CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

CARNAVAL

A ideia de carnaval surgiu durante a Antiguidade. Creditam a origem do carnaval a duas teorias. Para festejar o renascimento da natureza, os povos antigos comemoravam a alegria com empolgantes festas. Na Roma antiga, para referenciar os festivais pagãos, o homenageado era o deus Saturno.

Nos países católicos, predominava a vontade de reunir pessoas com intenções recreativas, antes da chegada da Quaresma. Tempo de orações e de abstinências. Período de quarentena, revivida desde o século IV, que precede a data maior do cristianismo, a Páscoa e a Ressureição de Jesus Cristo

Nos enfoques cotados, o importante era festejar a alegria. O estado de satisfação, o sentimento de contentamento, a brincadeira, o prazer, para esquecer a dor, o sofrimento, os desgostos, decepções e os sacrifícios.

No Brasil, as brincadeiras chegaram com o entrudo português, no século 17. Pelas ruas das cidades, apareciam bonecos desfilando para alegrar as pessoas, com o propósito de esquecer as tristezas.

Tudo virava animação com o transcorrer do tempo, até quando surgiu uma novidade para atrapalhar a folia. De repente, o que era bom, virou aperreio, confusão. A alegria da festa se transformou em violência.

Foi no século 19 que apareceu o ovo, a farinha, a areia e, principalmente a urina para sujar os brincantes que preferiam espalhar a desconcentração. Numa boa, sem ofensas e agressões.

No século seguinte, a elite inventou o corso. Carros decorados saiam pelas ruas para animar o pessoal. Iniciando a fase dos carros alegóricos das escolas de samba.

Então, de sábado de Zé-pereira até quarta-feira de cinzas a pisada é essa. Desfile de blocos, shows carnavalescos, passo no pé. Alegria, alegria.

O carnaval da Bahia é uma fantástica demonstração popular do país. Graças ao som dos trios elétricos, a manifestação concentra muita gente em volta do somzaço, de amaneira livre e espontânea. De maneira que, entre foliões nativos e turistas, Salvador espera atrair mais de dois milhões de pessoas.

Nos cinco dias da grande festa popular, o Rio de Janeiro se transforma num enorme palco por onde desfilarão as mais variadas manifestações populares. São escolas de samba, bailes de máscaras, festas móveis de blocos, bandas de rua, diversificando a cultura de maneira musical e sexual. Festança maravilhosa que se repente desde 1893.

Por sua vez, o carnaval de São Paulo também promete bombar. Pelo menos, os paulistanos garantem desenrolar o maior carnaval da história do Estado, arrastando desfiles de blocos e de belíssimas musas, para mostrar que São Paulo não se resume apenas em garoa e trabalho.

No Recife, o sábado de carnaval é dia do Galo da Madrugada, bloco criado por Enéas Freire, em 1978, na Rua Padre Floriano, no bairro de São José.

O Galo é tão querido que desde 1995, defende o pomposo título de maior bloco carnavalesco do mundo, segundo o Guinness Book. Em 2020, o Galo deve arrastar uma multidão de mais de dois milhões de pessoas, totalmente envolvidas e vestidas de pura alegria.

O carnaval recifense, multifacetado, encanta. Também pudera. A programação é divina. Pelos polos descentralizados passarão mais de 200 atrações. São 46 estruturas montadas em diversos bairros da capital pernambucana com uma só finalidade. Alegrar e arrastar o folião, garante as 2,7 mil apresentações artísticas e populares. Programação traçada, visando empolgar os brincantes. Adulto e infantil.

Aliás, o lema do carnaval do Recife se derrete num só delírio de exaltação. Fazer o folião frevar, cantar, pular, sonhar, suar, empolgar-se. Demonstrar, enfim, felicidade durante os cinco dias do Rei Momo.

É como disse Vânia Campos. “E dos momentos mais simples eu faço uma festa, e da festa, meu bem, eu faço um eterno carnaval”. 

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

GRÉCIA

Em 2010, sem alternativas, a Grécia caiu em desgraça. Desesperado com a dívida pública que só fazia crescer, que na época ultrapassava a casa de 200 bilhões de euros, enquanto a arrecadação despencava e o risco da moratória circundava pelos ares gregos, o país entregou os pontos. Reconheceu ter sido vencido pela crise da economia e das finanças.

Na tentativa de contornar o embaraço e aconselhado pelo FM e a União Europeia, a Grécia, cujo governo era criticado internacionalmente, adotou antipáticas medidas de austeridade. Programou controlar os gastos públicos, excessivos, resolveu congelar o salário de servidores de empresas do governo e estudou demitir em massa a quantidade de funcionários de empresas estatais.

No entanto, revoltada com as prometidas decisões que seriam implementadas, a população radicalizou contra a redução do salário, o aumento de impostos, a inflação que começava a incomodar, o corte de crédito, o fechamento de bancos durante sete dias corridos, a limitação de saques a no máximo 60 euros diários e, sobretudo, com o plano de privatização preste a vigorar.

Sem perder tempo, o povo ganhou as ruas para protestar. As manifestações realizadas de modo violento, geraram conflitos entre a polícia e manifestantes, cujo resultado findou em mortes. Até parece que o brasileiro já viu este filme, algumas vezes, pois fatos semelhantes rolaram e acontecem por aqui. Com as mesmas características.

Todavia, acontece que a ajuda financeira, os vultosos empréstimos concedidos ao governo grego só fizeram atrapalhar os planos. O impacto das fortes medidas repercutiu negativamente. Travou a economia, encolheu. A atividade produtiva recuou por causa da recessão. O PIB desmoronou de 5% obtido em 2004 para apenas 0,14% em 2014. Os negócios enfraqueceram drasticamente em função de retração, impondo a taxa de desemprego atingir a temerosa marca de 26,5%. Deixando, enfim, mais da metade da população jovem desocupada. Curtindo estressante ociosidade.

