CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Meu caro amigo Berto,

No início do vídeo abaixo há um depoimento do grande sanfoneiro, cantor, paraquedista e piloto acrobático cearense, Waldonys, sobre o “problema” da seca no Nordeste.

Após sua fala, Waldonys canta uma música do grande Flávio Leandro, tornando evidente que o “problema” do sertão nordestino é a falta de “Chuva de Honestidade”.

Vejamos:

2 pensou em “BOAVENTURA BONFIM – FORTALEZA-CE

  1. Uma música linda, mas não fará sucesso pois não cita órgãos importantíssimos para o sertanejo nordestino como : sudene , dnocs ,insa .

  2. RELATO DE UM ADVOGADO

    “Oi, Zacka, ao longo dos 13 anos que passei na OAB e o amplo estudo que fiz no curso de direito descobri que o brasileiro é um povo de extrema boa-fé (temos a nossa vivência na família, como você bem sabe), mas constatei que essa boa-fé é, antes de tudo, extremamente prejudicial ao próprio povo, porquanto, tem-se efetivado desde há umas 3 a 4 décadas, a famosa lei de Gerson (não sei a origem do nome*), apareceu depois da copa de 1970 (não sei se tem a ver com o craque Gérson, o Canhotinha de ouro*). E por ironia do destino o povo anda atrás de vantagens indevidas, enriquecimento sem causa
    etc… 299.000 funcionários públicos de todos os matizes receberam os 600,00 reais destinados aos mais necessitados. Onde o Luiz trabalha todo mundo se inscreveu menos ele, não sei quantos receberam. Aqui, soube de advogado que recebeu. É uma verdadeira pandemia de desonestidade. Aqui em Brasília a indústria da grilagem (liderada por gente de alto escalão) se enriquece com isso na cara dura. A polícia tem feito operações para coibir (esta semana prenderam um bando enorme) tem advogado, policial e -dizem- até juiz se aproveitando disso. O sujeito compra sabendo que é ilegal, quando estoura diz: ah, eu não sabia, sou comprador de boa-fé…! E não é, nem de longe. Semana passada um estudante de veterinária foi picado por uma cobra naja de estimação, quase morreu, chegou a ficar em estado de coma, mas o Butantã de SAMPA tinha lá uma dose do antídoto, saiu do hospital ontem; com isso descobriu a polícia uma rede de tráfico de cobras exóticas asiáticas, e, a partir daí, já apreenderam cerca de 20 cobras, hoje chegaram a uma Corn Snake (americana), mas tem uma que, tudo indica, será sacrificada por ser a mais
    venenosa e não há por aqui o antídoto. Pois bem, o picado é enteado de um Tenente Coronel da PMDF, que, com o fato, mandou que um colega do enteado desse fim na naja, foi filmado saindo do prédio (no guará) com a caixa plástica com a cobra para entregá-la ao rapaz chamado a dar cabo da cobra. Hoje, teve o Tenente Coronel que ir à Delegacia dar explicações. Essa cobra que poderá ser sacrificada custaria uma fortuna. Aí a boa-fé se esborracha. A cultura da falta de educação e o egoísmo em geral estão a dominar a cena, não sei onde isso vai parar. O ativismo de todos os modos e em todas as camadas dominantes está se tornando uma pandemia, incrível! Um abraço.”

    *LEI DE GERSON, A ORIGEM
    Em 1976, a fabricante de cigarros J. Reynolds, proprietária da marca Vila Rica, fez um anúncio estrelando o meia-armador Gérson, jogador da seleção e campeão da Copa de 70.
    O texto de Gérson dizia: “Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!”.
    O anúncio deu origem à chamada Lei de Gérson, que descreve o que seria uma compulsão do brasileiro por obter vantagens pessoais à custa do desrespeito às regras de convívio.

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