ACÁCIO SABUGUEIRO - MIOLO DE POTE

Compareci aqui na última quarta-feira apenas para bater o ponto, pois não podia deixar de atender convocação do Luiz Berto, com quem servi o Exército no passado. Hoje, pretendo lhes contar dois pequenos causos, ambos verdadeiros. A minha intenção é boa. Boa não, ótima e a melhor possível.

E tem relação com a forma descuidada do falar das pessoas. E isso nos causa problemas. (As.: Acácio)

Causo 1 – O cuscuz ou os cuscuzes

No domingo que passou, dia 3, eu estava na sala e deitado no sofá, vendo mais uma repetição do filme Missão Impossível que, agora, passa tantas vezes quantas a gente queira e programe, quando alguém bateu palmas no meu portão. Fui olhar. Era meu vizinho Jessé, sorrindo com a boca aberta de orelha à orelha.

– Boa tarde Jessé, eu tô assistindo um filme. Você quer entrar?

No que ele, Jessé, apesar de demonstrar muita felicidade, ficou também constrangido por perceber que estava me atrapalhando de continuar vendo o malabarismo de Tom Cruise.

– Não Acácio. Não vou atrapalhar seu filme, não. Eu só queria dividir com você a minha alegria, por que meus dois rapazes estão no Rio de Janeiro, conseguiram emprego e estão ganhando dinheiro. Finalmente!

É mesmo Jessé! Que bom. E o que eles estão fazendo? Perguntei.

Sem caber em si de tanta alegria, Jessé soltou:

– Estão ganhando dinheiro e muito, com os cuzes!

Interrompi, para tentar me fazer entender:

– Jessé, você quer dizer que eles (Luís Mário e Mário Luís) estão ganhando dinheiro em algum lugar, fazendo “cuscuz”, é isso?

– Não Acácio, é com os cuzes, mesmo!

* * *

2 – A vara de derrubar cajus

Setembro, além de ser mês primaveril, é também o mês da frutificação e do amadurecimento dos cajus. A partir dos últimos dias de agosto, os cajueiros já começam mostrar sua bondade, acoitados pela Natureza.

Adaucília, minha vizinha, é daquelas que, vira e mexe estão sempre precisando de uma xícara de açúcar, de pó de café ou de corante. Tem o hábito de pedir emprestado, e esquecer de pagar.

Ela, quando não pede emprestado, com a maior cara de pau, vai direto tomar o café na minha casa, por conta da amizade que mantém com minha mulher.

Viu que mantemos no quintal um bom e frondoso cajueiro, além de uma mangueira e dois pés de jambo.

Não gosto muito de “trepar” para derrubar esses frutos. Prefiro usar uma “vara” grande de bambu.

Adaucília conseguiu levar uma muda de cajueiro, “anos” atrás. Eu mesmo plantei, e a árvore cresceu. E na última semana de agosto floriu e os cajus estão amadurecendo.

O marido dela tinha uma “vara”, mas pequena, e precisava emendar para ganhar o “tamanho” que ela precisava para satisfazê-la.

Ontem, com muitos cajus maduros, ela foi na minha casa pedir um favor:

– Seu Acácio, eu vim aqui pedir sua “vara” emprestada.

Como é senhora? Mas, na sua casa não tem uma vara? Perguntei.

– Tem sim. Mas é pequena e mole. Não me satisfaz!

2 pensou em “BOM DIA – BOA TARDE – OU BOA NOITE

  1. Causos são sempre bem vindos, meu caro. Mas, o que mais me chamou a atenção foi a foto do cuscuz. Parece um peitão leitado. Até salivei. rsrsrs

  2. Ainda bem que ele não mostrou a foto do ganha pão dos meninos. Se a foto do cuscuz sugere algo a dos cajus também , principalmente o de maior destaque com aquele cabeção vermelho. O gente libidinosa (é brincadeira ) !.

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