Nos nove anos de intensa luta, a Grécia ainda sofre as consequências. Nem as ajudas financeiras foram suficientes para vencer a dura crise. Apesar de se tornar viável, a dívida deixou marcas profundas.

A população, obrigada a cortar despesas no lazer e nas compras necessárias para levar uma vida confortável, perdeu a confiança no governo. Depois, então que a dívida pública subiu para mais de 100% do PIB, a rígida reforma nos impostos, na aposentadoria e no salário do servidor, fez o caldo entortar mais ainda.

Hoje, atribui-se a tormenta sofrida pela Grécia aos erros econômicos cometidos por diversos gestores públicos e pela maldita herança do capitalismo, que temendo calotes, sugou os recursos gregos até enquanto pode. Os governos gastavam mais do que os cofres públicos conseguiam arrecadar. Não combateram a corrupção com punhos de ferros. Não impediram a evasão fiscal. Não evitaram a economia encolher.

Adotar medidas de austeridade é fácil, basta ter a caneta na mão. Mas, recuperar a economia, na sua plena atividade é dificílimo. Cortar gastos públicos não custa nada, porém cumprir a promessa, fechar a mão é outra coisa completamente diferente.

O ato mexe com a vaidade e o egoísmo pessoal. Afinal, nem todos os gestores tem coragem para tomar audaciosas medidas. Por outro lado, é mais lucrativo aumentar impostos do que promover reformas na política, na área tributária, na previdência e no mercado de trabalho. É realmente duvidoso porque chega a tirar o sono das autoridades que não tem aquilo roxo.

A experiência que a Grécia sofreu com a crise de economia e finanças foi dolorosa. Além do povo enfrentar duradoura depressão, ainda teve de amargar outros graves problemas. Com a força de trabalho desempregada, as demissões, as greves gerais, o tesouro saqueado, o corte de salário e pensões, o penhor de moradias, o grego penou demais. O esgotamento mental, o abatimento físico abateu o grego por várias gerações. Levou muita gente ao suicídio.

Todavia, o importante é que a tormenta passou. A Grécia respira mais aliviada, depois de atravessar uma fase penosa de estabilidade econômica. Afinal, o pior já passou. Após nove anos de completa baixa, vencido os efeitos dos destruidores ciclones, para 2018 as estimativas apontam que a economia cresceu a uma taxa de 2,8%. Foram nove anos de braba recessão. Tempos de tristezas e sofrimento em virtude das duríssimas medidas de austeridades comandadas pelos seus credores.

O ruim é que os últimos acontecimentos gregos parecem um ato de déjá vu. O curioso é que outros povos vivenciaram, passaram por semelhantes e nebulosas atitudes. De rachar o cano. Sem tirar nem por. Parecendo comer farinha do mesmo saco.

O certo é que apesar dos sofrimentos, o povo grego pode servir de exemplo para os brasileiros. Com sacrifícios, soube superar os entraves verificados nas questões previdenciária e no problema fiscal.

Na questão previdenciária existe semelhança entre a Grécia e o Brasil. Os dois países são pareia. É a população jovem que sustenta os velhos aposentados e mais da metade da aposentadora feminina passa a valer com menos de 55 anos.

Os gregos também reclamam da falta de mão de obra qualificada, a taxa de desemprego beira os 18%, em função da carência de bons programas educacionais e a enorme dificuldade para atrair investimentos.

Tomara o Brasil encontre luz para iluminar a sua trajetória favorável nesta nova jornada. De modo a trilhar novos caminhos daqui pra frente. É fé na cabeça e força nos pés para desbravar novos horizontes.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

REFORMAS

Quem entende do riscado, defende a aprovação de reformas estruturantes no Brasil por achar ser o melhor caminho para controlar os gastos excessivos. O objetivo das reformas é simples. Reduzir o custo da máquina do Estado, atrair investimentos.

Levando em conta que as despesas de pessoal do Brasil consomem 82% dos gastos públicos, a pressa com as reformas tem um propósito altamente justificado. Permitir ao país viver outra fase de tranquilidade. Garantir recursos para o crescimento vegetativo da folha de pagamento.

Todo ano, conforme prevê o contrato de trabalho, as finanças públicas sofrem acréscimos com os direitos trabalhistas. Os gastos ficam maiores com os chamados direitos adquiridos pelo funcionalismo.

Os adicionais de tempo de serviço referem-se a triênios, quinquênios, funções gratificadas, ajustes salariais, promoção e outras vantagens. Evidente que há diferença de vantagens salariais se comparados o sexo nas categorias de servidores ativos. A mulher recebe sempre um salário menor, geralmente.

Também é notório que a aposentadoria não influencia no aumento de despesas. Muito pelo contrário, a aposentadoria às vezes até serve para diminuir os custos, em virtude do desaparecimento de algumas vantagens como vale alimentação, terço de férias e outros procedimentos como progresso tecnológico da repartição, permanência de leis de pessoal sobre vantagens atrasadas. Além, é claro do aumento de produtividade.

O aperto fiscal dos Estados e o descontrole geral das contas públicas é fato comprovado. Representam um desastre nacional. Caso evidenciado em alguns estados que atravessam difícil situação financeira. No quadro de compressão de caixa, ultrapassam o limite máximo permitido de 49%. Entre os estados que apresentam gastos maiores do que a arrecadação, estão o Rio de Janeiro, Roraima, Tocantins e a Paraíba.

Enfrentando barra pesada também, mas ocupando melhor posição na zona de conforto, embora apresentem excessos de gastos, figuram 11 estados. No meio dos estados semi-apertados nas finanças, Pernambuco figura com categoria.

