ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

NAZISTAS E FASCISTAS OU UFC NO STF

Ao longo de décadas, o foco das discussões entre brasileiros se deslocou do futebol para saber se certos grupos e indivíduos são “de direita” ou “de esquerda”. Procuro denodadamente um tema que seja mais imbecil que este e não acho. Talvez, só mesmo as infindáveis discussões sobre futebol, sobre quem deve sair do Big Brother, sobre a última tatuagem anal de alguma prostituta que se diz cantora, ou mesmo sobre as xaroposas e imbecilizantes novelas da Rede Globo consiga chegar perto deste patamar.

Este negócio de “esquerda” e “direita” são metáforas idiotas e imbecilizantes! Só servem para auxiliar mentes obtusas a rotularem seus desafetos com algo que lhes seja desagradável, mesmo que não claramente explicitado.

Aquela divisão que se estabeleceu entre “Jacobinos” e “Girondinos”, lá por 1789, quando da Revolução Francesa, há muito que deixou de ter e fazer qualquer sentido. Passaram a servir apenas de meros e grotescos epítetos.

Com os anos, e com a incorporação da “religião” marxista a esta visão altamente maniqueísta de realidade, estabeleceu-se uma divisão na sociedade típica de torcidas de futebol.

Assim, qualquer um que não compartilhe das crenças e dogmas de uma das facções, passa a ser imediata e inexoravelmente classificado como sendo adepto fanático da outra facção.

Mais imbecil que isto é impossível!

Tradicionalmente, a turma da esquerda privilegia a hipertrofia do estado. Desde que sejam eles quem usufrui das benesses por ser parte do mesmo governo. Já a assim chamada “direita, privilegia a redução deste mesmo aparato, liberando, portanto, mais espaço para a iniciativa individual. Ao fim e a termo, com a hegemonia conseguida pelas esquerdas com seu “Canto de Sereia”, altamente atrativo para as classes menos favorecidas, normalmente as mais numerosas, a sociedade passa a se compor por apenas dois segmentos: Quem está por cima, e quem está por baixo, suportando todo o peso financeiro das estruturas governamentais e a repressão proporcionada pela “Mão Altamente Visível” do aparato repressor do estado.

Estes mesmos “esquerdistas”, a fim de se perpetuarem no poder, costumam deixar escorrer entre os dedos algumas migalhas da imensa fartura e luxo existente nos seus banquetes e libações alcoólicas, de modo a manter na turba malta a ilusão de que estão sendo privilegiados partícipes na fartura predominante no poder.

Mais demagógico e mentiroso do que isto seria difícil de se encontrar.

Outra divisão maniqueísta muito utilizada pelos profissionais da enganação e da demagogia é entre “Nazistas” e “Fascistas”, sempre convenientemente assacadas contra os que se oponham a seus planos hediondos e deletérios.

O ponto mais interessante nestas rotulações imbecis é que, QUANTO MENOS AS PESSOAS COMPREENDEM O REAL SIGNIFICADO DESTES CONCEITOS, MAIS ESTÃO DISPOSTAS A MATAR E MORRER POR ELES! Com muita competência, os profissionais do engodo conseguiram associar uma carga psicológica altamente negativa e fluida a estes conceitos (Pathos metafísico), tornando-os adequados a situações que em nada se aplicam. Assim, estes passaram a se constituir nos principais “argumentos” destes profissionais da mentira contra aqueles que a eles se oponham em qualquer discussão que se estabeleça.

Desta forma, os chavões, biombo maior atrás dos quais os canalhas e os imbecis costumam sempre se esconder, passam a ter papel primordial em qualquer “debate” entre as diferentes facções, tornando absolutamente impossível se chegar a qualquer conclusão minimamente racional nestes bate-bocas entre surdos imbecis. Com o tumulto obtido, alcançam todos os seus objetivos maiores: tumultuar o processo e permanecer no poder!

De minha parte, sou altamente simpático à ideia de Chris Argyris, quando este afirma que nós não somos aquilo que pensamos ou o que pensam de nós, ou mesmo aquilo que nós e os outros dizemos que somos. Na realidade, todos nós somos simplesmente AQUILO QUE FAZEMOS!

São nossas ações que nos definem, e não o que pensamos que somos.

Uma pessoa pode dizer: EU NÃO SOU LADRÃO! Eu levei alguns lápis e canetas do escritório para a minha casa sem permissão, mas não sou ladrão. As perguntas que se seguem são:

– Os lápis eram seus? – NÃO!

– Você pagou por eles? – NÃO!

– Alguém lhe deu permissão para leva-los? – NÃO!

– ENTÃO VOCÊ É LADRÃO! Pegou coisas que não eram suas, sem permissão do dono e às escondidas.

A esta altura, é quando chegamos ao caso do nosso “amado” STF.

O problema todinho está contido naquela frase proferida por um personagem de Dostoievsky, na magistral obra intitulada Os Irmãos Karamazov. São três irmãos. Um deles, Aliosha, religioso e temente a Deus. O outro, Dimitri, declaradamente ateu. Aliosha questiona Dimitri o tempo todo sobre sua falta de fé. Lá pelas tantas, Dimitri diz uma frase que ficou reverberando na minha mente até hoje, bem uns 50 anos depois que li este livro:

SE VOCÊ NÃO ACREDITA EM DEUS, ENTÃO TUDO É POSSÍVEL!

Esta é a situação atual do STF. Como sua ala petista é composta majoritariamente por ateus. Tudo lhes é possível e válido: Mentir, enganar, ludibriar, fraudar, enganar, roubar, subornar, perseguir, estuprar, assassinar, abortar, pedofilia, sodomia, necrofilia, massacrar, trair, sonegar, corromper… TUDO É VÁLIDO! O que interessa é o resultado final. Só não podem ser derrotados pelos seus “inimigos”, como afirmou Barroso.

Não há nenhum limite moral ou ético a todas as maldades que aqueles veneráveis senhores podem fazer.

Esta é a situação atual da nossa “Corte Suprema”! O que interessa nos julgamentos, nunca é a busca da justiça e da verdade. O grande ponto em questão é “Quem se beneficiará daquela decisão”? Virou uma arena de UFC!

Se for prejudicial ao governo de Bolsonaro, mesmo que quebrando a nação brasileira e causando imensos sofrimentos à população, então é bom para eles. Caso contrário, se for bom para a nação e, consequentemente, bom também para a avaliação do Governo Bolsonaro. Então, passa imediatamente a ser ruim, mesmo que vá trazer enormes benefícios para a nação e toda a sua população. Os exemplos abundam e saltam à vista:

– Impedimento do voto impresso nas eleições;
– Revisão da Vida Toda para as aposentadorias;
– Habeas Corpus de carradas para todos os bandidos de estimação deles;
– Prisão em 2ª instância;
– Cancelamento dos julgamentos da “Lava-Jato”;
– Liberação de armamentos para os cidadãos;
– Processo do “Fim do Mundo” e das “Fake News”;
– Pressão contrária constante a todos os atos do Executivo Federal; etc…

Por estes atos, todos ABSOLUTAMENTE canalhas e altamente inescrupulosos, podemos afirmar, sem medo nenhum de estar cometendo injustiça, que o nosso STF é composto majoritariamente por canalhas de altíssima periculosidade. Os menos ativos, em sua grande maioria, são submissos, coniventes e covardes.

O problema é que aqueles bandidos se comprazem em serem chamados de canalhas. Têm orgulho desta condição. Perderam totalmente qualquer resquício de pudor e de vergonha na cara. São todos absolutamente cínicos. Já não dão mais a mínima satisfação à opinião pública. Julgam-se inexpugnáveis. Acima deles, só Deus. E como, para eles, Deus não existe, são supremos. Não admitem que sejam ameaçadas as mordomias e as remunerações escandalosas. Só desejam continuar a saborear seus medalhões de lagosta e seus vinhos triplamente premiados, além de receber seus polpudos emolumentos: Diretos, indiretos e escusos. Além de possuírem um poder absoluto e discricionário sobre tudo e sobre todos. TUDO PODEM!

A “jogada” final dessa trupe de bandidos togados será a tentativa de, mais uma vez fraudando as urnas eletrônicas, colocarem a esquerda mais bandida e canalha que se possa imaginar de volta no poder.

Julgamento sumário, seguido de guilhotina, está se tornando uma pena demasiadamente leve para o nível das canalhices que estão praticando. São todos eles dignos de uma morte lenta e dolorosa, seguida de opróbio eterno até suas quintas gerações. O local onde atuam deveria ser erigido como museu da canalhice e ter seu solo salgado.

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

ADMIRÁVEL BRASIL NOVO!

Grassa com muita força na nossa população uma tremenda polêmica a respeito da sexualidade do nosso povo. A momentosa questão foi tremendamente bem definida pelas sábias palavras do filósofo e bardo cearense, Falcão:

“A boiolagem é congênita ou a baitolagem é adquirida? ”

Esta questão, de transcendental importância para a nossa sociedade, passou a ser conhecida nos meios acadêmicos, empresariais, assim como nos baixos meretrícios (e existem “altos meretrícios?) frequentados pelos adeptos da prática da sodomia, como sendo A CONJECTURA DE FALCÃO.

Preocupados, como sempre, com o bem-estar da nossa aguerrida população, bem como com a manutenção das instituições democráticas em nosso país e com a preservação do saudável hábito de usufruir de orgasmos anais múltiplos, bipolar e trifásico, o nosso sempre presente STF, o qual é composto por alguns dos mais eminentes e insignes representantes da pederastia nacional, decidiu determinar o que se segue:

1. Obrigatoriedade de os homens usarem cuecas “Samba-Canção”. –Especialistas descobriram forte correlação entre o uso de cuecas tipo “Zorba” e o aumento vertiginoso na viadagem em nosso país. A alegação é que estas mantem os testículos junto ao corpo, sem permitir que o alongamento da bolsa escrotal possa afastá-los do excesso de temperatura propiciado pelo organismo. Isto provocaria uma queda na produção do hormônio da masculinidade e, como consequência, uma irresistível compulsão a andar saltitando, com as mãos desmunhecando, a voz em falsete e o indivíduo sendo acometido de um terrível furor anal. Uma irresistível vontade de entubar uma polpuda “Brasciolla”. Assim, o STF sempre atento aos pungentes problemas que assolam a nossa democracia, juntamente com os governadores do Consórcio NE, decidiram conjuntamente promulgar imediatamente o referido decreto.

A preocupação das nossas zelosas autoridades se deu após a constatação de que estamos enfrentando uma premente escassez de machos “Alfa”. As mulheres, a bem da verdade, até que já estão se virando muito bem entre elas mesmas. A preocupação é sobre quem vai enrabar tanto veado, se todo mundo só quiser dar a bunda. É bom lembrar que o direito a dar a bunda é um dos pontos básicos de Direitos Humanos do programa de governo dos partidos de esquerda, o que nos leva à segunda decisão abaixo.

