ALEXANDRE GARCIA

caminhoneiro - bolsonaro - mei

Já está em vigor, publicada no Diário Oficial, a lei chamada “MEI Caminhoneiro”. O caminhoneiro agora pode ser pessoa jurídica. Agora pode ter o seu CNPJ, desde que tenha um faturamento mensal não superior a R$ 21 mil. É microempreendedor individual. E paga, de previdência, 12% sobre o salário mínimo. O presidente Jair Bolsonaro sancionou também a prorrogação, por mais cinco anos, da isenção de IPI para o taxista e para o deficiente comprar carro novo. Agora, tem que haver uma fiscalização um pouquinho maior sobre essa questão do deficiente. Tem gente comprando, usando o deficiente e comprando o carro. Tem que haver fiscalização e depois descobrir como fazer devolver, ou fazer pagar o IPI que não pagou.

Também foi assinada uma medida provisória atendendo a milhares de estudantes de nível superior, de escolas privadas, faculdades privadas, que não conseguiram pagar a dívida do financiamento, para pagar a faculdade. Ficaram devendo para a Caixa Econômica, para o Banco do Brasil, e agora a medida provisória do presidente perdoa 92% da dívida. E perdoa os encargos de mora: juros, taxas, essas coisas. Dá um prazo para acertar as contas, um prazo de 150 meses.

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Universidades e Constituição

Falando em curso superior, o Partido Socialista Brasileiro, usando o Supremo, quando deveria usar o plenário da Câmara ou do Senado – mas o Supremo está se prestando a isso com grande alegria… tanto que quem é o relator disso é o ministro Lewandowski, que deveria estar em férias. Mas ele pegou. E disse que não vale a decisão do Ministério da Educação (MEC) que, só por lei federal, se pode impedir a entrada, em estabelecimento de ensino federal, por ausência – ou, só pode entrar quem tiver o certificado de vacina. A consultoria jurídica do MEC havia chegado à conclusão que só com lei federal se podia fazer isso. Mas o ministro Lewandowski disse que não, que a universidade é autônoma. Ela pode mais que a Constituição, porque a Constituição diz, na alínea 15 do Artigo V, que é livre a locomoção em todo território nacional em tempos de paz.

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Vacinas, pandemia e mal súbito

Aliás, exigiram um certificado de vacina de todo mundo que embarcou em três navios de cruzeiro da Costa Cruzeiros. O Presioza, o Splendida e o Diadema. E estão com uns 180 casos de Covid-19. As pessoas estão presas em suas cabines nestes navios. E a Anvisa diz que é falta de controle… como assim, falta de controle? Todo mundo teve que apresentar o certificado de vacina! Eu acho isso muito estranho.

Aliás, domingo à noite terminou o prazo dessa consulta pública que o Ministério da Saúde estava fazendo sobre vacinação de crianças. Eu conversei com o doutor João Batista Rizzi Junior, que foi quem comandou a vacinação contra a pólio no Brasil, com o mais absoluto êxito, e ele me disse que não precisou obrigar para todo mundo se vacinar. Agora, era uma vacina que ficou 12 anos antes de ser liberada. 12 anos fazendo experiência. E também me disse que não vê nenhuma razão para vacinar crianças. Isso um sanitarista, filho de sanitarista, com grande experiência. São coisas da discussão que continua, uma polêmica muito grande.

Outra polêmica é essa história do mal súbito. Eu nunca vi tanto mal súbito. Pessoas com a mais absoluta higidez de saúde, treinadores… o grande treinador nada 10 metros e morre. O jogador de futebol corre atrás da bola e morre. O cantor está cantando e o coração para, vai para o hospital, depois morre. Está na hora de as autoridades, Ministério da Saúde e Anvisa, explicarem isso. Porque a população, imagino, deve estar intrigada com isso, se tem um novo ar aí, esse ar de verão, não sei o que está acontecendo. Eu acho que é preocupante.

13 pensou em “BENEFICIADOS CAMINHONEIROS E ESTUDANTES

  1. Pro último paragrafo .
    A epidemia de mau súbito começou depois da vacinação . Qualquer pessoa interessada faz uma busca na internet e lerá dezenas de relatos em sites de notícias ( que segundo eles mesmo , não produzem notícias falsas ) . E como no caso do Bob Jeferson , a imprensa faz cara de paisagem.

  2. Vacinação de crianças com vacinas de mRNA, que alteram o código genético destas, sem estarem devidamente testadas (em casos para crianças 10 anos de testes é o mínimo). Isso sim é um genocídio.