O que compromete a busca de resultados é o declínio da atividade econômica. A força para segurar as dívidas estaduais, evitando que elas cresçam além da conta e a manutenção de gestores incompetentes que pouco entendem do riscado. Enquanto os estados não cumprirem a Lei de Responsabilidade Fiscal na íntegra, não aumentam a arrecadação. O cenário permanece preocupante.

Além da super necessária Reforma Administrativa, para combater a excessiva burocracia do serviço público, existem em pauta 11 reformas que são consideradas estruturantes para equilibrar as contas estaduais. Reforma da Previdência, Tributária, para aliviar os pesados tributos e o pouquíssimo retorno, a do saque do FGTS, para aliviar o endividamento do povo.

Fora essas reformas, tem também a do acordo com o Mercosul e da União Europeia, a ação da Desestatização, a da Liberdade Econômica, a do programa de concessões e privatizações, a das medidas de liberalização comercial, a da redução e racionalização dos subsídios permitido pela União e finalmente a das medidas para o fomento de capitais.

Até economia necessita de nova injeção de ânimo. Deixar de ser uma economia fechada e enveredar por uma abertura comercial, com o propósito de valorizar o comércio externo, desconcentrar o mercado e atrair tecnologia.

Os itens de reformas imprescindíveis estão contidos na proposta de Orçamento para 2020. E não adianta botar banca, querer enganar a população com desculpas esfarrapadas, a única diretriz para colocar o Brasil no caminho do crescimento é via reformas. Capazes de enxugar as despesas desnecessárias.

A Reforma Administrativa é imprescindível. Afinal, em 2019, o déficit nas contas públicas ficou acumulado em R$ 52 bilhões. Caso não tomem providências, a zebra permanece atacando. O governo tende a encontrar dificuldade para pagar a folha mensal dos servidores ativos. Da mesma forma, fica apertado para conceder aumento salarial nos próximos anos.

É notório que o Brasil inchou para atender aos anseios da política. A exagerada contratação de servidores no serviço público, os supersalários, embora legais, em decorrência de direitos adquiridos, como verba indenizatória, gratificações, ajuda de custo, auxílio moradia e de alimentação elevam os salários, favorecem os desastres econômicos.

Os salários de juízes, desembargadores, parlamentares e de outras categorias de servidor público, ultrapassando os 39 salários mínimos estabelecidos aos ministros do STF como parâmetro, humilham a classe média que ganha apenas ganha uma merreca de salário.

Indignam a Constituição Federal que é desrespeitada pelas próprias autoridades do país que só se preocupam em ganhar mais. Garantir absurdas mordomias, enquanto o povo permanece engolindo sapo a todo momento.

Até o FMI se pronunciou, apontando a Reforma da Previdência como um importante instrumento para reorganizar a situação fiscal do país, que anda bastante desarrumada pelos atos de desgovernos.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

ROMANOS

Embora tenham vividos em tempos remotos, sem explorar o mínimo traço de tecnologia, os romanos foram um povo sábio. Criativo. Cheios de ricos dons pessoais.

Na Roma antiga, misturados à sociedade, viviam filósofos e inventores ativos. Por isso, graças ao poder de criação dos romanos, a sociedade moderna herdou e utiliza muitas invenções do passado em algumas áreas. São técnicas produtivas, domésticas e de construção. Sem, no entanto, desconfiar da origem e procedência.

Deve-se aos romanos, a diversão e a participação em shows, na prática esportiva e, inclusive na vibração com os jogos intelectuais que passam de geração a geração, sempre aglomerando públicos.

Se o homem moderno sabe ler, evoluiu culturalmente, o agradecimento deve ser dirigido ao povo romano que teve a iniciativa de lançar o primeiro livro. Em substituição ao pergaminho ou as tábuas de pedra, tão comuns na época.

As proezas romanas são fantásticas. Com os livros, desenvolveram e compartilharam a cultura. O Direito Romano, resistente ao tempo, faz parte do cotidiano da atualidade. Inteligente, copiaram alguns inventos da cultura grega no campo da arte, pintura e da arquitetura.

Embora tenham sofrido intensa crise econômica e política, os romanos souberam dominar a corrupção nos governos, frear os gastos exagerados que desviaram montanhas de recursos do Império.

Com o poder de trabalho, os romanos transformaram um pequeno vilarejo num majestoso império, durante o século III a.C. que durou praticamente até o ano 476.

Foi na Roma antiga que surgiu o concreto, tão forte e resistente, capaz até de passar milênios, sem oferecer risco algum à construção, ao contrário do concreto atual, cuja resistência não passa de 70 anos. A durabilidade do material era garantida por causa da adição de pedras vulcânicas que, misturadas às cinzas dos vulcões, mais sal marinho e cal, tinham prazo de validade longevo.

Outra notável criação dos romanos foram as estradas. Inicialmente construídas com paralelepípedos, as estradas após 700 anos de uso foram pavimentadas para durar mais anos de uso. Resistir ao tempo.

Talvez o fã do Fast food não perceba, mas o criador deste tipo de comida rápida foram os romanos, desejosos de comer fora de casa, enquanto conversavam com os amigos. Ideia posteriormente copiada pelos americanos de Kansas que lançaram o hambúrguer em 1921, a preço de banana.

O leitor de jornais também deve agradecer aos romanos, o vício de acompanhar o noticiário pelos tabloides e se manter informado sobre os danos causados pelo coronavirus e outras desastrosas informações. Tudo começou com o registro das atas do Senado romano.

No tempo de Júlio Cesar, grande comandante e usuário de táticas populistas para se manter no poder, morriam muitas crianças durante o parto. Então, para salvar os nascituros, Júlio Cesar baixou um decreto ordenando aos curandeiros que na hora do parto difícil, fizessem cesarianas para salvar as crianças. Atualmente, com técnicas aprimoradas, as maternidades ainda realizam muitas cesarianas, desde que haja necessidade médica ou seja escolha das mães.

