CASSINOS

O homem alimenta muitos vícios na vida. Um deles, é o de disputar a sorte em jogos de azar. Existem vários tipos de jogos de azar ou de apostas. O bingo, a rifa, o baralho, as loterias que exploram os jogos esportivos, tidos como de pura diversão, as máquinas de cassinos e os mais conhecidos de todos, o jogo do bicho.

No jogo, existem duas possibilidades para o jogador. Ganhar ou perder. A sorte ou o azar depende de probabilidades matemáticas. Para sair vitorioso, o ganhador tem de contar com o azar do perdedor, já que não existe uma técnica aprimorada que garanta ganhos sequenciados.

Porém, uma coisa é certa. Só perde quem joga e a história é clara ao assegurar que muito jogador alisou, torrou riquezas, devido à constância nos jogos. Na maioria das vezes, perder dinheiro com frequência, e raramente ganhar acarreta riscos, riscos, incertezas e transtornos. Apesar dos 200 milhões de reais da mega-sena fascinar o país.

Sob a alegação de que o jogo fere a dignidade humana, o Brasil proibiu o jogo desde 1946. Então, a partir dessa data, o jogo do bicho passou a ser classificado como contravenção penal, sujeito a prisão. Por isso, até o momento, os cassinos são proibidos de se estabelecer no país. Todavia, o próprio governo comete infração ao administrar jogos de loterias.

Os jogos de azar surgiram no início das civilizações. O que determina o jogo de azar é a casualidade. Os jogadores fazem apostas com o intuito de ganhar, jamais de perder. E quando perde, dana-se a jogar mais na tentativa de recuperar o prejuízo. Reaver o valor perdido.

Mas, muitos sofreram perdas consideráveis com o jogo de azar porque na ânsia de recuperar as perdas, o jogador acaba dilacerando as finanças pessoais. Torra salário, poupança, investimentos e leva o jogador a contrair dívidas apenas para financiar o vício maldito do jogo.

Muitas vezes o jogador azarado se envolve em conflitos. Em vez de julgar um bom passatempo, termina afetando as relações pessoais, foge das amizades com medo de encarar a realidade, descumpre responsabilidades, principalmente financeiras, cria desentendimentos familiares ou profissionais.

São várias as maneiras que tornam a pessoa um jogador inveterado, impulsivo. A ciência esclarece que a curiosidade, a ansiedade, a irritação, a excitação, a dependência química ou comportamental, são elementos motivadores que direcionam a pessoa para os jogos de azar.

Tramita no Congresso brasileiro projetos para a legalização dos jogos de azar no país. Tem muita gente torcendo para que a chegada dos cassinos não demore tanto. Afinal, está comprovado que dos 193 países membros da ONU (Organização das Nações Unidas), somente 37 proíbem[l1] os cassinos.

Esses, incluído o Brasil, rejeitam a ideia de faturar bilhões de impostos arrecadados com os cassinos. Entretanto, as nações que aprovam os jogos de azar, agradecem a geração de empregos, diretos e indiretos e o fortalecimento do turismo.

Nos Estados Unidos o impacto econômico é fortíssimo. Dos 50 estados americanos, apenas 10 desaprovam os cassinos. No entanto, a American Gaming Association vibra com a inscrição de 1000 cassinos operantes.

Las Vegas, uma famosa cidade turística dos Estados Unidos, apelidada de “Cidade do Pecado” transformou o deserto de Nevada em ambicioso paraíso. Como prova de progresso, a cidade vive do luxo de shows, musicais, circos, mágicos e lutas marciais que arrastam milhares de apreciadores nos engalanados hotéis da cidade.

Na China, Macau, a Vega chinesa, se deleita com 30 cassinos em pleno funcionamento. Ao todo no The Venetian, funcionam 3.400 máquinas caça- niqueis e 800 mesas de jogos. Todavia, Hong Kong não fica atrás. Os seus cassinos se esmeram em sofisticação e luxo, visando atrair gigantesco número de jogadores. Sempre.

No mundo, os mais famosos cassinos se espalham por Mônaco, Uruguai, Baden-Baden, Alemanha, Bahamas, África do Sul, Cingapura e Melbourne, Austrália.

No Brasil, dos 513 deputados da Câmara, um pouco mais de 200 se mostram favoráveis à legalização dos cassinos e jogos de azar. Contudo, os parlamentares contrários à ideia, defensores do pensamento “A jogatina leva ao vício e o vício destrói famílias” são contrários, até a morte, à provação do projeto. Pretendem proibir o retorno dos cassinos no Brasil. Julgamento ruim para um país que precisa de recursos financeiros para solucionar os seus terríveis problemas sociais. As massacrantes desigualdades.

6 pensou em “CASSINOS

  1. Sou absolutamente favorável. Não faz sentido na alegação contra. Proíba o álcool que também vicia. Libera e cria regras. Vai tirar o país do buraco e fazendo igual a Nevada, bota em lugares estratégicos.
    Quanto ao jogo do bicho, o complicado é o entranhamento com drogas e assassinatos. Também a possibilidade de calote porque, diz-se, que alguns prêmio não são pagos. Mas, cria regras e toca a bola. vermelho 27!!!!!!

    • Caro Mauricio Assuero, gostei de sua abalizada opinião sobre a legalização dos jogos de azar que já funcionam normalmente por debaixo dos panos, no país.

  2. Caro Carlos Ivan:

    Os argumentos do professor Assuero estão totalmente em consonâncias com os meus e os seus.

    No Brasil existe uma hipocrisia à flor da pela. Liberam-se o álcool, o cigarro, a 51, o fumo a granel vendido em feiras do interior (em se falando das drogas lícitas)… A maconha e outras drogas pesadas correm soltas por aí nas periferias… e o Congresso não cria uma lei regulamentando.

    E o executivo por sua vez, nunca se pronunciou favorável! Ora! Ora! Ora! Talvez com exceção do período TEMER, que teve uma avanço significativo. Mérito seja dado a ele!

    Criem leis taxados impostos pesados e liberam. Coloquem mais ficais da Receita Federal para fiscalizar… mas legalizem os cassinos, jogos de azar, a gota serena…

    Tudo isso gera receitas e empregos. Quem tem o seu dinheiro que faça dele o quer quiser! Qual o problema? Destruição da família, desarmonia no lar…mas isso desde que o mundo é mundo e o homem (o macaco que veste calças) evoluiu que existem querelas…

    Estou com a Dercy Gonçalves e não abro: “Fecharam o cassino X, onde porra eu vou gastar o meu dinheiro?”

    O governo e o congresso têm de acabar com essa frescura! Se provarem que o mundo vai se acabar e a legalização não vai gerar empregos, eu mundo meu raciocínio!

    PARA QUE CASSINO MAIOR DO QUE AS IGREJAS VENDENDO ILUSÕES EM NOME DE DEUS?

  3. Quem gosta de jogar, sai do Brasil para jogar no Uruguai, Argentina e, até mesmo nos EEUU.. Legalização dos Cassinos em regiões turísticas, e o que se espera.

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