CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Boa noite, mais uma vez, estimado Mestre

Mesmo incorrendo no risco de receber, provavelmente somente in pectore, um adjetivo pouco elogioso para as muitas impertinências que vez por outros expilo, lembrei-me de uma constatação que fiz quando há cerca de dois anos visitava com minha italianinha a terra de seus avós e lá por Palermo – veja só, onde, Sicília – passamos por uma via central onde nos deparamos com o monumento cuja foto abaixo, que registra uma das práticas mais usuais por aquelas bandas, até o final do século XIX, segundo nos afirmou o guia que nos acompanhava, que era o mani amputate, um dos castigos que a Cosa Nostra aplicava nos amici que afanavam bens de seus companheiros ou protegidos.

Embora pouco nítida, pois tirada de dentro do ônibus que não pôde parar, dado o intenso tráfego, acho que com ou pouco de esforço você conseguirá ver os resultados alcançados pela prática, que me parece poderá vir a ser implementada em nosso ínclito bananeirol, conforme proposta de ilustre parlamentar, segundo se informa.

Ótima ideia, mas com um potencial de inconveniência muito grande, pois decerto criaria uma forte bancada parlamentar, bancada essa que nos sairia muito cara, pois que demandaria a necessidade de auxiliares, tipo os capinhas do STF e outros valhacoutos assemelhados, para atender aos seus procedimentos os mais diversos, notadamente os relacionados com a limpeza de certas áreas corpóreas ou com o recebimento de pixulecos vários, a esconder em cuecas ou outras vestimentas, talvez até muito rendadas, dessa alentada bancada.

Mas, vejamos se essa proposição vai avante e logo teremos nossa irmandade dos mani amputate.

Beleza.

Abraços,

R. Meu caro, aprovar uma lei que manda torar com uma foiçada as mãos dos corruptos, seria um avanço da porra pra um país cujo dinheiro público vem sendo dilapidado há décadas por tantos ladrões.

Eu seria o primeiro a me inscrever no concurso público pra carrasco.

Por enquanto, temos apenas o simbolismo do maior corrupto da história desta república contar com apenas nove dedos.

É muito pouco, pouquíssimo.

Mas já é um símbolo pra começarmos a luta pela guilhotinagem dos ladrões.

Apenas cortar as mãos não é suficiente.

O ideal seria cortar o pescoço.

1 pensou em “ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PB

  1. Caro Arael, terrível esse registro. Mas, me parece que é prática do submundo do crime. No morro de Santa Marta, os caras são empacotadores de cocaína. Eles sabem que devem entregar x papelotes com y gramas cada um. Se faltar um ou se qualquer um não tiver o peso certo, o cara leva um tiro na mão.

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