GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

Ontem, na data histórica de 25 de março de 2019, o Porta-Voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, enlouqueceu completamente.

Ele reuniu a imprensa e disse que o Presidente Jair Messias Bolsonaro mandou que os quartéis celebrem o 31 de março, ou seja, a chamada Gloriosa, ou Revolução de Março de 1964, ou Golpe Militar.

Ele esclareceu ainda, em seu momento de delírio, que o Presidente Bolsonaro não considera o 31 de março de 1964 golpe militar, “ele considera que a sociedade reunida, e percebendo o perigo que o País estava vivenciando naquele momento, juntou-se, civis e militares, e nós conseguimos recuperar e recolocar o nosso País num rumo que, salvo melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido hoje nós estaríamos tendo algum tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém”.

“E o nosso presidente já determinou ao Ministério da Defesa que faça as comemorações devidas”.

O Porta-Voz do Bolsonaro parece ser muito novo e devia ter uns quatro anos de idade, ainda nem era general, quando “a sociedade reunid”a decidiu pôr a tropa nas ruas.

Em seguida, foram vinte e um anos de algo que o insano do porta-voz pôs na boca do presidente da república – que não vivemos em uma ditadura – embora os militares houvessem se aboletado no poder sem que tivéssemos eleições, com as liberdades suprimidas, a imprensa ca-la-da!, gente sendo presa sem o devido processo legal, acontecendo torturas e mortes nos subterrâneos e outras barbaridades.

É claro que se fosse verdade que essa maluquice tivesse sido, mesmo, obra do presidente Jair Messias Bolsonaro, ele perderia o apoio de grande parte dos que votaram nele, bem como seria criticado até por políticos aliados e por militares que formam com ele.

Podia ser, até, que ele tivesse que pedir o boné.

Ou ser internado.

Mas, felizmente, a doideira foi só do porta-voz, que, certamente, será demitido e em seguida o Bolsonaro falará em cadeia (epa!) nacional desmentindo essa piração.

Ufa!

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