A PALAVRA DO EDITOR

A sequência é conhecida: um esquerdista radical se fantasia de moderado, usa uma mensagem demagógica para atrair a elite culpada e ignorante, consegue chegar ao poder, e uma vez lá, faz de tudo para se perpetuar no poder, incluindo conchavos com os fisiológicos e abandonando as “minorias” que prometeu ajudar. No processo, por adotar um mapa de voo totalmente equivocado e falacioso, acaba destruindo a economia do país, produzindo rombos fiscais enormes, inflação e desemprego.

Não foi assim somente com Lula e Dilma; foi assim em todo experimento socialista! Guilherme Boulos, do PSOL, era o nome da vez. Disputava no segundo turno o comando da capital mais importante do Brasil, o que já é sintoma da gravidade da situação. Seguiu passo a passo o script. Amansou a fala, deixou de lado as invasões e os quebra-quebras que promovia como líder do MTST, seduziu (sem muito esforço) os jornalistas.

Contou com uma ajudinha dos institutos de pesquisa, que inflaram suas intenções de voto. Não obstante, o bom senso prevaleceu, o paulistano demonstrou algum juízo, e a despeito da revolta legítima com o prefeito tucano que disputava sua reeleição, não permitiu a chegadan de Boulos “caviar” ao comando de São Paulo. Menos mal.

Boulos não teve, então, como destruir de vez com as finanças da cidade mais rica do país. Mas ele inovou. Ele conseguiu quebrar a própria campanha! Isso mesmo: a demonstração de irresponsabilidade no trato com o dinheiro já veio logo no começo, e isso mesmo com o milionário fundo partidário e as doações de herdeiros entediados. O candidato do PSOL lançou uma campanha para arrecadar fundos para “cobrir os custos pendentes da campanha”. Tem otário para tudo nesse mundo…

Se o maior problema da extrema esquerda fosse sua completa falta de habilidade ao lidar com o dinheiro (dos outros), a coisa seria quase tolerável. Conseguimos trabalhar mais para sustentar parasitas. Mas o grande mal do socialismo é mesmo a total perda de liberdades. Boulos defende as ditaduras de Cuba e da Venezuela, e mesmo assim tinha veículo de comunicação o chamando de moderado e repetindo que o comunismo morreu.

Essa semana mesmo vimos que, depois de protestos, o regime cubano bloqueou redes sociais e colocou ativistas em prisão domiciliar. Já na China, outro país comandado por uma ditadura comunista, um repórter da Bloomberg foi preso e um magnata de Hong Kong foi enquadrado na lei de segurança nacional por defenderem liberdade de expressão e democracia.

Mas nossos “jornalistas” não querem criticar a China, nosso maior parceiro comercial, por “pragmatismo”. Essa gente demonstra ter pouquíssimo apreço pelas liberdades mais básicas…

1 pensou em “BOULOS INOVOU

  1. Qualquer um candidato que chegasse ao segundo turno, exceto Boulos, derrotaria o candidato Covas. Daí o porque desse traste chegar onde chegou. Urnas eletrônicas e computador central operam maravilhas.

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