Para a efetiva implantação do presente decreto, o STF deu 30 dias para que o Presidente Bolsonaro realize concurso a fim de contratar patrulhas de “Fiscais de Braguilha” em cada um dos estados da Federação. A quantidade de fiscais a ser contratada será proporcional à população de cada estado, mas sempre na proporção de 10.000 fiscais por cada milhão de habitantes.

2. Obrigatoriedade de todos os homens darem a bunda ao menos 3 vezes – Sempre preocupados com a defesa da democracia, desta feita com a democracia anal, o nosso ínclito STF decretou que todo brasileiro maior de 18 anos só terá direito à cidadania plena após dar a bunda ao menos 3 vezes. Coerente com a revolução Gramsciana que estamos vivendo em nosso país, quando começamos considerando o sexo anal como passível de condenação ao fogo e enxofre do inferno; sendo depois passível a penas de prisão e castração química; depois passando a ser ignorado como se não existisse (desde que mantido enrustido); depois sendo levemente folclórico; depois até aceito socialmente (desde que discreto); e agora, chegamos à etapa final: TODO MUNDO VAI TER DE DAR A BUNDA AO MENOS 3 VEZES. Esta medida profilática tem a vantagem primeira de eliminar totalmente a possibilidade de qualquer machão enrustido ficar fazendo piadinhas grosseiras sobre aqueles que preferem ter orgasmos pelo ânus, já que também tiveram as pregas das suas respectivas comissuras anais devidamente arrombadas. Depois, assegurará que só permanecerão na abominável (SIC) heterossexualidade, e apreciando as “rachadas”, aqueles renitentes casos em que realmente não haja a mínima possibilidade de virem a ser considerados veado.

A fim de evitar as fraudes daqueles que queiram se evadir desta medida tão benéfica para a nossa democracia, mais uma vez o STF deu 30 dias para que o Presidente Bolsonaro realize concurso a fim de contratar as patrulhas de “Fiscais de Pregas Anais” em cada um dos estados da Federação. A quantidade de fiscais a ser contratada também deverá ser proporcional à população de cada estado, e sempre na proporção de 10.000 fiscais por cada milhão de habitantes. A atuação destes fiscais se dará através do teste que ficou conhecido como “Teste da Palheta”. O indivíduo a ser testado deverá se deitar nu, em decúbito dorsal e com as pernas bem abertas. Nesta posição, o fiscal percorrerá o perímetro corrugado do seu orifício anal com a palheta. Encontrando as pregas intactas, estará constatada a fraude, devendo o infrator ser imediatamente enrabado sucessivas vezes a fim de fazer valer a legislação. Observem que o enrabamento a que se refere este decreto deve ser FÍSICO. Não é o enrabamento monetário e moral a que somos submetidos diariamente há décadas pelas laboriosas classes dominantes deste país.

3. Mijar sentado no vaso – Prosseguindo com a sua cruzada moralizante e democratizadora do nosso país, fica determinado que, doravante, será obrigatório para todos aqueles que possuem bilau (Homem, veado, transgêneros diversos, bissexuais e todo o alfabeto LGBTXYZKWSV….) a só urinarem sentados no vaso sanitário. Estará terminantemente proibido urinar de pé. Tal medida visa eliminar o injustificável privilégio de que são detentores os possuidores de bilau frente às “rachadas”. Para completar, ainda terminam urinando sem levantar a tampa, o que vem a molhar de urina a bunda do usuário seguinte. Assim, visando tornar “mais igual” a nossa sociedade, serão retirados todos os mictórios dos banheiros. É importante lembrar que, na linguagem politicamente correta a ser adotada, o ato de urinar deverá ser referido singelamente como o ato de “FAZER PIPI”. Lembrar também que, ao final do PIPI, o bilau deverá ser carinhosamente balançado, e não torcido, como fazem os lusitanos, razão esta que leva os nacionais de Portugal a terem a glande hipertrofiada e roxa.

4. Manter o “Bilau” sempre virado para o lado esquerdo da calça – O simples fato de ser flagrado com o bilau virado para o lado direito será considerado prova inconteste de que o elemento é membro da direita mais radical, além de ser considerado um “Bolsonazi”, devendo sofrer por esta infração todas as consequências preconizadas pelos sábios arautos do STF, sejam elas quais forem, a depender apenas de como estiver se processando a digestão das lagostas e vinhos degustados reventemente pelos sábios magistrados. Caberá aos Fiscais de Braguilha a permanente e rigorosa fiscalização deste ato infrator.

5. E finalmente, para completar esta coletânea de salvaguardas à nossa democracia, fica doravante instituído que a saudação obrigatória, entre todos os brasileiros, passará a ser a expressão HEIL ALEXANDRE! – Tendo como resposta SIEG HEIL! Seguido do ato de juntar os pés virilmente e levantar a mão direita em posição de quem está abençoando. Tal providência visa emular cada vez mais, nas massas brasileiras, um saudável entusiasmo com relação ao nosso grande e sábio líder máximo.

Fica instituído também que os recalcitrantes, que ousadamente se recusarem a proferir esta saudação, insistirem em usar cueca zorba, botar o bilau do lado direito, ou urinarem de pé, serão imediatamente internados “sine die” em estabelecimento correcional de segurança máxima, em regime de flagrante perpétuo, a fim de serem “gentilmente” reeducados pelos agentes do Estado. Outrossim, estes mesmos atos antidemocráticos darão ensejo, primeiramente, a que estes terroristas, juntamente com seus parentes e agregados, sejam espoliados de todos os seus bens e direitos pecuniários. Depois, que sejam periodicamente levados à execração em praça pública, de modo a servir de exemplo para todos os demais cidadãos da nossa república. Para tal, seguirão vestindo apenas um roupão de penitente, ao estilo San Benito, bem como serão submetidos aos apupos da plebe ignara e alvejados com ovos e legumes podres, adrede preparados e para tal e fornecidos à multidão pelos agentes da “Polícia do Pensamento”. Esta corporação deverá ser criada pelo presidente, também dentro do prazo de 30 dias, e englobará todas as polícias atualmente existentes, juntamente com os Fiscais de Braguilha e de Cueca.

Estes “Autos de Fé” se repetirão indefinidamente, até que o meliante recalcitrante apresente uma face altamente compungida e que retrate bem toda a sua contrição por haver ousado afrontar as sábias decisões emanadas desta casta senhorial iluminada e ungida pelos Deuses. A solicitação da misericórdia suprema se dará com o facínora prostrado ao solo e com a face enterrada na areia. Só então, a magnanimidade Alexandrina poderá considerar a possibilidade de conceder-lhe indulto.

A etapa seguinte neste processo de reeducação de desviantes, será a aplicação de alguns tratos de “Polé”, até que o infeliz seja devidamente desmembrado. Vide figura ao lado representando o estágio final do “Inquérito das Fake News.

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

CONSTITUINTE – JÁ !

Durante toda a formação da nacionalidade brasileira, sempre houve uma clara distinção entre quem conduzia o processo de colonização e aqueles que meramente eram submetidos a este mesmo processo. Esta mesma clivagem entre os detentores do poder e seus agentes, e os que apenas sofrem as consequências dos atos e decisões emanados da classe dominante, só se exacerbou ao longo dos tempos, muito especialmente nas últimas décadas.

Nos dias que correm, a cizânia entre os “Senhores do Universo” e a população está esgarçando ao máximo esta frágil relação. Poderíamos até afirmar, sem nenhum medo de estar cometendo exagero, que estamos nos aproximando perigosamente do ponto de ruptura do tecido social. O “Tecido Social” está prestes a explodir! Os exemplos que confirmam esta consideração são inúmeros e extremamente graves. Senão, vejamos:

a) Projetos de mudança apresentados ao congresso, sempre contando com o apoio de milhões de assinaturas, são solenemente ignorados e engavetados sem previsão de virem a ser analisados. Os casos são inúmeros: Prisão em segunda instância; Lei da ficha limpa; Voto impresso nas eleições; Pedido de impeachment para ocupantes de cargos públicos com comportamento mais abjeto, e por aí segue. Estão se lixando para o povo!

b) Quando estes mesmos projetos de lei, por uma improvável conjunção favorável de circunstâncias, chegam a ser analisados, e até mesmo aprovados, sua implementação é destroçada através de interpretações altamente “criativas” dadas pelas cortes superiores, a depender de quais sejam os interesses que estejam se escondendo por detrás daqueles maquiavelismos.

c) Plebiscitos pouco são realizados. Quando o são, como aquele do desarmamento, os resultados não servem para nada. Resposta cristalina dada pela população é totalmente distorcida e invertida pela casta dominante.

d) Demandas expressas por imensas multidões nas ruas são todas solenemente desprezadas pelos detentores de posições de poder, haja vista que estas demandas geralmente implicam em que estes tiranetes abram mão do poder que possuem, e que sejam expostas todas as falcatruas que são continuamente praticadas pelos mesmos.

Estamos presenciando uma clara emasculação da VOZ DO POVO, dono e senhor destas mesmas instituições. Trata-se de uma clara e gritante APROPRIAÇÃO INDEBTA de poderes a fim de perpetuar uma casta de privilegiados com seus inúmeros e injustificáveis privilégios, frente a uma população cada vez mais indignada, irada e famélica. Esta mesma população, ao manifestar sua indignação e revolta, é sempre tratada de forma paternalista e manipulativa, sendo sempre pejada de extremista e “antidemocrática” (SIC). A conversa para boi dormir predileta dos facínoras aboletados nos meandros do poder é de que estariam “Protegendo a Democracia” (SIC). Protegendo de quem, se são eles os usurpadores? Contra o próprio povo, seu mais legítimo dono e senhor?

A ruptura do tecido social, quando estas situações de desavergonhada exploração e parasitismo de uma casta sobre o restante da população chegam ao limite, costuma se dar através de violentas convulsões sociais. É para isto que estamos nos encaminhando acelerados, situação esta que ninguém em sã consciência deseja ver.

Precisamos urgentemente de uma constituição que, tal como a constituição dos Estados Unidos, proteja a população dos desmandos dos governantes, e não, como é o nosso caso atual (desde sempre), que proteja os detentores do poder e seus esbirros contra a população espoliada, e da qual se servem desavergonhadamente.

