JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

Sábado, com a claridade do dia dizendo até amanhã, era comum muitas das casas daquelas ruas onde moravam o amor e o bom gosto, as radiolas ligadas e sendo a principal mobília da sala. A sala iluminada e exalando aquele perfume inconfundível de limpeza e enceramento com Parquetina, havia até quem preferisse iluminação diferente conferindo a presença do romantismo. Coisa de épocas passadas. Coisa dos anos 50, embora houvesse até quem aumentasse o volume da radiola quando tocava: “Vinha por este mundo sem um teto, dormia as noites num banco tosco de jardim, sem ter a proteção de um afeto, todas as portas estavam fechadas para mim…mas Deus, que tudo vê e nos consola, em seu sagrado templo me acolheu….”

Vicente Celestino se transfigurava numa letra à qual se entrega como se um eterno Ébrio fora e não tivesse jamais encontrado uma Porta Aberta.

Era música, sim. As músicas diziam algo com as letras, sim. Tínhamos cantores, sim. Tínhamos cantoras também, sim.

Para onde foram? O que aconteceu com esses mágicos que nos diziam do amor e da beleza da vida?

E hoje?

Por que as cantoras, em vez de estudar canto, vão para as academias de ginástica para moldar as bundas?

As bundas cantam? As bundas são o que?

Por que se apresentam (principalmente nos programas televisivos) com mais da metade dos seios de fora?

Seios cantam?

Não. Não tenho nada contra bunda e muito menos contra seios. Adora bundas e adoro seios. Gosto de acariciá-los, se femininos.

Dolores Duran

E eis que chegou o tempo da doçura mágica e acalentadora dos fins de tardes ouvindo Dolores Duran. Músicas suaves, letras doces que acalentavam em confirmação do amor que habitava nas pessoas. Que existia em nós.

Assim:

“No ar parado passou um lamento
Riscou a noite e desapareceu
Depois a lua ficou mais sozinha
Foi ficando triste e também se escondeu
Na minha vida uma saudade meiga
Soluçou baixinho
No meu olhar
Um mundo de tristeza veio se aninhar
Minha canção ficou assim sem jeito
Cheia de desejos
E eu fui andando pela rua escura
Pra poder chorar.”

E aí a fila andou. Os tempos mudaram os grandes cantores e cantoras deram o ar da graça. Elizete Cardoso, Marlene, Ângela Maria, Dóris Monteiro, até que o Rio Grande do Sul nos apresentou e o mundo conheceu essa até hoje insubstituível Elis Regina, desafiando o sistema, correndo sobre o fio da navalha e dizendo e cantando o que queria e o que queríamos ouvir: música!

“Quando olhaste bem
Nos olhos meus
E o teu olhar
Era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei me debrucei
Sobre o teu corpo
E duvidei
E me arrastei
E te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
No teu peito
Teu pijama
Nos teus pés, ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta…”

Elis a maior entre as maiores em todos os tempos

Essa época de ouro da música brasileira nos trouxe e nos privilegiou com cantores e cantoras da melhor qualidade. Gente que jamais será desbancada por outros. Não há como. Não vamos ficar citando nomes, pois são muitos. Foram muitos.

Louve-se, também, a qualidade dos compositores que vão desde Lupiscínio, Donga, Cartola, Evaldo Gouveia, Jair Amorim que compuseram músicas que consagraram os cantores e cantoras daqueles anos.

E aí chegaria o tempo de conhecermos Maysa, que cantava por que gostava de cantar. Não dependia financeiramente da músicas para viver. Cantava por prazer.

Maysa Matarazzo

“Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim

Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí…”

Quem ouviu e conheceu Elis Regina e Maysa Matarazzo, sabe bem como e por que faleceram precocemente. Faleceram em pleno e total reinado da qualidade técnica.

Nada temos com a vida pessoal desses gênios musicais, muito menos com a vida e o comportamento pessoal dos atuais cantores e cantoras. Nosso tema se prende exclusivamente à qualidade vocal e na maioria das vezes à qualidade interpretativa.

