CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

A moça havia comprado vistoso automóvel há poucos dias, e após o exaustivo trabalho noturno num plantão em Serviço de Saúde, retornava ao lar ao raiar da manhã, quando foi assaltada no estacionamento. Entregou as chaves e se foi.

O bandido levou seu carrão, e talvez prevendo que tivesse GPS – e isso atrairia a Polícia – deixou a viatura em rua próxima do assalto, a fim de ir “depená-lo” com os comparsas, mais tarde, como geralmente fazem os ladrões de automóveis.

Ocorre que as ações de buscas se fizeram com eficiência e a polícia, utilizando Programa de Inteligência, localizou o veículo em uma rua nas proximidades do assalto, poucas horas depois.

O pitoresco da história é que tendo a moça deixado o jaleco em cima da bolsa, no banco traseiro, o bandido não viu. Na pressa de sair do veículo levou apenas uma sacola que estava no banco dianteiro, a qual continha apenas sua marmita.

Os procedimentos foram corretos. Na hora do assalto a proprietária entregou o carro sem fazer alarde, não discutiu, nada argumentou nem olhou para trás.

Havia colocado a bolsa principal contendo seus pertences mais valiosos no banco de trás que, por acaso, cobrira com um jaleco branco. Assim, o afoito assaltante se foi sem levar nada de valor.

Recuperou fácil seu carro, sem prejuízo, face à eficiência da polícia do Recife.

Aliás, já se disse que mulheres sozinhas não devem conduzir automóveis em horários pouco favoráveis à sua própria segurança; notadamente se forem veículos de alto valor.

O fato foi real. Fica o exemplo.

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