes.

Abriu 300 inquéritos, recebeu 113 denúncias, concretizou 1302 buscas e apreensões, fez 162 prisões temporárias, 165 preventivas, realizou 116 ações penais, efetivou 285 condenações, aceitou 49 acordos de colaboração, oficializou 14 pactos de leniência, aplicou penas a bandidos que somadas ultrapassam a 3 mil anos.

Os bandidos, pegos com a mão na massa e disfarçados de gente de bem, grandalhões na sociedade, se infiltravam no Poder, apenas com o intuito de roubar. Enriquecer rápido, às custas da ganância financeira e inocência do povo. Cidadão que se envergonha de cobrar, exigir providências enérgicas.

Na lista da gangue da corrupção, aparece todo tipo de gente. Empresários, doleiros, ex-presidentes, ex-governadores, senadores, deputados, prefeitos e vereadores. Raça política que só faz envergonhar a Nação. Em vez de engrandecê-la. Trabalhando positivo, com objetivos concretos.

O consolo é saber que 426 denunciados passaram pelo menos uma noite na cadeia. Para ver o sol quadrado. Embora o STF, com peninha, conceda liberdade para carradas de pessoas denunciadas como corruptores e corruptos. A soltura de desonestos pelos homens de toga, reforça a tese da impunidade, de que o crime compensa.

O caso mais afamado da corrupção é o do mensalão do PT, derivado do desvio de verbas públicas, compra de votos, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro, que sujou geral a imagem do Brasil. Em 2005, quando o escândalo foi descoberto, es envolvidos figurões, pessoas de prestigio social e financeiro e poderosas organizações. Dos 34 julgamentos, 24 acabaram em condenação.

Dos 14,3 bilhões de reais previstos de recuperação dos acordos de leniência, R$ 4 bilhões foram devolvidos pela Lava Jato aos cofres públicos. Todavia, a quantia presumível dos roubos ultrapassa os R$ 48 bilhões. Quer dizer, ainda tem vultosa grana para ser recuperada da corrupção. O problema é, será que o país conseguirá um dia ser ressarcido no total desviado?

O que ficou estampado nas incursões da Lava Jato é a descoberta dos rombos ter acontecido a partir do ano de 1980. Os danos eram praticados através do pagamento de propinas a políticos em troca de aprovação de projetos de governos, inclusive com a Petrobrás.

O primeiro caso de corrupção foi descoberto em 2003. Bando de políticos desviou 228,3 mil dólares do Banestado, Banco do Estado do Paraná, para ser remetido ilegalmente aos paraísos fiscais do exterior, entre 1996 e 2002. Se bem que do montante desviado, parte dele inicia a viagem de volta, com a colaboração dos acordos de leniência.

O escândalo desviou divisas para 107 contas mantidas numa agência do banco em Nova York. Dos 30 bilhões retirados indevidamente do país, US$ 17 milhões foram recuperados e devolvidos ao Brasil.

O Acordo de Leniência permite aos autores de infração, caso colabore nas investigações, para aliviar a barra, receba benefícios, como extinção da pena punitiva, redução de penalidade e ressarcimento de prejuízos.

Com a vigência da Lei Anticorrupção o país deu um passo importante. A mediada, visa apurar responsabilidade civil e administrativa contra empresas que pratiquem atos lesivos contra a administração pública nacional ou estrangeira.

Os acordos de leniência têm uma vantagem. Embora o infrator goze de alguns benefícios, como atenuação de penalidades, todavia, não livra o envolvido de se ver livre de restituir o que foi levado na surdina do erário público.

Outro fator positivo da leniência é a identificação de outros nomes envolvidos nas fraudes, nos atos de corrupção. Contudo, o que atrapalha é o jeitinho, as amizades com autoridades, os conchavos.

Um fato é claro na Lei Anticorrupção. A necessidade de atualizar a legislação, para dirimir dúvidas que ainda pairam na norma jurídica em relação a três itens importantes. Os efeitos, a validade, bem como a capacidade para não deixar escapar nada que favoreça o réu.

Só resta à politicagem, ordeira, ficar de olho para impedir que o Brasil permaneça naufragado nesse mar de lama que envergonha a todos os brasileiros de boa-fé. Sonhadores por um país decente, concentrados apenas em projetos de cunho progressista.

Mas, pensar dessa forma, será um somente sonho utópico?

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

PROTESTOS

Finalmente, a humanidade resolveu botar pra fora aquela coisa que tava engasgada na goela. Em todo canto do mundo rola manifestações, nos mais diversos idiomas, inglês, francês, japonês, mandarim, italiano, na língua russa e principalmente em português. A galera se une num só estribilho. Justiça.

