ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

A LINHAGEM SANGÜINEA DOS “DEUSES”

Durante a minha adolescência, época de descobertas sobre a sexualidade, uma das estorinhas mais interessantes que me contaram foi “A Saga do Espermatozoide Aleijado”. Era mais ou menos assim:

Houve uma época em que um pequeno espermatozoide sofria muito pois tinha uma deficiência naquele rabinho que os faz irem para a frente. Todas as vezes que começava o frenesi e ele, juntamente com todos os seus amiguinhos, partiam numa carreira louca para fecundar o óvulo; o pequeno espermatozoide era sempre o último a chegar lá. Quando chegava, já era tarde demais!

Por essa época, começou a circular por entre a sociedade dos espermatozoides uma nova filosofia. Adotaram novos métodos de ensino na educação dos jovens espermatozoides. Passaram a ensinar-lhes que era uma grande injustiça o fato de alguns espermatozoides serem mais ágeis e rápidos que os demais. Agora, todas as vezes que se reuniam, começaram a ser ouvidos brados clamando por “Uma sociedade mais igual e mais justa”. Inúmeros deles passaram a defender que haveria uma “Grande dívida social” para com aqueles menos aptos.

Devido à crescente pressão por uma sociedade mais igualitária, foi deliberado em uma das reuniões plenárias que, na próxima vez em que os batalhões de espermatozoides fossem convocados para a sua missão de fertilizar um óvulo, o aleijadinho seria colocado bem adiantado com relação a todos os demais. Teria assim uma chance igual de ser o vitorioso e fecundar o cobiçado óvulo. Assim foi decidido e melhor foi feito!

Tudo preparado. O aleijadinho lá na frente e a galera só esperando tocar o alarme do orgasmo para começarem a corrida. Ao tocar o alarme, imediatamente todos começaram a correr. Eis que ouviram gritos vindos da coordenação: PARA! PARA! PARA, QUE É PUNHETA!!! Aí, já era tarde! O aleijadinho já tinha pulado fora…

Esta estorinha é, para mim, repleta de imensas lições!

Primeiro, que a “Mãe Natureza” (ou o arquiteto que projetou seus algoritmos) não é nem de longe adepta dessas ideias socialistas e comunistas. Igualdade? Um Catzo! A Mãe Natureza é a EUGENIA NAZISTA em estado puro, na vêia! Os processos de seleção são implacáveis! Ao vencedor, tudo. Aos perdedores, a lata de lixo da história. Foi dessa forma que bactérias desajeitadas evoluíram, ao longo de bilhões de anos, até chegarem a nós. Tivessem dado prioridade a espermatozoides aleijados, continuaríamos até hoje como bactérias desajeitadas. Evolução ZERO! E, para completar, seríamos todos aleijados, o que seria ainda pior. Foi graças à competição dos machos alfa da nossa espécie, em constante disputa para ter o direito de acasalar com as fêmeas mais bonitas e desenvolvidas espiritualmente, que as nossas crianças estão nascendo cada dia mais bonitas e mais evoluídas.

Quando o governo brasileiro foi tomado de assalto pelos adeptos da “Sociedade mais igual”, foram criados e implantados inúmeros mecanismos que permitiram o acesso às universidades dos espermatozoides mancos. Após todos estes anos, a consequência está aí! As universidades, que deveriam ser o santuário dos mais belos espécimes de puros-sangues do pensamento, transformaram-se em valhacouto de jumentos idiotizados por ideologias esdrúxulas. Levará séculos para reverter essa catástrofe nacional, se é que conseguiremos reverter algum dia.

Outro fenômeno sumamente interessante é o que eu denomino de “Estresse Alimentar Humano”. Inúmeros trabalhos científicos apresentam e enfatizam os efeitos positivos do jejum sobre nosso organismo. Dentre os inúmeros benefícios listados, o que mais me chamou a atenção foi o aumento da capacidade reprodutiva. Especialmente as mulheres, parecem seguir o mesmo padrão do “Stress Hídrico” das mangueiras. Quando agricultores desejam que estas frutifiquem, cortam-lhes o suprimento de água na irrigação. Imediatamente, todas as árvores explodem em flores. O mesmo se dá com as mulheres! Quanto mais subnutridas e miseráveis, mais a natureza parece concentrar as parcas energias remanescentes no sistema reprodutivo, de modo a assegurar a continuidade da espécie. Basta o marido lhes dar um beijo de boa noite e estão prenhas. Enquanto isso, as gordinhas, muito bem nutridas, precisam apelar insistentemente à reprodução assistida a fim de terem filhos. O resultado? Multidões cada vez maiores de andrajosos miseráveis, todos ávidos pelo amparo estatal e “Cheios de direitos”, segundo a nova filosofia.

A junção destes dois fenômenos, a “Eugenia Negativa” provocada pela apologia do “Aleijadinho Mental” da filosofia socialista, juntamente com a altíssima fertilidade dos miseráveis e sub evoluídos, está levando a humanidade numa direção assustadora: Estamos criando uma sociedade em que a distribuição da inteligência se dará, cada vez mais, de forma bimodal. Serão multidões cada vez maiores de estúpidos e imbecis, todos cheios de direitos e altamente manipulados por lideranças demagógicas e populistas, o que reforça cada vez mais a forma aberrante de governo que, inadequadamente, chamam de democracia. Do outro lado, a minoria dos que ainda raciocinam (no máximo uns 15%), assistindo o desastre que está ocorrendo, impotentes e bestificados.

Outra coincidência (?) extremamente interessante é o fato de só haverem uns 15% de pessoas com sangue Rh negativo em todo o mundo. Por que isso ocorre? Ninguém sabe ao certo. O que sabemos é que não havia Rh negativo na América, na África e nem no Oriente. Só surgiram a partir da miscigenação provocada pelas grandes navegações e pelo colonialismo. Até hoje, os percentuais nestas áreas são muito baixos. Por outro lado, TODAS as espécies de macacos conhecidas possuem o fator Rh Positivo. Só quem apresenta Rh negativo são alguns humanos. Existem povos na Europa, como os Bascos, que chegam a apresentar 35%. de Rh negativo.

TODAS AS CASAS REAIS EUROPEIAS são predominantemente Rh negativo. Os faraós do Egito eram todos Rh negativo. Uma grande maioria dos presidentes americanos, desde os “Pais Fundadores”, era Rh negativo.

Os Rh negativos tendem todos a apresentar algumas características comuns: Cabeça grande, inteligência superior, batimentos cardíacos mais lentos e pressão sanguínea mais baixa, sistema imunológico mais resistente a vírus e bactérias, carisma e personalidade atraente para os demais, tendência ao isolamento voluntário e à vida contemplativa, espiritualidade desenvolvida, alta sensibilidade, tendência a apresentar características mediúnicas, forte intuição e sentimentos de “dejá vue”, sentido de “missão” na vida, etc.

A espécie humana apresenta 46 cromossomos, mais os dois sexuais. Na mulher, encontram-se dois cromossomos sexuais X; no homem, há um cromossomo X e outro Y. O cromossomo que carrega a informação que define o fator Rh Negativo é o cromossomo “Y” – DO PAI. Isto corrobora a lenda de que fêmeas de macacos humanoides teriam sido inseminadas por seres alienígenas, criando uma raça de híbridos “descendentes dos Deuses”. Esta teria sido a razão determinante da política de casamentos endógamos nas dinastias reais em todo o mundo: Não desejavam misturar o sangue dos “Filhos do Sol” com o sangue dos descendentes de macacos.

Quando uma mãe de Rh negativo, procria com um pai Rh positivo, e o feto apresenta característica Rh positivo, é um híbrido de Rh positivo dominante (O Rh positivo é sempre dominante) e um Rh negativo recessivo. O sistema imunológico da mãe passa então a agredir o feto e tenta expulsá-lo, pois “entende” que este seja um organismo estranho ao seu corpo (Eritroblastose fetal). Esta é uma reação típica em cruzamentos “híbridos” e indica que “Os Dois Tipos de Humanos” são intrinsecamente diferentes. A consequência da reação imunológica é um excesso de hemoglobina circulando livre no sangue, advinda dos glóbulos vermelhos destruídos, o que provoca sérios danos ao cérebro do feto. Isto quando não o mata por uma outra série de problemas.

Até o presente momento, os cientistas não sabem de onde veio essa diferença genética. Pode ter evoluído a partir de outra espécie de humanos, ou pode até mesmo ter sido provocada propositalmente por alienígenas que desejavam criar uma raça superior na terra. Esta é a explicação encontrada nos textos sumérios e assírios, textos de muitos milhares de anos anteriores à nossa época. O fato é que os brancos possuem um Q.I., em média, 15 ou 20 pontos maior que os negros. O Brasil vem apresentando um caso único no mundo, onde o Q.I. tem diminuído com o passar dos anos. Bem sintomático dos tempos de busca por “Uma Sociedade mais igual”!

A internet está cheia de estudos referentes às mudanças encontradas no código genético dos humanos, sempre de forma claramente proposital e gerenciadas, realizadas só Deus sabe por quem.

Meu pouquíssimo conhecimento de genética não permite que eu opine nesta seara. O que eu sei é que…

A ELITE HUMANA TEM A OBRIGAÇÃO MORAL DE ASSUMIR O COMANDO POLÍTICO e, AO MESMO TEMPO, FORÇAR A MASSA ULULANTE DE IMBECIS A SE CONCENTRAR EM COMER E PROCRIAR. (Ambos na quantidade que lhes for autorizada por seus mestres, é claro!).

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

CHOQUE DE CAPITALISMO, LIBERALISMO E CONSERVADORISMO – JÁ!

Tivemos recentemente um presidente que, por ser analfabeto também em matemática, minimizou os baixos índices de crescimento apresentados pela nossa economia. Naquele ano, nosso crescimento só foi maior que o Haiti, nas Américas! E isto porque aquele país foi submetido a um terrível terremoto. Disse o “analfa”: “Uma diferença de 1 ou 2% no crescimento do PIB não significa nada! ” Pois foi exatamente uma diferença de 2% nos índices de crescimento apresentados pelos países da África, frente àqueles submetidos à “Revolução Industrial”, que, após 250 anos, levou os desenvolvidos a terem renda 140 vezes superior à dos não desenvolvidos. Enquanto uns apresentam uma Renda Média Anual de US$ 70.000,00; os atrasados apresentam renda de US$ 500,00.

Muita gente, por total desconhecimento de matemática, especialmente, do poder da função exponencial, considera que o desenvolvimento da economia dos países se dá de forma linear. Nada mais longe da verdade!

