VOCÊ ACREDITA EM COINCIDÊNCIAS?

São tantos indícios e ligações que nos levam a acreditar que nosso Presidente da República aceita, conforma-se, ou participa de milícias, que chega a dar calafrios. No próximo dia 19/03 o Presidente Capitão estará embarcando para os Estados Unidos para encontrar-se com o galegão Donald Trump. NY Times já destacou que “a família Bolsonaro está sob escrutínio por seus laços profissionais e pessoais com suspeitos de atuarem como milicianos”

Vamos aos fatos.

O acusado de ser o executor da vereadora Marielle Franco morava no mesmo condomínio do nosso Presidente Bolsonaro.

Respondendo a uma pergunta de jornalista, o delegado responsável pelas investigações da morte de Marielle Franco, Giniton Lages, disse que um filho de Jair Bolsonaro namorou com uma filha de Ronnie Lessa, preso hoje acusado de ter matado a vereadora. (O Antagonista 12/03)

“Foragido desde 22/01/2019, quando teve início a operação “Os Intocáveis”, o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega, de 42 anos, é hoje, um dos homens mais procurados do país” (O Globo, 29/01) Mãe e esposa do foragido foram lotadas no gabinete do então deputado estadual Flávio na Assembleia Legislativa do Rio, mas o filho do presidente diz não ter sido responsável pelas nomeações. Quando foi homenageado com a maior condecoração concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a Medalha Tiradentes, por iniciativa do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (à época filiado ao PP, hoje senador eleito pelo PSL), o então policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega estava preso por suspeita de homicídio. (Estadão 24/01)

Raimunda Magalhães, mãe de Adriano Magalhães da Nobrega, é mencionada no relatório do COAF como sendo responsável por parte dos depósitos feitos na conta do ex-motorista Fabrício Queiroz. (El País, 22/01). Esse mesmo Fabricio Queiroz que depositou dinheiro na conta da Primeira Dama Michelle Bolsonaro e que o Capitão Presidente reconheceu ser parte do pagamento de um empréstimo.

Valdenice de Oliveira Meliga, irmã dos policias militares Alan e Alex Rodrigues de Oliveira – milicianos presos em agosto do ano passado, na operação “Quarto Elemento” – funcionária do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e tesoureira de sua campanha ao Senado no ano passado, possuía uma procuração e inclusive, assinava cheques em nome do filho do presidente. (O Globo 22/02)

Fala de Flávio Bolsonaro na ALERJ em 2007: “a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos” Normalmente os milicianos são acusados de extorsão de moradores e comerciantes, agiotagem, pagamento de propina e grilagem de terras.

Eu votei a vida toda no Capitão Bolsonaro. Em todas as candidaturas a deputado e no ano passado para presidente. Estou surpreso com essa possível e desastrosa ligação dele com essas facções criminosas. O que me conforta é saber que não sou o único que anda com essa sensação de ter sido traído. Tenho certeza que a essa altura do jogo, nosso Ministro da Justiça deve estar com a mesma sensação de frustração do que eu e boa parte dos eleitores que escolheram o Capitão em 2018. Com o agravante dele ter colocado sua reputação a serviço de um governo tão ameaçado. Mas, estamos juntos Moro, eu votei contra o PT, a favor do Brasil e você colocou seu trabalho a serviço da Nação, não a serviço de Bolsonaro. Agora precisamos que Jair Bolsonaro cumpra o que prometeu: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

Liberte-se Capitão.

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UM PAÍS DESIGUAL, CADA VEZ MAIS

A novidade é o crime de homofobia. Estamos assistindo essa perda de tempo injustificável, na minha opinião, debatendo se a homofobia deve ser tratado como um crime especifico, ou não. Mobilizam-se o STF e o Congresso Nacional para atender essa queixa da Associação Brasileira de gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT). Nossa Constituição de 1988 tem como fundamento a dignidade da pessoa humana. Parece que as mulheres, os gays e os índios não se incluem nessa categoria de pessoa humana.

Diz o Artigo Segundo, parágrafo IV – Promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Já no Artigo Quinto temos a seguinte redação: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, e a propriedade nos termos seguintes:

Parágrafo I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição

Parágrafo III – Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante.

