ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

Pois é, gente, a lenda Al Pacino já é um idoso: o nova-iorquino completou 80 anos!!! Como afirma o próprio Alfredo James Pacino, nascido em abril de 1040, “LENDA, EU? Por favor, lenda era Marlon Brando. Claro, o imitei quando era jovem”… Cresceu no Bronx, um dos bairros mais difíceis da Nova Iorque glamourizada. Quando adolescente cometeu alguns delitos e chegou a ser preso aos 20 anos. Sua verdadeira liberdade viria pelo universo da interpretação quando começou sua carreira cinematográfica atuando em 1969 no filme “Me, Natalie”, em um papel menor de apoio. A verdadeira estreia em um papel principal foi no drama “The Panic in Needle Park”, de 1971. Ali foi visto pelo grande diretor Francis Ford Coppola, que o levaria a viver o papel que o lançaria à fama mundial, o de Michael Corleone em “O Poderoso Chefão”.

Reverenciado por todos, seu rigor profissional é muito bem reconhecido. Pacino tem sido referência para seus companheiros de profissão, e imagem que garante qualidade e compromisso artístico para o público. A genialidade de Al Pacino também pode ser percebida nas recentes produções de “Era uma vez em Hollywood”, de Quentin Tarantino, e “O Irlandês”, de Martin Scorsese. As duas produções tiveram indicações ao Oscar 2020, mostrando parte do enorme talento do ator. Obra vasta que, para ser melhor entendida, requer um passeio pela trajetória cinematográfica deste grande ator. Um dos poucos atores que já receberam a tríade de prêmios conhecida como “Triple Crown”, usada para definir aqueles que ao longo da carreira ganharam ao menos um Oscar (cinema), um Emmy (televisão) e um Tony (teatro), Al Pacino agora é oitentão.

Incansável e talentoso, além de ser o Michael Corleone de Copolla, ele foi o Tony Montana em “Scarface”, policial, detetive, advogado, ganhou Oscar de Melhor Ator no 65ª Prêmio da Academia por sua atuação como o sedutor Frank Slade do encantador “Perfume de Mulher”, e foi muito premiado, no cinema e no teatro. Antes da vitória como Slade teve outras sete indicações à estatueta de Hollywood. Seu Michael Corleone lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, assim como por seus papeis em “Dick Tracy” e “O Sucesso a Qualquer Preço”. Suas indicações ao Oscar de Melhor Ator incluem “O Poderoso Chefão – Parte 2”, “Serpico”, “Um Dia de Cão” e “E Justiça para todos”.

Em homenagem aos 80 anos da fera, reunimos uma seleção com alguns trabalhos memoráveis do ator para quem quiser assistir nessa quarentena do coronavírus, desejando-lhe felicidade por completar 8 décadas de vida, 5 delas dedicadas ao cinema, teatro e televisão. EIS A SELEÇÃO: Trilogia O Poderoso Chefão (1972) – Serpico (1973) – Um Dia de Cão (1975) – Parceiros da Noite (1980) – Scarface (1983) – Perfume de Mulher (1992) – O Sucesso a Qualquer Preço (1992) – O Pagamento Final (1993) – Advogado do Diabo (1997) – O Informante (1999) – O Irlandês (2019) – Era Uma Vez em… Hollywood (2019).

8 pensou em “AL PACINO, O MITO DA INTERPRETAÇÃO EM FILMES DE GÂNGSTERES COMPLETA 80 ANOS

  1. Sr. Altamir, muito bom que voltou a enviar seus excelentes textos sempre versando sobre temas interessantes para os apreciadores das artes.

  2. Sou fã!
    Se me perguntarem quantas vezes vi a trilogia do Poderoso Chefão, eu nem saberei responder.
    Ontem à tarde vi por três horas sua atuação em O Irlandês.
    Com Robert de Miro. Outro gigante.

    • Transmimento de pensação? Caro Jesus ontem também assisti O Irlandês (filmaço, com o merecedor de todos os adjetivos referentes á maestria, Robert Anthony De Niro Jr.
      O bom gosto de Altamir sempre proporciona grandes dicas ás segundas.
      Grande abraço aos quatro (Pacino,Jesus, De Niro e Altamir).

  3. O desempenho primoroso do ator Al Pacino no filme O IRLANDÊS é fóra
    de série e foi uma grande roubada quando tiraram o OSCAR do
    ator Al Pacino e premiaram o canastrão Brad Pitt em seu lugar.
    Foi uma canalice das grandes. Alguém pode dizer que a Academia do Cinema
    não tem culpa, os votos são dos membros etc…
    Bullshit, a Academia é responsável e manipula todos os votos a sua
    vontade. quem estiver nos States na época de seleção e votação para o
    Oscar, não vai acreditar de como a midia é manipulada e os gastos com
    a propaganda e divulgação dos filmes são astronômicos, muitos milhões de dolares
    são investidos e páginas inteiras de Jornais e Revistas, ” entrevistas fake são programadas com os grandes
    nomes da TV. O crítico de cinema Dalenogare, já explicou detalhadamente como são feitas as nomeações ” programadas junto à Academia de Cinema ” e explica
    também como os ” produtores ” do filme Shakespeare Apaixonado
    ” comprou ” o oscar para o filme e sua atriz principal, num desempenho pífio
    sem nada de extraordinário. Porem, uma indicação da academia e a entrega de
    um Oscar rendem milhões de dólares. Foi o caso do filme ROMA, que
    uma grande produtora de Hollywood financiou e gastou apx. dez milhões de dólares
    mas quando o filme ficou muito comentado pelos crítico, eles investiram
    apr. cinquenta milhões de dolares na promoção para ganhar o oscar
    de melhor filme. Eu achei o filme uma bosta, assim como não concordo e não
    aceito os premios ” dados ” ou vendidos pelo execrável filme ” O Parasita.
    Sei que muita gente gostou, eu achei outra bosta e perguntarei novamente daqui há uns dez anos : Alguém se lembra do filme Parasita ?
    Mas daqui a 50 ou 60 anos se alguém perguntar sobre o filme O IRLANDÊS
    TODOS RESPONDERÃO EM CÔRO ” é UM CLÁSSICO “.
    AMIGO ALTAMIR, O SEU ARTIGO DE HOJE ESTÁ REALMENTE FANTÁSTICO.

  4. Esse cara é o máximo. Treze homens e outro segredo, o papel era ridículo, mas com Al não tem isso não. Perfume de mulher, show de bola.

  5. Excelente artigo, Altamir, sobre esse talentosíssimo ator oitentésimo que participou da mais perfeitas trilogias fílmicas já realizadas na História do Cinema, O PODEROSO CHEFÃO I, II e III.

    Quando Francis Ford Coppolla, cineasta genial, confiou a AL PACINO papéis de destaques nos Poderoso Chefão I e no II e no III, e o de papel principal, Michael Corleone, tinha a exata dimensão do talento do ator americano.

    Quanto a ter perdido o Oscar para o canastrão Bed Pitt, no excelente o IRLANDÊS, onde tem o desempenho primoroso, como observa o grande comentarista D,Matt., são roubadas de ROLIÚDE que jamais alguém vai poder explicar. Também acontece no NOBEL DE LITERATURA, onde escritores desconhecidos e sem uma obra de proa, também são contemplados.

    Fazer o quê?

    É a indústria do entretenimento dando as cartas à seu bel prazer!

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