Observem nos gráficos acima como seriam as curvas de desenvolvimento de alguns países. À esquerda, apresentamos como seria, se o crescimento fosse linear. A brecha aumentaria de forma constante. Nossa situação já seria bem ruim. Ocorre que o crescimento é uma função exponencial. É como os juros de agiota: JURO SOBRE JURO! A brecha aumenta DE FORMA ACELERADA! Estaremos cada vez mais distantes dos líderes.

Observem dois aspectos extremamente interessantes:

a) Para a China ultrapassar os Estados Unidos em termos de PIB, está tendo de crescer a taxas próximas a 10% a.a. durante mais de CINQUENTA ANOS.

b) Se o Brasil quiser acompanhar os líderes da economia mundial, terá que fazer até mais que isso: Eu tracei uma curva onde o Brasil começaria a reproduzir EXATAMENTE a trajetória apresentada pela China, o que é extremamente improvável que venha a acontecer. MESMO ASSIM, continuaríamos vendo a brecha entre a nossa curva, e a dos países desenvolvidos, aumentar dramaticamente a cada ano.

A conclusão a que cheguei: ESTAMOS NA MERDA E VAMOS AFUNDAR NELA CADA VEZ MAIS!

Ao longo dos últimos anos, nosso país tem sido submetido a um aguerrido debate sobre as escolhas que queremos para nossos filhos e netos, e para a nossa combalida nação. A facção comunista, diante do grande sucesso de suas insidiosas atividades, chegou a se autodenominar “Campo Majoritário”! Na política, alcançou uma quase total hegemonia nas posições de influência. Como consequência da imensa avacalhação por eles promovida, nacional, e internacionalmente, agigantou-se uma imensa indignação da maioria silenciosa, esta sim, majoritária e majoritariamente conservadora. Culminou com a eleição de Bolsonaro e uma grande renovação do congresso.

Mesmo assim, esta minoria lacradora permaneceu impondo suas opções sobre a imensa rejeição da maioria da população, especialmente da classe mais esclarecida. Esta passou a ser apodada, por esta minoria intratável, de “Extrema Direita” (Sic), ou de Neoconservadores. Diante da imensa onda de traição aos interesses da nossa nação, crime que vem sendo praticado descaradamente por todos os meios de comunicação subordinados aos comandos comunistas, junto com a classe artística canalha e venal, fazem-se altamente prioritárias as seguintes ações:

1. “Empastelar” todos os meios de comunicação que, usam seu direito de “Formar e Informar” para divulgar todo tipo de canalhices, mentiras e insinuações injuriosas contra nosso país e seu representante maior, o Presidente da República. Em paralelo, prisão por prazo indeterminado para seus jornalistas e dirigentes. Caso se faça necessário, criar a figura do “Terrorismo Jornalístico” na Lei de Segurança Nacional e puni-lo severamente.

2. Eliminar grande parte das despesas com “FISCALIZAÇÃO”, seja do que diabo for! O fato de haver sempre algum desocupado vivendo só de espiar o que os outros estão fazendo custa caríssimo para a nação! Além de infantilizar brutalmente a população, tornando-a irresponsável pelos seus próprios atos. A receita deve ser: Menos fiscalização e mais punições! Estas, sim, severas e inexoráveis. Foi pego roubando? É a primeira vez? Corta uma orelha! Pegou de novo roubando? Corta a mão! Continuou roubando? Vai fatiando o elemento, que nem picanha ou salame. Se for funcionário público, pelotão de fuzilamento já na primeira.

3. Fim dessa onda de imbecilidade em que possuir alguma coisa se tornou “um crime”! Enriquecer é lindo!

4. O Estado parar de arrecadar FGTS e contribuições para a previdência. Cada um que contribua para sua conta individual de investimentos. Esta sim, OBRIGATÓRIA! Que é para quando estiver velho, não ficar dependendo da caridade de ninguém e dando trabalho. Essa conta deverá ser em um Fundo de Investimentos pessoal, à escolha de cada um sobre onde deverá ser depositado.

5. O Estado parar de arrecadar seguro de acidentes de trabalho e de desemprego. Empresas de seguro existem para isso mesmo. Chega de ficar “socializando” os custos da irresponsabilidade de maus empregadores. Se a empresa tiver índices de acidente e de “Turn-Over” mais altos, que pague mais caro pelo seguro. Simples assim! Não esse negócio dos justos pagarem pelos bandidos, como vem acontecendo.

6. O Estado parar de arrecadar sobre os salários, para dar ao SESI, SESC, SENAI, SENAC, SEBRAE, etc. Transformar todos eles em fundações autônomas e autossuficientes. Quem tiver competência, convença os seus clientes a lhes bancar as despesas. Quem não tiver competência, FECHE! De novo, vamos parar com esse negócio de jogar os custos desses “Jardins Suspensos da Babilônia” para os trabalhadores. Todas estas contribuições, que eram arrancadas dos salários, devem ser direcionadas para as contas individuais dos Fundos de Investimento.

7. O Estado fechar ou vender todas as estatais não estratégicas. A definição do que é estratégico deve ser extremamente restringente. Algo assim como fazer uma bomba atômica. Utilizar as ações das empresas estatais, que se mostrarem viáveis, para indenizar (pelo seu valor de mercado) as contribuições já feitas pelos segurados para suas aposentadorias. Entregar estas ações aos fundos de investimentos, em nome do investidor.

8. O Estado parar de tutelar a educação universitária. Todas as Universidades e Institutos Federais devem ser imediatamente transformadas em fundações, todas autônomos e autossuficientes. Passar a conceder “Bolsas” aos estudantes mais talentosos, e não aos mais “necessitados”.

9. O Estado, em todas as suas ramificações, ser proibido de conceder QUALQUER TIPO de isenção fiscal ou favor estatal, a quem quer que seja e de que forma for! Só se for franqueado igualmente a TODOS igualmente!

10. Estado ser proibido de conceder ajuda pecuniária a quem quer que seja e de que forma for. Pagamentos só em retribuição a trabalhos. Deixar BEM CLARO que o Estado não foi concebido para dar esmolas a ninguém.

11. Estado parar de subsidiar a proliferação de pobres miseráveis, seja de que forma e a que título for. Ampla distribuição de anticoncepcionais, laqueaduras de trompas e vasectomias. Aborto tratado como simples assassinato, já que todas as formas de contracepção foram amplamente divulgadas e distribuídas.

12. Estado parar de se meter em políticas sindicais e trabalhistas. Liberdade TOTAL de associação trabalhista (por empresa, por atividade, por área, o caralho…), como manda a constituição! Total autonomia sindical e total liberdade de contratação entre empregadores e empregados, salvo questões de segurança.

13. Estado parar de subsidiar com Bilhões de Reais partidos de nada com coisa nenhuma. Ampla, total e irrestrita liberdade de formação de partidos, sem nenhuma necessidade da tutela estatal para nada, bastando o registro do seu estatuto em cartório. Possibilidade de candidatos avulsos.

14. Todo o aparato Estatal ser limitado a arrecadar 20% do PIB, rateado em percentuais fixos entre os três níveis. O que passar deste valor, ser integralmente destinado à eliminação da dívida governamental. Proibição TOTAL E ABSOLUTA do estado fazer qualquer novo tipo de financiamento, exceto em caso de guerra.

15. Estadualização de todas as cortes de justiça, com transferência da sua autonomia e dos seus custos para as comunidades por elas servidas. Ritos e penas definidos localmente.

16. Impedimento TOTAL do estado “socializar” os custos (quer dizer: jogar para os contribuintes) de qualquer de suas atividades voltadas para indivíduos ou organizações particulares.

17. Total autonomia para os governos dos estados e dos municípios. Só reter a nível federal aquelas decisões que sejam absolutamente imprescindíveis.

Fazendo isso e muito mais, talvez escapemos da latrina em que estamos afundando.

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

LIBERALISMO E DEMOCRACIA

Dedicado ao amigo Goiano

No entender de Nietzsche (Assim falou Zaratustra), “O homem é uma corda atada entre o abismo e o infinito! ” É aquele “Animal de prúridas rutilâncias”, que nos falou Augusto dos Anjos. Capaz das atitudes mais abjetas e, ao mesmo tempo, das ações mais sublimes. Santo Agostinho definiu o paradoxo da condição humana como sendo “Um anjo cavalgando um porco”. Desta constatação, intuída por santos, filósofos e poetas, concluímos, como os orientais, que não nascemos humanos. Nós nos tornamos humanos, à medida que evoluímos em direção a Deus!

Cada ser humano repete, em maior ou menor escala, toda a trajetória da humanidade na face da terra. Ao nascer, somos apenas frágeis filhotes de uma espécie de macaquinho pelado, sem nada que nos distinga dos demais primatas. É através da absorção de toda a evolução da humanidade, etapa por etapa, que caminhamos em direção a uma condição digna de ser chamada de HUMANA. Esta sofrida evolução recebe o nome de EDUCAÇÃO.

A busca contínua por evolução é um “Imperativo Absoluto” Kantiano. Quem abandona este processo, regride à condição de primata, e se despe de sua humanidade. A busca desta evolução em direção ao conhecimento, e a luta em busca de uma transcendência na condição de meros macacos pelados, é a missão mais nobre a que qualquer ser humano pode se dedicar. Vem daí a origem do termo FILÓSOFO: O Amigo do Conhecimento! Pais e gestores públicos que negam essa possibilidade a qualquer criança são piores que assassinos! Matam a alma.

Aristóteles, um dos maiores filósofos que já existiram, considerava tão fundamental esta busca pela melhor compreensão do mundo que dedicou longos anos à preparação de um tratado onde desnudava todas as sutis trapaças e malabarismos verbais empregados pelos SOFISTAS, quando dos debates públicos em Atenas.

O conjunto dos seus tratados de lógica recebeu a denominação de Organon, já que, para ele, a lógica não seria parte integrante da ciência e da filosofia, mas apenas um instrumento (Organon) que estas utilizariam em sua construção. O Organon inclui:

1º) As Categorias – estuda os elementos do discurso e os termos da linguagem;

2º) Sobre a Interpretação – trata do juízo e da proposição;

3º) Os Analíticos (Primeiros e Segundos) – se ocupam do raciocínio formal (silogismo) e demonstração científica;

4º) Os Tópicos (Тоπιқά – Tópicos) – expõem um método de argumentação geral, aplicável em todos os setores, tanto nas discussões práticas quanto no campo científico;

5º) Dos Argumentos Sofísticos (Σоφιστιқоι έλέγχоι – Dos Argumentos Sofísticos) – que complementam os Tópicos e investigam os tipos principais de argumentos capciosos.