O que mais é preciso para entender que todos deveríamos ser iguais perante a lei? Infelizmente não somos e cada dia criam-se mais classes privilegiadas, cotas e exceções. Fico incomodado com o feminicídio. Até o nome é feio. Por que o assassinato de uma mulher deve impor uma pena, ou tratamento diferente do que o assassinato de um homem? Não é isso que a Constituição Cidadã propôs. Os homens que andam surrando e matando mulheres devem ser punidos severamente, mas da mesma forma que qualquer um que mate um pai de família trabalhador. Sou totalmente a favor das delegacias das mulheres, para que elas sejam atendidas por quem está preparado para dar segurança e conforto emocional as vítimas. Daí em diante a polícia e a justiça devem dedicar os mesmos esforços para punir os agressores de homens, mulheres e qualquer outro gênero que não tenha sido criado por Nosso Senhor Jesus Cristo.

O Congresso Nacional engavetou o processo, talvez Dias Toffoli faça a mesma coisa no Supremo, ao invés de seguir com esse julgamento polêmico e inútil. Na minha modesta opinião. Mas a controversa matéria está tomando tempo, dinheiro e energia das entidades que deveriam estar usando esses recursos para temas que poderão tornar mais segura e próspera a vida de todos nós brasileiros. Esse assunto empolga tanto os nossos políticos que 16 deputados federais estão ameaçando pedir o impeachment dos quatro Ministros do STF que já deram voto favorável a equiparar a homofobia ao racismo.

Já temos tantos problemas emergenciais para ocupar os Três Poderes da República, será que não dá para os gays se conformarem em serem brasileiros como todos os outros?

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COMO DIZIA VINICIUS DE MORAES

Carlos Eduardo Gomes

O assunto do momento são as trapalhadas da Família Bolsonaro. Comparáveis às enrascadas do antigo grupo humorístico, formado também por quatro integrantes, Didi, Dedé, Zacharias e Muçum, “Os Trapalhões”. Só falta colocar aquela trilha sonora da abertura do antigo programa dominical para anunciar que lá vem trapalhada pelo Twitter. A diferença é que os trapalhões da arte, não afetavam a nossa vida e os trapalhões da política podem complicar muito a situação já bastante difícil do nosso país.

Jair e seus filhos são a oposição mais efetiva ao Governo Bolsonaro. Aparentemente envolvidos no submundo de desvio de recursos públicos (rachadinhas) e apoio político através de milicianos que controlam a vida e os votos em muitas comunidades nas periferias das metrópoles, os Bolsonaro precisam explicar muito bem essa situação para levarem a diante seu slogan moralizador “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. É exatamente isso que todos nós queremos: a verdade.

Para expor toda verdade que foi omitida dos brasileiros ao longo dos últimos quatro mandatos presidenciais, para dar transparência ao uso dos nossos escassos recursos, para moralizar e tornar eficiente o serviço público, para libertar o Brasil de compromissos ideológicos contrários a tradição da nossa diplomacia, para fazer as reformas constitucionais mais do que conhecidas e essenciais para nosso progresso, para tornar o Brasil um lugar bom para se viver, escolhemos o Capitão Jair Bolsonaro para liderar essa transformação.

Não falta coragem ao Presidente, não falta gente boa na sua equipe para ajudá-lo nessa tarefa, AINDA não está faltando boa-vontade nos eleitores e no Novo Congresso, mas o Capitão está mais comprometido com o sentimento de paternidade do que com seu patriotismo e com o mandato que lhe foi confiado. Ser presidente da república exige sacrifícios e entre eles está o de não poder escolher para quem governar, é preciso respeitar a Constituição e aplicar a lei para todos, incluindo familiares. É isso que esperamos de um bom presidente. É isso que o cargo exige.

O caso de Flávio Bolsonaro é preocupante. Está próximo demais de grupos criminosos. Será por descuido? Será que o Capitão Jair Bolsonaro sabia desse envolvimento do Zero Um com milicianos ao ponto de empregar familiares de chefes milicianos em seu gabinete? O conceito do Senador Bolsonaro 01 sobre milícias é assustador: “a milícia nada mais é do que um conjunto de policiais, militares ou não, regidos por uma certa hierarquia e disciplina, buscando, sem dúvida, expurgar do seio da comunidade o que há de pior: os criminosos” foi o que disse num de seus discursos na ALERJ em 2007. Ele não considera crime a atuação das milícias que praticam todo tipo de extorsão, por exemplo.

No caso do Secretário da Geral da Previdência, Gustavo Bebiano, assistimos atônitos a participação escandalosa de Carlos Bolsonaro. Sem nenhuma necessidade do enorme desgaste para o Presidente. Motivo para a demissão havia, o que faltou foi o vereador carioca controlar seu impulso e deixar o caso para quem deveria cuidar do assunto com autoridade. Que o Zero Dois não tem. O que poderia ser uma troca de ministro por motivo justo, virou uma crise fora de hora para o Governo. Carluxo parece um filho mimado que faz pirraça para andar de carona no conversível e ir todo dia ao trabalho do pai só para ver como é.

