DEU NO JORNAL

O ministro Luiz Fux fez um discurso marcado pela firmeza e a emoção, na solenidade de posse como presidente do Supremo Tribunal Federal, nesta quinta-feira (10).

Ele destacou a “atuação valiosa” do STF nas últimas décadas, mas disse que “não se podem desconsiderar as críticas” de que o Poder Judiciário se ocupou de atribuições “reservadas apenas aos poderes integrados por mandatários eleitos”.

Isso criou, segundo Luiz Fux, uma “zona de conforto para os agentes políticos”.

Para o novo presidente do STF, a Corte tem sido demandada para decidir questões para as quais não dispõe de “capacidade institucional”.

A declaração de intenções de Fux agradou a Bolsonaro, que já viu o STF suprimir ou anular várias de suas prerrogativas de chefe do Executivo.

Para Fux, a intromissão em assuntos de outros poderes expôs o STF “a um protagonismo deletério, corroendo a credibilidade dos tribunais”.

Fux diz que o STF não detém o monopólio das respostas e que cada Poder deve arcar as consequências políticas de suas próprias decisões.

* * *

Quer dizer que o novo presidente do STF disse, solenemente e em público, que o Poder Judiciário se ocupou de atribuições “reservadas apenas aos poderes integrados por mandatários eleitos”???

Cacetada arretada!

Gostei.

Confesso que estou ansioso pra que o novo presidente daquela corte esteja falando o que pensa e que cumpra fielmente suas palavras.

Que faça parar de correr o esgoto de excrescências que o judiciário vivia jogando pra cima do executivo até agora.

Vou torcer.

Uma nota publicada na página Diário do Poder, ressalta um detalhe aparentemente insignificante, mas que fundamente minhas esperanças.

Vejam:

Se na véspera foi colocado numa cadeira e plano inferior a Dias Toffoli, que presidia a sessão do STF, o presidente Bolsonaro ontem participou da solenidade ao lado de Luiz Fux, no mesmo plano, como é da tradição.

3 pensou em “CADEIRAS NO MESMO NÍVEL

  1. O STF deve jungar apenas matéria constitucional. Claro que houve exageros. E também há o excesso de recursos, que deve ser limitado.

    Teve casos de ladrão de galinhas que acabou no STF, os diversos casos de corrupção (não é matéria constitucional, posso estar errado) etc, etc.

    Além disso, os ministros devem falar pouco e preferencialmente noa autos.

Deixe uma resposta