Se hoje as famílias usam água encanada em casa, a ideia veio da Roma antiga. Para garantir água nas casas, de maneira permanente, os romanos inventaram os aquedutos. Invenção que o homem moderno utiliza talvez sem desconfiar que a ideia partiu dos romanos.

O povo romano era metido a luxo. Então, para tomar banho quente, no maior conforto, os romanos criaram um sistema de aquecer tanto a água como a própria casa de banho.

Não resta dúvida. O maior Império da Antiguidade, foi tão importante na história mundial que o mundo ocidental ainda preza diversas influências romanas. No nome, na língua, na ciência jurídica, através dos códigos jurídicos, e até na política.

As palavras república, ditadura, senado, plebiscito, cônsul e magistratura, que o mundo ocidental não se cansa de utilizar, foram copiados do povo romano.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

DESEMPREGO

Toda vez que alguém pronuncia a palavra desemprego, o termo arrepia os cabelos, dá um frio na barriga, desperta aquela vontade de correr pro banheiro para se aliviar, principalmente quando o assunto se relaciona ao Brasil.

A grosso modo, a palavra desocupação já diz tudo. Significa que boa parte da população, em idade ativa, não trabalha. Apesar de andar, andar à procura de vagas, dificilmente consegue vaga. É admitido. Na maioria das vezes, a cara sobra. Retorna pra casa de mão abanando, completamente decepcionado, desiludido com os destinos do país.

O desemprego é um dos piores males de países subdesenvolvidos. O que causa desemprego é a deficiência econômica de muitas economias pobres, desarrumadas, que não encontram saída para amparar a população que, permanentemente, cresce e necessita de renda para sobreviver.

A carência de vagas no trabalho é decorrente de vários fatores. No campo tecnológico, o desemprego é fruto da falta de qualificação da mão de obra. Muita gente despreparada é substituída pela máquina, atualmente robôs, que, graças a programas de informática atualizados, realizam a maioria das tarefas de produção com eficiência, menos tempo e menor custo.

No âmbito estrutural, o desemprego é definido como o resultado da ausência de tecnologia. Então, para acionar a produção, o único recurso das economias encolhidas é se valer da mão de obra braçal, sem qualificação. Sem técnicas de engenharia.

O outro fator que alimenta o desemprego decorre de fenômeno conjuntural. A carência de investimentos provoca baixa remuneração na praça, enquanto encarece o custo de fabricação e de vida.

No Brasil, a cantilena do desemprego é acrescida, além da péssima qualificação profissional, pelo nível educacional ruim, o trabalho informal, sem garantia alguma, e da ainda enorme concentração rural.

Por isso, o país fechou 2019 com a taxa de 11,9% de desempregados. A taxa corresponde a 12,6% de pessoas ociosas, contra 41,4%, de participantes do mercado informal, cujo número altamente desencorajador, atinge o patamar de 38,8 milhões de brasileiros.

No quadro geral, o IBGE montou o seguinte esquema. Empregado com carteira assinada no setor privado, 33 milhões de pessoas. Empregado sem carteira no setor privado, quase 12 milhões de aventureiros. Por conta própria, ultrapassa 24 milhões. Empregado do setor público, mais de 11 milhões. Trabalhador doméstico, número superior a 6 milhões. Empregador mais de 4 milhões.

O impressionante é o setor industrial, anteriormente um baluarte na geração de vagas, ultimamente não tem correspondido às expectativas. Apesar dos dados colhidos recentemente, denotar a confirmação de pequena recuperação nos últimos meses. Embora o rendimento ter se mantido lá embaixo.

Combalido pela queda na arrecadação previdenciária e na comprovação de queda no item que se arrasta desde 2017. Antes, 65,3% dos trabalhadores contribuíam para a área previdenciária. Atualmente, o número de contribuintes baixou para 62,4% das pessoas ocupadas. Daí a necessidade da Reforma da Previdência. Bastante combatida pela oposição nos debates no Congresso.

Infelizmente, o Nordeste figura como a região mais castigada pelo desemprego. Alta taxa de desempregados e baixa escala de renda.

Não há mistério e nem magia para combater o desemprego. A receita mais indicada é o país permanecer lutando por investimento na infraestrutura econômica, social e produtiva. De modo a gerar emprego, estimular a recuperação da renda e fomentar o mercado consumidor.

Uma coisa é certa. O desenvolvimento econômico de modo geral e, especialmente no Brasil, tem o dom de promover o bem-estar social e melhor qualidade de vida. Situação bem diversa da experimentada em 2014, quando a econômica travou geral. Empurrou o país pro fundo do abismo econômico.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

AVIAÇÃO

Quando feitas com planejamento, estrategicamente estruturado, toda mudança é válida, benéfica. Produz bons resultados. Dificilmente, um bom planejamento resulta em negativismo.

O que abriu os olhos para a aviação comercial foi o desenvolvimento da tecnologia. As guerras sempre causam comoção. A destruição, mortes e o sofrimento oriundo de conflitos, sempre impõem impactos.

A miséria herdada das batalhas e, sobretudo a pena sentida pelas vítimas, muitas vezes inocentes e indefesas aos combates, afligem o sentimento humano. Abrem a visão do homem, incentivam a criação de máquinas e equipamentos com o emprego de novas tecnologias.

Dentre as inovações do pós-guerra, aparecem o micro-ondas, o GPS, criado pela engenharia militar para decifrar a navegação via rádio, as câmeras digitais, os antibióticos em escala industrial, o serviço de ambulâncias, muito utilizado improvisadamente nos combates para o transporte de feridos, o computador e a sua amiguinha inseparável a internet, e, especialmente o controle do tráfego aéreo.

