A PALAVRA DO EDITOR

O mundo comemora o grande feito do Programa Apollo 11 que levou o homem à Lua. Agora em julho, completam 50 anos que Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin, a bordo do módulo de exploração lunar Eagle, chegaram ao satélite natural da Terra, diante de uma plateia de meio bilhão de televisivos espalhados pelo mundo. Foram cinco dias de cansativa viagem, a partir da Terra. Enquanto o astronauta Michael Collins, a bordo da nave Columbus orbitava a Lua, para garantir a segurança dos colegas exploradores, quanto ao retorno à Terra, a dupla de astronautas norte-americanos da agência Nasa, Armstrong e Aldrin, passou 22 horas no solo da Lua, das quais duas horas e meia fora da nave pisando no solo lunar. Pela ordem, desceu Armstrong e depois Aldrin. Foi justamente às 23h56 do dia 20 de julho de 1969, que Armstrong deu aquele histórico salto no solo lunar, expressando a frase “esse é um pequeno passo para o homem, mas um salto imenso para a humanidade” que ficou na história como um grande marco para a humanidade. A novidade para Armstrong foi constatar que a composição do solo lunar tinha uma superfície empoeirada, talvez originada de carvão.

A viagem do trio de astronautas durou nove dias, desde a decolagem no Cabo Canaveral, o pouso no Oceano Pacífico, o resgate feito por um nadador da Marinha dos Estados Unidos e o novo contato com o continente. O marco do feito histórico deixado pela dupla na Lua foi a bandeira dos Estados Unidos, acompanhada de uma placa assinada pelo trio de astronautas com os dizeres. “Aqui, homens do planeta Terra pisaram pela primeira vez na Lua, em julho de 1969 d.C. Viemos em paz por toda a humanidade”. No retorno de Neil e Buzz ao módulo lunar, trouxeram amostras e dados da notável experiência longe da Terra, embora existam pessoas descentes quanto a essa façanha norte-americana.

De fato, a exploração lunar pelo homem abriu espaço para muitas outras conquistas. A ciência evoluiu nas pesquisas, facilitando o lançamento de sondas e satélites ao espaço, a tecnologia deu um monstruoso salto no lançamento de novos equipamentos, como os microcomputadores além de outras novidades industriais lançadas em datas posteriores. Mas, que o projeto teve conotação política, está claro que teve. Os soviéticos lançaram o satélite artificial Sputinik, em 1957. Na época, rolava a Guerra Frias entre os dois países. Era a disputa pela superioridade mundial. Não querendo ficar por baixo, diante da façanha soviética, o presidente John Kennedy resolveu mostrar que os EUA eram mais fortes também na corrida espacial. O início pela supremacia na exploração e tecnologia espacial, aconteceu com os programas Mercury e Gemini até chegar no programa Apollo. Mas, antes de brindar vitórias, a primeira expedição do Apollo acabou em tragédia. No lançamento do Apollo 1, por causa de falhas elétricas, os três astronautas morreram durante a operação de lançamento da nave, que se incendiou ainda na plataforma. O mérito da missão Apollo aconteceu com a nave Apollo 11 que para chegar à alunissagem, contou com a colaboração de 400 pessoas em Terra.

*
Não é somente no Brasil que manifestantes protestam contra a reforma da previdência. Nos países desenvolvidos, também houveram desacordos, mas as reformas foram feitas. A França, Espanha e Alemanha não esperaram tempo bom. Meteram a cara no tema, complexo e polêmico, mas conseguiram aumentar a idade mínima para 65 anos, com possibilidade de pular para 67 anos, e estender o tempo de contribuição em casos de real necessidade. Nesses países, a mesma idade é válida para ambos os sexos. Na Argentina, o pau cantou nas ruas, sobraram mais de 100 feridos nas ardidas manifestações populares. Houve até greve nos transportes, contudo, o Congresso argentino aprovou a questionável reforma. Os deputados da Argentina passaram sufoco para aprovar o projeto. Dentre as principais propostas na reforma argentina consta o item que permite ao trabalhador, após 30 anos de contribuição, estender a vida ativa até os 70 anos. Para reforçar a segurança dos deputados, o governo argentino colocou 900 policiais e mais a Polícia Federal na via pública. Nas reformas aprovadas no mundo, o item central é o mesmo. Reduzir o déficit fiscal, atrair investimentos. O que muda são as regras para calcular os benefícios.

No Brasil, para aprovar a reforma previdenciária, a população luta pela igualdade de direitos, tanto para políticos, juízes e militares, sem exceção. O povo quer acabar com esse negócio de discriminação, mamatas, que privilegia apenas meia dúzia de gente, enquanto prejudica a massa. O fator preocupante no Brasil refere-se no avanço da velhice e na redução da quantidade de nascimentos. Em 1960, era comum as famílias terem em média 6 membros em casa. As crianças que nasciam, em maior quantidade, garantiam custear a aposentadoria dos adultos que trabalhavam e atingiam a idade limite para se aposentar. Todavia, atualmente, o jogo mudou de panorama. As famílias têm menos filhos e a expectativa de vida do brasileiro foi ampliada para 76 anos, em média. As pessoas passaram a viver mais, morrer bem mais velho. A continuar nesse ritmo, logo logo vai faltar gente para sustentar as aposentadorias. Sem alternativas, a Previdência quebra, sem dinheiro no caixa.

O que pesa nos debates na Câmara é a falta de bom senso. A politicagem, o ideologismo, as divergências de opinião sobre as mudanças de regras. A falta de conhecimento técnico da maioria dos parlamentares no tema. Muitos não querem perceber que o sistema previdenciário brasileiro está ultrapassado. Tende a prejudicar, no futuro, a população mais pobre. Quem sustenta a aposentadoria é a população que trabalha. Contribuindo mensalmente, compulsoriamente ou não. Crescendo a quantidade de aposentados, o dinheiro arrecadado do trabalhador em número decrescente, um dia deve faltar no caixa para pagar as aposentadorias. Aumentando o rombo da previdência que, no momento, registra mais de R$ 150 bilhões por ano. Para financiar o rombo, fechar a conta, o governo emite títulos públicos. Cria despesas. Gera um círculo vicioso. Num ponto, a reforma é válida. Caso aprovada, sem politicagem partidária, reduz as despesas do governo. Gastando menos, o Estado adquire condições de baixar impostos, incentivar a indústria a produzir mais, fomentar investimentos nas empresas, gerar emprego, aumentar a renda da população. Com folga no caixa, o governo pode investir com folga até na modernização da infraestrutura. Item fundamental no processo de desenvolvimento.

Deixe uma resposta