A principal recomendação, logo no início do tratado, é que se faça uma análise detalhada da linguagem corrente, de modo a identificar seus diferentes usos e, ao mesmo tempo, enumerar os diversos sentidos atribuídos às palavras empregadas nas discussões. Eis por que as Categorias abrem o Organon com pesquisas sobre as palavras, procurando, principalmente, evitar os equívocos que resultam da designação de coisas diferentes através do mesmo nome (homônimo) ou da mesma coisa por meio de diversas palavras (sinônimos).

A etapa seguinte seria a Teoria das Proposições, apresentada no Sobre a Interpretação. Baseia-se na tese de que toda proposição seria o enunciado de um juízo através do qual um predicado é atribuído a determinado sujeito. A humanidade teve de esperar até que George Boole, no início do século XIX, viesse a dar expressão matemática às leis do pensamento (The Laws of Thought), transformando o ato de raciocinar em operações algébricas. Este salto quântico na capacidade humana de entender o mundo foi seguido pelos desenvolvimentos realizados por uma série de outros gênios, dentre os quais se destaca Bertrand Russel e sua Análise proposicional que, em última instância, está nos conduzindo à criação da Inteligência Artificial. Quem quiser conhecer um pouco mais deste assunto fascinante, clique aqui.

Dentre as brilhantes conclusões a que chegou Boole, temos as seguintes:

1. Que a linguagem é um instrumento do raciocínio humano, e não meramente um meio para a expressão dos pensamentos, é uma verdade genericamente admitida. Não foi por outro motivo que Wittgenstein afirmava que o universo vocabular define o tamanho do cérebro.

2. Os elementos dos quais todas as linguagens consistem são sinais ou símbolos. Palavras são sinais.

3. Um sinal é uma marca arbitrária, tendo uma interpretação fixa, e suscetível de combinação com outros sinais, em sujeição a leis fixas, dependendo das suas mútuas interpretações.

Hoje, ao final de milênios desta sofrida evolução, a humanidade se vê acuada por uma imensa horda de chacais que, motivados por projetos messiânicos e distópicos, ou mesmo por interesses particulares e egoísticos, manipula livremente o sentido das palavras, já que são meros símbolos aleatórios, de modo a confundir e embaralhar totalmente a capacidade de raciocínio do restante da humanidade. Isto, para mim, é um imperdoável crime de “Lesa Humanidade”. Deveria ser sujeito a julgamento rigoroso pelo Tribunal Internacional de Haia.

1º exemplo: LIBERAL – Segundo Norberto Bobbio, liberalismo é uma concepção de estado no qual este tem poderes e funções altamente limitados. Assim, liberal é quem defende esta visão do estado. Opõe-se tanto contra o estado absolutista, como “Social”. A essência do capitalismo é o estado liberal. Hayek, em seu livro “A Estrada para a Servidão”, escreveu que o capitalismo é o único sistema econômico compatível com a dignidade humana, a prosperidade e a liberdade. À medida que nos afastamos deste Sistema, damos poder às piores pessoas da sociedade para gerenciar coisas que não entendem. Mais interessante ainda foi a sua constatação que, nos Estados Unidos, os socialistas se apoderaram do Termo LIBERAL. Passaram a se autodenominar assim, em oposição aos CONSERVADORES. Como se uma coisa tivesse alguma ligação com a outra. Embaralharam tudo!

2º exemplo: DEMOCRACIA – Ainda segundo Bobbio, entende-se por “Democracia” a forma de governo em que o poder não está na mão de um, ou de poucos, mas de todos. Ou melhor: Da maior parte. Como tal, contrapõe-se às formas autocráticas, como a monarquia e a oligarquia. Um estado liberal não é necessariamente democrático. Assim como um estado democrático não é necessariamente liberal. Isto não significa dizer que um governo liberal, composto por uma aristocracia, ou uma monarquia, não seja considerado legítimo, segundo Aristóteles.

3º exemplo: CONSERVADOR versus PROGRESSISTA – Os comunistas se apropriaram também do termo “progressista”, como se só eles estivessem interessados no progresso da sociedade. O danado é que o “progresso” que eles almejam é o retorno a formas de produção artesanais, formas de governo tribais e formas de contratação sexual animalescas; Mais assemelhadas a uma verdadeira suruba, onde pais copulam com filhas, irmãos com irmãs, a dois, a três, a quantos quiserem e bem entenderem, crianças com adultos, todas as aberrações sexuais passam a ser meras “opções”, sendo a paternidade desconhecida e desnecessária, já que a “comunidade” (o estado) deverá cuidar de todas as crianças. Os homens passam a ser meros “doadores de esperma”. Opor-se a este amontoado de imbecilidades e selvageria caracterizaria o “Conservador”. Só que, para os comunas, o simples fato de opor-se a esta cachorrada, passou a ser sinal indelével da “Direita”, reacionária e “Fascista”.

4º exemplo: FASCISTA (ou qualquer outro “ISTA”) – A essência do Fascismo histórico era: “Tudo pelo estado! Nada fora do estado! Os comunistas embaralharam também este termo. Passaram a chamar de fascista a qualquer um que se oponha às suas ideias fesceninas, mesmo um liberal. De forma semelhante, para qualquer argumentação que seja contrária a seus princípios malucos, tratam logo de encontrar um adjetivo terminado em “ista”, e que rotule de maneira indelével aquele grupo, sempre de forma a depreciar e ridicularizar grosseiramente. Coisas como “Machista”, “revisionista”, “Bolsonarista”, “entreguista”, “chauvinista”, motociclista…e por aí vai!

5º exemplo: DIREITA e ESQUERDA – A limitadíssima capacidade mental das hostes comunistas torna absoluta a necessidade de descrever o mundo de forma dualista. Ou é ASSIM! Ou é ASSADO! Daí decorre a visão binária de governo parida pelos Jacobinos, na Revolução Francesa, caracterizando as facções como sendo de “Esquerda” ou de “Direita”, a depender do lado que sentavam no ginásio onde discutiam os rumos da carnificina. A partir dessa classificação para lá de tôsca, cada um desses termos passou a incorporar aquilo que Alvin Gouldner chamou de “metaphysical pathos”: Uma paixão transcendental, que vai além de qualquer racionalidade e que leva as pessoas a matar e morrer por coisas que mal e porcamente entendem.

6º exemplo: BURGUESIA – Termo que, na Idade Média, fazia referência aos moradores das cidades (Burgos), em contraposição aos moradores do campo. Karl Marx, na sua mitologia, criou a divisão entre os donos dos meios de produção, que chamou de “BURGUESES”, e o “PROLETARIADO”, aqueles que possuíam apenas a sua capacidade de trabalho para vender. Hoje, apesar de vivermos em uma sociedade totalmente diferente desses esquematismos mentais obsoletos, além de eminentemente idiotas, toda a sinistra canhota (pleonasmo) continua apodando todos os que lhes façam oposição com o termo altamente pejorativo (para eles) de burgueses.

7º exemplo: GÊNERO ou OPÇÃO SEXUAL – Como disse Marília Moschkovich: “Afinal, se desejamos construir uma nova sociedade, inteiramente baseada em novos princípios, por que isso não se aplicaria a absolutamente todas as relações sociais – inclusive o gênero, a sexualidade e o parentesco? ” O que os comunas propõem é a volta da humanidade ao estado animalesco dos primórdios da civilização. É a apologia do bestialismo. Aliás, nem as bestas-feras adotam as “bestialidades” que querem que adotemos entre humanos.

No momento em que máquinas adquirem uma capacidade lógica que transcende infinitamente a capacidade dos humanos, a humanidade mergulha de cabeça em uma epidemia avassaladora de imbecilidades, capitaneada por crápulas que, demagogicamente, prometem a implantação de um “Paraiso na Terra”… e criam o INFERNO!

JÁ PASSOU DA HORA DE DAR UM BASTA NESTA IMENSA CACHORRADA!

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

ARISTOCRACIA JÁ!

Maquiavel utilizou uma analogia bem interessante ao comparar as doenças sociais e as doenças do organismo humano. Dizia ele: no início da doença, o diagnóstico é difícil e a cura é fácil. Ao evoluir a doença, o diagnóstico se torna óbvio! A cura é que se torna extremamente difícil. Esta é, exatamente, a situação que ocorre com nosso país. Hoje, o diagnóstico de sua acelerada degradação salta aos olhos, já a correção, esta deverá ser bem difícil!

Dizia Gramsci, que “Crise é quando o novo quer entrar e o velho não quer sair”. É o retrato do Brasil atual! Situação esta que já vem perdurando há, pelo menos, três décadas! Desde que os militares entregaram o poder.

Ao longo dos últimos séculos, uma quantidade imensa de mentes privilegiadas dedicou tempo e esforço à busca das causas que levariam grandes civilizações e sociedades a um processo de decadência irreversível. Seus “insights” são valiosos a fim de se entender os fatores que levaram, e levam, grandes impérios à derrocada.

Segundo Francis Fukuyama, o cara que disse que a história teria acabado, “A origem da decadência política seria a incapacidade das instituições em se adaptar às mudanças nas circunstâncias, especificamente a ascensão de novos grupos sociais e suas exigências políticas”. É verdade, mas ainda está fraco!

Já para Jared Diamond, “O problema recorrente, em sociedades em colapso, “são estruturas que criam um conflito entre os interesses de curto prazo, daqueles que estão no poder, e os interesses de longo prazo da sociedade como um todo! ” Seria difícil encontrar outra definição que enquadrasse de maneira mais clara e precisa o Brasil atual.

Para Mancur Olson, o grande fator que levaria à derrocada seria a apropriação indevida dos limitados recursos da administração por grupos de interesse particulares. A consequência seria um distanciamento cada vez maior do “Ótimo de Pareto”, situação na qual a alocação dos recursos se daria de forma a maximizar a satisfação dos governados. Quanto mais os grupos de pressão forem poderosos e atuantes, mais a sociedade se distanciaria da alocação ótima dos seus recursos. Mais uma vez, temos o retrato perfeito da atual situação vivida pelo Brasil, onde grupos de interesse açambarcaram completamente todos os recursos colocados à disposição da administração pública. Como dizia sempre meu mestre Ely Goldrat, em Colúmbia: “Ótimos localizados não fazem um ótimo global! ”

Fala-se muito em PRIVATIZAÇÃO das estruturas públicas, mas, para efeitos práticos, já foram “privatizadas” há muito tempo por grupos de interesse que se apoderaram delas. Os exemplos abundam: Bancos federais onde o lucro é sempre menor que a contribuição patronal aos fundos de pensão dos funcionários; empresas altamente deficitárias, verdadeiros cadáveres insepultos, sobrevivendo artificialmente através da abundante injeção de recursos públicos, mas sempre pagando salários nababescos a uma multidão de marajás, e por aí vai…

Podemos dizer como o grande historiador britânico Arnold Toynbee, em sua principal obra, Um Estudo da História, dividida em 12 volumes, que as “Grandes civilizações não são exterminadas, mas acabam com a própria existência. Para chegar a essa conclusão, ele explorou a ascensão e a queda de 28 civilizações diferentes.