Foi durante a primeira guerra mundial que a aviação comercial surgiu. Os primeiros voos para o transporte de passageiros, correspondências e cargas aconteceram nos Estados Unidos. O incentivador foi a aviação militar.

No ano de 1914, aparecia o primeiro voo comercial no mundo. Foi no avião russo Ilya Muromets, que, transportando somente 16 passageiros a abordo, fazia um voo experimental, de demonstração. Em 1935, surgiu o DC-3, utilizando dois motores. Em 1948, vieram os aviões a jato comerciais, em substituição aos antigos motores a pistão.

No Brasil, a aviação comercial começou no ano de 1927. A pioneira empresa a transportar passageiros foi a Condor Syndicat. A primeira viagem regular de passageiros, foi registrada entre Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande.

A novidade foi o surgimento da Varig (Viação Aérea Rio-Grandense), em 1927, que absorveu a Condor. Em seguida, veio a Panair, a Vasp, Transbrasil e, posteriormente Cruzeiro do Sul, formando um verdadeiro oligopólio. Porém, todas extintas. Dois importantes segmentos valorizaram a aviação comercial no país. A extensão territorial do Brasil e a precariedade dos meios de transportes.

Na década de 90, desregulamentaram o serviço aéreo. Aí, veio a crise que provocou o desaparecimento de muitas importantes empresas comerciais brasileiras. No início da década seguinte, viajar de avião era um privilégio reservado apenas para homens ricos, de negócios e funcionários públicos. As passagens geralmente eram pagas por pessoas jurídicas, em função do luxo, do glamour e do alto preço das passagens.

Pela importância, devido a desregulamentação dos mercados domésticos, que desencadeou a liberdade tarifária, a partir e 2003, o serviço aéreo tem sofrido muitas modificações.

Entraram em cena vária inovações. Novos modelos organizacionais, tecnológicos e mercadológicos. Com isso, o serviço aéreo comercial brasileiro experimenta até certo ponto bom nível de crescimento.

Atualmente, o mercado doméstico brasileiro ocupa a terceira posição no mundo. Perde apenas para os Estados Unidos e a China. Embora algumas companhias nacionais registem prejuízos.

A demanda de passageiros domésticos tem aumentado. Em 2018, foram transportados 90,6 milhões. Em 2019, a projeção indica número superior a 96 milhões. Diversos fatores influenciam na expansão do mercado comercial aéreo nacional. O câmbio, o preço do combustível, o crescimento do PIB e a redução dos custos, que varia de acordo com a cotação do dólar.

As privatizações aeroportuárias, caso sejam bem conduzidas, são outro esquema a favorecer a aviação comercial brasileira. Na primeira levada de 2012, a transferência da concessão dos aeroportos de Guarulhos, Campinas e de Brasília gratificou o governo com a quantia de US$ 14 bilhões.

Na segunda partida das concessões entraram na jogada os aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre, Florianópolis e Belo Horizonte.

Com a iniciativa privada, as perspectivas melhoram. Pelos menos, as condições de infraestrutura aeroportuárias e a capacidade de tráfego dos aeroportos tendem a se modernizar. Acompanhar a evolução dos tempos. Fora outros itens essenciais. Ao contrário do poder público. Devagar e sempre desatualizado na modernização do serviço do Estado prestado ao cidadão. Daí o atraso na aviação brasileira.

Foi o que de fato aconteceu com a viação comercial durante o tempo em que permaneceu sob os cuidados do poder público. Agonizava. Para comandar os destinos da Infraero, só nomeavam políticos incapazes, sem a mínima condição de interferir na escassez de infraestrutura que mantinha os aeroportos brasileiros, distantes da modernização. Só enfrentando problemas. Sem solucionar os impasses. Só empurrando os problemas para o futuro.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

IDH

A queda no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um fato. Os dados comprovam. Em 2018, a posição do Brasil no ranking mundial foi vexatória, pois, ocupar a 79ª posição, pelo terceiro ano consecutivo, em três quesitos fundamentais, educação, saúde e renda é de envergonhar até o mais humilde brasileiro.

O índice de 0,761 causa incômodo. Mostra que a administração pública brasileira continua cometendo erros administrativos. Não faz o dever de casa como é recomendado. Por isso, as Nações Unidas cobram mais atenção dos gestores. Menos auto gabação e mais ações. Menos promessas em vão, mais ação, decisão, atitude.

O índice do IDH é apurado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), programa mantido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Na coleta de dados de 189 países, a análise apontou que na América do Sul, o Brasil estava em 4º lugar.

O IDH é uma dimensão comparativa, destinada a constatar o grau de desenvolvimento humano. O resultado classifica o país analisado em três níveis. Desenvolvidos, em desenvolvimento e subdesenvolvidos.

O último índice indica que o país se preocupa muito pouco com o bem-estar social. Os gestores nada fazem para oferecer mais conforto à população.

A variação do IDH, referência numérica, vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, os dados indicam que a qualidade de vida de determinada faixa da população vai bem obrigado. Melhora.

Para chegar ao resultado, a ONU coleta e analisa diversos fatores que dão uma dimensão sobre as disparidades sociais e econômicas de cada país. O desempenho do grau de escolaridade, a renda nacional bruta per capita, o nível de saúde, a expectativa de vida e as condições de saneamento ambiental.

Anualmente, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) levanta dados para encontrar o índice. Desde 1993, o programa quer saber o quanto as autoridades políticas fizeram ou vem fazendo no modo de vida do cidadão. Como a população tem sido tratada pelos programas políticos quanto ao padrão de vida. Se houve avanço, permaneceu intocável ou a qualidade de vida do povo caiu, abaixo das necessidades.