Durante o império, especialmente durante o governo regido por D. Pedro II, tivemos um longo período em que, se não tínhamos harmonia, pelo menos havia um “Poder Moderador” que, por independer de eleições frequentes, quando teria de bajular a massa de ignorantes para se manter no poder, podia se dar ao luxo de direcionar esforços apenas para os interesses maiores da nação. Com a quartelada de 1889, e a imensa traição perpetrada contra o maior brasileiro de todos os tempos, passamos a ter uma sucessão de caudilhos, sempre acolitados por bandos de asseclas particulares, voltados exclusivamente ao atendimento das mesquinhas demandas oriundas das facções que lhes deram sustentação política. Os interesses maiores do país passaram a ser meros detalhes. Que se danassem! Minha conclusão é que, até aqui, simplesmente não deu certo. Precisamos retornar ao modelo que nos propiciou mais de meio século de desenvolvimento acelerado e de harmonia social. Para isso, sugiro que sejam adotadas as seguintes providências, em caráter de urgência, a fim de evitar a Guerra Civil que antevejo como sendo inexorável, caso continuemos sendo dirigidos pelas mesmas hordas de facínoras atuais, bem como conduzidos da mesma maneira que estamos presenciando.

1. Eleição de uma Assembleia Nacional Constituinte, composta por pessoas notáveis em saber jurídico e em integridade, que funcionaria em paralelo com o congresso que vier ser eleito a partir das próximas eleições.

2. Proposta de Constituição simples, direta e objetiva, priorizando a autonomia federativa e tendo cada um dos seus artigos submetidos a referendo popular, especialmente a proposta de retorno à monarquia parlamentarista. O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança seria uma excelente opção de rei.

3. Definição, sempre através de plebiscito, de todas as principais normas da nova constituição. Coisas tais como:

• Pacto federativo. Autonomia Legislativa e Tributária dos estados – Autonomia total para que as multidões famélicas e analfabetas dos estados do Nordeste continuem a eleger picaretas demagogos, perpetuando-se na miséria, mas sem repassar o ônus das consequências das suas imbecilidades para os demais estados.

• Municípios inviáveis (com menos de 10.000 habitantes) retornarem à condição de Distrito dos municípios maiores. A economia propiciada com a eliminação das estruturas de prefeituras inúteis representa uns 5% do PIB, no caso do Piauí. Se direcionada a investimentos produtivos, gerará um salto na economia local.

• Isonomia total entre o funcionalismo público e a iniciativa privada – Eliminação da “Torre de Marfim” onde se abrigam hordas de parasitas, aposentados ou não. A economia a ser propiciada com esta medida representará uns 5% do PIB do Brasil. Semelhante aos Estados, se esta economia for direcionada a investimentos produtivos, gerará um salto na economia brasileira semelhante ao dos “Tigres Asiáticos”.

• Extinção do INSS e liberalização do sistema previdenciário particular – Caso venha a ser implementada esta medida, juntamente com as listadas acima, propiciará que o imenso volume de capitais dos fundos de pensão seja dirigido a investimentos produtivos. O Chile já mostrou que este caminho funciona.

• Eliminação de “Foro Privilegiado” – Bandido é bandido de qualquer maneira! Se for ocupante de cargo que detenha a confiança da população, a penalidade deve ser dupla ou triplamente agravada.

• Reforma total do sistema judiciário – Juízes passarem a ser eleitos pela população, por prazo determinado e com remuneração previamente definida. Julgamentos prioritariamente através de corpo de jurados. Questões menores decididas monocraticamente. Só em apelação que seguem para um tribunal, com os custos do processo sendo sempre bancados pela parte perdedora, e NÃO SOCIALIZADOS. Só devem ir para Tribunais Superiores aquelas pouquíssimas causas com potencial de gerar jurisprudência.

• Exclusão total do Governo Federal do ensino superior. Foco total na educação básica, obrigação prioritária dos Estados – Universidades e Institutos Federais viram fundações e passam a se manter com recursos gerados por suas atividades.

• Liberalização do porte de arma, etc.

PRECISAMOS PASSAR A LIMPO ESTE PAÍS. NINGUÉM AGUENTA MAIS TANTA CANALHICE!

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

GRANDES VINHOS DA MINHA VIDA

As melhores memórias da minha vida estão inexoravelmente associadas aos grandes vinhos que apreciei. Vou descrever alguns dos momentos mais memoráveis. Espero que gostem. De antemão, vou logo avisando que não entendo nada de vinho. Eu entendo mesmo é de BEBER VINHO!

1. TOKAJI – Hungria. Combinamos, eu, uma namorada e um casal de alemães, passar o Ano Novo em Bük Furdô, na Hungria. É uma linda estação de aguas termais. Feio, só o nome do hotel: Pirokas. No jantar de Ano Novo foram 5 pratos, cada um acompanhado por um vinho. O Gran Finale foi a sobremesa, “O vinho dos reis”- O TOKAJI. Chamam de “Rex Vinorum” porque os Habsburgo só tomavam dele. O vinho é sublime! A classificação é que é meio estranha. Quanto melhor o vinho, mais “Puttonyos”. O que tomamos devia ter o cabaré todinho nele, porque era inesquecível. Para conseguir um litro deste Néctar dos Deuses precisam mais de 50 Kg de uvas.

2. VERDEJO – Rueda (Espanha). Havia recebido irrecusável convite e estava realizando Mestrado “Sandwich” na Universidade de Valência. Meu hotel ficava no centro da cidade velha, em frente a uma pracinha mimosa em cujo centro havia uma linda fonte, e da qual saiam diversas ruas para pedestres. Em volta da praça, restaurantes antiquíssimos, alguns fundados há mais de 200 anos, com simpáticas mesinhas nas calçadas. Um deles anunciava prato de bacalhau a preço bem convidativo. Não me fiz de rogado: Sentei, pedi o bacalhau e perguntei qual seria o vinho ideal para harmonizar. A sugestão foi um verdejo de Rueda, região vizinha a Valência. Bem-dito e melhor realizado. Abrir a garrafa, encher a taça e experimentar o primeiro gole foi um átimo. As portas do céu se abriram de par em par para mim. Aquilo deveria ser uma amostra do néctar que os Deuses bebiam lá no Monte Olimpo, na Grécia. Era uma mistura de sabores de frutas que eu havia há muito esquecido: aquela manga rosa colhida bem madurinha no pé quando eu era menino, um saputi delicioso, abacaxi pérola, tangerinas maduras e mil outras sensações divinas e celestiais. A minha conclusão, ao primeiro gole, foi de que SIM, DEUS EXISTE!

3. Traminer – República Checa. Fui encontrar com um oligarca local, a fim de tentar uma parceria em tecnologia hídrica. O cara, para minha surpresa, revelou-se uma figura fantástica. Fizemos amizade instantânea. Depois do litro de PITU GOLD que lhe dei, mais algumas cervejas checas, viramos amigos de infância. O cara fez questão que eu visitasse uma obra situada na Morávia, do outro lado do país. Lembrem que é um país pequeno, mas da fronteira com a Alemanha, até a fronteira com a Moldávia, são mais de 300 quilômetros. Viajamos o dia todo e, ao chegarmos lá, deixamos as malas no hotel e fomos jantar. Para isso, nos dirigimos a uma vinícola na entrada da cidade. Lá, o dono me pegou pelo braço e levou para conhecer a sua “Cave”. Filas imensas de barris cheios de vinho. Experimentamos de um por um, cada um deles, todos de uva “Traminer”, especialidade da região. Eu, com o “Tastevin” na mão; ele, com a pipeta. Ao final, chegamos ao último barril. Ao provar o vinho, tomei um choque. Ah! É desse que eu quero uma garrafa. Foi quando ele me disse sorrindo: Essa pipa aí é para o meu consumo. Terminou me presenteando com duas garrafas autografadas.

4. DESCONHECIDO – Mattera (Itália). Firmei contrato com empresa de montagens elétricas italianas para defender seus interesses no Brasil. Depois, estava em Barcelona e eles me deviam um saldo de 3 mil euros. O dono da empresa disse que eu deveria ir a Mattera, na Itália, a fim de conhecer suas instalações e receber meu dinheiro. Assim fiz! Peguei um avião até Bari, bem no calcanhar da bota. Um carro me esperava. A cidade fica no alto de umas montanhas calcárias, espremida entre a Puglia e a Basilicata. A região é conhecida como “Mezzogiorno” (meio dia) e parece o sertão da Paraíba. No jantar, degustamos vinhos locais, todos deliciosos. Na volta para o hotel, meu anfitrião decidiu passar em casa antes. Queria me presentear com duas garrafas do seu vinho particular. No rótulo, de papel jornal e sem nenhuma inscrição especial, dizia apenas que aquele era o vinho predileto de Aristóteles, 300 anos antes do Cristo. Ao bebê-lo, já no Brasil, entendi porque os gregos chamavam aquela terra de “Enotria” (Terra do vinho).

5. SPÄTLESE – Alemanha. Os alemães possuem uma classificação bem interessante sobre o tempo em que as uvas foram colhidas. As que foram colhidas já virando passa, e com o teor de açúcar bem alto, recebem a classificação de “Colheita Tardia”. Eu só conhecia este tipo de vinho através de revistas. Na época, nossas opções de vinhos eram extremamente limitadas. Eis que, ao entrar numa loja de vinhos em Boa Viagem, encontro uma garrafa dessas perdida no meio de outras “normais”. Perguntei quanto era e o vendedor, aparentemente ignorando a preciosidade que tinha, disse que o preço era o mesmo. Comprei imediatamente! Ao beber este vinho, foi uma verdadeira “Epifania”. Creio que foi, a partir daí que me apaixonei pelo universo dos vinhos.

6. CHARDONNAY – Catalunha. Esta uva deve ser uma das mais conhecidas do mundo, pois é a uva dos Champanhes, além de compor vinhos brancos maravilhosos. Estava em Barcelona a jantar, ao final de um dia bem produtivo, tanto que decidi comemorar com um bom vinho. A sugestão do sommelier foi por um “blanc de blanc” da vinícola Torres. Valeu a pena! O vinho tinha um “bouquet” tão intenso que passei uns 3 dias sentindo o seu aroma quando urinava.

A esta altura, devem estar pensando que eu só tomo vinhos brancos. Nada mais longe da verdade. Só que meus vinhos inesquecíveis, coincidência ou não, foram em grande parte brancos. Acho graça ao ver “enólogos” amadores sentenciando que “Vinho para prestar, tem de ser tinto. Vinho branco é refresco! ” (SIC)

7. Băbeasca Neagră – Romênia. Estávamos, eu e alguns colegas de universidade, em Ploiesti (Romênia) buscando assinar acordo de cooperação para realizar mestrado conjunto com a Universidade do Petróleo e do Gás de lá. A ideia era formar mão de obra para a refinaria que iria ser construída em Pernambuco. Nosso cicerone era uma jovem romena muito bonita. Quando saímos para jantar, decidimos convidá-la e ela nos acompanhou. Ao final, ela virou para mim e disse que iria fazer um jantar para mim no dia seguinte. Fiquei em dúvida se o convite era só para mim, ou para todo nosso grupo, pois falávamos em inglês e esta língua é pobre neste aspecto. O “YOU” é singular e plural. Ela disse que era SÓ PARA MIM. Captei a mensagem imediatamente. Na noite seguinte, levei duas garrafas deste delicioso vinho parecido com petróleo. Jantamos, tomamos as duas e mais algumas talagadas de Tzuika, a cachaça de ameixa deles lá. Passamos uma noite extremamente agradável: debaixo de cobertores e nos aquecendo um ao outro, pois o frio estava de menos alguns graus, enquanto ouvíamos Mozart.

