RODRIGO CONSTANTINO

Donald Trump, considerado culpado por juri

Donald Trump, considerado culpado por juri

Se você é incapaz de derrotar seu adversário nas urnas, então pode sempre apelar para os tribunais, especialmente em estados majoritariamente dominados por seus aliados. Foi basicamente isso que aconteceu nesta quinta, quando Donald Trump foi condenado pelo júri de Nova York por 34 crimes. Ninguém acredita que houve um julgamento justo neste caso.

Em países sérios há o império da lei, o que quer dizer que ninguém está acima das leis. Tampouco alguém deve estar abaixo delas. Não resta dúvidas de que Trump só foi indiciado pelo procurador democrata ligado a George Soros por estar disputando uma vez mais a Casa Branca. Todos sabem também que o juiz teve claro viés durante o julgamento.

O intuito era afastar Trump de sua campanha, colocar a pecha de “condenado” nele, e interferir assim nas eleições. O espetáculo promovido pelo ator Robert De Niro marcou o ápice do “julgamento soviético”. Um octogenário que foi pai recentemente apareceu com uma máscara no rosto, como se ainda estivéssemos na pandemia, para alertar que Trump é um perigo para a democracia. Mas a instrumentalização da Justiça é o real perigo, e foram os democratas os responsáveis por isso.

A reação foi imediata. A campanha de Trump recebeu mais de 50 milhões de dólares num só dia e inúmeras pessoas estão dizendo que não gostam do ex-presidente ou não pretendiam votar nele, mas agora a situação mudou. Parcela significativa da população entende que não deve ser permitido atropelar a imparcialidade da Justiça para perseguir desafetos políticos.

Não foi um julgamento técnico, e isso ninguém pode contestar seriamente. Logo, a América cruzou o Rubicão, numa decisão sem precedentes que coloca o líder nas pesquisas como condenado, que pode até cumprir anos na prisão por “crimes” sem o devido embasamento jurídico. Coisa de Republiqueta das Bananas, de país latino-americano. É o Brasil dando aulas para os Estados Unidos de como destruir a democracia sob o pretexto de salvá-la.

Foi um dia triste para a nação que é o farol da liberdade, o líder do mundo livre. Claro que muita gente que não gosta de Trump, ou mesmo o odeia num nível patológico, vai comemorar a decisão do júri. Mas é uma vitória de Pirro. Esse tipo de “tapetão” produz graves consequências, talvez num ponto sem retorno.

O esgarçamento do tecido social aumenta ao ponto da ruptura. Se é permitido utilizar tribunais politizados para tentar afetar o resultado das eleições, então vale tudo, e o outro lado não vai aceitar calado esse tipo de grosseria. É aí que mora o perigo. Os democratas deveriam ter pensado duas vezes antes de rasgar qualquer respeito pelo “Fair Play”, pois os republicanos não vão tolerar passivamente essa malandragem.

Como disse Trump, o real veredito será em novembro, nas urnas. E o engajamento da campanha do republicano vai aumentar muito depois desse julgamento de fachada.

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