Até 2009, o IDH se valia de três índices. Índice de educação, longevidade e renda per capita. Em 2010, introduziram algumas alterações para deixar as conclusões das análises mais claras e objetivas.

O item educação é taxativo, revela quantos anos de estudo a juventude necessita para absorver conhecimentos. Demonstra se o Estado tem efetivamente matriculado as crianças e adolescentes nas escolas, indica os trabalhos que foram acionados para reduzir a taxa de evasão e de repetência.

No campo da saúde, o índice comprova as condições de vida da população no que diz respeito aos programas de vacinação, do pré-natal e fornecimento de medicamentos gratuitos para a faixa pobre.

No cômputo da renda, o IDH exibe a média de rendimento da sociedade com relação ao Produto Interno Bruto do país. Demonstra de fato o que tem sido feito pelo poder público para enfraquecer as terríveis desigualdades econômicas e sociais. Evidenciadas em três dimensões. Distribuição de renda, ainda péssima no Brasil, desigualdade na educação e, principalmente na expectativa de vida.

No Brasil, é comum as pessoas notarem as demarcações de riqueza e de pobreza no mesmo bairro. De um lado, modernos e caríssimos edifícios residenciais, com piscinas à vista, do outro, embora colados, a excessiva quantidade de casebres. Modestas moradias, muitas vezes improvisadas com alvenaria, tábuas e papelão, levantadas entre riachos de esgoto a céu aberto.

Somente no Índice de Desenvolvimento de Gênero, o Brasil consegue se sobressair. Obter resultado próximo do grupo de 1. Melhor nível de escolaridade e de saúde.

Em 2018, os países que se sobressaíram na avaliação do IDH foram Noruega, com o número de 0,954, Suíça, com 0,946, Irlanda, 0,942 e Alemanha, com 0,939.

Uma das causas de destruição da imagem do país é a lamentável transformação das escolas e universidades em verdadeiros campos de militantes esquerdistas. A diretriz dos antigos 17 mil sindicatos, cuja filosofia de trabalho se resumia em puro vandalismo. Bagunça, quebradeira.

Financiar manifestações à base de pão com mortadela, bloquear ruas, trancar o trânsito, chafurdar a ordem, destruir riquezas, vibrar com a depredação de lojas e agências bancárias, incendiar ônibus, era a filosofia dos manifestantes. Atrapalhar, enfim, a normalidade do trabalho que ainda é a única estratégia segura para perseguir o desenvolvimento.

Enquanto não priorizar investimentos em educação, saúde e saneamento básico o país permanecerá adormecido para o crescimento econômico. Sem valorizar os cursos profissionalizantes, a renda das famílias pobres não cresce, sem dar uma prensa na insensível política, a precariedade dos hospitais não desaparece.

Muito menos a dormência e imparcialidade do Judiciário, com a perda de credibilidade e reduzida eficiência. Daí a longevidade dos processos em tramitação em todas as instâncias, sobretudo nas cortes mais altas.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

LIBERDADE

Quase ao final do ano passado foi sancionada a Lei da Liberdade Econômica. A finalidade desta norma é simples, mas bem direcionada. Desburocratiza o que atrapalha a atividade econômica para gerar empregos.

O ponto básico da nova lei é impor mudanças. Facilitar a segurança jurídica em qualquer assunto de negócios. Caso a nova lei não seja atropelada pelas más políticas que rolam internamente, o Brasil, breve, talvez mude de feição.

Atualmente maquiado pela burocracia o país está engessado. Tanto as empresas, quanto o serviço público sofrem com a burocratização. Em passado longínquo, a França sofria desse mesmo problema.

A burocracia dividia a estrutura da empresa. Impunha procedimento de trabalho, dividia responsabilidades, primava pela hierarquia, tornava as relações internas estritamente impessoais.

Todavia, atualmente a burocracia tomou outro rumo, totalmente indigesto, especialmente no Brasil. Trava as empresas, dificulta o andamento da economia. Cria dor de cabeça para quem trabalha nas organizações emperradas ou para quem necessita dos seus serviços.

As empresas ou repartições burocratizadas são cheias de divisões, regras, controles e procedimentos anormais. É aquele negócio, eu só faço a minha parte e acabou-se. O resto que se dane. Ajuda mútua em empresa burocratizada, nem pensar. A culpa é da má administração que eleva os custos, causa perda de tempo ao usuário.

Porém, como a modernização alterou a definição do termo, atualmente a dedução sobre burocracia tem outra conotação. É excesso de procedimentos, e ineficiência, principalmente nos órgãos governamentais.

Até para abrir ou fechar uma empresa no Brasil haja paciência. Tudo atrapalha. O excesso de papelada, o pagamento de taxas diversas e o total despreparo nos órgãos púbicos.

Em 1995, a Heritage Foundation criou o Índice de Liberdade Econômica. Composto por doze categorias, o Índice avalia o desempenho de 180 países com referência a diversos itens. Na lista, o Brasil ocupa a 150ª posição, quase na rabeira.

Não percebe liberdade nos negócios, no comércio, no esquema fiscal, no porte de investimentos, na liberdade monetária e de corrupção. Não verifica o grau de intervenção do governo na condição financeira, na objetividade do trabalho e, sobretudo quanto aos direitos de propriedade.

Na avalição geral, a lei leva em consideração a firmeza e a honestidade governamental, a eficiência judicial, os gastos do Estado, a carga tributária, e a saúde fiscal.

De cara, percebe-se que o Brasil, afundado em erros, se amarra numa economia estritamente fechada. Por isso, perde muitas oportunidades de expansão e de desenvolvimento.

Daí a necessidade de mudanças no âmbito geral no país. Para obter sucesso, o setor privado deve previamente analisar a repercussão que receberá no desemprenho de funções como empreendedor, empregado ou profissional liberal.