8. Pinotage – África do Sul. Estava em Angola a serviço de empresas de Pernambuco. Tentava concretizar uma parceria na área de gesso. Nossos parceiros locais nos convidaram para passarmos o domingo no seu bangalô na praia do Mussulo. É uma imensa bahia que fica ao sul de Luanda. A casa fica numa restinga a alguns quilômetros da praia. Só se chega de lancha. Fomos e foi um dia maravilhoso. Culminou com um lauto almoço, regados a vinhos de diversas procedências, especialmente da África do Sul. Foi a primeira vez que travei contato com esta cepa maravilhosa, inventada no início do século passado e que, até hoje, permanece como uma das marcas distintivas dos vinhos sul-africanos. Deliciosa!

9. Tempranillo (Tinta Roriz ou Aragonez) / Cabernet Sauvignon – Shanghai. Sentei na melhor mesa, debaixo da iluminação, pedi uma garrafa de vinho (Sangre de Toro) e comecei a ler um bom livro. Estava no Hotel Ambassador, em Shanghai. Final de um dia de bons negócios em Ningbo, cidade a uns 150 Km ao sul. Chega um bando de casais de idosos alemães em busca de uma mesa grande para acolher todo o grupo, A única “disponível” era a minha. Um senhor simpático se aproxima e me pergunta se aquele vinho era bom. Ofereço-lhe uma taça. Provou e aprovou entusiasmado. Disse-lhe para chamar todo o grupo. Oferece uma taça a sua esposa, que também aprova entusiasmada. Disse que, por ter tomado toda a minha garrafa, teria que pagar outra para compartilharmos. Acedi com prazer. Tomamos todas e rimos bastante. Ao final, decidi fazer um brinde ao grupo: – Deutschland über alles! A galera fez Ohhhhhhhhh.

Meu amigo perguntou: – Você sabe o que é isso? Confirmei que era isso mesmo: ALEMANHA ACIMA DE TUDO! Eu sabia que era o início do hino nazista e eles sabiam que eu sabia. Recebi uma salva de palmas ensurdecedora dos bêbados enrustidos e envergonhados. Inesquecível!

Este artigo é dedicado ao meu amigo Sérgio Marchió, maior entendedor de vinhos que eu conheço, juntamente com toda a sua família maravilhosa; e à querida Schirley, Huracán de las Araucárias, autoridade maior em questões vínicas, para quem tiro o chapéu.

P.S. Tenho assunto para mais alguns artigos como este. Querem que continue com esta conversa?

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

TIRANOS

O que será que leva uma pessoa a direcionar todos os seus esforços, ao longo de toda a sua vida, no sentido de dominar todas as demais pessoas com quem tem contato? Que prazer aberrante é este que estas personalidades disformes sentem, maior que qualquer outro prazer porventura existente? O que faz com que determinadas pessoas só se sintam felizes quando são capazes de dizer o que todas as demais podem ou não podem fazer; o que devem pensar, o que podem ler, como devem viver, como devem falar, que remédios podem e devem tomar (ou não), como devem se vestir, quais as expressões que devem usar ao falar, a que informações podem ter acesso, que páginas da internet podem acompanhar, quais opiniões podem e devem ter, para onde podem se deslocar e quando, o que podem opinar e o que não podem; tudo isto sempre sob pena de, ao não obedecerem, serem taxados de aberrações desviantes da “normalidade”, extremistas, negacionistas, fascistas, traidores, e toda uma série de outros “istas” sem o mínimo sentido ou coerência, apenas e simplesmente porque não se submetem aos ditames da tirania de plantão? Isto, sempre acompanhado uma série inimaginável de privações, proibições e punições pesadas, como consequência do simples fato de discordarem e de não se submeterem às abstrusas determinações. Quem concedeu esses poderes sobre a vida e a morte de multidões de pessoas a esses crápulas abjetos?

A pior parte desta distopia que estamos vivenciando é o fato de que essas cambadas de filhos da puta tarados são regiamente remuneradas com dinheiro que arrancam das suas próprias vítimas. Isto quer dizer que nós, as vítimas, somos responsáveis por sustentar a pão de ló essa cambada de filhos da puta que vive para nos infernizar a vida.

ATÉ QUANDO ACEITAREMOS PASSIVAMENTE ESTA SITUAÇÃO?

QUANDO COMEÇAREMOS O JUSTICIAMENTO DESSES CRÁPULAS?

O simples fato de vaiarmos e jogarmos ovos nesses canalhas, todas as raras vezes que com eles nos deparamos nas ruas, é muito mais do que insuficiente! É risível! É ínfimo!

Os grandes fiadores dessa putaria imensa estão sobrevivendo como baratas, escondidos nos meandros dos porões e dos esgotos do poder, protegidos por hordas de seguranças contratados a peso de ouro e alimentando-se de medalhões de lagostas regados a vinhos triplamente premiados. Jamais darão as caras à sociedade que infelicitam e da qual são parasitas vorazes. Só saem à luz do sol quando vão desfilar suas caríssimas bolsas e vestimentas de grife em Lisboa, ou outra capital qualquer do primeiro mundo, coisa que têm feito ultimamente com frequência e desenvoltura cada vez maior, sempre às custas dos pobres desgraçados que esfolam.

A melhor definição para este tipo de personalidade é sociopsicopata. É uma das personalidades mais perigosas. São pessoas impulsivas, que não estabelecem limites afetivos e não sentem remorso quando causam mal aos demais. São ambiciosas e alcançam seus objetivos sem se importar em destruir pessoas pelo caminho.

Mas como é que o psicopata seduz seus seguidores? Normalmente possuem boa oratória, charme e manipulam comportamentos com competência. Sabem que é preciso seduzir as pessoas antes de manipulá-las e, por isso, costumam ser encantadores. Mentem desbragadamente para conquistar privilégios e justificar suas condutas.

Os traços semelhantes que encontramos em personalidades tão diferentes quanto Hitler, Stalin, Mao ou Idi Ami é o que é designado como ‘narcisismo maligno’. Isto inclui uma combinação de perturbação de personalidade narcisista, elementos de psicopatia, paranoia e agressividade. O comportamento sádico também é comum, e era evidente em Estaline, Mao, Saddam e Idi Amin, por exemplo. Para chegarem ao topo dos respetivos partidos ou governos, demonstraram ainda maquiavelismo, um comportamento que se baseia na convicção de que as pessoas podem ser usadas, e até em estabelecer amizade com elas, quando podem ser úteis, e descartadas quando deixam de o ser. Envolve enganar e manipular os outros de modo a atingir objetivos pessoais sem ter em conta o efeito que este comportamento tenha naqueles que são usados.

O que distingue o narcisismo maligno (a que o psicanalista Erich Fromm chamou ‘a quintessência do mal’) de outras formas de narcisismo e o que o torna tão perigoso? O narcisismo maligno inclui a perturbação narcísica da personalidade, agressividade e traços antissociais (ou psicopatas) e paranoides. Essas características existem na população em geral em quantidades variáveis. Todos nós temos algum narcisismo, a que poderíamos chamar ‘narcisismo quotidiano’. Algumas pessoas são mais narcisistas do que outras e ainda assim não têm quaisquer complicações no trabalho ou na vida privada. Quando, no entanto, esses traços são extremos, podem causar problemas sérios, particularmente numa pessoa agressiva e psicopata. Para dar um exemplo, desrespeitar uma pessoa narcisista maligna com poder pode facilmente resultar em perda de posição, prisão, tortura ou pior. Uma explicação para o comportamento narcísico extremo é, de fato, uma incapacidade para se desenvolver psicologicamente para lá dessa crença infantil de que se é a coisa mais importante que se possa imaginar. Suspeita-se que estes futuros tiranos nasceram com uma predisposição genética para desenvolver traços narcísicos e psicopáticos, e que estas predisposições foram fortalecidas por infâncias duras e exposição a instabilidade social. O abuso físico ou psicológico está associado ao desenvolvimento de traços antissociais.

A maioria dos ditadores, por ser oriunda das classes mais baixas, tendem e saber melhor o que preocupa os seus concidadãos descontentes, assim como sabem explorar esse descontentamento. Os muito ricos têm redes de suporte e menos necessidade de lutar para conquistar o respeito e a segurança. A sua riqueza, de certa forma, já lhes dá algum poder. Também têm menos motivação para mudar a sociedade, ao contrário do que gente como Hitler, Stalin e Mao tinham, devido às guerras e às sociedades instáveis que conheceram durante a juventude.

O psicanalista Walter C. Langer, que em 1943 fez o perfil psicológico de Hitler a pedido dos serviços secretos americanos, concluiu que Hitler sofria do que chamou “complexo do messias”. O führer alemão não é um caso isolado. Ditadores, sob o pretexto de salvar um país ou uma comunidade, frequentemente os lança no abismo.

Conforme nos alerta Dean A. Haycock, no seu livro “Mentes Tirânicas – Perfis Psicológicos, Narcisismo e Ditadura”, entender o perfil psicológicos do ditador nos ajuda a entender o impulso deste para dominar, subjugar, torturar, e até mesmo assassinar, nem que seja apenas metaforicamente através da reputação ou financeiramente. Mentes Tirânicas mostra-nos que conhecer estes traços pode permitir-nos conhecer as suas motivações e ações, assim como prever o seu comportamento e até impedi-los. Numa altura em que líderes autoritários proliferam no mundo, conhecer os exemplos mais extremos de comportamento tirânico deveria constituir uma séria advertência para todos os que revelam indiferença face às ameaças do extremismo político.

As inúmeras lideranças atuais, que mostram claras tendências autoritárias, podem constituir uma ameaça, caso esses estudiosos da mente estejam corretos. A razão para isto está na perturbadora frequência com que usam técnicas típicas de tiranos ao condenar a liberdade de imprensa (“fake News”), identificar uma população de “Outros’ (imigrantes pobres, muçulmanos, nazistas, fascistas) que constitui uma ameaça imaginária para os seus apoiantes, rodear-se de “yes-men”, subservientes e vorazes, e despedir qualquer um que o desafie ao ‘dizer a verdade ao poder’. Por fim, é particularmente preocupante a admiração e o comportamento obsequioso para com líderes autoritários estrangeiros (Putin, Kim Jong-un, Xi-Jin-Ping, Hugo Chaves e Fidel, etc).

