CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Papa Berto, alvíssaras!!!

Quando você deu uma paradinha técnica no seu blog eu te apoiei de mentirinha.

Confesso que sou um viciado nessa merda de blog.

Eu fiquei é desamparado com o encolhimento do dito cujo.

Ainda bem que você deu uma reconsiderada e está voltando aos bons tempos, mesmo sabendo que virão alguns atropelos pela frente.

Creia que você e a doce Aline que carregam esse blog nas costas estão fazendo um bem danado para seus leitores.

Abração para ambos!!

R. Meu caro viciado:

Bem pior do que marido mandado por mulher, é editor mandado pelos leitores.

Planejei fazer uma coisa, mas a chiadeira foi tão grande que eu chega se espantei-se-me todinho. E, acovardado pelas cacetadas, tive que dar uma mudada urgente nos meus planos.

A troca do Jornal da Besta pelo Blog do Berto, conforme expliquei quando a decisão foi tomada, era visando sobrar tempo pra me dedicar ao meu novo projeto literário.

Foram extintas 51 colunas e no lugar delas seriam feitas apenas pequenas postagens, quando me sobrasse tempo e me desse vontade.

O blog atual, segundo o que eu planejara inicialmente, seria atualizada uma vez ou outra e o ritmo de trabalho seria consideravelmente diminuído.

Mas, repito, o muro das lamentações cresceu de maneira considerável. A caixa de mensagens ficou entupida com tantas mensagens de protesto. E eu fiquei acovardado. Se caguei-se-me nas calças.

Até Aline me cutucou:

– Cadê sua palavra? Num vai manter não?

De fato, não consegui manter as coisas do jeito que planejara. As colunas foram voltando aos poucos, o ritmo de trabalho voltou a crescer e a chiadeira diminuiu consideravelmente.

Com a cara mais lavada deste mundo, estou tentando conciliar as coisas. Freud explica.

Só não conseguimos ainda restabelecer o visual anterior, devido à troca de hospedagem, coisa que depende de orçamento e também de detalhes técnicos.

Ontem dei expediente nesta gazeta escrota apenas pela manhã.

E passei a tarde e a noite trabalhando em “Memórias de Duas Tardes Sangrentas“, que é o título do meu próximo livro.

Hoje, domingo, acordei cedo e estou botando no ar o que estava na fila. O resto do dia vou dedicar ao meu modesto projeto.

Chega. Num vou falar mais nada. Senão vou acabar sendo desmoralizado de novo.

Aguardemos o que vai acontecer nos próximos dias.

Um Editor desmoralizado e sem palavra

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