AS LEIS BÁSICAS DA ESTUPIDEZ HUMANA

Segundo Carlo M. Cipolla (1922-2000) – Historiador econômico e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley. Escreveu seu ensaio em 1976 com o mesmo rigor científico com que tratava da política econômica de Florença no século XIV.

O professor Cipolla inicia o seu célebre estudo dividindo a humanidade em quatro tipos básicos de pessoas, a depender apenas da forma como estas se comportam diante da tarefa de adquirir benefícios para si mesmas e para a sociedade em geral. Aqueles que conseguem produzir benefícios para si, ao mesmo tempo em que geram benefícios para o restante da sociedade, estes são os que o professor considera verdadeiramente inteligentes. Caso, ao gerar benefícios para si, o indivíduo o faça às custas dos demais, trata-se então de um caso de puro e simples banditismo. Já os ingênuos, são aqueles que geram benefícios para todos os demais, mesmo que não aufiram benefício nenhum com isto. Podem mesmo chegar ao extremo de se prejudicarem para tal. Por último, mas não menos importante, especialmente se considerarmos ser esta a casta dominante na humanidade, veem os estúpidos. Sua característica dominante seria a necessidade absoluta de gerar prejuízos à sociedade, mesmo sem auferir benefício nenhum com isto, chegando mesmo a sair prejudicado também.

Algumas considerações a respeito de cada um dos tipos delineados:

1. OS ESTÚPIDOS – Esta aparenta ser a forma dominante em toda a humanidade. Em última análise, os ingênuos e os bandidos parecem possuir uma tendência inexorável para regredir até esta forma.

2. OS INGÊNUOS – Esta categoria se divide em dois modelos básicos, a saber: O 1º tipo (I1) é o visionário. São aquelas pessoas iluminadas que se sacrificam conscientemente, em todos seus aspectos pessoais, simplesmente a fim de propiciar melhorias para a sociedade onde estão vivendo. São os Chico Xavier, os Divaldo Pereira Franco, as Madre Teresa de Calcutá e tantos outros seres iluminados. O exemplo extremo seria o de Jesus Cristo, que dá a sua vida pela salvação dos demais. Já o 2º caso (I2), são todos aqueles que, apesar de bem-intencionados, sua miopia intelectual faz com que o seu horizonte temporal se restrinja às consequências de curto prazo das suas ações. Na maioria absoluta dos casos, as consequências a médio e longo prazo destas mesmas ações são absolutamente catastróficas. Este é o tipo ideal para ser utilizado como massa de manobra por políticos inescrupulosos, populistas e demagogos. É o famoso “Inocente Útil”. Este é o prosélito ideal para ser cooptado para as hostes esquerdistas.

3. OS BANDIDOS – São todos aqueles que guiam suas ações pelo princípio do “1º o meu e o resto que se exploda! ”. Esta categoria, apesar de não ser normalmente a mais numerosa, teve um crescimento explosivo durante a gestão petista. A sua filosofia, abundantemente exemplificada pela classe política, pela administração pública e pelo judiciário, espraiou-se ao longo de toda a população e pode ser verificada a sua presença nos atos mais insignificantes da vida quotidiana dos brasileiros. São aqueles que estacionam bem em frente à rampa dos cadeirantes ou nas portas das garagens, são os que nunca fecham as portas de ambientes refrigerados ao passar, são os que insistem em ouvir músicas de gosto pavoroso em níveis ensurdecedores, são os que estacionam nos locais mais prejudiciais ao trânsito e simplesmente ligam o pisca-alerta, etc. Os exemplos da aplicação da “Lei de Gerson” seriam infinitos. Esta categoria também se divide em dois padrões básicos: O primeiro (B1) é o menos prejudicial. É aquele tipo de bandido cujos benefícios auferidos são inferiores aos benefícios que o mesmo propicia à sociedade. No limite, seria o ladrão que, ao te roubar R$ 100,00, simplesmente diminuiu a tua riqueza em R$ 100,00, mas, ao mesmo tempo, aumenta a dele nos mesmos R$ 100,00. Nenhum prejuízo para a riqueza total da sociedade. Sua atuação estaria exatamente em cima da bissetriz que divide o setor. Já o segundo tipo (B2), esse sim é perigosíssimo. É aquele que destrói uma grande riqueza, simplesmente para auferir um pequeno lucro. Este é o verdadeiro predador. Sua forma de atuação assemelha-se muito com a dos estúpidos. A diferença é que este é consciente do mal que está praticando. O caso clássico é o ladrão que mata sua vítima para roubar R$ 100,00. Destruiu um valor incomensuravelmente maior (a vida) para auferir um lucro ridículo. É o mesmo caso do político analfabeto que destroça uma nação para ganhar dos puxa-sacos carradas de títulos de “Doutor Honoris Causa” e alguns imóveis, ou das hordas de aderentes e agregados que só desejam continuar locupletados em mamatas estatais e a nação que se exploda.

4. OS INTELIGENTES – Estas pessoas formam a elite da espécie humana. São seres iluminados que, a partir de uma origem normalmente humilde, conseguem realizar obras verdadeiramente sobre-humanas. Todos os demais componentes da sociedade onde atuam lhes devem uma gratidão perpétua. A maioria deles sofre imensamente com as incompreensões dos ingênuos e com a verdadeira guerra que lhes é sempre movida pelos bandidos, normalmente encastelados em posições de liderança política, bem como por aqueles simplesmente estúpidos. O passar dos anos costuma ser extremamente favorável às suas memórias. Nações mais desenvolvidas são exatamente aquelas onde essa casta superior detém posição de liderança e comando. Nações como a nossa, em que se desenvolve uma guerra dos medíocres contra as mentes superiores, está fadada a permanecer se arrastando na miséria, malgrado a abundância de recursos naturais.

Antônio Ermírio, Mauá, Edson Queiroz, Delmiro Gouveia e João Carlos Paes Mendonça – Gigantes entre anões

Segundo nos ensina Cipolla, mesmo em uma nação que esteja descendo ladeira abaixo, a fração dos estúpidos é sempre constante (α). O que sempre ocorre, nestas situações, é uma alarmante proliferação na casta dominante, de bandidos com severos laivos da mais grossa estupidez (sub-área B1 e caminhando para sub-área B2). Esta transição na composição da parte não estúpida da população leva a um inevitável fortalecimento do poder destrutivo da fração estúpida, o que torna o declínio desta mesma nação inevitável.

FOI EXATAMENTE ISTO QUE ACONTECEU COM O BRASIL NOS ÚLTIMOS ANOS!

Não pensem que estamos livres desta praga. Ainda não! Os bandidos estão encastelados em todas as estruturas de poder desta nação. Arrancá-los de lá será uma tarefa muito mais demorada e trabalhosa do que supõe nossa vã filosofia. DELENDA EST PT! (Destruam o PT!). Sem esquecer do PCdoB, PSOL, CUT, MST et caterva.

1 pensou em “AS LEIS BÁSICAS DA ESTUPIDEZ HUMANA

  1. Poderia ser mais imparcial na análise, por sinal com exemplo bem equivocados. Não basta só saber inglês, é necessário conhecer o cultural, social, o caráter da lingua e idioma para tentar estabelecer certas analogias/comparações/exemplos.

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