Mesmo girando a toda velocidade, o mundo quer paz, justiça, calma, paciência e proteção. As pessoas, independente de cultura e comportamento, sonham com sossego, ordem, e menor depredação e violência.

A questão, agora pública, viralizou tanto que até o Papa Francisco resolveu intervir, emitindo opinião: “Não é hora de olhar as indiferenças e ficar calado”. Realmente, o momento pede irmandade e reação para exigir menos ganância e mais ação para evitar a depredação do ecossistema.

De uns tempos pra cá, o mundo demonstra ter perdido a paciência. Por isso, faz explodir revoltas pelo globo terrestre. No ano passado, as estatísticas registraram várias manifestações de conflitos populares.

Na Bolívia, o povo afrontou a polícia por causa de manipulação de urnas, depois que a oposição rejeitou o resultado das eleições de outubro de 2019. Desconfiada de fraudes, que garantiu a quarta reeleição consecutiva de Evo Morales, o país entrou em crise política, que forçou a renúncia do presidente eleito.

No Chile, o caos tomou contas das ruas centrais de Santiago. O povo, insatisfeito com a majoração no preço das passagens, tocou fogo em ônibus, saqueou lojas. A situação ficou tão preta que o presidente da época não teve outra saída, senão declarar estado de emergência.

No Equador, em virtude do cancelamento dos subsidio aos combustíveis, vigente há décadas, a população provocou violentos distúrbios. O motivo da maior crise dos últimos doze anos no país, foi consequência de severas medidas econômicas recomendadas pelo FMI.

Todavia, a onda de protestos não se restringiu apenas à América do Sul. Hong Kong, também enfrentou momentos de distúrbios no ano passado que culminaram em greve geral nos transportes públicos e nos voos internacionais. No aeroporto local, um dos mais movimentados do mundo, a coisa pegou fogo. Os tumultos, generalizados, de tão dramáticos, perturbaram a lei e a ordem no país por um bom tempo.

Também em 2019, em virtude globalização, o pau cantou feio nas ruas de Beirute, durante dois meses, em consequência do colapso que atacou a economia do Líbano. Em confrontos violentos, se enfrentaram os manifestantes e jovens de partidos políticos. A ira popular explodiu, por causa da rejeição do acréscimo de menos de um real na tarifa do WhatsApp.

Mas, neste ano, de 2020, os protestos se multiplicam absurdamente por todos os cantos do planeta. Dois fatos repercutem intensamente. O racismo e a violência policial. Nem a pandemia do coronavírus impedem de os distúrbios se espalhar por aí afora.

Na França, a morte do jovem negro francês, Adama Traoré, ocorrida há quatro anos, de forma também brutal, foi o estopim para reunir mais de 20 mil pessoas no Norte francês e deflagrar um tremendo confronto.

Na Austrália, a causa de manifestações de protestos foi o preconceito contra os aborígenes. De máscaras, os manifestantes protestavam respeitando a distância regulamentar, em obediência às medidas de prevenção contra o Covid-19.

No Reino Unido, bastou o Parlamento britânico suspender as atividades, conforme autorização concedida pela rainha Elizabeth 2ª, como chefe e Estado, para gerar discordâncias. Os manifestantes, sob o slogan “de assalto à democracia”, pediram a renúncia do primeiro ministro britânico, Boris Johnson.

A morte, de forma cruel e desumana do norte-americano, George Floyd, 46 anos, em Minneapolis, no estado de Minnesota, abriu a boca do furacão. O interessante é que os protestos antirracistas varreram o mundo. Avançaram em vários países, Alemanha, Inglaterra, Canadá. México, Bélgica, Espanha e Portugal. A rejeição à truculência policial é crescente entre os ativistas.

A frase dita por Floyd, deitado no chão, e sem poder de reação, “Não consigo respirar” permanece no ouvido dos manifestantes que não se conformam com a barbaridade policial. Até os italianos, inconformados, se reuniram na Piazza del Popolo, Roma, e de punho erguido, berravam “Sem Justiça, não há paz”.

No Brasil, o caso de maior repercussão no momento ainda é o de Miguel Otávio Santana da Silva, menino de cinco anos, filho da doméstica do apartamento do prefeito de Tamandaré, que morreu, no dia 3 passado, após cair do nono andar do prédio onde mora a família do gestor municipal da famosa cidade do litoral sul de Pernambuco.

O lado triste da ocorrência. Por causa da pandemia, a mãe, a doméstica Mirtes, teve de trazer o filho para o trabalho na capital pernambucana, Recife. As duas cidades são distantes uma da outra por 104 quilômetros.

Lamentável, também é o disparate. Enquanto a mãe da criança teve de ir passear com o cachorro dos patrões, na rua, o menino ficou sob os cuidados da patroa. Então, por descuido, aconteceu o lamentável imprevisto. E a sociedade, unida, clama por Justiça.