Foi justamente baseado nestas iniciativas que a Lei de Liberdade Econômica foi sancionada. A prioridade é reduzir o tamanho do Estado, valorizar o potencial humano, visar o desenvolvimento individual e o coletivo.

As novidades deverão trazer benefícios para o país. É evidente, que como toda regra, a Lei de Liberdade Econômica, além de visualizar vantagens, também traz riscos.

Como pontos positivos, vislumbra-se a dispensa de alvarás e licenças para as empresas de baixo risco, flexibiliza e-Social, simplifica as informações digitais de obrigações trabalhistas e previdenciárias, concede autonomia para o cidadão participante de uma sociedade, mexe com o horário de funcionamento, cria a carteira de trabalho digital.

Na visão geral, a Lei de Liberdade Econômica tem como ponto fundamental estimular a criação de novas atividades econômicas, criar riquezas, gerar empregos formais, elevar o PIB, como fator primordial.

Resta apenas saber se o Brasil de fato está preparado para encarar os impactos que a nova lei vai introduzir no mercado de trabalho. Causar efeitos positivos ou negativos. Tudo depende da cultura política e social brasileira. Ainda em baixo nível, infelizmente.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

PRODUTIVIDADE

A luta do Brasil para pular o baixo nível de produtividade é eterna e intensa. Até a década de 80, a economia brasileira gozava de saúde. Era saudável, estampava vigor. Não apresentava aquela exuberância das potências mundiais, lógico, mas, dentro das possibilidades, sustentava a barra. Quebrava o galho.

O crescimento dos índices de produtividade, movido por mudanças estruturais, confirma a tenacidade econômica. Mostra a vontade que o país sente para obter nova imagem no cenário internacional. A perseguição é enorme, porém, os resultados são poucos, mesquinhos. Aparecem devagar.

Por ser pobre, desprovido de recursos financeiros, carente de capital, o Brasil nunca foi simpático, muito menos seguro para atrair investimentos estrangeiros. Então, não restava outra alternativa, senão ficar balançando ao vento, sem destino certo, de acordo com a onda reinante no mundo, naquela ocasião.

Ora navegava em boa maré. Noutra, em maré baixa, de acordo com o vento. Por isso, muito governantes afrouxaram. Para não manchar o nome político, preferiram adiar o projeto das reformas estruturantes.

O governo Lula, em vez de fazer a Reforma da Previdência, preferiu aumentar a arrecadação para fechar as contas descontroladas. O resultado não foi o esperado. Não aniquilou os imbróglios. Ao contrário, adiou os problemas estruturais. Empurrou os estragos pros outros.

Por outro lado, especialistas argumentam que com as concessões dos aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Florianópolis, feitas no governo seguinte, com o objetivo de modernizar a precária infraestrutura do setor aeroviário do país, também não obteve o festejado sucesso. Como foi comemorado na época.

Outros gestores, menos frouxos, apesar do Congresso extremamente interesseiro, aprovaram reformas. Mas, de maneira lenta. Tão vagarosa que pouca contribuição deu para iniciar a recuperação econômica. Manter o crescimento do PIB de forma sustentável. Com índice de crescimento acima de 3%.

Aliás, em lugar de crescimento, o que a economia mais enfrentou foi estagnação. Desaquecimento econômico, déficit fiscal nos Estados, ineficiente mercado de trabalho, desemprego, indústria com técnicas de produção super atrasadas, mão de obra desqualificada e outros logros.

Faz 40 anos, a produtividade brasileira não cresce. Parou no tempo e no espaço. Consequência de incertezas, intervenções, péssimos planejamentos. Concessões de aeroportos, fora do esquema e outros bichos.

Essa cultura de governos ceder a pressões de grupos econômicos interesseiros num tá com nada. Afinal, distribuir benefícios para impor barreiras comerciais, política de proteção regional, abertura comercial e concessão de incentivos tributários, sob a alegação da sociedade resistir às reformas, é conversa fiada. É jogo político. Infrutífero.

O exemplo da Grã-Bretanha, anteriormente metida numa encruzilhada, é significativo. Depois que entrou de cara nas reformas, bastaram somente três anos para a ex-primeira ministra Margareth Thatcher colocar o PIB inglês numa onda de crescimento espetacular.

Apesar do excelente feito, a ex-Dama de Ferro inglesa, não fez estardalhaço, Não se julgou a única autoridade capaz de consertar o país da rainha Elizabeth II que sofria deconstantes fases de desarranjos político, social e economico.

Humildemente, após a passagem do cargo, a toda poderosa Thatcher recolheu-se aos seus afazeres particulares. Permanece no maior silêncio. Ciente do dever cumprido. Sem debochar de ninguém. Nem mostrar arrogância. Fez o que podia fazer e passou o bastão para os outros proseeguir na jornada.

Além das reformas, o bonde brasileiro do crescimento não pode parar. Tem de correr atrás dos erros, corrigi-los de imediato. Com o intuito de atualizar os atrasos que ocorrem nos transportes, energia, telecomunicações, saneamento e na degradante burocracia. Dar uma varrida no desequilíbrio fiscal, no protecionismo, nas desigualdades e no setor público, preguiçoso. Eliminar a ineficiência do Estado é a pedida.

O começo da nova jornada, iniciada neste governo, já revela bons resultados. Os juros foram derrubados, a Selic tá lá embaixo. A inflação está controlada. Resta agora, encarar de frente a questão da baixa produtividade que não pode ficar com a cara de incompetência. Faminta e maltrapilha.

Afinal, o Brasil tem capacidade de jogar junto com outros grandes países. Embora, ainda sem a devida competência. Os juros do cheque especial e do cartão de crédito é outro entrave a ser cortado.