O historiador tinha certeza que, em alguns aspectos: as civilizações são frequentemente responsáveis por seu próprio declínio. Sua autodestruição, no entanto, geralmente conta também com alguma “ajuda” externa.

Daron Acemoglu e James Robinson demonstraram de forma conclusiva que são as instituições políticas e econômicas feitas pelo homem que embasam o sucesso (ou a falta dele). A Coreia é um exemplo fascinante! É uma nação marcadamente homogênea. Mesmo assim, o povo da Coreia do Norte está entre os mais pobres da terra, enquanto que seus irmãos do Sul, estão entre os mais ricos. O Sul construiu uma sociedade que incentiva e recompensa a inovação. Permite que qualquer um participe das oportunidades econômicas. O sucesso econômico que então ocorreu foi mantido porque o governo foi responsável e respondeu às demandas dos cidadãos.

Paul Kennedy descreve detalhadamente, em sua obra monumental, o que seria o “mandato divino” dos mandarins chineses. Segundo ele, esta seria a base da legitimidade dos governantes. À medida em que as forças celestiais se mostrassem contrárias às ações daquela estrutura de poder, e os resultados das ações governamentais não se mostrassem propícios às aspirações da população, estes perdiam toda a legitimidade e eram logo substituídos.

Segundo Edmund Burke, quando uma sociedade é construída a partir de cima, seja pelo governo de uma ditadura revolucionária, seja pelos editos impessoais de uma burocracia inescrutável, a responsabilidade rapidamente desaparece da ordem política e da sociedade. De novo, parece exatamente o nosso estado atual.

Para mim, o total apodrecimento que verificamos nas nossas instituições políticas é a pré-condição necessária e suficiente para a revolução! Tal como as folhas de uma árvore, no outono, precisam morrer, para dar lugar à florescência da primavera. “Precisamos reformar a fim de conservar” dizia Edmund Burke

David Hume atacou a teoria do contrato social de Rousseau, argumentando que a ideia de Locke, de que “consentimos tacitamente” com o governo ao permanecer voluntariamente em sua jurisdição, é um mito! A maioria das pessoas só permanece por ser inevitavelmente forçada, por laços culturais, linguísticos e de hábito, a permanecer onde está, qualquer que seja o governo que legisla em seu nome. Embora reconhecesse a importância do consentimento popular para assegurar a ordem política, ele acreditava que esse consentimento era uma resposta à crença na legitimidade, e não sua fundação. A única base verdadeira para qualquer concepção de legitimidade ou obrigação política, argumentou ele, é a utilidade, não havendo outra justificativa para as obrigações além dos benefícios obtidos ao se aceitá-las. Assim, quando presenciamos uma estrutura de governo inepta, como a nossa, e cujos resultados são desastrosos para a população, podemos afirmar com segurança que toda a sua legitimidade já se esboroou há bastante tempo. A derrubada dessa estrutura corrompida e arcaica, agora, é imperativa e só uma questão de tempo.

Segundo Roger Scruton, é do caráter das utopias modernas ignorar todos os limites da condição humana: imaginar sociedades sem lei (Marx e Engels), sem famílias (Laing), sem fronteiras ou defesas (Sartre). Muita tinta conservadora já teria sido desperdiçada na refutação de tais visões, adotadas somente por pessoas incapazes de perceber a realidade e que, consequentemente, jamais serão persuadidas por argumentos.

Charles-Louis de Secondat, o barão de Montesquieu (1689–1755) argumentou que somente um governo aristocrático poderia criar um equilíbrio efetivo entre os poderes do Estado, evitando as tendências despóticas inerentes tanto à monarquia absoluta quanto ao governo pelo homem comum.

Segundo Engels, em seu estudo sobre a formação do Estado, a razão subjacente à queda do Império romano foi este ter se transformado em um mecanismo gigantesco e complexo, cujo objetivo exclusivo era espoliar seus súditos. Impostos e serviços obrigatórios ao Estado de todo tipo afundavam cada vez mais a massa da população na pobreza. A extorsão praticada por procuradores, cobradores de impostos e soldados aumentou a pressão até um ponto insuportável. Seu direito de existência se fundava na manutenção da ordem interna e na defesa externa contra os bárbaros. Sua ordem se tornou pior que a mais grave desordem, e até os próprios bárbaros (Brasil?)

Somos hoje, no Brasil, uma sociedade anômica e, invertebrada, no dizer de Ortega & Gasset. Não temos grupos de pressão política. Não temos as associações de moradores, as Santas Casas de Misericórdia, os gabinetes de leitura, os bombeiros voluntários, os Concelhos, NADA! Todas as formas de interação social, que dariam suporte e base à construção de uma sociedade, foram exterminadas pelo centralismo ditatorial de um bando de supostos iluminados, todos altamente parasitas e canalhas. Nossa população se vê transformada em uma imensa massa amorfa de bebês chorões, todos ávidos por mamar cada vez mais nas tetas estatais.

Qualquer proposta de mudança na forma de nos governarmos que venha a ser implantada, caso não surja de uma aristocracia, patriótica e consciente da brutal infantilização da nossa população, estará fadada a ser apenas mais uma forma de manipulação da imensa massa de macacos metidos a humanos em que nos transformaram.

QUE VENHA LOGO ESTA BENDITA REVOLUÇÃO ARISTOCRÁTICA!

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

SIMPLICIDADE INVOLUNTÁRIA

Surgiu há algum tempo atrás, saído não sei de onde, um movimento denominado de “Simplicidade Voluntária”. Seria uma opção individual por vida mais simples, com menos desperdícios, mais frugal e voltada prioritariamente para a busca por evolução espiritual, em lugar do consumismo desenfreado e neurótico que presenciamos em todos os quadrantes do mundo atual.

Além de se constituir uma tentativa de evolução sobre o materialismo rasteiro que permeia a humanidade atual, era também uma reação à tremenda degradação que a humanidade está provocando em toda a superfície do nosso lindo planeta, em detrimento de todos os demais milhões de formas de vida que compartilham com a nossa espécie este mesmo espaço. Mesmo sem nos demos conta disto, vivemos todos em uma perfeitíssima simbiose, onde todos são dependestes de todos.

Sou profundamente simpático a esta conduta de vida!

No Brasil varonil, a situação é diferente! Somos forçados à “SIMPLICIDADE INVOLUNTÁRIA”!

O aparato estatal brasileiro, açambarcando de forma totalmente ditatorial, um poder que não lhe foi concedido por ninguém, estabeleceu uma estrutura de opressão que impede qualquer cidadão a se estabelecer como proprietário de qualquer bem ou riqueza. O simples fato de ser possuidor de uma quantia em dinheiro um pouco maior que o salário mínimo, já é motivo das mais agressivas suspeitas por parte do aparato repressor do estado, sempre ávido por abocanhar uma parte do que nos pertence.

Qualquer brasileiro que deseje possuir algum bem de maior valor, encontrar-se-á inexoravelmente submetido às mais diversas formas de extorsão, todas atuando no sentido de devolvê-lo à miséria absoluta de onde nunca deveria ter saído, capitaneadas pela estrutura ditatorial que nos infelicita.

Imaginemos a situação de um cidadão que almeja adquirir uma casa para sua residência. Vamos listar a longa lista de roubos que lhes serão aplicados apenas e tão somente por causa deste intento:

1º Roubo: O preço final de todos os materiais a serem aplicados na obra será sempre bem maior que o dobro de seu custo. O estado extorquirá dos produtores mais dinheiro que o custo de produção. Seja através de impostos diretos e indiretos, seja através dos salários dos trabalhadores, seja através dos combustíveis que os transportará, e por aí vai. A título de exemplo, uma tonelada de cimento custa na China apenas US$ 25,00, enquanto que aqui, chega ao consumidor final por US$ 100,00 (São 20 sacos de 50 Kg, cada um a US$ 5,00 mais ou menos)

2º Roubo: O financiamento. Os juros que são cobrados AO MÊS pelos nossos bancos equivalem ao que é cobrado AO ANO pelos bancos dos países decentes. Este custo elevado do dinheiro tem origem, além da costumeira voracidade dos banqueiros, na infindável gastança governamental, que se apropria indevidamente de toda a poupança do país a fim de poder manter em dia os salários e mordomias de uma multidão interminável de picaretas e ladrões.

3º Roubo: Cartório de Registro de Imóveis. Mais uma máfia típica do nosso desgraçado país. O custo de registrar um imóvel nestas espeluncas equivale a um automóvel seminovo. Não é à toa que a maioria absoluta dos imóveis urbanos não possui registro. Se o imóvel for revendido sucessivas vezes, como costuma acontecer, o custo dos sucessivos registros será quase igual ao valor do imóvel.

4º Roubo: I.T.B.I. e I.P.T.U. – As duas siglas assassinas que são manipuladas pelas nossas amaldiçoadas prefeituras, verdadeiros antros de ladrões e picaretas. Estas duas siglas, devido ao seu alto percentual em relação ao valor venal do imóvel, são mais uma razão pela qual a maioria das residências urbanas permanecem clandestinas. É o aparato estatal trabalhando arduamente pela favelização de nosso país. O interessante nesses impostos é que a Prefeitura se arvora ao direito de determinar o valor do imóvel a partir de critérios que só eles lá conhecem. Assim, surgem cobranças com valores absolutamente estapafúrdios, e tudo o que o esfolado cidadão pode fazer é chiar e chorar. Por uma questão de justiça, deveria ser cobrado SOBRE O VALOR DA VENDA. Caso a prefeitura decidisse cobrar algum valor maior, deveria, por uma questão da mais cristalina justiça, ser obrigada a adquirir o imóvel por aquele mesmo valor que ela diz que vale.

5º Roubo: Roubos mesmo. Ladrões de todos os tipos e aos milhares, todos em liberdade devido a laboriosa atuação dos canalhas encastelados no covil conhecido como STF, alguns por simples necessidade, outros por instintos ruins mesmo, tal qual todos nossos políticos e gestores do aparato estatal, todos ávidos a abocanharem uma parte substancial dos nossos ganhos, seja por que meio for: Assaltos a mão armada, descuidistas, invasão de residências, legislação escrota, habeas corpus, etc.
Este quadro de horrores se repete sempre que o otário, quer dizer, o “contribuinte”, decide adquirir alguma coisa para seu usufruto. É daí que me vem a pergunta:

APARATO ESTATAL PARA QUE MESMO?

