J.R. GUZZO

Os atuais ministros do STF estão numa disputa cada vez mais agitada para ver quem, entre os onze, consegue fazer os piores papéis. Há, é claro, os grandes craques, gente da qualidade de um Gilmar Mendes ou Dias Toffoli, Edson Fachin ou Luís Roberto Barroso – especialmente esse Barroso, que se esforça todos os dias para ser nomeado guardião supremo da virtude no Brasil e, possivelmente, no resto do mundo. Mas sempre há um lugarzinho para a turma da segunda divisão tentar alguma coisa. É o caso da ministra Cármen Lúcia, que andava entregue à pequenez habitual de sua presença na mídia, hoje mais excitada com colegas que falam de “genocídio”, de “dictatorship” etc. É a velha história. Se ninguém está prestando atenção em você, tenha um ataque de nervos; sempre haverá quem pare um pouco para olhar.

O último chilique da ministra foi dar “cinco dias” para o Exército explicar a sua “presença” na Amazônia. Como assim? Desde quando Exército Brasileiro tem de pedir licença à ministra Cármen, ou a quem quer que seja, para ir a algum lugar do território nacional? Tanto quanto se saiba, as forças armadas têm o direito de estar presentes em cada palmo dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados deste país. Não podem ir para o Paraguai ou para a Bélgica, mas aqui dentro podem, sim. Ou melhor, têm a obrigação legal de estar presentes – não podem dizer que nesse ou naquele lugar “a gente não vai”. Porque a ministra Cármen não pergunta, então, o que o Exército está fazendo no Paraná? Ou em Pernambuco? Perderam a noção.

A maior parte das fronteiras do Brasil com os seus vizinhos fica na Amazônia. Uma das principais funções de um exército, em qualquer lugar do planeta, é vigiar as fronteiras nacionais; se não fizer isso, quem vai fazer em seu lugar? Uma ONG? A PM de Alagoas? Os “capinhas” do STF? O Exército não precisa preencher um formulário em quatro vias para explicar por que mandou o pelotão “X” ou “Y” se deslocar do ponto “A” ao ponto “B” dentro do território brasileiro. Só num lugar como o atual STF, em seu show diário para convencer a si próprio que manda no “governo militar, antidemocrático e fascista” que está aí, daria para encontrar quem acha o contrário.

É, para resumir a ópera, mais uma comprovação da crescente incapacidade do STF em funcionar como uma corte de justiça de país decente. Para piorar o que já é ruim, o despacho da ministra Cármen foi feito para satisfazer – acredite se quiser – um pedido do Partido Verde, que conta com quatro deputados (4) entre os 513 que formam a Câmara. Pode isso, Arnaldo? Sobra, melancolicamente acima de tudo, a clara sensação de mais uma palhaçada top de linha. Por acaso o Exército Brasileiro vai abandonar a Amazônia para atender ao Partido Verde, ou à doutora Cármen? Não vai. Então chega.

15 pensou em “CÁRMEN, O EXÉRCITO E A AMAZÔNIA

  1. Que outra republiqueta bananeira desse mundão de meu Deus tem a disposição do presidente eleito democraticamente, onze bobos da corte a perturbar-lhe o governo??
    Isso mesmo…só este chimpanzil varonil!!!

  2. Como eu já disse no comentário do tuíte do Lula, o que a gente fala e as nossas atitudes revelam muito sobre o que somos.

    Carmem, assim como os outros 10 ministros do STF não têm capacidade intelectual e moral para ocupar as suas importantes cadeiras.

    Então, dirão alguns, como então chegaram até lá? A resposta é aquela do jaboti em cima de uma árvore; alguém o colocou lá.

    Como eles foram colocados fora de suas capacidades, eles devem suas togas e foram chamados a pagar. É uma realidade que temos que nos acostumar.

    Luiz Fux, que segundo Bob Jeff depois de sua aprovação ao STF, em festa beijava os pés da Adriana Ancelmo, mulher do S. Cabral; já quis posar de independente quanto ao Lula e causou irritações. Veremos o que virá com sua presidência no STF

  3. O única pergunta que Carmem Lúcia tera o direito de fazer e o que o exército está fazendo no meu gabinete , quando o cabo o recruta e o jipe estireverem dentro do STF para acabar com esta pouca vergonha

  4. Guzzo, a Ministra não fez mais que sguir a regra. Um partido entrou com uma ação e ela, por dever de ofício, deve pedir explicações aos acusados.
    Isso é a regra.

    O que ela vai fazer depois é que vai mostrar quem ela é. Mas tem que cumprir a regra, senão pode ser interpelada. Mas acho que a ação deve ser arquivada apóso recebimento das explicações.

    O que está me preocupando de verdade é a possível anulação das sentenças do Moro tendo como consequência a soltura do Lula. A obra seria do Gilmar e do Lewandowski, que no afã de condenar o Moro podem libertar o maior corrupto do país.

    • Errado Francisco. Se a questão não é constitucional ela pode não acolher a denúncia ainda mais feita por um partido e não pela PGR.

      • Caro Gonzaga, eu já expliquei isso ao Gaúcho Francisco aqui em outros comentários que o STF não é obrigado a dar prosseguimento a qualquer pedido estapafúrdio como este de cobrar a ação das FFAA, vindo de um partido nanico.

        Tanto o STF como o executivo têm mais o que fazer.

        Ademais, outro dia ele falou que Carminha cumpre a lei, agora fala em dever de ofício, em regra. Eu pergunto: Que Lei, que regra? Estou a esperar até agora.

  5. O que me espanta é que os principáis comentários são sobre a ministra, num ato que deve dar em nada como o do Celso de Mello, que provocou até manifestações do Heleno, mas ninguém está preocupado com a possível liberdade do Lula.

    Eu estou

    • E justamente por esta preocupação com a soltura do Lula que estas excrescência do STF vivem inventando este processos como cortina de fumaça

  6. V. Urubuscência Pichada, Carminha “Mortícia” Lúcia, devia era cobrar explicações do motivo pelo qual a morte tá lhe deixando fazer hora extra no mundo.

    Com duzentos e oitenta e dez séculos de idade era pra já estar num asilo jogando bingo ao invés de ficar rebostejando o bostejamento de quatro mequetrefes do partido dos ecomaconheiros.

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