O tirano é um ser patologicamente narcisista e supremamente arrogante. Espera sempre lealdade absoluta, mas é totalmente incapaz de qualquer gesto de gratidão. Qualquer crítica é encarada como uma traição e não tem o mínimo pudor de abandonar e se afastar de companheiros caídos em desgraça, e dos quais se utilizou por longo tempo. Os sentimentos dos outros não significam nada para ele. Não tem graça natural, nem senso de humanidade compartilhada, ou decência. O que alimenta a personalidade tirânica é a arrogância de se saber obedecido, combinada com o sadismo de presenciar o sofrimento alheio.

Dostoievsky, em “Os Demônios”, diz que o passo fundamental para o autoritarismo seria “rebaixar o nível da educação, das ciências e do talento. (…) A um Cícero corta-se a língua, a um Copérnico furam-se os olhos, um Shakespeare mata-se a pedradas”. Não há espaço para ciência, livros ou sequer verdade em uma sociedade tirânica. Todo entendimento tem que estar subordinado às “verdades” dos tiranos. Não há nenhum espaço para questionamentos, muito menos debates e argumentação. Tudo fica na base do “Comigo, ou contra mim”.

Xenofonte, há já 24 séculos, sabia que “os tiranos temem os bravos porque podem agir por sua liberdade; temem os sábios porque podem conceber algo; temem os justos porque a multidão talvez deseje ser governada por eles”. E advertia que, “quando, por causa desses medos, o tirano se livra deles, percebe que apenas os injustos, os imoderados e os servis lhe restam para usar”. Tristes tempos estes em que vivemos!

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

A RÚSSIA NA OTAN – URGENTE !

O mundo todo sofre uma carência imensa de verdadeiros líderes para conduzir as nações a novos patamares de felicidade e de progresso. Necessitamos urgentemente do surgimento de grandes estadistas do porte de Winston Churchill. A última geração de líderes com envergadura mundial, Ronald Reagan e Margareth Thatcher, deram lugar a um veadinho encrenqueiro e fuxiquento na França, junto a um velho caquético nos Estados Unidos, que não sabe nem que dia é hoje (O Alzheimer já lhe comeu a maior parte dos neurônios), e um oportunista insipido, insosso e inodoro na Inglaterra. Enquanto isso, a América Latina segue célere rumo à latrina da história, liderada por ensandecidos comunistas demagogos. O mundo árabe segue comandado com mão de ferro por fanáticos e o oriente segue sob a sombra do Partido Comunista Chinês. O Brasil segue aterrorizado pelos vermes do STF.

Pois bem! É sob o comando desta turma que estamos tendo que nos entender com alguns dos déspotas mais rapinantes com quem nos deparamos nas últimas décadas, muito especialmente o senhor Wladimir Putin.

Recordemos um pouco da história da Europa, para nos contextualizarmos. Apesar de estarmos conscientes da frase de Churchill a este respeito: “A principal lição a extrair da história é que a espécie humana é incapaz de aprender”, cremos que a realidade está bem próxima disto, mas graças a Deus, há raras e honrosas exceções.

Durante milênios, a península da Europa foi palco de sucessivas levas de emigrantes oriundos das infinitas estepes asiáticas. Cada uma destas hordas trazia línguas e costumes totalmente diferentes. O ponto comum entre elas era um exacerbado espírito guerreiro, sem o qual não sobreviveriam a tantas e tão severas vicissitudes como as que se depararam ao longo das suas longas andanças.

A consequência natural deste variegado mosaico cultural foi uma permanente guerra de todos contra todos (bellum omnium contra omnes). Historiadores aventam a possibilidade de que a evolução mais rápida da Europa, frente aos impérios que lhes foram contemporâneos (Chinês, Mongol, Macedônio, Persa, Romano, otomano, árabe, etc.) se deu exatamente pela constante e desesperada busca dos inúmeros povos por alguma vantagem competitiva que lhes aumentasse as chances de sobrevivência frente aos numerosos e encarniçados inimigos externos.

O longo período de paz atual, da 2ª Guerra Mundial aos dias atuais (de 1945 a 2022 – 77 anos portanto), nunca ocorreu na região. Os únicos conflitos hoje são localizados, em pequena escala, e na periferia. O que mudou? Qual a razão desta longa bonança bélica? Como prolonga-la e expandi-la? Em outubro de 1939, quando a Rússia ocupou metade do território polonês, junto com a Alemanha, primeira invasora, as palavras do 1º Lorde do Almirantado, Churchill, foram surpreendentemente moderadas frente à política do Kremlin. Lembremos que:

a) Churchill apoiou veementemente entrar em guerra com a Alemanha por causa daquela mesma invasão;

b) Todo o comando governamental inglês esbravejou acaloradamente contra a ocupação russa; e

c) Churchill sempre havia sido radicalmente contrário a todo tipo de socialismo e de comunismo.

Por que essa mudança radical e contrária a todo o estamento governamental inglês?

Primeiro, ele afirmou que não se surpreenderia caso a Alemanha invadisse a Rússia, o que veio efetivamente a ocorrer no ano seguinte. Ele sabia que Hitler e Stalin eram farinha do mesmo saco, mas tinha que escolher um para brigar com o outro. Sabia que uma parceria entre a Inglaterra e a Rússia seria fundamental para fazer frente à poderosa máquina de guerra alemã. Esta imensa capacidade de previsão geopolítica foi fundamental para tornar possível, mais adiante, a aliança entre a Rússia, a Inglaterra e os Estados Unidos, que derrotou as forças do Eixo.

No dia 22 de junho de 1942, já como 1º Ministro, ao ser informado do desencadeamento da Operação Nazista para a invasão da Rússia, Churchill fez um discurso pela BBC que é considerado uma das suas obras primas.

Disse ele: “Durante os últimos 25 anos, ninguém foi adversário mais firme do comunismo que eu, e não renego nada do que tenho dito. Mas, frente ao espetáculo atual, tudo desaparece: o passado com os seus crimes, suas loucuras e suas tragédias. Tudo isso desaparece. Temos um compromisso irrevogável: abater Hitler. Todo homem, todo país que combate o poder nazista terá nosso apoio. Todo país que se alie a Hitler é nosso inimigo. Por conseguinte, daremos à Rússia e ao povo russo toda a ajuda possível. Por todo o mundo, homens e povos livres defendem a mesma causa daqueles que se batem para defender o seu solo, suas casas, os campos que os seus antepassados lavraram desde tempos imemoriais, os milhares de aldeias, onde é tão difícil arrancar à terra os meios de subsistência, mas onde ainda se podem encontrar as alegrias da existência humana: O riso das raparigas e as brincadeiras das crianças”.

A base de todas as admoestações “Churchillianas” é a famosa Carta do Atlântico, assinada por ele e Roosevelt no seu primeiro encontro pessoal em 12 de agosto de 1941, a bordo do Prince of Walles, ao largo da costa da Terranova (Newfoundland). É este documento, de profundo realismo político, mesclado com idealismo moral, que vem norteando a Aliança Geopolítica dos países envolvidos na 2ª Guerra Mundial na Europa, vencedores e vencidos, e que tem propiciado quase um século de paz naquele continente. Seus pontos principais são:

• AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS – Mudança territorial só com a aprovação da população;

• Cada país deve escolher livremente a forma de governo que quiser;

• Abandono da força na resolução de conflitos e na busca da segurança coletiva; e

• Liberdade de comércio.

Estivesse Winston vivo e atuante, creio que o velho Buldogue nos recomendaria algo mais ou menos assim para resolver o conflito entre a Rússia e a Ucrânia:

a) Retirada total e unilateral das forças russas do território Ucraniano, inclusive Crimeia e Dombass.

b) UCRÂNIA – AME-A OU DEIXE-A! O habitante da Ucrânia que quiser ser russo, junte suas trouxas e vá embora. Putin lhe recebe de braços abertos. A língua OFICIAL da Ucrânia é UCRANIANO, e deve ser usada com exclusividade em todos os documentos escritos e na educação dos jovens.

c) O governo russo deve abrir mão, definitivamente e indefinidamente, de qualquer pretensão territorial, seja no país que for. Já lhes bastam os mais de 22 milhões de quilômetros quadrados atuais.

d) Deverá, também, indenizar os milhares de pessoas mortas e feridas na Ucrânia por conta da invasão, assim como arcar com todos os custos decorrentes da reconstrução do que foi destruído, mesmo equipamentos militares. Pagar lucros cessantes às empresas, trabalhadores e agricultores. Utilizar as reservas internacionais da Rússia para tal.

e) Indenizar as empresas ocidentais que abandonaram a Rússia por conta da guerra. Pagar compromissos atrasados dos arrendatários de aviões, das transferência de lucros e pagamento de royalties por tecnologia.
Por conta destas providências, a Rússia teria as seguintes contrapartidas:

f) Declaração CONJUNTA de que a Rússia GANHOU A GUERRA em todas os seus aspectos, que o poderio militar da Rússia é imbatível, que Putin é o fodão das galáxias e que a Rússia é uma das Grandes Potências do Mundo Moderno (Só não vai poder “liberar” mais país nenhum);

g) Interrupção imediata de TODAS as sanções levantadas contra a Rússia pelo ocidente;

h) Liberação imediata do saldo remanescente das reservas internacionais russas;

i) Restabelecimento integral de todas as formas de comércio e intercâmbio da Rússia com o restante do mundo, inclusive com a liberação recíproca do espaço aéreo e, para completar com chave de ouro;

j) A RÚSSIA SER ADMITIDA COM FANFARRAS COMO MEMBRO PLENO DA OTAN.

Deixaremos, inclusive, Putin anunciar ao seu público interno que forçou todo o restante do mundo a se curvar diante dele e que nós tivemos de o engolir goela abaixo bem, do jeitinho que ele quis.

A partir daí a Rússia, tal como todos os demais membros da aliança, estará impedida de sair invadindo vizinhos. Fará muito melhor negócio se incrementar o bem-estar da população usando os ganhos do comércio maior e da redução das despesas bélicas. Teremos todos uma época de ouro por centenas de anos pois, quem se desviar dessa ortodoxia, terá de enfrentar a ira de uns 50 poderosos países conjuntamente. Deixa entrar também a Ucrânia, a Suécia, a Finlândia, e Geórgia, e quem mais quiser.

Lembremo-nos da advertência feita pelo nosso mestre em 1942: “Seria uma desordem sem limites se a barbárie russa submergisse a cultura e a independência dos velhos Estados da Europa”.

Creio, como o velho Winston, que a alternativa de atrair os russos à civilização é bem melhor que tratá-los como se fossem um cão leproso.