• Foi para isso que nós criamos e aceitamos este governo de merda? Um aparato monstruoso e autofágico, que vive sempre em função de si mesmo?

• Um Estado que criou e mantém uma estrutura monstruosamente grande e perdulária, sempre tendo em vista a proteção dos interesses deste mesmo aparato monstruoso, e nunca dos cidadãos que pagam todas as contas dessa esbórnia sem que tenham o mínimo direito de auferir nenhum dos seus benefícios? Apenas catam as migalhas que caírem da mesa dos apaniguados?

• Devemos aceitar passivamente um aparato estatal demagogo, que se apropriou indevidamente E DILAPIDOU DEMAGOGICAMENTE toda a poupança extorquida da classe trabalhadora ao longo de muitas décadas, para que estes, ao final de suas vidas, só recebam ÍNFIMAS APOSENTADORIAS, ARRANCADAS A FÓRCEPS E AOS PEDAÇOS, QUE NEM UM ABORTO, E AO LONGO DE INFINDÁVEIS QUERELAS JUDICIAIS?

• Devemos aceitar passivamente um aparato estatal que que se arvorar o poder de um GRANDE IRMÃO, que tudo vê, que tudo sabe, sabendo até o tipo de papel higiênico que você usa e a quantidade? Que controla se você pode sentar em uma praça, se pode ir à praia ou à igreja?

• Devemos aceitar um estado que nos transformou, de cidadãos, em LACAIOS? Que nos força a levar uma vida de escravos, cuja única função é sustentar esta tirania incólume? Lacaios que, se ousarem se referir a esses tiranetes de forma desrespeitosa, correm o risco de irem presos?

• Aceitaremos passivamente uma situação em que o cidadão anda o tempo todo APAVORADO com as arbitrariedades inventadas pelas mentes doentias de tudo que é tiranete, ridículo e malévolo, que se apossou de alguma posição de proeminência neste aparato maldito? Se sai à rua, é o medo de ser assaltado, juntamente com o medo de ser roubado sucessivamente através do aparato de trânsito cujo único objetivo é extorquir mais dinheiro dos otários

• Aceitaremos um aparato estatal em que sucessivas listas de “Abaixo Assinado”, com milhões de solicitantes, são solenemente ignoradas pelos canalhas em posições de comando? Em que os plebiscitos são solenemente ignorados e tem seu resultado tão distorcido que se transformam no contrário daquilo que a população queria? Que um grupo de Parlapatões, patifes e Paspalhões, se arvore o poder de decidir sobre tudo e sobre todos?

• Seremos sempre este país de merda, em que, ou você é mais um parasita, mamando sofregamente nas tetas estatais, OU ENTÃO, VOCÊ NÃO É NADA?

CONCLAMO TODOS OS CIDADÃOS DO BRASIL A FAZEREM COM QUE ESTA MULTIDÃO DE PARASITAS DO APARATO ESTATAL COMEÇE A FICAR COM MEDO DA REAÇÃO DOS CIDADÃOS ÀS SUAS PATIFARIAS!

Isso, sim, será democracia!

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

TANTO SACRIFÍCIO PARA TERMINAR ASSIM!

No ano 711, os mouros atravessaram o estreito de Gibraltar e, sob o comando do General Tarik (daí o nome de Gibraltar, isto é, “Jabal Al´Tarik-a rocha de Tarik”), invadiram a Península Ibérica, ocupando a maior parte do território espanhol. Em seguida, atravessaram os Pirineus e penetraram na na França. Foram derrotados por um exército cristão comandado por Carlos Martelo, avô de Carlos Magno, na batalha de Tours, em Poitiers, em 732. Daí para a frente, a reconquista da Península Ibérica pelos cristãos, contra os muçulmanos, que haviam tomado toda a região aos visigodos, compreendeu uma série enorme de batalhas e levou mais de 700 anos.

Tudo começou com a batalha de Guadalete, em 711, onde os cristãos visigodos, sob o comando do rei Roderic, combateram as forças invasoras do Califado Umayyad. Esta era composta majoritariamente por Berberes e uns poucos árabes, sob o comando de Tarik Ibn Zyiad. Esta batalha foi o ponto culminante de uma série de ataques muçulmanos. Nesta batalha, morreram Roderic e muitos dos membros da nobreza Visigótica, o que deixou aberto o caminho para a conquista da Capital, Toledo e de todo o restante da península. Só foram detidos na Batalha de Covadonga (718 ou 722), que marcou o ponto de virada. A vitória obtida pelo Rei Pelágio marcou o fim da expansão muçulmana, deixando independente apenas o pequeno reino das Astúrias. Seria este pequeno enclave independente que lideraria a difícil reconquista do território espanhol.

A próxima batalha decisiva se deu em Poitier, a 10 de outubro de 732. Esta teve como resultado a vitória das forças francesas e de Aquitânia, sob o comando de Carlos Martel, sobre as forças do Califado Umayyiad, comandadas por Abdul Rahman Al Ghafiqi, Governador geral da Andaluzia. Este foi morto em combate e, vendo isso, o seu exército, mesmo sendo mais poderoso, recuou imediatamente. Esta vitória encerrou o avanço do Islã para o norte da Europa e fez com que se limitassem à Península Ibérica. Preservou o cristianismo num período em que os muçulmanos vinham em expansão, dominando os territórios dos antigos impérios Bizantino e Persa.

As escaramuças ao longo da fronteira marcada pelos Pirineus continuaram no tempo, mas sempre empurrando o domínio do Islã para que este recuasse. Dentre as muitas batalhas, destaca-se a Batalha de Roncevaux, em 15 de agosto de 778, entre Carlos Magno e os Bascos. Batalha esta na qual morreu o lendário Rolando.

Nos constantes atritos que se seguiram, destaca-se a Batalha de Zalaca, perto de Badajoz, em 1086, entre o rei Alfonso VI, de Castela-Leão, que, um ano antes, em 1085, havia conseguido tomar a importante cidade de Toledo para os cristãos, e os reis muçulmanos das Taifas de Sevilha, Badajoz e Granada, que pediram auxílio aos almorávidas. Estes, liderados por Yusuf ibn Tashfin, chegaram à Península Ibérica com aproximadamente 7.000 homens, vindos do norte da África. No percurso até Sagrajas, conseguiram ampliar suas tropas para cerca de 30.000 homens. Alfonso VI esperava com cerca de 60.000 homens. O resultado foi a estrondosa vitória dos muçulmanos sobre os cristãos. Estima-se que poucas centenas de cristãos tenham sobrevivido à batalha. Dentre estes estava o rei Alfonso VI, que apesar de ter sobrevivido, perdeu uma perna em combate.

O ponto decisivo na reconquista da Ibéria foi Las Navas de Tolosa, em 16 de julho de 1212. As forças cristãs, sob o comando de Afonso VIII, de Castela, juntamente com Sancho VII, de Navarra, e Pedro II, de Aragão, derrotou as forças lideradas pelo Califa al-Nasir, forças estas compostas por soldados vindos de todas as regiões ibéricas sob domínio islâmico no Califado Almohad.

Em paralelo com este imenso esforço pela retomada do território espanhol, a maior, mais prolongada e mais sangrenta confrontação entre cristãos e islamitas foram as famosas Cruzadas, que se estenderam por quase duzentos anos (1096-1291). Por vários séculos, os árabes haviam permitido as peregrinações cristãs a Jerusalém, salvo em breves intervalos, e estas haviam crescido continuamente. A situação mudou quando turcos seljúcidas, em 1071, conquistaram boa parte da Ásia Menor e em 1079 a cidade de Jerusalém, fazendo cessar as peregrinações. Com isso surgiu na Europa um clamor pela libertação da Terra Santa das mãos dos “infiéis”.

A primeira cruzada foi pregada pelo papa Urbano II, em Clermont, na França, em 1095, sob o lema “Deus vult” (Deus o quer). Depois de uma horrível carnificina contra os habitantes muçulmanos, judeus e cristãos de Jerusalém, os cruzados implantaram naquela cidade e região um reino cristão que não chegou a durar um século (1099-1187). A quarta cruzada foi particularmente desastrosa em seus efeitos, porque se voltou contra a grande e antiga cidade cristã de Constantinopla, que foi brutalmente saqueada em 1204. A oitava cruzada encerrou essa série de campanhas militares. Como efeito adverso profundo, aumentou o fosso entre as Igrejas latina e grega, assim como gerou enorme ressentimento dos muçulmanos contra o Ocidente cristão até os nossos dias.

O Reino de Granada foi finalmente conquistado por Fernando e Isabel em 1492, mesmo ano da descoberta da América. Após um período inicial de tolerância, foi lançada contra os mouros uma campanha de terror visando forçar a sua conversão. Finalmente, em 1502, todos os muçulmanos acima de catorze anos que não aceitaram o batismo foram expulsos, assim como havia acontecido com os judeus dez anos antes. Sob a liderança de Torquemada, a Inquisição espanhola, organizada em 1478, voltou-se de maneira especial contra mouriscos e marranos (muçulmanos e judeus convertidos ao cristianismo) acusados de conversão insincera.

Também em Portugal, inúmeras batalhas visaram a expulsão dos mouros. Uma das mais importantes foi a Batalha de Ourique, a 25 de julho de 1139, em que o conde Afonso Henriques foi aclamado rei pelos seus nobres. Apesar das forças cristãs serem inferiores numericamente, a forte liderança de Afonso foi decisiva para a vitória contra cinco diferentes reis muçulmanos. Esta vitória propiciou a independência de Portugal do reino de Leon,

Ao mesmo tempo em que o islamismo sofria pesadas perdas na Península Ibérica, obtinha grandes sucessos no Oriente Médio e na Europa oriental. Um novo poder islâmico, os turcos otomanos vindos da Ásia Central, depois de se estabelecerem firmemente na Ásia Menor. No dia 29 de maio de 1453, as tropas do sultão Mehmed, o Conquistador, tomaram Constantinopla (hoje Istambul), selando o fim do antigo Império Romano Oriental e impondo novas e pesadas perdas à Igreja Ortodoxa. Já haviam invadido a parte europeia do Império Bizantino em 1354, estendendo gradualmente seu domínio sobre Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Albânia, Bulgária, Romênia, Ucrânia, etc. Nos séculos XVI e XVII, os exércitos turcos haveriam de cercar por duas vezes Viena, a capital da Áustria (1529 e 1683). Houvessem tido sucesso, estaríamos todos hoje rezando para Maomé e Allah.