Os cantores e cantoras de hoje nada mais fazem que mostram a bunda

O momento atual da música brasileira, principalmente no que tange às apresentações com imagens pelo sistema de televisão é ridículo. Péssimo. Sem qualidade nas letras, sem qualidade interpretativa e com enorme apelo para o sexo.

Nada contra o sexo. Muito pelo contrário. Apenas não concordamos com o que é mostrado na televisão em qualquer horário da programação.

38 pensou em “CANTANDO COM AS BUNDAS

  1. Parabéns, caro conterrâneo José Ramos, pelo inspirado texto e, principalmente, pela excelente e inteligente análise sócio-musical. Você foi muito feliz na comparação de certos cantores e cantoras atuais com as célebres e os célebres cantoras e cantores de antanho.

    • Boaventura, é isso sim. Velhos tempos de Sílvio Caldas, Orlando Silva, Angela Maria e tantas outras, isso para não falar em Nelson Gonçalves, Altemar, Núbia Lafayette. Mudamos. Mas, mudamos para pior.

  2. “A claridade do dia dizendo até amanhã”. Esse homem respira poesia. Foi-se, e não foice, os bons tempos musicais. Agora é interesse puramente comercial. Bota a cantora arregaçada que só falta ver o coração. Usam o play back pra iludir e vender o corpo. Dolores se transforma em dólares; Maysa vira faísca, Elis se perde no arrastão. E aí a gente precisa engolir Ludmila, Anitta, Pablo Vittar. Parei. Música deixou de ser prioridade para mim. Os cantores/cantoras que eu gosto não gravam mais. Trocaram o CD pelo pen driver, Spotify, enfim…. chega.

    • Assuero as boas letras pararam de ser produzidas. Evaldo Gouveia, Jair Amorim, Tom Jobim, Edu Lobo e tantos outros já pararam ou não estão mais entre nos. O que a gente tem hoje é uma “ruma” (no sentido bostífero mesmo!) de gente que não diz nada.

      • Prezado conterrâneo ZéRamos, sua resposta foi rápida e certeira, nós somos a última geração deste Brasil maravilhoso que nós, felizmente testemunhamos, nosso prazo de validade está vencendo e cabe a nós tentarmos de alguma forma transferir este conhecimento, estou tentando, mais esta difícil, com meus filhos eu consegui, mas com os netos, está difícil! Ainda bem que existem Ypioca, Jack Daniels e uma cerva gelada!

  3. Maravilhosas lembranças você me despertou, Boaventura.

    Sempre fui fã de Elis tenho muitíssimas músicas dela, mas uma lembrança pungente é a de Dolores Duran, que exalava uma tristeza tão bonita que doía.

    E Cartola? E Lupiscínio?

    Parabéns meu caro

    • José, lembro o imortal Vinícius, na canção mais curta que jamais ví (Show Vinicius e Caimmy com quarteto em Cy”

      “Bom dia amiga / que a paz esteja contigo / Eu vim somente dizer que te amo / tanto que vou morrer / Amiga, adeus”

      Disse tudo em 4 versos. Imortal

      • Francisco: apois num é?! A gente sempre soube que, cantar é com o (a) cantor(a), e compor é com o compositor. Antes, o compositor compunha com recheios de paixão e poesia própria, sem que precisasse estar em lugares paradisíacos para se motivar. Exemplo? João do Vale. Quem conhece o sertão ou não, vai compreender a letra de Carcará. Quem conhece a região, vai estar viajando de trem, de Teresina pra São Luís! O(a) cantor(a) apenas valoriza. Os de hoje nem isso fazem.

  4. Caro Zé Ramos, agora pegou pesado!

    Puta que pariu. Fecho os olhos e ouço Agostinho dos Santos cantando “Estrada do Sol” de Dolores Duran; uma obra prima imortal; também ouço Maysa cantando “Viagem” do genial Paulo César Pinheiro.

    Maysa, Elis; Elisete, Clara e tantas outras, cujo formato da bunda não conhecemos e nem queríamos; a voz bastava: sensualidade, paixão e desejo, tudo traduzido em melodia.

    Quanto às atuais, nem cantoras e nem mulheres são.

    Obrigado por me fazer recordar.