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

MICROMANAGEMENT e OVER RULING

O critério fundamental para determinar se estamos diante de um canalha é o fato daquela pessoa ser, ou não, extremamente bajulativa e subserviente, quando trata com algum superior; ao tempo em que é extremamente arrogante, autoritário e prepotente com todos aqueles que dão o azar de lhes ser subordinados hierarquicamente.

Estas são as principais características de um crápula: Babão para cima e um jumento nazista para baixo.

Infelizmente, a maioria das organizações humanas com as quais travei contato apresentam quantidades imensas de pessoas com estas características. Ouso afirmar que existe correlação fortíssima entre estas características, típicas de personalidades altamente imbecis, e a facilidade e a rapidez com que estas mesmas pessoas ascendem posições na escala hierárquica. As razões que as levam a terem esta facilidade de ascenção hierárquica, segundo pude observar, são múltiplas e interconectadas entre si: Primeiro, vem o que passei a denominar de “Síndrome de Branca de Neve”. O imbecil, arrogante e prepotente, (olha o pleonasmo) sente um prazer intenso ao ser constantemente bajulado por pessoas mais medíocres e subservientes ainda do que ele mesmo. Como a Branca de Neve, só se sentem bem ao se verem cercados por anões, de modo a poderem se destacar. Sintetizando: Quanto mais imbecil você for, mais rápida será a sua ascensão na escala hierárquica.

Depois, a “Síndrome do Parecido Comigo”. Quando de um processo de seleção, os imbecis apresentam uma incrível e inevitável pulsão a se cercarem de bandos de pessoas mais imbecis ainda que eles mesmos. Qualquer um que se apresente com ideias próprias, e com autonomia espiritual, é sumariamente excluído ao longo do processo seletivo. Os poucos e raros que conseguem penetrar esta blindagem de imbecilidade, são posteriormente isolados e expelidos. Sintetizando: Quanto mais imbecil você for, mais você será circundado por legiões de imbecis iguais ou piores que você mesmo.

Outro aspecto bem interessante é o fato de que, à medida que se sobe na escala hierárquica, mais se estendem no tempo as consequências das decisões tomadas. O operário só influencia na produção daquele mesmo horário. O encarregado ou supervisor influencia nos resultados semanais ou mensais. Os gerentes possuem poder para influenciar em resultados mensais, ou até semestrais e anuais. Já a alta administração, através de suas decisões estratégicas, impacta nos resultados de longo prazo e, até mesmo, na sobrevivência (ou não) na organização.

Estas características das organizações humanas levam a duas consequências gravíssimas. Primeiro, aquilo que Theodore Levitt chamou de “Miopia Administrativa”. É aquela incapacidade de raciocinar sobre as consequências de seus próprios atos e decisões além de um certo limite temporal. Assim, quando se elege uma besta quadrada, do jaez de Lula, para a Presidência da República, todos os atos passam a representar uma situação “Como se não houvesse amanhã”. Pouco importa que a dívida pública vá explodir, ou mesmo que um período de enorme bonança nas contas externas seja totalmente desperdiçado através de atos do mais puro populismo, demagogia e roubos. O que interessa é que os miseráveis estejam tomando iogurte e andando de avião.

Depois, ocorre o que denomino de “Downgrade gerencial”. Ao ser promovido para uma nova função, normalmente com nível hierárquico mais alto, as habilidades demandadas ao novo ocupante são totalmente diferentes das que ele utilizava no cargo anterior. Daí decorre o famoso “Princípio de Peter: “Todo mundo é incompetente, inclusive você”! Isto se dá porque, alguém que era competente no cargo inferior, pode ser um completo desastre na nova função. Esta é a razão pela qual a pessoa vai subindo na hierarquia até se achar em uma posição para a qual se encontra totalmente inadequado e incompetente. Como consequência, passa a se meter nas funções do cargo que desempenhou anteriormente, em lugar de se ocupar das funções e demandas do seu novo cargo. É o Diretor que, por falta de competência em estratégias, fica se metendo nas funções gerenciais dos subordinados. Funções estas nas quais era razoavelmente competente. Ou o operacional que, por ser bom trabalhador, é elevado à condição de líder de equipe, função para a qual está despreparado. A consequência passa a ser se meter nas funções operacionais dos subordinados, funções estas que domina com competência. Em suma: “Ao se ver incompetente, as chefias regridem para as funções inferiores anteriormente desempenhadas”. Nestas situações, ocorrem dois fenômenos bem interessantes que, em maior ou menor grau, desgraçam as organizações humanas: Micro gerenciamento (Micromanagement) e Excesso de Regulagens (Over Ruling)

O Micro gerenciamento é o oposto do megalomaníaco: O Micro maníaco é o gestor que se perde em infinitos detalhes irrelevantes. Quer saber de tudo, que ter a palavra final sobre tudo, por mais ínfimo que seja. É o oposto do gerente “Laisser Faire”. Aquele que não quer saber de nada e deixa as coisas correrem.

O outro lado do micro gerenciamento é o excesso de regulagens e de normas.

O melhor exemplo destas duas patologias organizacionais, o micro gerenciamento e o excesso de normas, é o famigerado Governo Brasileiro. A quantidade de normas ABSOLUTAMENTE IMBECIS emanadas da estrutura esquizofrênica do nosso governo é absolutamente aterradora. É totalmente impossível para qualquer ser humano tomar conhecimento dos milhões e milhões de normas, portarias, leis, diretrizes e demais quejandos autoritários vomitados e defecados por legiões de tiranetes burocráticos. O espaço discricionário deixado ao livre arbítrio do cidadão é praticamente nulo e está sendo reduzido mais ainda a cada dia que passa.

O grande inimigo do povo brasileiro hoje é esta diabólica estrutura governamental terrorista.

Segundo entendo, existe altíssima correlação entre desenvolvimento mental e horizonte temporal das pessoas. As pessoas mais desenvolvidas veem de forma clara o desenrolar da epopeia da humanidade sobre a face da terra. A grande maioria da nossa população, composta de primatas disfarçados de humanos, só está preocupada com sexo, o que vão comer e o resultado do futebol. Assim, não é absolutamente de se estranhar que elejam para governar exatamente aqueles políticos mais demagogos, hipócritas e bandidos. Formam a imensa categoria daquilo que eu denomino como sendo “Gerentes de Eventos”. Sua maior preocupação é apresentar resultados de curtíssimo prazo, mesmo que apresentando custos altíssimos a longo prazo. São Pirotécnicos! Apresentam resultados fulgurantes, mas dos quais, logo depois, não fica nada em continuidade. Só a conta para pagar.

Para completar a desgraça da população brasileira, a seleção para “Cargos de Confiança” na administração pública completa a hecatombe. O grande “critério” utilizado na seleção é que seja o irmão do cunhado do sobrinho da piniqueira da rapariga do deputado. O melhor exemplo foi a escolha de Lewandowski para o supremo, só porque a sua mãe seria amiga da mulher de Lula. Vejam a trinca de militontos que foi apresentada à escolha do presidente para fazer parte do Tribunal que vai cuidar das eleições. Cena típica de bandidos se reproduzindo.

Ao final, um imbecil de galocha, do porte de Lula, vê-se transformado em “Oráculo dos Deuses” pela imprensa esquerdista. É o ápice deste processo. Vide a capa da última edição da revista Times. A defecada verbal mais recente do patife foi transformar o Presidente da Ucrânia em culpado pelo fato da Rússia ter invadido e destroçado aquele país. É a velha tática dos bandidos mais canalhas: transformar a vítima em culpado. É o tarado, que estuprou e seviciou uma garotinha, vir a público e dizer (SIC): – “Quem mandou ela ser tão gostosa e sair por aí com essas roupinhas sensuais? Está pedindo para ser estuprada! Quer dizer: A culpada por ter sido estuprada é ela mesma, e não o canalha.

Do outro lado, acompanhamos perigoso psicopata, guindado às mais altas esferas do poder judiciário e acolitado por uma gangue de igual jaez, dedicados 24 horas por dia a maquinar perseguições, vinganças e violências diversas contra os cidadãos e contra o governo de Bolsonaro. Não se conformam nunca que sua visão nojenta e medíocre do mundo seja motivo de ojeriza para a maioria absoluta da população. É quando eu me pergunto:

É PARA ISSO QUE GASTAMOS BILHÕES DO NOSSO SUADO DINHEIRO?

É PARA ISSO QUE MANTEMOS ESSES BANDIDOS PSICOPATAS A MEDALHÕES DE LAGOSTA E A VINHOS TRIPLAMENTE PREMIADOS?

É PARA ISSO QUE MANTEMOS ESSA CÁFILA DE PATIFES COMO NABABOS INDIANOS?

ATÉ QUANDO ACEITAREMOS ESTE ESTUPRO CONTINUADO E CÍNICO CONTRA A NAÇÃO?

Morrerei frustrado se não ver essas pústulas esperneando ao serem dependurados pelo pescoço por uma corda.

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

CHAMAM ISSO DE HUMANOS?

O mundo está assistindo em real time ao nascimento de uma nação. Uma grande e bela nação!

São acontecimentos épicos que reverberarão por séculos e a imensa massa de macacos disfarçados de gente, só preocupados com comida, sexo e futebol, não está nem se dando conta. Estátuas serão erguidas para honrar os heróis dessa imensa, bela e triste tragédia. Livros escolares serão escritos e os professores repetirão em detalhes os acontecimentos que ocorrem neste momento, para que sirvam de lição sobre ética, decência, patriotismo e amor à liberdade para as crianças das futuras gerações desta nação que está eclodindo para a vida. Vivemos tempos históricos. A vergonha e o opróbio das chacinas e dos massacres de milhares de inocentes, que estão sendo praticados todos os dias em escala industrial por mercenários assassinos contratados a peso de ouro, e cuja única lealdade é com quem lhes pagar mais, ficará na lembrança da humanidade pelos próximos séculos. O sangue dos muitos milhares de inocentes, que está sendo cruelmente derramado, cairá sobre as cabeças de toda uma nação que assistiu inerme a um ditador sanguinário praticá-las. A pequena cidade de Bucha terá seu nome eternamente escrito ao lado das covas de Katin. Da mesma forma que o cerco a Leningrado e a guerra de Snipers em Stalingrado preenche a mente das pessoas ligadas nos movimentos da história, especialmente pelo alto grau de heroísmo que representam, o cerco a Mariupol e a heroica resistência do Batalhão Azov, que preferiu morrerem todos lutando a se entregarem aos russos, entrará para a história como uma das grandes sagas de heroísmo da humanidade. Farão par aos 300 heróis de Leônidas, nas Termópilas, frente aos 10.000 Persas, quando foram solicitados a entregarem as suas armas e Leônidas respondeu que os persas as fossem buscar.