O período mais humilhante para os muçulmanos, diante do Ocidente cristão, foi o colonialismo dos séculos XIX e XX. Quase todas as regiões islâmicas do Oriente Médio e do norte da África ficaram sob o domínio de países europeus como a França, a Inglaterra, a Itália e a Espanha. Até o início do século XIX, aquelas regiões tinham sido parte do vasto Império Otomano, com sua capital em Istambul. Com o colonialismo chegaram os missionários, tanto católicos como protestantes, com suas igrejas, escolas e hospitais. Após a Primeira Guerra Mundial, à medida que as novas nações árabes foram alcançando a sua independência, houve o crescimento do sentimento nacionalista e a reafirmação dos valores islâmicos. Parte dos habitantes que haviam servido às potências colonialistas foram aceitos nos países europeus, como forma de gratidão pela ajuda, assim como para assegurar que não sofreriam revanche por parte dos novos controladores daqueles países. Aí começou a desgraça!

Hoje, a batalha que se desenrola pelo domínio europeu é uma “Batalha Ginecológica”. Enquanto os cristãos estão vendo sua população encolher aceleradamente, devido ao baixíssimo índice de natalidade das suas mulheres, sofisticadas e independentes, que não dá nem para repor a população que vai morrendo, as mulheres árabes da Europa continuam proliferando tal qual bactérias, como é de costume daqueles povos primitivos.

A funesta consequência desta babaquice, a luta por “Multiculturalismo”, está sendo uma verdadeira invasão silenciosa, que está reproduzindo sorrateiramente as invasões bárbaras e empurrando a Europa inteira para uma nova Idade das Trevas. Jogam assim, no lixo, 1.300 anos de muitas lutas pela preservação da herança cristã.

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

I HAVE A DREAM!

Adaptado de VIGIAR E PUNIR, de Michel Foucault

No ano da Graça de 2021, o famigerado Gilmar foi finalmente sentenciado. Foi o primeiro dos onze e iniciou uma longa série! Condenado, primeiro, a pedir perdão publicamente diante da porta principal do tribunal onde perpetrou a maioria dos seus crimes, e aonde devia ser levado e acompanhado numa carroça, nu, de camisola, carregando uma tocha de cera acesa de duas libras. Em seguida, na dita carroça, na praça principal, e sobre um patíbulo que aí foi erguido, atenazado nos mamilos, braços, coxas e barrigas das pernas, sua mão direita segurando a caneta com que cometeu os inúmeros estrupícios contra a população, queimado com fogo de enxofre, e às partes em que foi atenazado, foi aplicado chumbo derretido, óleo fervente, piche em fogo, cera e enxofre derretidos conjuntamente, e a seguir seu corpo foi puxado e desmembrado por quatro cavalos e seus membros e corpo consumidos ao fogo, reduzidos a cinzas, e suas cinzas lançadas ao vento.

Finalmente foi esquartejado [relata o Diário do Poder]. Essa última operação foi muito longa, porque os cavalos utilizados não estavam afeitos à tração; de modo que, em vez de quatro, foi preciso colocar seis; e como isso não bastasse, foi necessário, para desmembrar as coxas do infeliz, cortar-lhe os nervos e retalhar-lhe as juntas… Afirma-se que, embora ele sempre tivesse sido um grande praguejador, nenhuma blasfêmia lhe escapou dos lábios; apenas as dores excessivas faziam-no dar gritos horríveis, e muitas vezes repetia: “Meu Deus, tende piedade de mim; Jesus, socorrei-me”. Os espectadores ficaram todos edificados com a solicitude de um padre de Brasília que, a despeito de sua idade avançada, não perdia nenhum momento para consolar o paciente.

O comissário de polícia relata: Acendeu-se o enxofre, mas o fogo era tão fraco que a pele das costas da mão mal e mal sofreu. Depois, um executor, de mangas arregaçadas acima dos cotovelos, tomou umas tenazes de aço preparadas ad hoc, medindo cerca de um pé e meio de comprimento, atenazou-lhe primeiro a barriga da perna direita, depois a coxa, daí passando às duas partes da barriga do braço direito; em seguida os mamilos. Este executor, ainda que forte e robusto, teve grande dificuldade em arrancar os pedaços de carne que tirava com suas tenazes duas ou três vezes do mesmo lado, ao torcer, e o que ele arrancava formava em cada parte uma chaga do tamanho de um escudo de seis libras. Depois desses suplícios, Gilmar, que gritava muito sem, contudo, blasfemar, levantava a cabeça e se olhava. O mesmo carrasco tirou com uma colher de ferro do caldeirão daquela droga fervente e derramou-a fartamente sobre cada ferida. Em seguida, com cordas menores se ataram as cordas destinadas a atrelar os cavalos, sendo estes atrelados a seguir a cada membro ao longo das coxas, das pernas e dos braços.

O senhor escrivão, aproximou-se diversas vezes do paciente para lhe perguntar se tinha algo a dizer. Disse que não! Nem é preciso dizer que ele gritava, com cada tortura, da forma como costumamos ver representados os condenados: “Perdão, meu Deus! Perdão, Senhor”. Apesar de todos esses sofrimentos referidos acima, ele levantava de vez em quando a cabeça e se olhava com destemor. As cordas tão apertadas pelos homens que puxavam as extremidades faziam-no sofrer dores inexprimíveis. O senhor escrivão aproximou-se outra vez dele e perguntou-lhe se não queria dizer nada; disse que não. Achegaram-se vários confessores e lhe falaram demoradamente; beijava conformado o crucifixo que lhe apresentavam; estendia os lábios e dizia sempre: “Perdão, Senhor”. Os cavalos deram uma arrancada, puxando cada qual um membro em linha reta, cada cavalo segurado por um carrasco.

Um quarto de hora mais tarde, a mesma cerimônia, e enfim, após várias tentativas, foi necessário fazer os cavalos puxar da seguinte forma: os do braço direito à cabeça, os das coxas voltando para o lado dos braços, fazendo-lhe romper os braços nas juntas. Esses arrancos foram repetidos várias vezes, sem resultado. Ele levantava a cabeça e se olhava. Foi necessário colocar dois cavalos, diante dos já atrelados às coxas, totalizando seis cavalos. Mas sem resultado algum. Enfim o carrasco foi dizer ao senhor escrivão que não havia meio nem esperança de se conseguir e lhe disse que perguntasse às autoridades se desejavam que ele fosse cortado em pedaços. O senhor escrivão, de volta da cidade, deu ordem que se fizessem novos esforços, o que foi feito; mas os cavalos empacaram e um dos atrelados às coxas caiu na laje.

Tendo voltado os confessores, falaram-lhe outra vez. Dizia-lhes ele (ouvi-o falar). “Beijem-me. Reverendos”. O senhor padre de Brasília não teve coragem, mas o de Taguatinga passou por baixo da corda do braço esquerdo e beijou-o na testa. Os carrascos se reuniram, e Gilmar dizia-lhes que não blasfemassem, que cumprissem seu oficio, pois não lhes queria mal por isso; rogava-lhes que orassem a Deus por ele e recomendava ao padre de Brasília que rezasse por ele na primeira missa. Depois de duas ou três tentativas, o carrasco principal, juntamente com o que lhe havia atenazado, tiraram cada qual do bolso uma faca e lhe cortaram as coxas na junção com o tronco do corpo.

Os quatro cavalos, colocando toda força, levaram-lhe as duas coxas de arrasto. Isto é: a do lado direito por primeiro, e depois a outra. a seguir fizeram o mesmo com os braços, com as espáduas e axilas e as quatro partes. Foi preciso cortar as carnes até quase aos ossos; os cavalos, puxando com toda força, arrebataram-lhe o braço direito primeiro e depois o outro. Uma vez retiradas essas quatro partes, desceram os confessores para lhe falar, mas o carrasco informou-lhes que ele estava morto, embora, na verdade, eu visse que o homem se agitava, mexendo o maxilar inferior como se falasse. Um dos carrascos chegou mesmo a dizer pouco depois que, assim que eles levantaram o tronco para o lançar na fogueira, ele ainda estava vivo. Os quatro membros, uma vez soltos das cordas dos cavalos, foram lançados numa fogueira preparada no local sito em linha reta do patíbulo, depois o tronco e o resto foram cobertos de achas e gravetos de lenha, e se pôs fogo à palha ajuntada a essa lenha.

Em cumprimento da sentença, tudo foi reduzido a cinzas. O último pedaço encontrado nas brasas só acabou de se consumir às dez e meia da noite. Os pedaços de carne e o tronco permaneceram cerca de quatro horas ardendo. Os oficiais, entre os quais me encontrava eu e meu filho, com alguns arqueiros formados em destacamento, permanecemos no local até mais ou menos onze horas.

Com esta execução, iniciou-se um longo período de terror, onde milhares de canalhas foram assim supliciados.

Foi aí que eu acordei!

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

A ELEIÇÃO DO DANEM-SE!

O percentual de nossa população que está absolutamente de saco cheio com toda essa palhaçada, que insistem em denominar de eleição e de democracia, é absolutamente arrasador! Nunca, em toda a história deste país, tantas pessoas de recusaram a fazer papel de “Boi de Presépio” nesta cantilena escrota! As abstenções, brancos e nulos ganharam dos candidatos eleitos em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

Em Recife, a quantidade dos que não querem ver nenhum dos herdeiros da dinastia “Arraesiana” (que vem “Arraesando” com o nosso estado há décadas), ou que não estão nem aí para essa merda toda, foi superior à quantidade de votos recebida por quase todos os postulantes à cadeira de prefeito e quase ganhou a eleição. Para início de conversa, quase 20% não se dignou nem a dar as caras para votar.

Depois, outros 128,376 eleitores decidiram por votar branco ou nulo, totalizando uma multidão de 358.533 eleitores, ou 44,88% do total daqueles que decidiram votar. É muita gente!

Se houvesse um mínimo resquício de decência e de moralidade nesta patranha, todas estas eleições deveriam ser devidamente anuladas e realizada uma outra, só que com candidatos e regras totalmente diferentes da atual escrotidão que presenciamos a contragosto.

As razões que levaram a este monumental grito de DANEM-SE foram muitas e continuam agindo:

1. Vivemos o cúmulo do absurdo em que a Justiça Eleitoral, apesar dos bilhões de Reais que consome, vive a situação de uma prostituta de beira de calçada que, tal qual “A mulher de César”, NÃO É HONESTA; NÃO TEM APARÊNCIA DE HONESTA; NÃO EXISTE NENHUMA MANEIRA QUE POSSA AVALIAR DEVIDAMENTE A SUA HONESTIDADE, e só fica o tempo todo pedindo a todos que confiem nela”. Deixou de ser ridículo para ser grotesco! Virou um espetáculo burlesco de quinta categoria.