    • Pablo, “assim caminha a humanidade”, foi um filme. Fazer música e cantar não tem escola, não tem aplicativo no celular. São coisas que vem do âmago. Nem precisa dos olhos para cantar e compor. Se assim fosse, Ray Charles não teria lugar reservado nos corações de muitos. Infelizmente, para ser cantor ou cantora nos dias atuais, tem que ser baitola ou sapatão, mostrar os peitos (às vezes mais moles que pinto de velho de 90 anos), ter tatuagem. Cantar, mesmo, é o último requisito. Imagine Nelson Ned nos dias de hoje. Entrou para a história da boa música pela “voz”.

    • Pablo, antigamente tinha que vender “discos” e isto não era fácil, tinha que ser bom, hoje não, o “mizeravi” só tem que ter curtidas no streming e aí ganham rios de dinheiro com a bunda e a boca “suja”, não precisa ser homem ou mulher, o importante é ser LGBTXYZ! Aí os macaquinhos amestrados, vibram e “curtem” toda a merda expelida.

  5. Sr. José Ramos.
    Parabéns antes de mais nada, por tudo que o senhor escreve e nos ensina em sua coluna.

    Além da mudança ter sido para pior. Ela está se perpetuando nessa fragilidade mundana volátil e fluídica das redes sociais, internet e na convivência, ou na falta dela. Entre os sêres, que deveriam continuar humanos.
    Que na época retratada pelo senhor.
    Eram sensíveis, pensavam, admiravam, contemplavam, agiam, amavam, tinham coração e alma. Nada parecido com o que temos hoje.

    Portanto exerciam sua arte, seu dom de cantar. Com toda naturalidade e emoção. Muito diferente do “Cantando com as bundas” título do seu artigo.

    Além, também, dos valorosos compositores ( alguns compunham e cantavam ) que expressavam toda sua sensibilidade, suas emoções, paixões, decepções, experiências de vida… em versos, letras de música.
    O sucesso de tal feito era inerente à sua condição de iluminado, talentoso, virtuoso…

    Pena que ao longo do tempo. O compositor, geralmente ficava em segundo plano. Quando se tratava de programas de rádio e televisão, principalmente.
    Poucos apresentadores, davam crédito ao autor da música, quando era cantada por outra pessoa.

    Só nos resta agradecer ao senhor, por nos brindar com essa aula de história musical.
    Tão bem representada pelos cantores e cantoras, citados.
    Que tão generosa e gentilmente foram lembrados e homenageados pelo senhor.

    Fique com Deus e Santa Luzia!
    Que é comemorado no dia de hoje. Treze de dezembro.

    • Luiz Carlos, que Santa Luzia continue nos permitindo olhar também com o coração. Com o coração bom. Repito: o lado particular da vida de Elis, Maysa e tantas outras e outros, à mim não me diz respeito. Mas, nesse croquis que acaba na televisão e por conta disso nas nossas salas e camarinhas, os produtores deveriam ter um pouco mais de respeito por nós quando mostram esses exageros que vemos hoje. Cantar a beleza, é diferente de ser belo para cantar. Imagina, nos dias de hoje, Nelson Ned, Orlando Dias ou Ray Charles!

  6. Isso aí Pablo Lopes. Vc lembrou o afinadíssimo Agostinho dos Santos. Recordo com saudade, uma noite, passando pela boate Drink , em Copacabana, e o rádio tocando “Foi a Noite”, com a voz nostálgica do Agostinho. Tempos que não voltam mais

    • José: não esqueci. Apenas entendo que nos dias de hoje, muitos estão poucos interessados em ler. Quanto mais conciso for o texto, mas fácil encontrar alguém que leia. “Hoje, eu quero as flores (ou as rosas) mais lindas que houver, quero a primeira estrela que vier, paras enfeitar a noite do meu bem…! Tente lembrar e tente “não encontrar sentido” na letra da música Mulher de 30, eternizada na voz de Miltinho!

  7. Caríssimo escritor José Ramos.

    Começo como escritor porque acompanho a sua coluna e reconheço
    toda a lavra poética que o amigo jorra aos borbotões , nos inundando
    de poesia em prosa, saudades do passado e esperanças para o futuro.

