CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Mãe – Boaventura Bonfim

Vi minha querida mãe ir-se embora
Agonizando em uma dor pungente
E eu, o que fazer naquela hora,
Se até o médico viu-se impotente?

Como era grande a dor que ela levou
Em seu belo coração que foi embora,
Tão grande quanto a dor que ela deixou
Em nosso pobre coração que inda chora

E o homem de branco todo arrogante
Com ar de quem sabe tudo e pouco faz,
Naquela hora foi insignificante

E hoje só nos resta lamentar
A perda daquela amada que jaz
E só o tempo nos vai acalentar.

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