    Passageiros à bordo de transatlânticos, todos devidamente vacinados e adoecendo, mostra que é legítima a preocupação com as vacinas. Israel já está indo para a 4ª dose da vacina para adultos idosos e com comorbidades. Aonde isso chegará? Eu sei que as farmacêuticas vão ficar cada vez mais ricas.

    Caso de mal súbito. Se estamos vendo notícias disso é porque são casos de pessoas famosas. Quantos não estão sendo noticiados? E os casos de aumento de câncer por linfoma? Quantos são os casos de pessoas que pegaram a doença, se recuperaram, se reinfectaram e morreram?

    Eu vou ficar só na minha 2ª dose, por via das dúvidas.

    PS. Enquanto isso, há alguma notícia de que a média de mortes por gripe chinesa no BR está abaixo de 100?

  3. Sobre a vacina contra Pólio, a informação está errada. Um belo dia chegaram no colégio onde eu estudava, chamaram turma por turma, colocaram em fila e vacinaram todo mundo, nem contaram do que se tratava. Os pais só ficaram sabendo depois.

    • Eu não conheço o doutor João Batista Rizzi Junior, médico sanitarista que disse ao jornalista A. Garcia que coordenou a vacinação de crianças contra pólio e não precisou obrigar a ninguém.

      Não sei se a coordenação foi nacional, nem em qual período foi. Sei que se fossem fazer vacinação em escolas os pais deveriam estar sabendo previamente, pois nem toda criança pode receber qualquer vacina, pois há casos em que há contra indicação, apesar da da pólio que é baixíssima.

      A vacina contra a pólio sempre foi em gotas (pelo menos para mim), com doze anos anteriores de experiência. Nunca houve necessidade de estar com a caderneta de vacinação em dia para uma criança poder ir à escola. Algumas religiões não permitem vacinação em crianças e estas não são punidas por isso.

      • No meu colégio aconteceu. Pelo que lembro na época, foi generalizado. Lembro que meus pais ficaram bastante zangados. Aliás, eu presumo que a vacina era contra pólio porque foi exatamente naquela época; ninguém se deu sequer ao trabalho de dizer o que estavam fazendo. Naquela época, criança na escola só obedecia de boca fechada.

        É bom lembrar que quando o surto de pólio começou, a imprensa foi proibida de falar no assunto, e depois, durante a campanha de vacinação, também não era permitido questionar a sapiência do governo federal e das “autoridades”. Existe muito pouca informação na imprensa da época sobre o assunto.

        • Seus pais estavam com toda a razão. Eu também estaria muito puto se meus filhos fossem vacinados na escola sem o meu conhecimento, especialmente contra a gripe chinesa. Aí eu iria às vias de fato.

  4. Se o taxista pode comprar carro sem pagar IPI, o caminhoneiro pode comprar caminhão sem IPI? O marceneiro pode comprar um serrote sem IPI? O eletricista pode comprar um alicate sem IPI? Por que a diferença?

    Alguns setores no Brasil são escandalosamente protegidos pelo governo, e já faz tanto tempo que todo mundo acha normal.

    • Não foi o governo Bolsonaro que implantou a isenção de IPI para taxistas, que eu acho muito errada. Existe Lei para isso e um lobby muito forte da categoria. Se Bolsonaro veta a Lei, este veto é derrubado em seguida.

      Não é normal que determinados setores tenham proteção (taxis) e outros (Uber) não. Para corrigir isso é necessário escolher os membros do Congresso de linha econômica liberal.

      Botar a culpa toda no Governo é muito fácil e impreciso.

      • Procurei mas não achei o nome do Bolsonaro no que eu escrevi.

        Botar a culpa no governo por algo que obviamente foi o governo que fez é fácil e correto.

        Impreciso é achar que o seu político querido é governo quando acerta mas não é governo quando erra.

        Como disse o Guzzo ontem: “Eis aí um excelente recado: se não governa, pede para sair.”

        • Quando se fala, é culpa do Governo, está implícito que se trata do atual Governo Federal, não do anterior, do Congresso, do STF, do Governador do Estado ou do Prefeito.

          Quanto ao Guzzo, ontem eu fiz minhas considerações sobre esta e outras frases lacradoras dele na coluna.

          • Óbvio, se uma coisa está errada, quem tem que consertar é o governo atual, não um governo anterior.

            Como já disse outras vezes, não tenho nada contra o governo Bolsonaro em particular. Apenas acho que ele é medíocre (no sentido de igual à media), parecido com todos os outros, especialmente nos erros que todos, desde Dom Pedro, insistem em cometer.

            • Bom, se nem em José Bonifácio de Andrada e Silva (sim, o nosso patriarca da independência) , v. não viu um bom governo neste país, então não verás em nenhum.

              Seu padrão é alto demais. Nem os EUA servem de parâmetro.

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