    Mais que oportuna a sua coluna de hoje. Há muito tempo tenho vontade de
    dizer umas verdades sobre esses farsantes ” cantores ” atuais, ou melhor
    como diz o amigo ” bundas cantantes “, são uns tais de Pablo, Anitas e outras merdas semelhantes, que na verdade, confesso, até hoje não sei se são machos ou femeas, pois não dá para saber ao certo. São umas bostas fedorentas
    que não merecem ser chamadas de artistas, ,pois não o são, na verdade,
    nunca foram. Basta ver na tv o festival de bundas expostas e máscaras horripilantes
    que até assustam as crianças.

    Mas o Amigo fala em Dolores Duran , Maysa, Elisete ardoso , Angela Maria, mulheres
    de verdade, e cantores inesquecíveis como Agostinho dos santos, Nelson
    Gonçalves, Orlando Silva, Chico Alves etc…
    E compositores mestres no ofício como Cartola, Lupiscinio Rodrigues, Chico Buarque ( o compositor , não o político ) e inúmeros outros grandes nomes.

    Parece ser impossível reverter essa onda de falsos artistas, ,pois cada dia eles
    se mostram mais ao nú, reivindicando todas as suas falsas virtudes, uns dizendo que são mais feminino, casados e mostrando os maridos. Elas cada vez mais lésbicas, dizendo com quantas mulheres levaram para a cama e a quantidade de
    orgasmos que tiveram etc..
    Vou parar por aqui. Não dá mais para continuar.

    • d.matt – como dizíamos num passado distante, você matou a pau. Guarde-o, pois não precisa mostrar (kkkkkk). Obrigado. Tem sido isso, sim. Infelizmente!

  8. Meu compadre Jose Ramos, Deus deu à nossa geração o privilégio de ter visto, ouvido , sonhado e dançado com o que de melhor a musica popular brasileira produziu. Infelizmente, os anos dourados se foram, os grandes artistas também, mas, ficarão em nossos corações e lembranças enquanto o nosso criador assim o permitir . Um grande abraço meu irmão e um bom final de domingo.

    • Paulo: lembro que, vez por outra éramos premiados com uma canção diferente. Parece que houve um divisor nessas duas fases (boas e ruins) com a consagração de BR 3, que ovacionava a opção de muitos pelas drogas. Tivemos ainda poucos tempos escutando Amália Rodrigues, Edith Piaff, Dominguinhos, Fagner, Evaldo Braga e por que não dizer Belchior, Zé Ramalho, Djavan? A gente que gostava da música, comprava o LP e o guardava. Hoje nem o lixo quer os CDs!

  9. Zé Ramos,
    Hoje estás escoltado por comentaristas fubânicos que são mestres na arte de bem escrever. Fui ao comentarios de todos eles e pincei: Fecho os olhos e ouço Agostinho dos Santos cantando “Estrada do Sol” de Dolores Duran; uma obra prima imortal; também ouço Maysa cantando “Viagem” do genial Paulo César Pinheiro e Vinícius, na canção mais curta que jamais ví (Show Vinicius e Caimmy com quarteto em Cy”… E o que dizer de Dolores Duran, que exalava uma tristeza tão bonita que doía.

    E Cartola? E Lupiscínio?Deus deu à nossa geração o privilégio de ter visto, ouvido , sonhado e dançado com o que de melhor a musica produziu ( Dolores Duran , Maysa, Elisete ardoso , Angela Maria, mulheres
    de verdade, e cantores inesquecíveis como Agostinho dos Santos, Nelson
    Gonçalves, Orlando Silva, Chico Alves etc…). Dolores se transforma em dólares; Maysa vira faísca, Elis se perde no arrastão. E aí a gente precisa engolir Ludmila, Anitta, Pablo Vittar. Parei.

    Fique com Deus e Santa Luzia, Zé!