2. As opções de candidatos que se apresentaram representam todos a mais legítima VANGUARDA DO ATRASO. Estão todos eles seguindo denodadamente a orientação dada pelo nosso prezado Jessiê Quirino, quando este proclama, alto e bom som, que quer ir embora para o passado. São os representantes das dinastias asquerosas que se apossaram vorazmente das estruturas e dos aparatos partidários, de modo a só viabilizar candidaturas que sejam oriundas das mesmas gangues centenárias e afinados com a patifaria.

3. Dezenas de Pesquisas de intenção de voto, sempre e altamente manipuladas, deram sempre como “absolutamente certa” e inexorável a vitória dos canalhas da esquerda que se apresentaram aos eleitores como novos salvadores da pátria. Depois, são miseravelmente desmentidas pelo resultado das eleições, já que ninguém mais acredita nessa imensa manipulação escrota.

4. Centenas, ou mesmo milhares, de ladrões de altíssima e reiteradamente comprovada periculosidade, todos mantidos à solta por obra e graça da escumalha humana encastelada no Supremo Tribunal Federal, assim como todos ávidos por conseguirem uma colocação política, qualquer colocação, que lhes assegure a eterna impunidade assegurada pelo famigerado “Foro Especial”.

5. Para completar, repetem indefectivelmente o mesmo discurso imbecilizante e infantilizante de que “Vão cuidar das pessoas, vão cuidar da saúde, vão cuidar da educação, vão proteger as minorias, vão perseguir manifestações de racismo, e por aí vai. Serão o “Grande papaizão” que a maioria dos pobres nunca teve, já que a mãe liberou a precheca naquele baile funck, logo após nascerem-lhe os primeiros pelos pubianos. Depois disso, e após uma enxurrada de gestações seriais, todas com os autores da proeza sumindo logo após engravidá-las, se mandando inexoravelmente para as calendas de “Só Deus sabe aonde”, só lhes restou esta busca melancólica e patética pela figura paterna. Esta é a razão majoritária para a multidão de votos advindas sempre das periferias. Nos bairros de melhor poder aquisitivo, e educação, a evasão foi monstruosamente grande. Onde eu voto, não tinha ninguém votando. Apenas um e outro gato pingado e, quando votou, feito eu, votou em branco.

6. Com relação aos inúmeros e prementes problemas que assolam a cidade, e que comprometem decisivamente a qualidade de vida dos cidadãos, nem menção. Coisas como alternativas modernas para a destinação correta do lixo em que estamos nos afundando, e que consome quase um terço do orçamento municipal (fonte preferencial de subornos e propinas), nem um toque. O transporte público e as vias de circulação, com as inúmeras carcaças das paradas do famigerado BRT, todas caindo aos pedaços e inúteis, após terem consumido outros bilhões de reais, monumentos à imbecilidade e à incúria das administrações anteriores, nem sinal. Um sistema educacional de base que funciona como uma imensa máquina de perpetuação do atraso e da ignorância, mesmo após ter consumido um outro terço do orçamento municipal, nem um pio. É, simplesmente, uma ignorância monumental e uma cara de pau imensa.

7. Logo após vem a imensa raiva do cidadão por ver serem destinados Bilhões e mais Bilhões para a esbórnia das campanhas de manipulação e de imbecilização. São hordas e mais hordas de fâmulos, sempre andrajosos e maltrapilhos, recrutados nas favelas e periferias das grandes cidades, remunerados através dos indefectíveis sanduiches de mortadelas e uma pequena ajuda de custo, só para justificar junto ao Tribunal a destinação que foi dada a toda aquela imensa dinheirama que arrancaram do erário.

8. Depois e, por último, mas nem de longe o menos importante, vem a triste certeza de que teremos exatamente MAIS DO MESMO. A imensa multidão que ainda possui alguns neurônios funcionando, a tudo isto assiste, impotente e irada, sem poder dar vazão a toda uma imensa indignação.

A triste conclusão a que chegamos é que NÃO CABE MAIS REMENDOS NESTA ESTRUTURA PODRE!

Portanto, permanecem válidas as singelas propostas que venho repetindo exaustivamente neste espaço:

a) Cancelamento do Código Penal e de Processo Criminal. Implantação imediata da lei da Sharia: Matou? MORRE!!! Roubou? CORTA-LHE A MÃO! Estuprou? É CASTRADO EM PRAÇA PÚBLICA!! Se for administrador público e pego com a mão na botija, ENFORCAMENTO OU DEGOLAMENTO EM PRAÇA PÚBLICA!!! Sempre em julgamentos com ritos sumaríssimos.

b) Retorno à monarquia e ao parlamentarismo com eleições distritais e possibilidade de candidaturas avulsas.

c) Enxugamento drástico da máquina pública. Estado limitado a arrecadar 15% do PIB e não os 40% atuais. O que sobrar, ser todinho direcionado para o pagamento da dívida pública, de modo a deixar de pagar 10% PIB anual só de juros, condição pior que as draconianas normas impostas à Alemanha pelo Tratado de Versalhes, quando esta perdeu a 1ª Guerra Mundial. Nossa guerra é com a multidão de parasitas.

Bem sei que esta merda de país vai continuar se afundando aceleradamente na imensa cloaca em que se encontra debatendo. Estou só esperando arrecadar alguns caraminguás com a venda do meu livro, de modo a poder comprar um barquinho e ir viver no meio do mar.

SE DEUS QUISER, E ASSIM O PERMITIR…UM DIA EU CHEGO LÁ!

Quem viver, verá! Não vou nem lembrar que essa bosta de país existe.

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

RAÇAS HUMANAS?

Conforme observei em minha crônica anterior, o mundo ocidental caminha a passos largos para a total extinção de uma classe social que os comunas costumavam chamar de proletariado. Com a acelerada e brutal concentração de renda que temos observado no mundo, e cuja tendência é seguir impávida e inexorável, dentro de breve espaço tempo só teremos duas opções na vida: Ou seremos RIQUÉSIMOS, ou seremos miseráveis!

O que sobrou da classe média, principalmente no Brasil, foi a burocracia estatal. Ou você se pendura, da forma que puder e conseguir, nos ovos e nas tetas estatais, ou então, seguirá em marcha batida para a miséria, sempre em empregos provisórios, precários e mal remunerados. Essa precarização das relações de trabalho, que já vem de longe, é uma das principais causas que tem levado os adolescentes, principais vítimas deste processo, a adiarem indefinidamente a evolução para a fase adulta. Coisas como casamento, filhos e a responsabilidade de uma casa.

Foi exatamente na categoria dos apaniguados estatais que a esquerda passou a se apoiar majoritariamente para tocar a sua “Luta”, sempre esbravejando que o estado onipresente deve ser o dono de tudo e de todos. Defendem ferreamente esta opção pois são os principais beneficiários do esquartejamento da nação, qual abutres e hienas.

A luta de classes passou agora a ser entre quem está mamando nas gordas tetas estatais e multidões de deserdados que estão pagando a conta. Karl Marx, nos seus delírios mais pirados, nunca chegou nem a imaginar este “Admirável Mundo Novo” a que estamos sendo condenados no Brasil atual. Segundo me parece, Eu, Adônis Oliveira, sou o profeta do apocalipse brasileiro e desta nova “Luta de Classes”. O lema passou a ser: PARASITAS DE TODO O BRASIL, UNÍ-VOS! NADA TENDES A PERDER, A NÃO SER AS IMENSAS MAMATAS.

A esquerda, sempre desesperada e em busca de fomentar uma “LUTA”, qualquer luta, vem fomentando a guerra de mulheres contra os homens; de veados e sapatões contra qualquer um (ou uma) que tenha uma sexualidade minimamente tradicional e sadia; prostitutas, e bandidos de toda a espécie, contra a sociedade dita “burguesa”; empregados contra patrões, ensinando-os a morder a mão que os alimenta; e, muito especialmente, negros e índios, tradicionais auto alienados da modernidade, da cultura e do progresso econômico, por inabalável decisão própria, contra todo o restante da população que não esteja AINDA totalmente na miséria.

Para reforçar esta divisão entre os enjeitados e os demais, passaram a tentar insistentemente dividir a população brasileira entre supostas “RAÇAS”, como se este conceito se aplicasse, de alguma forma, aos seres humanos. Para isso, passaram a questionar, a cada contato com a burocracia estatal, qual seria a nossa auto definição quanto à raça a que pertenceríamos. Transformaram nosso país em uma imensa instalação do Kennel Clube.

Todas as vezes que me vejo agredido, ao insistirem em me perguntar qual a minha raça, respondo sempre que sou da “Raça” BRASILEIRA! Vou lhes detalhar melhor o que me leva a esta singela resposta.

Meu bisavô materno, português de origem, por passar parte do ano nas barrancas do rio Amazonas, comprando madeira; e parte em Recife, onde possuía uma madeireira, casou com uma “patrícia” em Recife e, ao mesmo tempo, com uma índia da floresta, lá no Amazonas. Tinha duas famílias. Era bígamo! Coisa bem portuguesa.

Da sua esposa amazonense, nasceram-lhes um filho e uma filha caçula. Essa seria minha avó materna. Ao morrer, seu filho rapaz, então estudando direito em Recife, vai ao Amazonas buscar a irmã de 14 anos.

Na viagem de volta ao Recife, este sofre um ferimento no navio e morre de gangrena. A jovem chega ao Recife sem ter ninguém no mundo. Seu último recurso é a outra família de seu pai, que trata logo de se livrar dela arranjando-lhe um casamento com um homem muito mais idoso que ela.

Aos 22 anos e já com 4 filhos, fica viúva e numa situação econômica bem crítica. Eis que surge um negrão que se apaixona pela bela viuvinha. Casa com ela e assume a criação da prole. Seria o meu avô materno. Ele era oriundo da Bahia. Fruto do casamento de um comerciante português com uma bela negra. Tiveram um filho e uma filha. Esta sua filha, caçula da minha avó, era a minha mãe, uma bela morena de traços bem brasileiros.

Do lado do meu pai, a minha avó tinha belíssimos olhos azuis, pele muito branca e cabelos ruivos, fruto de uma longínqua ancestralidade holandesa. Já o meu avô paterno era um típico descendente de portugueses, só que o seu sobrenome, oliveira, denunciava claramente uma origem de judeu sefardita, provavelmente vinda da Holanda. Afirmo isto com base em inúmeros registros onde consta que muitos dos primeiros comerciantes “Holandeses”, chegados ao Recife logo após a invasão, tinham este sobrenome.

