CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

Apesar do avanço da ciência e da tecnologia, de forma acelerada, o mundo foi surpreendido com o aparecimento de um virusinho safadinho e invisível. Mas extraordinariamente letal. Capaz de levar dezenas de milhares de pessoas a óbito. Como tem acontecido.

O novo coronavírus veio para atormentar e abrir os olhos da humanidade com relação aos costumes e manias de cada país e de cada povo. Do jeito em que está, confuso e cheio de problemas das mais variadas espécies, é impossível permanecer legal. Então, mudanças no novo modo de vida deve acontecer. Brevemente.

Uma coisa é certa. A pandemia não só afetou a saúde das pessoas. Provocou também muitas alterações na economia mundial. As experiências de epidemias anteriores atestam que a humanidade sofreu muito nas questões físicas, emocionais e econômicas. Diante disso, é possível até rolar uma baixa no crescimento global e quem sabe, implantar até mesmo recessão em vários países.

Caso o Covid-19 não seja controlado e as causas sejam prolongadas, as previsões indicam duas inevitáveis quedas. É provável o furacão deixar uma baixa de US$ 2 trilhões no quadro geral global e de US$ 220 bilhões de prejuízo na economia dos países emergentes. Valores que serão varridos da Terra para o espaço, pela tormenta que varre os continentes.

No passado, as pandemias causaram muitos transtornos, sobretudo na taxa de mortalidade. No entanto, em decorrência do avanço da medicina e de infraestrutura, o maior impacto deve acontecer mesmo é no lado econômico.

Atualmente, a mão de obra em disponibilidade diminuiu, as faltas ao serviço aumentaram, a produtividade declinou, a economia desacelerou, a circulação de pessoas nos ambientes caiu, e, consequentemente, como surgirão atrasos nos transportes, no suprimento de estoques e na queda de renda, o consumo enfraqueceu.

Ora, caindo a demanda, sobram produtos nas prateleiras, as fronteiras mercadológicas se fecham e a tendência natural é o preço desabar, também. Mas, quando, ninguém sabe.

O melhor exemplo foi a crise financeira de 2008, tida por muitos como a pior atribulação no conceito econômico. O caso aconteceu nos Estados Unidos e o fato foi o gerador da bolha imobiliária, de triste memória

Na ocasião, os bancos expandiram o crédito imobiliário. Como a procura pelos empréstimos para a compra da casa própria se popularizou, a correria aos bancos inflacionou a venda de imóveis. Os preços das casas, imediatamente subiram. Os valores investidos passaram de bilhões de dólares. Mas, como a procura pelos empréstimos foi acima do esperado, a taxa de juros bancário cresceu demais, afastando novos tomadores.

Aí, sobraram imóveis no mercado. Um detalhe despertou atenção. A maioria dos empréstimos era de alto risco, por isso trouxe o inesperado. Muitos tomadores não puderam pagar as parcelas dos empréstimos. Outro ponto negativo da bolha, foi a decepção dos compradores de papéis ao perceber o preço e a rápida desvalorização das ações. Então, inflada, a bolha levou a economia americana para a recessão, com repercussão global.

Agora, a atenção mundial se prepara para analisar os efeitos que a pandemia vai deixar após a sua passagem. As empresas que escaparam da falência, devem analisar três propostas para navegar com segurança no futuro. Implantar uma reestruturação econômica, social e organizacional, pois o caminho do amanhã será exigente nas questões organizacional e comercial.

Realmente, essa pandemia agiu diferente na maneira de amortecer a economia. Da mesma forma, as atividades começarão a se engrenar no mercado de modo desigual. O ponto básico são os fornecedores e os clientes. Alguns setores serão ágeis na recuperação da atividade. Outros, no entanto, terão de engatinhar até encontrar a marcha da retomada. Entrar no radar, novamente.

Por enquanto, o caminho mais fácil para atingir as metas de recuperação é percorrer a via pelo processo da digitação e da automação. Esta estratégia é regra geral no mundo.

Unindo a informática com a automação, as empresas se modernizam. Avançam na tecnologia, eliminam tarefas repetitivas, agilizam a produção, acertam na precisão, padronizam a fabricação, erram menos, reduzem custos, encurtam o caminho para o lucro crescente, introduzem mais segurança no processo industrial e finalmente ganham pontos na competição comercial.

Apesar deste processo não afastar em hipótese algumas desvantagens sociais como desemprego, desigualdades e marginalização. Tarefas exclusivas do governo, que se empenhar com afinco para evitar males maiores na sociedade.

Os países que não rezarem a cartilha direito, como manda o figurino, entram na guilhotina da desgraceira, pois, quem for podre e não tiver a devida competencia, que se quebre.

2 pensou em “ALTERAÇAO

  1. Sem dúvida alguma, mestre Carlos Ivan, que essa pandemia do coronavírus importado na China vai mexer e muito com a economia mundial e com os protocolos de saúde.

    O mundo não será o mesmo no tocante à saúde, à aglomeração, aos cuidados sanitários… Agora será que o homem, na sua ganância insana pelo lucro fácil e pela corrupção, vai aprender?

    Torço para que os homens pensantes do munto inteiro, em especial, os cientistas e os médicos sanitaristas e cuidadores mentais, sejam mais valorizados e olhados com mais respeitos. A economia é muito importante mas com pandemia vira o caos!

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