CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PALMARES, TERRA DOS POETAS, FAZ PARTE DO BERÇO CULTURAL DE PERNAMBUCO

Eu, Altamir Pinheiro, como cinéfilo da cidade de Garanhuns-PE, parabenizo a todos que se envolveram no projeto de recuperação do centenário CINE TEATRO APOLO, que se encontrava abandonado há mais de uma década e sem exibição de filmes.

Através do apoio da prefeitura dos Palmares que reformou, revitalizou, restaurou e reinaugurou esse Patrimônio Cultural de Pernambuco com a insuperável magia do cinema.

Além da brilhante ideia da restauração do cinema, a Fundação Casa da Cultura Hermílio Borba Filho criou o belo projeto CINEMA PARA TODOS que trouxe dezenas, centenas e milhares de crianças das escolas públicas da Zona da Mata Sul do Estado para se emocionarem na telona com direito a algodão doce, pipoca e refrigerante.

Fundado em 6 de dezembro de 1914, o CINE TEATRO APOLO, localizado em Palmares, na Mata Sul do Estado, é o teatro mais antigo do interior e um dos primeiros a ser inaugurado no começo do Século XX em todo interior do Nordeste, de acordo com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).

Com o passar do tempo, o Cine Teatro Apolo também mudou de gestão, passou por reformas e, na década de 1980, quase chegou a ser vendido para se tornar supermercado. Mas o então prefeito da época, Luiz Portela, comprou o imóvel e o transformou em Casa da Cultura municipal.

Em 31 de janeiro de 1994, o lugar foi tombado como Patrimônio Histórico de Pernambuco.

Quem não conhece vale a pena visitá-lo, pois trata-se de um excelente espaço, destacando-se esplendorosamente sua arquitetura e designe que são deslumbrantes. Para quem mora em Pernambuco, VALE A PENA CONFERIR a terra do magnífico poeta Ascenso Ferreira que morreu em 1965 aos 70 anos de idade.

Aproveitando a deixa, também vale a pena conhecer de perto a cidade que pariu para o mundo o escritor Luiz Berto Filho que se modernizou e hoje é um blogueiro atuante ao administrar o Jornal da Besta Fubana que espalha cultura pros quatro cantos do mundo!!!

R. Meu caro colunista fubânico, gratíssimo pela generosa apreciação que você fez sobre o JBF aí no último parágrafo.

Quanto ao fato de dizer que eu me “modernizei”, quero informar que apenas mudei, há mais de duas décadas, do teclado de uma máquina elétrica para o teclado de um computador.

Continuo produzindo minha ficção paralelamente ao intenso trabalho que me dá editar esta gazeta escrota.

Um novo romance está em andamento, quase chegando ao final.

Gratíssimo pelo destaque que você deu ao meu querido Cine Teatro Apolo, um recanto mágico da minha infância e adolescência.

Um espaço encantado que me proporcionou mergulhar no fantástico mundo do cinema.

Onde vivi intensamente e fui muito feliz com meus amigos

E também onde ensaiei os primeiros namoros com as meninas desta minha cidade cheia de magia.

Agradeço esta sua mensagem em nome de todos os palmarenses, sobretudo em nome do meu querido amigo Aécio, atual diretor da Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, o órgão que administra o centenário Cine Teatro Apolo.

2 pensou em “ALTAMIR PINHEIRO – GARANHUNS-PE

  1. Belo texto. Eis um texto que deixa “ancho o Sancho”, pois as coisas históricas mexem com minha imaginação e recordações…
    Valeu, Altamir,por acertar em cheio nas recordações de Berto!!!!
    E o Quixote Veí di Guerra já andou por aquelas bandas, pela BR 101. Nem lembro mais o que carregava ou se o frete era dos melhores. Creio que era entre Xexéu e Palmares, mas gostei da cidade. Conheci por aquelas bandas umas moças encantadoras, mas isso é outra história…

  2. “Palmares é minha marca para toda vida,” disse certa vez o romancista Hermilo Borba Filho, autor do romance “Sol das Almas”, que o editor Luiz Berto o considera o maior romance da Língua Portuguesa.

    Após ler a excelente homenagem que o cinéfilo e expertise em filmes de faroeste Altamir Pinheiro fez ao Cine Teatro Apolo, localizado na Rua da Conceição, Centro de Palmares, hoje preservado graças aos homens que respeitam a cultura e os casarões estilo de época, me lembrei do Cine Santo Antônio, em Carpina, Pernambuco, onde assistir, nos anos oitenta, os primeiros filmes de faroeste, infelizmente tombado pelos cupins, morcegos e tapumes.

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