    • DIVINA ELIS REGINA querida, que sua Luz e Voz, Brilhem para sempre na eternidade por Sua Voz e lindas canções.

      para quem quer ouvir o melhor álbum de todos os tempos: ELIS & TOM_Um Encontro Antológico!_COMPLETO

      • Sancho, eu sou “macaco de auditório” de Elis. Realmente, ninguém nunca conseguiu me encantar quanto ela. A irreverência no Alô alô Marciano, a seriedade em o Bêbado e a equilibrista, e por aí vai. Mas, a interpretação que mais me marcou (e marca) é Atrás da porta. Não me pergunte por que. Eu não saberia responder.

    • Sancho, perdi um pouco de peso e já não tenho tanta “pança”. Mas, a guela ainda está sã e permite dar uma boas gaitadas por conta dessa tua irreverência chicoanisiana – sem ser de Maranguape – na generosidade desse teu comentário. Comentários feitos por pessoas do quilate de quem comentou, é mais mió que ganhar na Roleta do Cu-Trancado nim Palmares. Ora se é!

        • Sancho: passei a fiscalizar mais o que como. Sou hipertenso e safenado. Comia muito qualquer coisa, principalmente derivados de massas (alguém vai dizer que não gosta de um pão francês com goiabada dentro?). Meu filho caçula é Nutricionista e me orienta dieta, sem pender para o naturismo. Ser “naturista” com o clima que temos, é não saber de nada.

  10. SABIAM QUE EM RECIFE TEM UMA BANDA CHAMADA REALEZA DA SERESTA QUE DAR UM BANHO DE INTERPRETAÇÃO NESSA CANÇÃO DE NOME: MEU MUNDO CAIU?I

    • Gilberto, obrigado. Eu não sabia, pois não moro em Recife. Certamente, quem mora na capital pernambucana poderá referendar sua assertiva.

  11. Parabéns pela perfeição do texto, prezado escritor José Ramos! Sua impecável crônica é uma verdadeira retrospectiva dos tempos áureos da verdadeira e saudosa MPB. Infelizmente, o tipo de música a que nos acostumamos a ouvir é “espécie em extinção.”
    Naquela época, somente as bocas cantavam….
    Por isso, ainda guardo com carinho meus LPs antigos, com as músicas que a minha Mãe gostava de ouvir, como “Súplica” e Lábios que beijei”, também gravadas por Orlando Silva.
    Sua crônica é uma preciosidade!

    Grande abraço, querido amigo!

    Violante Pimentel Natal (RN)

    • Violante, fico agradecido pela sua generosidade. Tomara na sua coleção de discos exista algum de Dalva de Oliveira, Miltinho, Cyro Monteiro, Orlando Silva e tantos outros que nos alegraram na juventude.

  12. Tenho um acervo muito bom de boas músicas antigas. Gosto muito de Dolores Duran, Maysa e Agostinho dos Santos (“Meu benzinho” – ……

    “Luz dos meus olhos, desejos em flor
    Que mal conhece o que é o amor
    A noite cálida vai deixar
    A ansiedade em teu lugar………………………”

    Grande abraço!

    • Violante, Agostinho dos Santos cantava muito. Pena que tenha falecido tão precocemente, parece que quando estava na França.

  13. O cantor e compositor Agostinho dos Santos morreu num acidente aéreo, em 11 de julho de 1973, aos 41 anos (25.04.1932 11.07.1973), em Orly, França.

    A manchete da edição do dia 12 de julho de 1973 do Estadão anunciava uma das maiores tragédias da história da aviação brasileira e mundial.

    “O Boeing PP-VJZ da Varig caiu ontem, depois de um incêndio a bordo, a apenas 4 quilômetros (ou 90 segundos) do aeroporto de Orly, em Paris, causando a morte de 122 de seus 134 ocupantes, no maior desastre da aviação comercial brasileira”, dizia o texto de capa do jornal.

    “O acidente tomou ainda maiores proporções, porque havia grande número de pessoas conhecidas. Entre as vítimas estavam o senador Filinto Muller, Regina Lecrery, da sociedade carioca, o campeão mundial de iatismo, Joerg Bruder e o cantor Agostinho dos Santos, entre outros”, continuava.

    Um abraço, amigo!

    • Violante: foi assim, sim. Eu morava no Rio e vi a cidade consternada. Falaram muito em Agostinho, mas deram mais enfoque à morte da Regina.

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