HÉLIO CRISANTO – UMA LUA, UM CAFÉ E UM BATENTE

Fugindo sem rumo ao som de um torpedo
Sem força, sem chance, sem ter a família…
Somente a saudade restou na mobília
E as marcas na alma do ódio e do medo.
Sequer como alento recebe um brinquedo
Faminto de paz, sem chão pra morar…
O teto do mundo tornou-se o seu lar
Sem ter um afago das mãos de um algoz
As vítimas das guerras precisam de nós
Da luz de um abrigo, de alguém pra ajudar.

2 pensou em “AS VÍTIMAS DA GUERRA

  1. Muito profundo e verdadeiro, mestre Hélio!

    Acho fantástico com um poeta faz as danças das rimas e palavras, parecerem ser uma coisa tão simples.

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