A Rússia não é uma “Federação”. Não existe federação quando apenas um manda e todos os demais entes federados simplesmente obedecem e são usados como bucha de canhão. Nunca foi uma “união” das repúblicas socialistas soviéticas. Todas, menos uma destas repúblicas, a que mandava, viraram socialistas e soviéticas após terem sido devidamente desestabilizada politicamente por um trabalho insidioso e solerte de agitadores políticos previamente para lá encaminhados, a partir de que o Comando Central enviou suas tropas de assassinos para “libertá-las” da sua vidinha tranquila e pacata, e coloca-los sob o jugo feroz do comando central.

Só viraram “Socialistas” e “Soviéticas” sob imensas pressões manu militare, após o que foram inundadas por multidões de colonos russos, de forma a justificar futuras atrocidades contra aquele mesmo povo. A Rússia é, e sempre foi, um imenso IMPÉRIO COLONIAL multiétnico. Cada um dos centenas de povos que compõem aquele país, ou que já fizeram parte dessa “união” que mais parece um estupro seguido de sequestro, foi subjugado e anexado após chacinas indizíveis: Azerbaijão, Kazaquistão, Quirquistão, Turcomenistão, Tadjiquistão, Geórgia, Chechênia, Abikazia, Sirkássia (exterminados e expulsos) Armênia, os Tártaros da Crimeia (devidamente exterminados por Stalin após a 2ª guerra mundial), Bielorrúsia, Geórgia, Ossétia, Finlândia, Manchúria, as ilhas japonesas, Irkutsk e as dezenas de povos indígenas da Sibéria, e sabe Deus mais quantos povos que foram exterminados e dominados por eles. Isso sem falar nos povos que foram escravizados após a 2ª guerra mundial, e que só se libertaram após a queda da “União Soviética” em 1991: Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Prússia, Alemanha Oriental, República Checa, Eslováquia, Hungria, Romênia, Moldávia, Bulgária e ROMÊNIA.

O que todos eles possuem em comum é que, após terem sido “liberados” através de um morticínio praticado pelos russos, e de terem todos decaído numa ditadura feroz comandada pelos conquistadores, viram seu território ser invadido por colonos russos. De forma semelhante, todos os povos que se viram livres do jugo russo, imediatamente floresceram em uma primavera de liberdade e de desenvolvimento numa escala que nunca haviam presenciado antes nas suas histórias. Podemos dizer, sem nenhum medo de estar cometendo uma injustiça, que os russos são os descendentes diretos modernos de Gengis Kã, de Tamerlão e de Átila, o Huno!

Nenhum povo que tenha uma interface com os russos está livre de ter seu território abocanhado pela voracidade russa e seu povo escravizado em uma suposta “República Federativa” de fachada. O problema é que os casais russos estão tendo 1,4 filhos em média. Não está dando nem para repor os velhos que estão morrendo de causas naturais, quanto mais para compensar a fuga dos jovens mais inteligentes para o ocidente. Não dá mais para usá-los como bucha de canhão nos arroubos totalitários do ocupante eventual do Kremlin, como acontecia quando a média, antes do imenso êxodo rural dos jovens para as grandes cidades, costumava ser de 6 a 7 filhos por casal.

É por isso que o exército russo, após mandar uns 150 mil soldados para invadir a Ucrânia (1% da população, dos quais cerca de 20 mil já morreram), não tem mais nenhuma reserva. Estão tendo de trazer mercenários da Síria e da Geórgia, para realizar os devaneios totalitários de Putin. A economia está em frangalhos e a tendência é de piorar. Se decidir convocar os mais idosos, e que estão em idade produtiva, aí é que a decadência econômica se acelerará mais ainda. Esta guerra é a cartada final de Putin. Agora, para ele, é vencer ou morrer.

Até 2014, quando eu estive em Kiev, Rússia e Ucrânia viviam em total harmonia e a Ucrânia era um país bilíngue. Todos falavam russo e ucraniano. As placas dos nomes das ruas, o horário dos trens, o cardápio dos restaurantes, tudo vinha nas duas línguas. Eles tinham muito pudor em forçar uma identidade ucraniana. Acreditavam que seria grosseiro com uma imensa maioria que possuía fortes laços, inclusive de parentesco, com a Rússia. Tenho para mim que isto foi um grande erro, pois não reforçou a identidade ucraniana e mantinha uma certa dependência com relação à Rússia. Tivesse eu o poder por lá, as inscrições em russo seriam todas sumariamente eliminadas e declararia o ucraniano como sendo a ÚNICA língua oficial do país, como fez Getúlio Vargas com os emigrantes que vieram para o Brasil. Obrigou-os todos a falarem português.

Durante a minha estada por lá, exatamente durante os dramáticos acontecimentos da praça Maidan e a anexação da Crimeia, o que mais ouvi, das muitas pessoas com que fiz amizade, foram relatos de que, apesar dos seus pais e avós falarem russo e terem uma profunda integração com a Rússia, inclusive sanguínea, todos eram unânimes em afirmar que eram Ucranianos e que tinham ódio, nojo e mêdo da Rússia. Tudo isso por conta do longo histórico de violências sofridas nas mãos dos “irmãos” russos ao longo de séculos. Diria que é uma coisa atávica.

O que se imaginava à época, era que o país seria dividido ao meio, em duas partes iguais, pelo rio Dnieper, tal como ocorre hoje com a Moldávia. A parte Leste, majoritariamente russófona, seria a favor de uma secessão e união com a Rússia, enquanto que a parte oeste, falante de ucraniano, seria a favor de uma integração com a Europa. NADA MAIS LONGE DA REALIDADE! O que se viu, de 2014 para cá, foi uma explosão do sentimento de nacionalidade como raramente se viu no mundo nas últimas décadas. Podemos dizer com segurança que as ameaças e agressões de Putin surtiram exatamente o efeito contrário ao que ele desejava. Passaram todos, com a exceção de pequenas minorias, a se considerar eminentemente UCRANIANOS. Assim, se os russos quiserem dominar totalmente a Ucrânia, terão que reduzi-la a escombros e exterminar ou expulsar totalmente seu povo. Para fazer isso em toda a Ucrânia, teriam de expulsar mais uns 10 milhões de refugiados, além dos 5 milhões que já saíram do país. Para completar, teriam de mobilizar algo como 2 milhões de soldados, coisa que não possuem. Assim, podemos esquecer esta hipótese. Esta é a ÚNICA razão que leva os russos a limitarem a atenção na conquista da região separatista do Donbass e à costa do Mar Negro. Limitaram TEMPORARIAMENTE o apetite por simples falta de fôlego. A víbora está alquebrada e estertorando mas permanece venenosa e altamente voraz. É por isso que estão se propondo a “libertar” (quer dizer: exterminar) apenas os locais mais interessantes para eles, como Mariupol.

Para o ocidente (Europa e Estados Unidos), está sendo extremamente interessante assistir à Rússia sangrar até a morte econômica por conta da invasão da Ucrânia, sem ter que enviar nenhum Soldado para lá. Minha opinião é que a bancarrota militar e econômica levará inevitavelmente à queda de Putin, mesmo que ainda demore um mínimo de 2 anos para acontecer.

Deus permita que esta carnificina atroz se encerre o mais rápido possível, e que aquele povo alegre e jovial, dono de uma generosidade imensa e muito parecida com a do povo brasileiro, possa retomar à vida normal, mesmo carregando as imensas feridas e cicatrizes deixadas pela agressão gratuita que sofreram.

Tudo bem que Putin queira que todas as minorias falantes de russo sejam abrigadas obre as asas da “Mãe Rússia”. Só que, para isso, não precisa estraçalhar com os povos que foram invadidos por colonos, de Katarina a Stalin. Pegue-os todos e os leve de volta para a Rússia. Para isto, possuem mais de 22 Milhões de Km2. Só não sei se os caras vão querer retornar, depois de provarem as delícias de viver em uma sociedade aberta e tolerante.

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

A TERATOLOGIA DO CAOS BRASILEIRO!

Se quisermos dar uma solução duradoura à esculhambação em que se encontra a nossa estrutura governamental desde sempre, algumas soluções nos saltam à vista de forma imperiosa, a saber:

1. POLÍTICA NÃO PODE SER PROFISSÃO DE NINGUÉM!

Todo o mal decorrente das aberrantes estruturas governamentais de nosso país tem origem no simples fato de haverem multidões de pessoas cujo único meio de vida é a famigerada política.

Faz-se imperiosa uma mudança constitucional que obrigue toda e qualquer pessoa que deseje ocupar um cargo político, que esta mesma possua uma ocupação fixa, publicamente reconhecida, e da qual consiga retirar proventos suficientes para lhe sustentar e à sua família. Pretender se apossar de qualquer posição política a fim de fazer fortuna deve ser declarado crime inafiançável e hediondo, desde já passível de severa punição, tal como perda de todos os bens e cominado com inelegibilidade eterna até a quinta geração de descendentes, inclusive os ascendentes e os laterais, assim como os agregados (esposas e amantes).

Os cargos políticos devem ser de natureza eminentemente honorífica, tal qual os provedores das Santas Casas de Misericórdia. Assim, só poderão se dar ao “luxo” de desempenhar estas funções pessoas como um Antônio Hermírio de Morais, um Blairo Magi, o dono da Construtora Rio Ave, que é o provedor do Real Hospital Português do Recife, e por aí vai. Vejam a gestão eficientíssima e ilibada que é praticada nestas instituições, bem como em outras de caráter semelhante, como o Hospital da Comunidade judaica (o Albert Einstein), ou o Hospital Sírio Libanês. Quer ocupar cargo de alto nível no governo? Primeiro tenha sucesso na iniciativa privada!

Nunca se teve notícia de gestões fraudulentas nestas instituições exemplares. As pessoas que assumem a direção das mesmas vão lá para servir, e não para se servir. Enquanto isso, a gestão praticada nas instituições governamentais semelhantes é a personificação da esculhambação eterna que todos nós bem sabemos.

Adotado este princípio básico, de não haver POLÍTICO PROFISSIONAL, implica dizer que:

a) A remuneração de quem for desempenhar um cargo político deverá ser a EXATAMENTE a mesma que esta pessoa auferia em sua ocupação civil. Isto apenas no caso de o cargo demandar a sua atenção durante as 24 horas do dia e o afastamento das suas atividades, tal como Presidente e Governador.

b) A maioria absoluta dos cargos legislativos deve ser pro-bono. Quer dizer: sem remuneração. Isto se aplica a Deputados e Vereadores.

c) Os cargos executivos (Secretários e presidentes de órgãos estatais) devem ser preenchidos através de processos seletivos realizados por empresas de Head Hunter. Cada contratação deve estar vinculada à aprovação do Plano de Gestão previamente apresentado pelos candidatos e aprovados por conselhos de cidadãos vinculados a aquela atividade. Avaliações anuais de desempenho definirão a continuidade no cargo (ou não).

d) A remuneração a ser paga a estes executivos, bem como o pacote de benefícios que lhes será ofertado, deverá ser compatível com funções semelhantes da iniciativa privada e de total publicidade junto aos usuários dos seus serviços, os quais deverão aprovar em plebiscito o nível de remuneração sugerido.

2. FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS DEVEM SER TODOS CONTRATADO AD-HOC!

Toda contratação de funcionários públicos deverá ser feita através de empresas especializadas, especialmente contratadas para tal mister. A contratação e a remuneração das mesmas empresas deverão estar vinculadas à efetividade das suas contratações anteriores. Alguns princípios básicos devem nortear estas contratações:

a) Todos os funcionários públicos são demissíveis ad nutum, bastando para isso que o órgão em que presta serviços venha a ser descontinuado, ou que apresente sucessivamente desempenho abaixo do esperado.

b) Cada funcionário contratado deverá fazer parte de uma estrutura administrativa previamente aprovada pelo conselho de contribuintes afetos à sua área de atuação, estrutura esta que terá sido definida (e aprovada) através de estudo realizado por empresa de consultoria para tal fim contratada.

c) Cada funcionário deverá ter uma descrição de cargo que relate pormenorizadamente as funções a serem desempenhadas, bem como as suas metas, que deverão ser utilizadas para sua avaliação de desempenho.

d) De forma semelhante, os níveis de remuneração deverão ser definidos tomando em consideração a remuneração paga em cargos semelhantes na iniciativa privada, valor este a ser definido por empresa contratada para tal e com o Plano de Cargos e Salários sendo aprovado pelo conselho dos contribuintes.

e) O Plano de Carreira de cada funcionário deverá ser gerido pelos próprios interessados. Para isso, deverão ser dadas oportunidades contínuas de treinamento e prioridade na contratação de quem já seja funcionário, em caso de empate no processo seletivo.

3. TODOS DEVEM SER REALMENTE IGUAIS PERANTE A LEI!

Não necessita ser muito perspicaz para constatar que o artigo mais avacalhado, na nossa já tão vilipendiada constituição, é aquele que determina serem todos iguais perante a lei. Todo parasita atualmente dependurado na estrutura estatal deseja ardentemente um “Tratamento Especial” para si, sendo esta a razão maior das grandes iniquidades existentes na balofa casta dominante. Devem ser todos sumariamente eliminados, enquadrando-se a totalidade dos servidores públicos aos regimes aplicados à maioria da população, exceto no agravamento das penalidades, quando dos mal feitos, por terem o dever de serem o exemplo para a sociedade.

4. JUDICIÁRIO FORMADO POR ELEIÇÃO!

Das inúmeras e imensas sacanagens praticadas pelos ocupantes de cargos governamentais na população de nosso país, as que mais se destacam são as do arcabouço judiciário.

O fato de termos herdado as obesas e burocráticas estruturas jurídicas lusitanas, juntamente com o direito romano, e não o “Common Law”, é o grande elemento do nosso atraso institucional e, consequentemente, também econômico e social.
Quase todos os países que adotaram este sistema legal foram bem-sucedidos: USA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, etc. Até países africanos, como Zâmbia e África do Sul, que vivem arrodeados por dezenas de nações mergulhadas em conflitos tribais e ditaduras sanguinolentas, conseguiram se destacar entre suas congêneres pelo simples fato de possuírem um sistema legal ágil e enxuto. Realidade muito distante da nossa condição atual.

No Brasil, o que ocorreu foi uma adaptação distorcida e grotesca do princípio Darwinista cunhado por Herbert Spencer: a “Sobrevivência dos mais aptos”.

A regra, no Brasil, é: A SOBREVIVÊNCIA DOS MAIS GORDOS!

THE SURVIVAL OF THE FATTEST

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

ABSOLUTISMO e CAPITANIAS HEREDITÁRIAS

Quando D. João VI chegou ao Brasil, em 1808, fugindo da invasão das tropas napoleônicas em Portugal, a corte se encontrava em uma situação financeira extremamente difícil. Em vista dessa situação, o Imperador passou a “vender” títulos nobiliárquicos. Entre 1808, ano da sua chegada, e 1821, quando retornou a Portugal, foram emitidos 73 títulos de nobreza. Foram 28 marqueses, 8 condes, 16 viscondes e 21 barões, numa média aproximada de 6 títulos emitidos por ano. Dos agraciados, apenas 4 eram brasileiros natos.

Uma das características mais interessantes, dessa nobreza sui generis, é que OS TÍTULOS NÃO PASSAVAM DE PAIS PARA FILHOS. NÃO ERAM HEREDITÁRIOS! Todos os 1211 títulos concedidos, ao longo dos 67 anos em que durou o império, foram concedidos ad persona. Era uma honraria concedida UNICAMENTE ao agraciado. Com a morte do de cujus, o título retornava ao Patrimônio Heráldico do Império, onde permanecia in potentia, até que nova concessão fosse feita pelo imperador.

D. João VI, que de bobo não tinha nada, haja vista que foi o único que conseguiu ludibriar Napoleão fugindo para o Brasil, conhecia muito bem a malta com quem estava lidando. Sabia que bastava dar um pé, para quererem logo a mão também. Ao conceder um título de nobreza, a demanda natural seguinte era tornar aquela mamata eterna. Isso era TUDO O QUE ELE NÃO QUERIA. Ele tinha noção bem clara das confusões que haviam sido provocadas pelas Capitanias Hereditárias. Assim, ao tornar o título pessoal e intransferível, tornava as gerações seguintes eternamente reféns da boa vontade do imperador.

Essa solução brilhante, encontrada por D. João VI, não está sendo honrada na República Federativa do Brasil.

Hoje, não satisfeitos com terem passado toda a vida dependurados nas tetas governamentais, figuras que passaram todas as suas vidas ocupando posições de nada com coisa nenhuma tentam agora nos impingir seus rebentos como seus legítimos sucessores. A ideia básica é eternizá-los nas mesmas chupanças de sangue propiciadas por posições de ASPONES, que em absolutamente nada contribuem para com a nossa combalida nação, e que foram usufruídas por seus genitores.

A característica comum a todos eles, em todas as diversas gerações, é NUNCA terem realizado atividade alguma que agregasse valor para a sociedade. São sempre consumidores dos recursos gerados e propiciados por terceiros, reunidos através das mais diversas formas de extorsão governamental que se possa imaginar. Em suma: são parasitas do trabalho alheio. Formam um estamento social altamente específico, conhecido como A CLASSE POLÍTICA!

Cada um deles, em maior ou menor grau e com raras exceções, é detentor de um extenso prontuário junto aos órgãos fiscalizadores da gestão dos recursos públicos e da lisura em seus comportamentos.

Como definiu brilhantemente o sábio Luiz Gonzaga Paes Landim, infelizmente já falecido, “Política é só para dois tipos de gente: o rico besta e o pobre sabido! ” O rico besta, querendo aparecer, dá-se ao luxo de gastar parte da sua fortuna bajulando eleitor ignorante e pidão. Hoje é um tipo raro. O pobre sabido é a grande maioria atual. Entram na política apenas visando “se dar bem”. Isto significa arrecadar a maior quantidade possível de dinheiro, o mais rápido possível e seja por que meio for, “duela a quien duela!”

No período imperial, os detentores dos títulos de nobreza e, consequentemente, das posições de comando político, eram sempre os possuidores de extensas atividades produtivas. Largavam as suas atividades privadas para irem desempenhar importantes papéis políticos. Eram sempre da aristocracia açucareira do Nordeste; ou os detentores de extensas plantações de café em São Paulo; ou mesmo criadores de gado em grandes fazendas em Minas Gerais ou nos pampas gaúchos, e por aí vai. Era uma elite cosmopolita e rica, capaz de ter uma larga visão de longo prazo sobre os caminhos da nossa nação.

Hoje, a situação se inverteu totalmente! Os detentores de posições políticas são arrivistas oriundos de “Movimentos Sociais” e de “Coletivos” como sindicatos, associações de bairros, associação de estudantes, etc. A grande habilidade demandada consiste em mentir descaradamente às plateias de pobres ignorantes, cuja única esperança de melhora de vida se limita a uma possível chuva do MANAH governamental. Prometem sem que tenham compromisso nenhum em cumprir o prometido, muitas vezes até porque seja absolutamente impossível. Não sabem fazer mais nada na vida. Esta é a sua sina. Se por acaso, perderem uma eleição, tem que sair correndo para arrumar uma sinecura governamental qualquer, seja propiciada por colega que tenha se dado melhor naquela mesma eleição, seja uma sinecura própria conseguida através de concurso, sob pena de vir a enfrentar sérias dificuldades financeiras. Assim, visando atravessar incólume os períodos das vacas magras, todos eles apelam para algumas saídas como sejam:

a) Ser professor universitário em alguma faculdade federal,

b) Ser detentor de algum cargo concursado na paquidérmica estrutura governamental,

c) Providenciar algum fundo de pensão “Especial” (Bancado com recursos públicos, é claro!) a fim de se aposentar em pouquíssimo tempo,

d) Roubar desbragadamente, sempre e quando se apresentem as oportunidades de se dar bem.

Em comum, apenas o fato de que não tem a mínima ideia sobre como se faz para gerar riqueza, já que nunca gastaram um minuto de seu tempo para isso. Assim, não é de se estranhar quando TODOS os candidatos ao governo de Pernambuco, ao serem questionados sobre qual seria a sua política para reduzir a miséria em nosso estado, foram unânimes em afirmar que aumentariam a distribuição de bolsas governamentais. É O QUE SABEM FAZER! Tomar à força, de quem trabalhou laboriosamente, para distribuir demagogicamente a quem não produziu nada. (e ficando com uma gorda fatia para si, é claro!). Este é o melhor retrato desse bando de parasitas.

Nenhuma só proposta que visasse à geração de riqueza a partir das condições naturais de que dispomos. NADA! Para completar a desgraça, aqui em Pernambuco tivemos uma eleição em que as opções eram ARRAES ou ARRAES? Comunista ou Socialista? (O que dá no mesmo!)

Bom mesmo é a manobra escrota que estão aprontando agora no congresso. Um presidencialismo em que o presidente fica a reboque do congresso.
Imagine o que será desse país, comandado por aquele bando de ladrões, todos protegidos pelos canalhas do STF.

Nunca a classe política desse país foi tão abjeta! Não há uma só iniciativa decente oriunda dessa corja! Nem as iniciativas populares, com milhões de assinaturas, eles colocam em pauta.

Esta é a mesma situação das camisinhas: SÓ DESENROLA NO CACETE!