Estamos vivendo um momento especial. A sociedade está consciente e disposta a promover os ajustes econômicos necessários para o equilíbrio financeiro do Estado. Só a Previdência Social Custa R$ 680bi por ano, desse custo os 20% mais pobres custam R$ 20bi e os 20% mais ricos R$ 280bi e fica um buraco de R$ 220bi, para o Tesouro cobrir com venda de patrimônio, ou aumento do endividamento. Está mais do que na hora dos Trapalhões entenderem que boca fechada não entra mosquito. Não está na hora de chamar inimigo para a briga. Dane-se que a Globo não gosta do Bolsonaro, se fizer o trabalho direito, eles vão aprender a gostar.

Filhos… Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-los?

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A CULPA TAMBÉM É DAS VITIMAS

Carlos Eduardo Gomes

Olá confrades do Blog do Berto. Apesar de estar sempre acompanhando e lendo as notícias que nosso líder e editor colocava na nova versão desta página, senti falta daquela interação entre as opiniões dos variados comentaristas e colunistas, com seus textos abordando assuntos diversos e atuais. A troca de ideias era quase como um bate-papo no animado boteco virtual.

Agora que Berto voltou a dar espaço para nossas resenhas, vamos continuar esse debate de opiniões como sempre, elogiando, criticando, fofocando com elegância e falando besteira que é essencial.

2019 entrou furioso causando estragos de todas as maneiras. Tivemos, até agora, acidente em Brumadinho, tempestade no Rio de Janeiro, fogo no alojamento dos jovens jogadores de futebol do Flamengo e por último a morte inesperada do jornalista Ricardo Boechat, que causou enorme comoção. Todos com repercussão nacional.

Com exceção do acidente brutal com o helicóptero em que viajava Boechat, as outras tragédias parecem ter contado com a falta de cuidados de empresas e autoridades públicas para alcançarem a dimensão que tiveram. Tenho residência efetiva no Rio de Janeiro e afetiva em Paty do Alferes, por isso sou testemunha da falta de manutenção nas galerias pluviais da Cidade Maravilhosa. Como os anos anteriores foram anos de pouca chuva, os alagamentos e deslizamentos não chamaram atenção. Mas, era inevitável que numa situação de chuva mais intensa a cidade viraria um lago de água suja, no mínimo, dificultando o trânsito de automóveis e pedestres.

Lamentavelmente a combinação da agitação atmosférica violenta com falta de manutenção pela Prefeitura no sistema de drenagem, a “desatenção consciente” com as construções em áreas de risco, deixou os cariocas vulneráveis aos acidentes fatais para sete cidadãos e muito transtorno para todos. Também chama atenção a omissão cumplice entre Prefeitura e Bombeiros no caso do incêndio no CT do Flamengo. Esse é o prefeito que foi eleito com o slogan: “Vou cuidar das pessoas”

Sobre a tragédia de consequências ainda incalculáveis em Brumadinho, o caso é bem mais complicado e grave. A empresa envolvida, as autoridades federais, estaduais e municipais aparentemente assumiram o risco de manter as atividades naquela região ao custo do enorme estrago ambiental, patrimonial e sobretudo das vidas humanas. Não é simples o dilema que se apresenta. Não sou técnico em segurança, ou mineração, por isso não tenho convicção para opinar com base sólida sobre o que ocorreu exatamente. Trocar anos de emprego, lucro e desenvolvimento regional pelo risco do rompimento da barragem e suas consequências valeu? Essa é a pergunta a ser respondida no meu ponto de vista.

Depois do desastre é difícil encontrar quem defenda a posição da Vale e das autoridades que permitiram que a operação continuasse apesar dos riscos envolvidos. Antes do acontecido, prefeitura, governo estadual, federal gostavam de arrecadar e fazer politica. Os próprios empregados, alguns vitimados na tragédia, também deveriam ser contra a paralisação e a perda dos empregos, tão escassos atualmente. A Companhia fez opção pela operação mais rentável. Existe um só culpado?

Se o cidadão parasse de construir em locais de risco, não jogasse lixo e esgoto nos rios, não desmatasse de forma criminosa, ajudaria muito a amenizar os desastres quase naturais. A desatenção da sociedade e das autoridades tem consequência.

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