BNDES

Desde que foi instituído no ano de 1952, o Banco Nacional de Desenvolvimento e Social (BNDES) tem colaborado de maneira intensiva em todos os planos levados a efeito pelo Brasil, no sentido de trabalhar pela modernização, expansão e introdução de novos negócios no país.

Como empresa pública federal, o BNDES concede financiamentos de longo prazo, traz investimentos para a economia brasileira melhorar de padrão. Subir degraus com a implantação de projetos empreendedores em todos os setores produtivos nacionais, seja na indústria, agricultura, comércio, serviços e inclusive no campo da infraestrutura.

Além disso, a empresa bancária também financia negócios em diversos outros campos. Atua na assistência às micros, médias e pequenas empresas. Além disso, estende os seus serviços para a área social, com vistas a dimensionar a educação, saúde, agricultura familiar, saneamento básico e ambiental e, sobretudo, no âmbito do transporte público.

Em função da abrangência no campo do desenvolvimento, o banco faz questão de trabalhar no financiamento de empréstimos a juros competitivos na fabricação e comercialização de máquinas e equipamentos novos, com o intuito de fomentar as exportações do país, robustecer o capital das empresas de modo a incentivar o crescimento do mercado de capitais.

O que sacudiu as estruturas do BNDES, o que balançou a base da instituição federal, foram as políticas de governos despreparados e mal-intencionados que usaram e abusaram do banco, fechando as portas para a fiscalização e a transparência.

Por conta dessa fragilidade, o BNDES se transformou num banco de recados. Fizeram empréstimos internacionais duvidosos a muitos países com situações financeiras precárias, mediante a promessa da venda de carne e aviões de fabricação nacionais.

Embora não seja função do BNDES emprestar dinheiro a outros países, por não ser um banco internacional, no entanto, durante alguns anos da década de 2000, fizeram arrumadinhos para emprestar dinheiro a nações amigas.

Algumas da América Latina, sob o pretexto de aumentar as exportações de bens e serviços brasileiros de engenharia. O desvio de recursos públicos para esses outros países vigorou até 2016, quando foram introduzidas novas estratégias de empréstimos que mudaram a regra do jogo.

Chamada de caixa-preta, O BNDES realizou muitos empréstimos no período entre 1998 a março de 2019. Ao todo 15 países da América Latina e da África foram beneficiados. O montante que empresas brasileiras receberam para fazer trabalhos no exterior, sob a modalidade de “exportação de serviços de engenharia” englobou US$ 10.499 bilhões.

Alguns países honraram os compromissos. Todavia, falam que Cuba ainda não pagou o dinheiro concedido, mediante o aval do governo brasileiro. O amigável empréstimo concedido pelo BNDES, no valor de 800 milhões de dólares, destinava-se à construção do porto de Mariel, especificamente nas obras do enorme terminal de contêineres, sob a responsabilidade do Grupo Odebrecht, em parceria com a construtora cubana Quality.

Distante quarenta quilômetros de Havana, no Oeste de Cuba, em janeiro de 2014, muitos presidentes, amigos do PT, estiveram presentes na inauguração da primeira fase do porto.

No discurso da inauguração, Dilma Rousseff frisou que o financiamento brasileiro representava um símbolo da amizade duradoura entre os governos do Brasil e de Cuba, visando a integração latino-americana. Contudo, pelo visto, parece não haver compartilhamento da verdadeira união de pensamentos nos governos seguintes.

O certo é que em 20 anos de bom coração, o BNDES fez empréstimos para vários países. Na lista constam até figurões como Estados Unidos e Holanda. Os demais tomadores de empréstimos foram Angola, Argentina, Venezuela, República Dominicana, Equador, Peru, Moçambique, Guatemala, Gana, México, Paraguai, Honduras, Costa Rica e Uruguai.

Agora, de surpresa vara a notícia de que Cuba provavelmente dê um calote de US$ 561 milhões. Em dezembro passado, a mídia universalizou a notícia, da possibilidade de o governo cubano não pagar a dívida.

Com o mesmo propósito, a Venezuela também periga dar outra finta no Brasil para o país aprender a não se envolver em políticas maldosas com projetos financeiros, sem futuro.

Deixe uma resposta