Antigamente, os governos, pomposamente, comemoravam pequenos resultados positivos com festanças, regadas a gordas mordomias. Apenas para impressionar a galera. Deixando na reserva, o essencial. A força de trabalho e os meios de produção que pedem recauchutagem. .

Ora, país algum, se pensa em crescimento, joga para segundo plano, o capital humano, o capital físico das empresas e a infraestrutura. Eles são básicos, fundamentalmente essenciais.

A recessão de 2014 e 2016 foi catastrófica. Provocou desemprego, incentivou a informalidade, afastou os investimentos, parou as inovações, não renovou os equipamentos, no parque fabril, nem capacitou o trabalhador.

Daí a queda da produtividade. Então, bastam os sete anos de queda na produção de bens e serviços, na derrubada da competitividade nacional, na contabilização de pequenos lucros e nos vergonhosos salários. No poder público, altíssismos. Na iniciativa privada, baixíssimos. Enfim, a produtividade sustentável é um gerador de riquezas.

E gerar riquezas, para posterior distribuição com o trabalhador e a sociedade aflita, é o que o Brasil mais precisa consertar. No momento.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

OVO

A avicultura brasileira começou a despontar a partir da chegada das primeiras aves trazidas dos Estados Unidos, em 1962. Eleitos como animais de grande produtividade, o brasileiro aos poucos começou a colocar na mesa, também a carne de frango. Antes, a primazia se concentrava somente nas carnes de gado e porco.

O saldo foi tai grande que em 2019, o país deve comemorar a produção de mais de 13 milhões de toneladas de carne de frango. Dados ainda não divulgados.

Nas exportações de corte os resultados também foram positivos. As vendas de frango inteiro como as exportações de frango industrializados cresceram bastante.

Caso as vendas externas de carne de frango confirmem as previsões, o Brasil deve fechar as exportações de 2019 em torno de 3,77 milhões de toneladas. Com este resultado, o país se coloca dentre os líderes mundiais na venda de carne de frango. Batendo nas costas dos Estados Unidos, que sempre se manteve na cabeça da lista de exportadores internacionais.

Pelos dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), neste campo, o Brasil ocupa a terceira posição na lista de maiores produtores mundiais de carne de aves, atrás dos Estados Unidos e China. Mas, em virtude da crise chinesa de abastecimento de proteína animal, o Brasil pulou um degrau, ultrapassando a posição do país asiático.

Com este cenário, super otimista, o Brasil também passou a perna nas exportações chinesas de carne de frango. Em 2018, foram embarcadas 4,1 milhões de toneladas que produziram uma receita de US$ 6,5 bilhões. O negócio cresce tão bem que despertou o interesse da Arábia Saudita, Rússia e Egito que passaram a se interessar em fechar negócios com o Brasil.

Fruto do emprego de tecnologia, o ovo de galinha, como produto, também integra o agronegócio brasileiro e desempenha um papel bonito no cômputo geral. Dois fatores elegem o ovo como outro importante componente do agronegócio. O custo é baixo e a produção, por crescer rápido, é animadora.

De acordo com as estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) em 2019 a produção brasileira de ovos deve marcar a quantidade de 49 bilhões de unidades. Contribuindo para as exportações registrarem 12 mil toneladas.

Rico em proteínas, vitaminas e minerais, o ovo é o amigo da saúde. Fortalece a musculatura, ajuda no crescimento do jovem, mantém as células e o cérebro sadios. Como é inimigo da catarata, o ovo combate a perda de visão. Além de prevenir o envelhecimento precoce, o ovo também evita cabelos quebradiços e unhas fracas.

Por conter cálcio e fósforo, o ovo deixa os ossos fortes, afasta a anemia. Devido a presença da vitamina B12, protege o sistema nervoso. Todavia, além de proporcionar essas vantagens todas, o ovo ainda serve para afinar a cintura larga, aquela figurinha popularmente chamada de cintura de ovo. Após o consumo, as proteínas do ovo dão a sensação de saciedade. Afasta a fome, deixa a pessoa magrinha, no capricho.

A clara e a gema, por formarem aquele par inconfundível, oferecem muitos outros benefícios. A clara se responsabiliza pela manutenção da massa muscular em forma. A gema garante sustentar o organismo na medida.

Depois, então, que estudos científicos derrubaram a fama do excesso de colesterol, o ovo ganhou a simpatia popular na mesa. Passou a constar do cardápio diário, liberado para sete unidades semanais. Ao contrário das gorduras saturadas, constantes na carne, no leite e nos derivados integrais, consideradas as verdadeiras vilãs da saúde.

Incluído no café matinal, por ter uma digestão demorada, o ovo atrasa a sensação de fome. Aliás, segundo pesquisa da Escola de Saúde Pública de Harvard, Estados Unidos, a pessoa pode comer até sete ovos semanais que não fazem mal nenhum.

Muito pelo contrário, ajuda a manter o corpo sarado. Porém, para as pessoas com taxa de colesterol alta, a recomendação é comer apenas três ovos por semana. Senão, a vaca pode ir pro brejo.

Todavia, na hora da compra, a pessoa deve avaliar duas importantes dicas. A data de validade e o selo de inspeção que obrigatoriamente devem constar na embalagem. A casca deve estar limpa, não apresentar trincas ou rachaduras.

Em função do avanço tecnológico, a avicultura vem ganhando projeção internacional. Três destaques contribuem para o crescimento da fama. A tecnologia de ponta empregada no setor, a produção cada vez mais eficiente e, sobretudo, a diversificação no consumo.

O confinamento na criação de animais e a melhoria no controle do processo biológico multiplicam o resultado na produção de carne e de ovos, enquanto reduz os custos e preços.

Estados brasileiros campeões na produção de ovos. São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. No Nordeste, aparecem Pernambuco e Ceará.