A razão de haverem “holandeses” com o nome de oliveira é muito simples: Quando D. Manoel, rei de Portugal, decidiu casar com Da. Isabel, filha dos reis “católicos espanhóis, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, foi-lhe imposta a condição de expulsar todos os judeus que haviam fugido da Espanha para Portugal, quando da expulsão dos mouros em 1492. Estes judeus já haviam sido convertidos na marra (marranos), em 1496, e adotado nomes de bichos e de árvores, para se diferenciar da população original de Portugal. Foram eles que, com seus imensos recursos, realizaram boa parte da colonização da capitania de Pernambuco e implantaram os engenhos de açúcar, razão pela qual grande parte (+ de 50%) da nossa população, nesta época, era composta de “cristãos novos”.

Com a morte do neto de D. Manoel, o jovem rei D. Sebastião, em 1578, Portugal voltou a ser regido pelos reis espanhóis, já que não havia descendente real para assumir o trono. Instalou-se então a inquisição em Portugal de forma extremamente violenta, o que provocou um grande êxodo de judeus portugueses para a Holanda, então em guerra aberta contra a Espanha, nova controladora de Portugal e de todos os seus domínios.

O açúcar que vinha sendo produzido em Pernambuco, grande parte financiado por capitais judeus, era enviado para Portugal e, de lá, para Amsterdã, onde era refinado e vendido nas cidades europeias com excelentes ganhos.

Desde o início da colonização brasileira, todo o ciclo comercial do açúcar estava em mãos judias: Em Pernambuco, em Lisboa e em Amsterdã. Com a fuga dos judeus portugueses para a Holanda, estes viram-se privados de sua fonte produtora, já que a Espanha jamais deixaria que a produção pernambucana seguisse para aquele país inimigo. Foi quando estes reuniram capital suficiente para fundar a Companhia das Índias Ocidentais e financiaram a invasão holandesa do Nordeste brasileiro, já no início do século XVII, domínio este que perdurou até 1654. Durante todo este período, o açúcar pernambucano passou a seguir diretamente para Amsterdã, sem a intermediação portuguesa, mas isso é toda uma outra história. Voltemos ao nosso tema!

A mãe dos meus filhos é neta por parte de pai de um erudito português, senhor Luiz Ferreira de Carvalho, originário de Braga e descendente direto de Dona Adelaide Ferreira, figura mitológica portuguesa que inventou o vinho do Porto. O Senhor Luiz casou com uma bela morena originária de Serra Talhada e prima de um certo Virgolino Ferreira da Silva, também conhecido como Lampião. Miudinha, com pouco mais que um metro e meio, semianalfabeta, era valente que nem um siri na lata. Seu Luiz passou poucas e boas com a bela Da. Ester.

Já do lado materno, sua mãe era neta de Toinho Miranda, residente em Olinda. Dizem que era baixinho, do cabelo bem preto e liso, em formato de cuia e com a cabeça chata, típica dos índios cearenses de onde vinha parte da sua ancestralidade. O sobrenome Miranda denunciava uma ascendência tipicamente portuguesa também. Já a sua avó materna, segundo a lenda familiar, era descendente de uma família de barões cearenses da época do império. Coisa típica da nossa mestiçagem deslumbrada, mas, sendo cearense, também denota ascendência tipicamente portuguesa, considerando que foram bem poucos negros para o Ceará.

Ao final, meus três filhos são o que? E a minha linda neta, com seus cabelos ruivos e encaracolados, coisa única em todo o mundo e pela qual as mulheres dariam dez anos de suas vidas, qual seria a sua “raça”?

Apenas do meu lado, minha linda netinha possui ascendência de alguns índios, do Ceará e da Amazônia, de alguns negros da Bahia, de alguns holandeses, alguns judeus sefardita, e de alguns portugueses, oriundos de diferentes partes de Portugal, uns, com ascendência visigótica, outros com ascendência tipicamente Lusitana, ou até mesmo romana e, para completar, é prima em 5º grau de Lampião. Se formos pesquisar o lado da mãe dela, aí é que a coisa toda vai se complicar de vez.

Então para encerrar esta palhaçada promovida pelos esquerdinhas de todo o mundo, eu digo alto e bom som para todos os que quiserem ouvir. EU SOU DA RAÇA BRASILEIRA! Ou então, direi como Lenine:

Sou mameluco, sou de Casa Forte!
Sou de Pernambuco, sou do Leão do Norte!

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

O FUTURO DO BRASIL

Conforme relatei em artigo anterior, grande parte da minha vida profissional foi dedicada à busca pelo aumento da produtividade nas empresas onde trabalhava. Normalmente, esses ganhos se davam através da automação de operações repetitivas, com a consequente eliminação da necessidade daquela mão de obra de baixa qualificação.

As cenas que eu presenciei, ao ver dezenas de pobres operárias sendo demitidas em consequência do trabalho que havia realizado, eram de cortar o coração. Teria que ser muito insensível para não me condoer com o destino que esperava aquelas pobres criaturas. Muitas delas haviam deixado uma vida de prostituição, na favela em frente à fábrica, para serem humildes e honradas operárias. Um salto quântico na qualidade de vida delas.

Já naquela época, eu tinha bem claro em minha mente que o problema não estava nos ganhos de produtividade que haviam sido propiciados pelos projetos que eu houvera implantado. O problema era o destino que era dado aos ganhos financeiros propiciados por aquelas imensas reduções nos custos de fabricação.

Nesses casos, há sempre quatro partes interessadas: a empresa, os operários, os consumidores e o governo.

Os ganhos obtidos poderiam ter aumentado os lucros da empresa. Não me pareceu ser ter sido o caso. Poderiam ter propiciado aumentos salariais aos funcionários remanescentes. Nunca foi o que ocorreu. Poderiam ter reduzido os preços dos produtos, repassando os ganhos aos consumidores. Também não foi o caso.

Toda a riqueza gerada foi vorazmente expropriada por uma estrutura governamental absolutamente canalha e voraz. Aquela nova riqueza, que poderia propiciar aumentos de salários, redução nos preços, ou mesmo a abertura de novos investimentos, que gerariam mais empregos e renda, foi totalmente sugada pela maldita carga tributária. Foi direcionada para sustentar multidões de nababos parasitas. Estima-se que a carga tributária atual esteja em 40% de toda a riqueza por nós produzida anualmente. A tendência é de subir ainda mais.

Em paralelo, mesmo abocanhando cada vez mais do produto do trabalho dos pagadores de impostos, a dívida pública seguiu sempre ascendente. Estima-se que, com a sangria desatada provocada pela aquisição de produtos fajutos, sempre a preços estratosféricos e adquiridos sem licitação, juntamente com os famigerados “Hospitais de Campanha”, que não serviram para absolutamente nada, tenhamos chegado a uma dívida correspondente a 100% do PIB. A desgraça provocada pela roubalheira nunca é tão grande que não possa piorar. Se a atual bonança financeira mundial, com juros baixos e abundância de capital disponível, reverter para uma situação de redução na liquidez e alta de juros, o Brasil quebra no momento seguinte. Basta os EUA saírem na bala com a China.

Só estamos aguentando pagar os juros desta dívida monstruosa porque as taxas estão baixas. Se subirem qualquer coisinha, a dívida explode!

Outra consequência fulminante, nesta situação de falência postergada, é uma brutal concentração de renda. Aqueles que conseguiram se posicionar do lado dos cobradores de juros desta dívida monstruosa, estarão cada vez mais auferindo lucros descomunais, sempre às custas da falência do país. A sua atuação é semelhante à do câncer que, ao ampliar a sua área de atuação através das metástases, termina por matar o hospedeiro.

Outro detalhe interessante é que esse pequeno grupo paga pouquíssimo imposto de renda. A maioria dos seus rendimentos são considerados como “Não Tributáveis” pela Receita Federal.

Todas as vezes que uma inovação tecnológica propiciou ganhos de produtividade, a primeira reação foi culpá-la pela eliminação daqueles empregos, quando na realidade, ela estava propiciando aumento no bem-estar de toda a população. Foram esses ganhos de produtividade que tornaram possível sustentar a pão de ló a multidão de canalhas parasitas que se encontra dependurada nas gordas tetas do governo brasileiro atualmente, seja através da cobrança de juros sobre a dívida pública, que consome metade de todos os impostos que pagamos; seja através da multidão de marajás encastelados na maldita corte brasileira. Sem falar na roubalheira desbragada em todas as obras governamentais.

A próxima onda tecnológica que está em fase de gestação, a Inteligência Artificial – ou A.I., tem potencial para ser muito mais disruptiva que todas as anteriores, como a do vapor, na revolução industrial, ou a da eletricidade. Estima-se grosseiramente que 50% das profissões atuais deixarão de ser necessárias em curto período de tempo. Assim, o fator trabalho continuará sendo cada vez mais substituído pelo fator capital nas empresas. Desta forma, os detentores das grandes riquezas só tenderão a serem detentores de uma parcela cada vez maior desta mesma riqueza. A concentração de renda, cuja curva ascendente das últimas décadas tem provocado a ascensão de todo tipo de esquerdismo escroto, assim como de demagogos canalhas, estará cada vez mais presente no futuro.

Teremos, cada vez mais, uma economia altamente produtiva, SÓ QUE SEM CONSUMIDORES, já que toda a riqueza estará sendo apropriada pelos gigolôs da nação. As multidões, de uma população desprovida de todos os meios para prover a própria subsistência serão cada vez mais atraídas pelo “Canto da Sereia” do socialismo. Serão hordas de INIMPREGÁVEIS e INÚTEIS, sem renda, sem educação e sem a mínima perspectiva de melhoria. Estarão condenados a viver eternamente das esmolas estatais, ou a apelarem para a criminalidade. A miséria será avassaladora, a par com uma casta privilegiada de proxenetas da nação que viverão intermediando a exploração de nossas riquezas pelos gringos.

Hoje, ultrapassamos o “Point of no return”! Não temos mais como reverter este quadro. Seremos cada vez mais um mero fornecedor de matérias primas, sempre a preços de banana podre, e consumidores das tecnologias desenvolvidas nas economias de vanguarda. Em paralelo, o “Sistema S” fica dando cursos de cabeleireira. Viramos a terra das cabelereiras! Em vez do governo aplicar a imensa massa de recursos arrecadados em cima dos salários no desenvolvimento de empresas de vanguarda, torraram tudinho nas esbórnias e na corrupção.

É por isso que multidões de demagogos se digladiam para participar deste festim macabro e amaldiçoado.

Preparem-se que multidões de decisões imbecis ainda virão. Quem viver, verá!